sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

INFORMAçãO: A história do peru e o difícil jogo da política

2 de dezembro de 2016  Informação  
Em tempos de formação de primeiros escalões dos novos prefeitos, escolhas de novas mesas diretoras de câmaras municipais e santas casas, assim como de divergências radicais entre poderes da República, vale recontar aqui neste espaço a história do peru (que poderá ser servido neste Natal), recontada pelo consultor e analista político, Gaudêncio Torquato, em suas Porandubas Políticas, que é publicado pelo site Migalhas, especializado em assuntos jurídicos e políticos.. “Em uma planície, viviam um urubu e um pavão. Um dia, o pavão começou a expressar certa angústia: “Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar a minha incomparável beleza. Feliz é o urubu que é livre para voar para onde o vento o levar”. O urubu, por sua vez, refletia no alto de uma árvore: “Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal; e ainda tenho que voar e ser visto por todos. Quem me dera ser belo e vistoso, tal qual aquele pavão”. E aí as duas aves, pensando sobre suas conveniências e inconveniências, tiveram uma brilhante ideia: deveriam se juntar para realizar um cruzamento. O fruto que desse cruzamento surgiria seria uma ave esplendorosa, magnífica, um descendente que iria combinar o voo tão aerodinâmico do urubu com a graciosidade e elegância do pavão. Cruzaram-se. E daí nasceu… o peru! O peru que é feio pra cacete e nem voar consegue. Moral da história, senhoras e senhores: se a coisa está ruim, não invente. Gambiarra não funciona.”

Passou!
O secretário de Transportes, Nobuo Aoki Xiol, acompanhou, ontem, passagem de um ônibus pelo interior do primeiro túnel do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, que será liberado ao tráfego de veículos, no sábado, dia 10. Já o secretário João Francisco Chavedar, de Planejamento, também esteve por lá, ao lado de técnicos da CPTM, discutindo como ficará o funcionamento da porteira da passagem de nível para pedestres após a liberação.

Perto do fim
O relator da CPI da Merenda, deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira (DEM), tem afirmado que os depoimentos prestados sobre atos de corrupção no fornecimento de alimentos à merenda escola do Estado são suficientes para uma avaliação final do caso e responsabilização de envolvidos no episódio. A expectativa de que as apurações envolvessem diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), dificilmente irá se concretizar. Tudo indica que o escândalo ficará limitado ao pessoal do segundo escalão e fornecedores.


Homenagem
Um minuto de silêncio antes do início do jogo decisivo do Sulamericano de Basquete, entre Mogi/Helbor e Bahía Blanca, na Argentina, foi a forma encontrada para homenagear as vítimas do acidente com o time de futebol da Chapecoense, seus dirigentes e jornalistas, na Colômbia. Até as comemorações do título pelos mogianos foram um tanto contidas. Tudo indica que a festa ficará mesmo para Mogi.

Duplicação
Mesmo tendo recebido informação do DER de que a duplicação da Mogi-Bertioga está fora dos planos atuais do governo estadual, o deputado estadual Marcos Damásio (PR) voltou a insistir no tema. Ele enviou ao secretário Alberto Macedo Filho, de Logística e Transporte, cobrando uma discussão para aprofundada sobre o tema por órgãos governamentais. A parceria público-privada é uma das opções apontadas por ele para viabilizar a obra.

Cotidiano
VISITA  O prefeito eleito Marcus Melo encontrou-se ontem, em Suzano, com o deputado  Estevam Galvão (DEM), que se comprometeu a ajudar Mogi durante os próximos anos. (foto: Divulgação)
VISITA  O prefeito eleito Marcus Melo encontrou-se ontem, em Suzano, com o deputado  Estevam Galvão (DEM), que se comprometeu a ajudar Mogi durante os próximos anos. (foto: Divulgação)
VISITA O prefeito eleito Marcus Melo encontrou-se ontem, em Suzano, com o deputado
Estevam Galvão (DEM), que se comprometeu a ajudar Mogi durante os próximos anos. (foto: Divulgação)

Frase
As únicas pessoas que se enfurecem ao ouvir a verdade são aquelas que vivem na mentira.
Juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento da Operação Lava Jato

Fonte:O Diário de Mog

 

CIDADES: Mortalidade infantil registra aumento em Mogi

1 de dezembro de 2016  Cidades, DESTAQUE  
Santa Casa tem o menor índice de mortes de bebês na Região. (Foto: Arquivo/O Diário)
Santa Casa tem o menor índice de mortes de bebês na Região. (Foto: Arquivo/O Diário)
SILVIA CHIMELLO
Mogi das Cruzes registra aumento da mortalidade infantil neste ano em comparação com 2015. Informações da Secretaria Municipal de Saúde revelam que de janeiro a outubro, o percentual chegou a um índice de 11,77, contra os 10,33 do ano passado. Os dados revelam que a Santa Casa apresentou resultados melhores do que o Hospital e Maternidade Mogi-Mater, única maternidade privada da Cidade.

O levantamento da Secretaria de Saúde demonstra que entre as 5.094 crianças mogianas nascidas nos primeiros 10 meses do ano, 60 delas não conseguiram sobreviver. Desse total de nascimentos, 3.382 partos foram realizados na Santa Casa, que registrou 20 mortes. No Mogi-Mater, dos 1.386 bebês nascidos, 14 não resistiram. Os outros 326 partos que ocorreram fora da Cidade, em vários outros hospitais do Alto Tietê e de São Paulo, resultaram em 26 falecimentos.


Para se chegar a esse coeficiente é feita a conta do número de óbitos de bebês, dividido pela quantidade de nascidos vivos e multiplicado por mil. “O ideal seria que os números estivessem com apenas um dígito. Para reduzir os índices, a Santa Casa adotou uma série de procedimentos e ações, que tiveram resultados positivos, mas acabaram comprometidos por conta do Mogi-Mater”, destaca o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Francisco Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, ao divulgar os resultados após a sessão de ontem do Legislativo.

O secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, também demonstra preocupação com a elevação dos números e afirma que está adotando providências para reverter esse quadro, que reflete o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Município. Ele disse que as informações foram encaminhadas à Vigilância Epidemiológica do Estado. “Já tivemos confirmação de que uma equipe ligada ao órgão deverá visitar o Mogi-Mater para levantar as causas da elevação de mortes”, adianta.

Na avaliação do secretário, a questão pode estar ligada ao “grande número de cesarianas que são realizadas no hospital, cirurgias que aumentam o risco de morte”, observa. O levantamento da Pasta demonstra ainda que de janeiro a outubro, a taxa de cesáreas na Santa Casa foi de 36,48%, contra os 83,11% do Mogi-Mater no mesmo período. Em 2015 foram 39,72% e 77,33%, respectivamente.

Em nota, o Mogi-Mater esclarece que o aumento no número de óbitos ocorreu no ano passado por causa da elevação na demanda que teve que assumir depois que os outros dois hospitais fecharam suas maternidades (Santana e Ipiranga). Mas, em contrapartida, informa que está investindo na qualificação do seu corpo clínico e no aprimoramento da infraestrutura, com a aquisição de aparelhos de última geração, ampliação dos leitos de UTI, além da modernização e aparelhagem do setor do Pré-Parto e aumento do quadro de colaboradores em todos os setores. “Com todas estas medidas, visamos diminuir ainda mais esta taxa de mortalidade para o valor abaixo de um dígito, conforme preconizado pelos órgãos responsáveis”, destaca.

quadro


Fonte:O Diário de Mogi

CIDADES: Deputados da Região têm posições diferentes sobre corrupção

2 de dezembro de 2016  Cidades, QUADRO DESTAQUE  
Marcio Alvino votou a favor do projeto anticorrupção. (Foto: Arquivo)

Marcio Alvino votou a favor do projeto anticorrupção. (Foto: Arquivo)
LUCAS MELONI
Enquanto o Brasil acompanhava abismado a tragédia com a delegação da Associação Chapecoense de Futebol, em Medellín, na Colômbia, deputados federais, alguns deles do Alto Tietê, votavam o projeto das medidas contra corrupção no Congresso Nacional, em Brasília. A propositura, bastante desfigurada em relação à original, foi aprovada por 450 votos a favor, um contra e três abstenções. Ela seguirá, nos próximos dias, para apreciação no Senado e, depois, para sanção ou veto do presidente Michel Temer (PMDB). Os deputados Márcio Alvino (PR), de Guararema, e Roberto de Lucena (PV), de Arujá, votaram, respectivamente, a favor e contra o destaque que tratava de abuso de poder com representantes do Judiciário e do Ministério Público, o mais polêmico dos pontos.

A proposta das 10 medidas foi idealizada pelo Ministério Público Federal e contou com a adesão de mais de 2,3 milhões de pessoas a partir de um abaixo-assinado. Os nobres parlamentares, entretanto, retiraram seis delas e incluíram outras oito. Houve a votação do projeto (como um todo), que resultou em 450 favoráveis, um contrário e três que não se posicionaram. Os deputados aprovaram, primeiro o projeto, para depois analisarem os 12 destaques (pontos e alterações).


O ponto mais polêmico foi a questão da punição para integrantes da Justiça e do Ministério Público que forem acusados de abuso de poder. A medida é vista pela sociedade civil organizada, advogados, entidades representativas do Judiciário, entre outros especialistas, como uma forma de conter a ação dessas esferas durante as investigações da operação Lava Jato, que tem provocado terremotos nas estruturas políticas de Brasília. Trezentos e treze deputados – alguns deles investigados pela força tarefa da Lava Jato – votaram a favor e 132 contrários.

“Fui ao microfone para dizer que sou contra a medida que pune juízes e promotores por supostos casos de abuso de autoridade num momento como este porque teríamos que discutir de forma aprofundada, mas em outro momento porque, neste momento importante para o País, em que se combate a corrupção como se faz, isso pareceria perseguição. É preciso, sim, separar o joio do trigo porque isso existe em todas as profissões do mundo. A gente não pode deixar que uma ferramenta legal, votada em plenário, seja usada como faca e espada no pescoço dos integrantes do Judiciário e do MP”, afirmou Lucena.

Ele defendeu-se dizendo que votou contra o destaque que estimula a criação de um delator com direito a ganhos. No projeto votado, se alguém (fora de um esquema de corrupção) quisesse delatar algo e fosse confirmada a denúncia, a pessoa ganharia até 20% do valor arrecadado com a recaptura de valores. Trezentos e vinte e seis deputados votaram contra, 14 a favor.

“Se isso fosse aprovado, nós criaríamos uma profissão de delator profissional que não ajudariam nas investigações por ética, mas pela vontade do dinheiro”, acrescentou.

Alvino, por sua vez, diz que ninguém deve estar acima da lei. “Votar pelo Projeto de Lei das 10 medidas contra a corrupção pensando que ela só existe no Legislativo é um erro. Todos os agentes públicos, de qualquer um dos três poderes, têm iguais responsabilidades. Ninguém deve estar acima da lei, proteções a grupos ou a pessoas da mesma categoria não devem existir e toda corrupção e abuso de autoridade em qualquer setor devem ser punidas porque só assim poderemos construir um País melhor”, posicionou-se.

Questionado sobre o fato da votação ter adentrado a madrugada, Alvino também se pronunciou. “É importante deixar claro que esse projeto de lei já estava pautado para julgamento há muitos dias e que não começamos os trabalhos na madrugada, mas sim durante a noite, no horário normal de trabalho. Mas como todo e qualquer outro projeto de grande relevância para a população, como este, seguimos trabalhando até a finalização da votação. Foi um trabalho longo, que durou algumas horas e por isso nos vimos obrigados a estender o trabalho até a madrugada. Porém, não tivemos o objetivo de esconder a nossa decisão. Agimos de forma democrática e transparente, com votos abertos”, disse.


O advogado Laerte Silva, integrante da Rede Nossa Mogi, avalia que o fatiamento do processo desagrada a opinião pública. “É claro que os deputados têm autonomia para votar, mas fica claro que há uma tentativa de proteção à classe política. Pelo Congresso, a gente não põe a mão no fogo, sobretudo porque há Renan Calheiros e Romero Jucá entre articuladores no Senado, mas é uma votação imprópria”, disse.

O projeto determina que o caixa dois (prática de guarda de recursos não contabilizados) seja criminalizado e não apenas crime eleitoral. Haverá aumento da punição para crime de corrupção e transparência dos tribunais em relação a dados processuais em trâmite, entre outros pontos.

Um movimento está sendo convocado nas mídias sociais para que os mogianos possam protestar contra as mudanças feitas no pacote anticorrupção aprovado pela Câmara dos Deputados e que será encaminhado ao Senado Federal. O encontro deve ocorrer neste domingo, a partir das 9h30 da manhã, na Praça Oswaldo Cruz, região central.

Silvio Aparecido Marques, ambientalista, é um dos organizadores. Ele foi o responsável por atos contra o governo Dilma Rousseff (PT). Por causa de pressão por todo o País, um processo de impeachment foi instaurado e a petista não resistiu após uma série de denúncias sobre supostos imbróglios fiscais de sua gestão. Michel Temer (PMDB) assumiu e, por ora, conforme explica Marques, ainda não é o alvo do protesto. “A gente quer que a Justiça e o MP tenham liberdade para continuar este trabalho da Lava Jato. Por enquanto, não há nada forte para que o movimento se vire contra o Temer. A nossa intenção é proteger a Lava Jato”, disse.

Marques afirma que as manobras pouco republicanas adotadas pela Câmara Federal se assemelhariam com as adotadas por um ex-vereador da Cidade, em 2006. Ele antecipou pareceres, segundo o ambientalista, com a intenção de facilitar a aprovação da instalação de um aterro sanitário, da empreiteira Queiroz Galvão, no distrito do Taboão.

Fonte:O Diário de Mogi

QUADRO DESTAQUE: Kamiyama assume 17º Batalhão e promete ‘inteligência policial’

 2 de dezembro de 2016  QUADRO DESTAQUE  
Tráfico de drogas também está na mira de Kamiyama. (Foto: Arquivo)

Tráfico de drogas também está na mira de Kamiyama. (Foto: Arquivo)
LUCAS MELONI 
Continuidade e aperfeiçoamento. É assim que o tenente-coronel Felício Kamiyama, novo comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar (sediado em Mogi e também responsável pelo policiamento ostensivo de Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis), assume o posto em substituição ao tenente-coronel Eduardo Rangel, que deve se aposentar e tornar-se secretário municipal de Transportes da gestão do prefeito Marcus Melo (PSDB). Ele fala em investir na inteligência policial e desarticular quadrilhas do crime organizado para evitar “finais trágicos”.

Há 31 anos na Polícia Militar, Kamiyama acumula passagens pelo 32º Batalhão (em Suzano) e 35º (Itaquaquecetuba), além de ser chefe do Estado Maior e porta-voz do Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM/12). O oficial afirma que o objetivo da nova gestão é sempre estar um passo além do que os criminosos. “A Polícia, de maneira geral, visando fazer frente à constante mutação do crime, bem como o fortalecimento da logística utilizada pelos criminosos, busca a capacitação de seu efetivo, bem como o aperfeiçoamento de ferramentas tecnológicas e equipamentos bélicos. De fundamental importância é o trabalho dos setores de inteligência das polícias, pois antecipando a execução do crime, desarticula a quadrilha, apreende armamentos pesados e, dessa forma, evita confrontos que, por vezes, apresenta resultados trágicos”, comentou.


O novo comandante destaca que a parceria com a Prefeitura, Ministério Público e sociedade é importante para o sistema de segurança pública. “Medidas como essas, agregadas a ações policiais de prevenção e repressão, são fundamentais e convergem numa redução aos crimes de homicídio, em especial aqueles que ocorrem ‘dentro dos muros’”, acrescentou.

Da experiência em outras cidades, o coronel traz a atuação contra o tráfico e os crimes contra a vida, como homicídios e latrocínios. Ano retrasado, Mogi chegou a superar Itaquaquecetuba em número de mortes violentas. Após uma série de operações e intensificação do policiamento, esses indicadores apresentaram redução, mas ainda não comparável com o período anterior a esta “explosão”. Entre sexta-feira e domingo, dois homicídios dolosos (com intenção) foram registrados na Cidade. Em um deles, um homem matou a socos uma mulher, na calçada da Rua Dr. Ricardo Vilela, no Centro, às 9 horas. 

Fonte:O Diário de Mogi