Jovens de 14 a 24 anos receberão orientação assistencial e educacional para o desenvolvimento de habilidades
Foto: Juliana Oliveira
Primeira turma conta com 40 jovens, que participaram da cerimônia de inauguração na Associação Comercial
A Guarda Mirim de Itaquaquecetuba foi inaugurada ontem, às 10 horas, em uma solenidade na Associação Comercial e Industrial de Itaquaquecetuba (Acidi). Mais de 150 pessoas, além dos jovens selecionados para a primeira turma do projeto, participaram do evento, que também reuniu autoridades, empresários e políticos da cidade e familiares dos jovens. Ao todo, cerca de 400 jovens receberão instruções durante todo este ano.
A Guarda Mirim é uma associação civil sem fins lucrativos, de natureza assistencial, educacional, de caráter beneficente e filantrópico. O objetivo do projeto é oferecer aos jovens itaquaquecetubenses toda a capacitação, orientação e formação cidadã necessária para o desenvolvimento de habilidades, e para que ingressem no mercado de trabalho com dignidade e melhor perspectiva de futuro. Serão 40 jovens de 14 a 24 anos nessa primeira turma.
O diretor e idealizador do projeto, Lucas Costa, conhecido como Lucas do Liceu, ressaltou a importância do investimento no jovem. "Investir no adolescente é possibilitar sua inclusão social, o que contribui para o crescimento de nossa cidade. Serão 400 jovens neste ano que se beneficiam de uma preparação muito importante para o mercado de trabalho e para os desafios da vida."
O presidente da Acidi, Luciano Dávila, colocou a associação comercial como parceira e acredita que é muito importante para o comércio contratar jovens neste momento de crise.
Os pais saíram confiantes e felizes por verem seus filhos encaminhados e ocupados, e os jovens estão cheios de esperança, como no caso do jovem Yuri, que tem 17 anos e está querendo sua primeira oportunidade de emprego.
Durante a cerimônia aconteceu também uma homenagem à Empresa Auto Escola Gama, que foi a primeira empresa a fazer contratações da guarda Mirim. Duas jovens foram contratadas.
Fonte:Mogi News
É o segundo bairro onde a prefeitura executa o programa para melhoria da infraestrutura e da qualidade de vida
Foto: Daniel Carvalho
Balanço no Botujuru, primeiro bairro a receber o programa, será feito amanhã
A Vila da Prata começará a receber amanhã os serviços do Cuida Mogi. Os trabalhos de manutenção e conservação dos funcionários da prefeitura terão início às 7h30 e incluem limpeza urbana, capinação em espaços públicos e particulares, poda de árvores, tapa-buraco, desobstrução de córregos, entre outros.
Este é o segundo bairro da cidade a receber o mutirão da administração municipal. O programa teve início na semana passada, com serviços executados no Botujuru. Os próximos bairros já confirmados que constam no cronograma são Parque Morumbi, Conjunto São Sebastião e Caminhos do Mar.
O Cuida Mogi foi lançado pelo prefeito Marcus Melo (PSDB) na última segunda-feira. Segundo ele, o objetivo do programa é despertar nas pessoas o sentimento de cidadania, do cuidado com a cidade e de que a melhoria na qualidade de vida passa por uma ação de todos. "A Prefeitura de Mogi tem que fazer a parte dela, mas também é preciso que as pessoas se envolvam com este cuidado", salienta o prefeito, que acompanhou o início dos trabalhos no Botujuru e amanhã também deverá ir pessoalmente para dar início ao programa na região da Vila da Prata.
A realização destes mutirões é definida com base nos apontados realizados na Ouvidoria, conforme a determinação do prefeito. "Desta forma, atendemos de forma mais focada e ágil as demandas da população", afirma Melo.
Botujuru
O balanço final dos serviços realizados no Botujuru nos últimos dias será fechado amanhã. Mas, preliminarmente, a prefeitura adiantou que somente de asfalto foram empregados no bairro cerca de cem toneladas, levando em consideração o serviço de tapa buraco realizado pela Secretaria de Serviços Urbanos e pela empresa responsável pela implantação do sistema de saneamento básico. Mais de dois quilômetros de córregos foram limpos.
"Mas ainda precisamos muito da conscientização das pessoas para que não joguem lixo, resíduos, móveis e outros objetos nestes locais. A prefeitura mantém a Operação Cata-Tranqueira, que passa semanalmente pelos bairros de Mogi, e o Ecoponto para o descarte do móveis, pneus e restos de construção, por exemplo".
Fonte:Mogi News
Das 35.804 consultas de clínica geral, ginecologia e pediatria, 8.926 pacientes faltaram sem qualquer aviso prévio
Foto: Guilherme Berti/PMMC
Além do prejuízo de R$ 900 mil no primeiro mês do ano, faltas aumentam tempo de espera por agendamento
O índice de absenteísmo registrado nas consultas de atenção básica marcadas para o mês de janeiro foi de 25%. Das 35.804 consultas de clínica geral, ginecologia e pediatria agendadas por meio do Sistema Integrado de Saúde (SIS), 8.926 pacientes faltaram sem qualquer aviso prévio, impossibilitando o reaproveitamento da vaga. Além do prejuízo financeiro, estimado em torno de R$ 900 mil, considerando o preço médio de uma consulta, as faltas aumentam o tempo de espera por agendamento.
O mesmo problema se repete em outras áreas de atendimento. No mês de janeiro, a média mais alta foi registrada na coleta de Papanicolaou, que chegou a 34% de absenteísmo. A rede de especialidades registrou uma média de 20% de faltas e a coleta de materiais para exames laboratoriais, 27%.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis, os mogianos precisam utilizar as ferramentas disponibilizadas pelo SIS 160 e comunicar a ausência. "O SIS envia mensagens fonadas e SMS com 48 horas de antecedência. Quem não puder comparecer, deve responder essas mensagens e, dessa forma, disponibilizar a vaga para outra pessoa", explica ele, lembrando que as respostas às mensagens são gratuitas.
Desde o final do ano passado, com a inauguração da Unidade Básica de Saúde no Alto Ipiranga, o prazo para agendamento de consultas de clínica médica e ginecologia gira em torno de 30 dias. "Poderíamos reduzir essa espera ainda mais se não tivéssemos um índice tão alto de faltas de pacientes. Somente no mês de janeiro, perdemos 8,9 mil consultas, número que supera os atendimentos realizados em nossas maiores unidades", alerta o secretário.
Balanço
Nos primeiros 30 dias do ano, a Secretaria Municipal de Saúde realizou um total de 195.094 atendimentos. Deste montante, 43.948 foram consultas agendadas de atenção básica e especializada e 49.109 de Pronto Atendimento. "Infelizmente, essa é outra tendência cada vez mais acentuada: maior procura pelos atendimentos de urgência e emergência do que pelas consultas de rotina. Nosso desafio é modificar essa realidade e ampliar as ações de prevenção e promoção da saúde", explica Cusatis.
Somente em janeiro, foram realizados, ainda, 67.659 exames laboratoriais e 1.004 coletas de Papanicolaou. Entre os exames especializados, como ultrassonografia, mamografia e tomografia, foram mais 18.397 procedimentos executados nos primeiros 30 dias do ano.
Fonte:Mogi News
15 de fevereiro de 2017 Cidades, QUADRO DESTAQUE
Para que o centro de lazer e cultura seja criado é preciso que o terreno tenha espaço superior a 20 mil metros quadrados (m²). (Foto: Eisner Soares)
LUCAS MELONI
Enquanto discute-se a construção de uma unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP) em Mogi das Cruzes, a Prefeitura conta com uma relação de terrenos que poderiam ser observados pela diretoria de planejamento da entidade como opções. De acordo com o Sesc, os locais devem ser analisados, porém, ainda não há uma definição sobre qual o endereço para aquela que pode ser a primeira unidade da rede no Alto Tietê. Para que o centro de lazer e cultura seja criado é preciso que o terreno tenha espaço superior a 20 mil metros quadrados (m²). Diretores do órgão estimam em R$ 6 mil o gasto por m² na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
O fator terreno, entretanto, tem um elemento impeditivo. Uma lei federal de 1996 proíbe o repasse de áreas estaduais e municipais à iniciativa privada. O Sesc, apesar de ter papel de ações públicas importantes, é considerada uma entidade particular, sob gestão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio/SP).
Uma revisão por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) fez com que este item caísse em desuso e não fosse mais aceito como argumento para a não realização de repasses após diversos pedidos de análise. É possível, portanto, que terrenos sejam repassados, por licitação ou não. Esta última a empresas ou entidades com fins justificáveis.
A secretária municipal de Assuntos Jurídicos, Dalciani Felizardo, explica que os juízes decidiram pelo óbvio no Supremo. “Entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade. O Supremo entendeu que a União invadiu as competências dos Estados e dos municípios, já que apenas eles teriam competência para legislar sobre seus próprios bens. É uma questão complexa, mas que encontra apoio legal. Se houver justificativa legal, social e educacional, o repasse da área pode ser feito até sem licitação desde que seja votada como projeto pela Câmara Municipal”, explicou.
Luiz Sérgio Marrano, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura lança diversas alternativas em análise feita, na manhã de terça-feira, em conversa com O Diário.
“Sempre fui um entusiasta do projeto e o ex-prefeito Marco Bertaiolli (PSD) também. Por causa da restrição de doação, caso prevaleça, há outras opções. A primeira é cessão por comodado por um tempo estipulado, caso o Sesc aceite. Isso pode ser renovado até que haja uma alteração na lei federal ou até que o Sesc aceite comprar o terreno. A segunda é a compra efetiva por parte do Sesc. A terceira, que pouco se fala, mas é interessante, é a compra do terreno pelas entidades do comércio. O comércio ligado à entidade gestora poderia adquirir e repassar o terreno ao Sesc, já que é a parte mais próxima à Cidade”, disse. O representante da Fecomércio no Alto Tietê é o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio).
Por meio de nota, a Administração Municipal se manifestou. “A Prefeitura de Mogi das Cruzes informa que estuda algumas áreas do Município que possam atender às necessidades e pré-requisitos do Sesc para eventual implantação de um centro cultural e esportivo da entidade futuramente. A Procuradoria Geral esclarece que, segundo a Lei Orgânica do Município, a doação de áreas públicas sem licitação é permitida dependendo da finalidade da pessoa jurídica. Neste caso em específico, trata-se de entidade sem fins lucrativos e que desenvolve ações de caráter educativo, social e cultural, o que não acarreta impeditivo legal. O procedimento requer a aprovação da Câmara Municipal”, trouxe o texto.
Construção
Em conversa recente com O Diário, o coordenador de Planejamento do Sesc, Sérgio Batistelli, afirmou que o investimento, em média, por m² construído, é de R$ 6 mil. É difícil estimar o quanto seria investido em dinheiro porque, apesar dos terrenos terem metragem mínima, a área construída pode ser menor ou superior (por causa das construções verticalizadas – o Sesc, contudo, diz que dá preferência a projetos horizontalizados).
Fonte:O Diário de Mogi