quinta-feira, 21 de março de 2013

Nogueirão pode abrir para diversos projetos


Nogueirão pode abrir para diversos projetos
QUI, 21 DE MARÇO DE 2013 00:25
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O Nogueirão é lembrado por vereadores para o desenvolvimento de atividades esportivas / Foto Arquivo


A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes quer fomentar o esporte na Cidade e promover a abertura de todos os equipamentos disponíveis, especialmente o Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o “Nogueirão”, para o desenvolvimento de projetos voltados às crianças e adolescentes. Os vereadores entendem que os investimentos em projetos esportivos são necessários para resolver parte dos problemas enfrentados por muitas famílias, porque retira os jovens das ruas, afastando-os das drogas.

O assunto foi amplamente debatido na sessão de ontem (20), depois da informação dada pelo vereador Jean Lopes (PCdoB) sobre a intenção dos deputados federais Junji Abe (PSD) e Protógenes Queiroz (PCdoB) de repassar recursos para o Município, através de emendas orçamentárias, para investimentos no setor.

O deputado mogiano destinará R$ 300 mil para a aquisição de dois ônibus destinados ao transporte de atletas que precisam competir em outros municípios. Por sua vez, o parlamentar comunista se comprometeu em enviar R$ 350 mil para investimentos em projetos voltados para o esporte, cultura e meio ambiente.

“O projeto para o Nogueirão vai ser encampado pelo Ministério dos Esportes, que deve anunciar no próximo dia 5 de abril, a liberação de verbas para a instalação de um Centro de Iniciação Esportiva no local”, disse Lopes. (Silvia Chinello)

Fonte:O Diário de Mogi

Prefeitura é contra projeto de usina de lixo


Prefeitura é contra projeto de usina de lixo
QUI, 21 DE MARÇO DE 2013 00:00
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Prefeitura rechaça estudo de usina para o Taboão, uma área destinada a receber indústrias/ Foto Arquivo


A Prefeitura de Mogi das Cruzes se posicionou ontem (20), oficialmente, contra o funcionamento de uma usina de lixo particular que a empresa Energia Ambiental S/A pretende instalar no Taboão. O projeto do “Parque de Reciclagem Energética Alto Tietê” é apadrinhado pelo ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra, e foi protocolado na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em meados do ano passado.

Reportagem publicada ontem por O Diário revelou que a proposta não prevê restrição de área de abrangência, o que pode transformar o Taboão em um enorme ponto de recebimento de milhares de toneladas de lixo de diversas regiões do Estado. A Administração Municipal, no entanto, considera que tal empreendimento e seus diversos impactos de vizinhança podem colocar em risco o futuro do bairro com vocação industrial.

O “Parque de Reciclagem Energética Alto Tietê” – projetado para ser instalado em uma área de mais de 100 mil metros quadrados, onde funcionou a antiga fábrica de refrigerantes Milani -  terá capacidade para realizar tratamento de 500 toneladas de lixo por dia. Porém, caso haja demanda, novos módulos do mesmo tamanho poderão ser montados. As informações foram dadas a O Diário pelo ex-secretário da extinta Associação dos Municípios do Alto Tietê (AMAT), Pedro Campos, que forneceu consultoria para a Energia Ambiental na fase de elaboração do projeto. Segundo ele, a usina deverá receber os resíduos domiciliares a preço mais acessível do que os aterros sanitários (cerca de 80% mais barato) e qualquer prefeitura que considere a proposta economicamente viável poderá ser cliente do empreendimento, independentemente do raio de abrangência.

Na prática isso indica que, de repente, Mogi das Cruzes poderá começar a receber lixo da Capital e de outras cidades da Região Metropolitana, ou até mesmo de pontos mais distantes, como o Vale do Paraíba e o Litoral. (Júlia Guimarães)

Fonte:O Diário de Mogi

Boca no trombone Paulo Passos


Boca no trombone
Paulo Passos

Em 1970, Eduardo Galeano trouxe à luz "As Veias Abertas da América Latina", livro imprescindível para os que se interessam por este pedaço de continente em que vivemos.

Abordando aspectos históricos, retratava o autor o espólio contínuo a que invasores estrangeiros tinham submetido os povos subjugados, apoderando-se, sem misericórdias, de suas riquezas materiais.

Potosí, na Bolívia, próspera pela prata que produzia, depois, transformada em cidade empobrecida, carente, é exemplo gritante da rapina procedida. A Biblioteca Joanina, na Universidade de Coimbra, ornada de ouro surrupiado das minas brasileiras, outra demonstração flagrante.

Aos que o leram, e se revoltaram com a narrativa forte que os levaram, com certeza, aos tempos de antes, vale o lembrete que, passados 43 anos do lançamento da obra, e mais ou menos 500 dos atos de força produzidos por corsários travestidos de legais dominadores, continuamos a nos ressentir, em pleno século XXI, das mesmas atitudes abomináveis. 
Como fazem em outros cantos do mundo, as grandes empresas - quem sabe fundadas com o capital que desviaram às mão arma-das -, considerando os humanos do "terceiro mun-do" descartáveis, desrespeitam os seus direitos, sugam suas energias, quando não jogam suas vidas, contabilizando-as, quando perdidas, em lucros e perdas.

Somos, para o grande capitalista, produtos baratos! E, já que trazia exemplos, lá vai outro, só que este, acontecido em nossos dias, não precisa de literatura para que se torne conhecido.

A empresa Shell, gigante do petróleo, instalou em Paulínia, interior paulista, uma de suas divisões. O solo em que se construiu o empreendimento, aos poucos, em razão das operações que ali se faziam, foi se contaminando, o que sabido pelos dirigentes maiores da grande companhia.

Ansiosos pelo lucro fácil, em vez de tomarem as providências para que vidas fossem ceifadas, simplesmente omitiram a verdade, expondo, absurdamente, seus empregados, o que resultou na morte de 60 deles, e em um sem número de doentes pela contaminação ambiental.

Aos reclamos dos trabalhadores - eis que mentiras não se sustentam por longo tempo -, se negou a qualquer repara-ção, só o fazendo depois da busca do Judiciário e, mesmo assim, após resistência.

Para um número imenso de intoxicados - além dos mortos - estabeleceu o pagamento de R$ 5000.000.000, além de pensão mensal de R$ 1500,00, a partir de 2007, e plano de saúde permanente.

Conseguiu seu objetivo. A parcela acertada é parte irrisória do lucro obtido nesse período de mentiras e ilegalidades. Para ela, tornando ao passado, o Brasil vale apenas pela fortuna espoliada. As veias continuam abertas. São chagas que não conseguem cicatrizar!

Paulo Passos,
É advogado, mestre e doutor em Direito pela PUC/SP

Fonte:Mogi News

Saúde Mental Tratamento psiquiátrico tem espera de 5 anos em Mogi


Saúde Mental
Tratamento psiquiátrico tem espera de 5 anos em Mogi
Paciente com esquizofrenia, síndrome do pânico e depressão não consegue atendimento
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Maria das Graças, de 44 anos, espera tratamento psiquiátrico há 5 anos; ela tem síndrome do pânico, esquizofrenia e depressão
Maria das Graças da Silva, de 44 anos está há cinco anos renovando guias de encaminhamento psiquiátrico em postos de saúde, sem conseguir atendimento. Ela já perdeu as contas de quantas vezes foi até o Ambulatório de Saúde Mental de Mogi das Cruzes e voltou para a casa com um "não temos vagas" como resposta.

E para piorar a situação dela e de outras pessoas que precisam do serviço, a única médica psiquiatra que atende na unidade (cerca de 900 pacientes, segundo a Secretaria de Saúde) está de licença e quem faz o acompanhamento são três clínicos gerais habilitados no atendimento em psiquiatria. A Prefeitura de Mogi das Cruzes promete abrir um concurso público para a contratação de mais médicos no próximo mês. 
A paciente foi encaminhada ao atendimento psiquiátrico há cinco anos, quando passou em consulta no posto de saúde do Conjunto Santo Ângelo. Com um quadro de depressão, síndrome do pânico e esquizofrenia, ela faz tratamento com diazepam, mas também precisa de acompanhamento com especialista. 
"Sinto que estou piorando a cada dia que passo sem o atendimento. E essa ansiedade de conseguir uma vaga, também só me deixa pior. Em uma das últimas crises, eu fiquei extremamente nervosa, não conseguia me controlar e queria morder as pessoas", contou.

Em maio passado, ela e o marido foram novamente ao posto de saúde conseguir uma nova guia para atendimento. Ontem, eles estiveram no Ambulatório de Saúde Mental novamente para tentar um encaixe. Mais uma vez, voltaram para casa sem previsão de quando a paciente será atendida. "Eu não sei mais a quem recorrer. Estou tão desesperado que vou atrás de um médico psiquiatra lá em Itaquaquecetuba", disse o marido, José Lourenço, de 51 anos. 

Outro caso
Em agosto do ano passado, o Mogi News mostrou a história do estudante D.A, de oito anos, que esperou três anos para ser atendido. Quando tinha cinco anos, a psicóloga da escola municipal onde estudava indicou o tratamento após diagnosticar a dificuldade de aprendizado e a hiperatividade do aluno. 
Em Mogi das Cruzes, a única chance de iniciar um novo tratamento é se o paciente sofrer um surto psicótico grave e for internado no Hospital Luzia de Pinho Melo. Caso contrário, continuará sem qualquer atendimento. 

Resposta
A Secretaria de Saúde de Mogi respondeu em nota que a psiquiatra Sônia Friedrich está de licença-médica, mas o secretário municipal de Saúde, Paulo Villas Bôas de Carvalho, explicou que Ambulatório Municipal de Saúde Mental conta clínicos gerais habilitados para o atendimento em psiquiatria na unidade, além de psicólogos e demais profissionais, garantindo suporte de atendimento aos pacientes. O prazo, no entanto, varia dependendo do caso. 
A secretaria informou ainda que um concurso público está sendo preparado, com previsão de lançamento do edital no próximo mês de abril, quando serão abertas vagas para médicos nas especialidades de psiquiatria, clínica geral, pediatria e ginecologia, entre outros. Somente o Ambulatório Municipal de Saúde Mental realiza uma média de 900 atendimentos médicos em psiquiatria.

Fonte:Mogi News