Eleições
Mais de 50% dos candidatos a vereador não nasceu em Mogi
Dos 401 nomes com candidatura deferida ao Legislativo em Mogi, 207 são naturais de outros municípios
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Câmara Municipal: se as candidaturas efetivas seguirem a estatística dos candidatos, metade dos vereadores não será natural de Mogi
A maioria dos candidatos a vereador de Mogi das Cruzes não nasceu na cidade. Por meio do levantamento feito no sistema do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) foi revelado que 207 postulantes ao cargo, de um total de 401 nomes que aparecem com o registro deferido, são naturais de outros municípios. Cento e noventa e sete candidatos ao Legislativo são mogianos.
Os paulistanos aparecem na segunda posição do ranking de "forasteiros", com 46 representantes. Curiosamente, os cariocas são os terceiros, com sete. Dois a mais que os candidatos nascidos na cidade vizinha Suzano.
A lista das sete primeiras posições é completada por Biritiba Mirim (4), Taubaté, no Vale Paraíba, e Barra Mansa, no Rio de Janeiro, ambos com três. Quando comparado o estado de origem a esmagadora maioria é de São Paulo. São 282 paulistas. Se no quesito naturalidade o Rio de Janeiro aparece na segunda posição, no aspecto estadual quem surge logo após São Paulo é Minas Gerais, com 40.
Os fluminenses aparecem em seguida com 18 representantes. A Bahia conta com 16, seguido de perto pelos paranaenses com 15. Fechando a lista dos estados com o maior números de candidatos estão Alagoas, com seis, e Ceará, 5.
As eleições municipais em Mogi das Cruzes conta até com um libanês, da cidade de Wateh-El-Hajar.
Prefeitos
Dos candidatos ao Executivo, quatro são naturais de Mogi. Marco Soares (PT) nasceu em Bauru, interior do Estado, e Jorge Paz (PSOL) é de Biritiba Mirim.
O sociólogo Afondo Pola avalia que a grande quantidade de "forasteiros" não deve influenciar na eleição. "Isso não atrapalha. O que deve contar para o candidato é o grau que ele tem de comprometimento com a cidade. Há candidatos nascidos no próprio município que podem não ter comprometimento nenhum".
No entanto, Pola destaca que a mudança de endereço pode ser um recurso utilizado por candidatos derrotados. "Certos políticos mudam o domicílio eleitoral porque no local de origem está encontrando dificuldade de se eleger. Isso é uma coisa que acontece nos dias atuais e quem tem que estabelecer esse critério é o eleitor, sabendo diferenciar o candidato que é comprometido com a cidade dos aproveitadores", acrescentou.
Fonte:Mogi News
Dicas
Sebrae distribui Guia do Candidato Empreendedor
Divulgação
Cartilha tem objetivo de auxiliar candidatos comprometidos
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai distribuir uma cartilha com 10 passos e 100 ações que os candidatos a prefeito deverão seguir para promover o desenvolvimento sustentável nos seus municípios, utilizando o potencial dos pequenos negócios. O documento, intitulado Guia do Candidato Empreendedor, passará a ser entregue nos próximos dias.
Serão entregues 20 mil exemplares, sendo dois mil para os diretórios nacionais dos partidos políticos e lideranças no Congresso Nacional, e 18 mil para diretórios regionais e candidatos a prefeitos.
O Guia destaca exemplos de sucesso desenvolvidos por diversos prefeitos e que podem ser adaptados à realidade de cada município. Conforme demonstra o documento, o primeiro passo que deve constar da agenda de compromissos do candidato empreendedor é preparar os gestores e servidores públicos para o desenvolvimento com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
A legislação criou vários mecanismos com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios para os pequenos empreendimentos. A lei está regulamentada em cerca de quatro mil das mais de 5,5 mil cidades brasileiras.
O segundo passo a ser seguido é apoiar a formalização e o sucesso dos microempreendedores individuais (MEI) - trabalhadores por conta própria que ganham no máximo R$ 60 mil por ano como cabeleireiras, vendedoras de roupa, vendedores de churrasquinho e encanadores.
As demais etapas são: prestigiar os comerciantes; fortalecer as indústrias e atrair empreendimentos; modernizar e profissionalizar as atividades dos prestadores de serviços; promover os empreendedores do turismo; facilitar o associativismo dos agricultores familiares; articular o acesso à tecnologia pelos produtores rurais para agregar valor à produção; qualificar os empreendedores para os desafios da sustentabilidade; e estimular o ensino do empreendedorismo e a cultura da cooperação.
Fonte:Mogi News
Acordos
Centro Judiciário soluciona 85% do total de conflitos em três meses
Unidade de Jundiapeba realizou, no período, 2 mil atendimentos de pessoas que buscam orientação judicial
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
No Centro Judiciário de Solução de Conflitos, em Jundiapeba, vários acordos são feitos, evitando a abertura de processos no Fórum
Entre os meses de junho e agosto, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), em Jundiapeba, promoveu cerca de 2 mil atendimentos além de orientações de casos relacionados à família, como divórcio, pensão alimentícia ou pedido de guarda de menores.
Nesse período, foram realizadas 109 audiências pré-processuais, das quais 92 (85%) terminaram em acordo, ou seja, o conflito foi solucionado sem a necessidade de instauração de um processo cível no Fórum de Brás Cubas. Outras 17 audiências não chegaram a ser realizadas, uma vez que um dos representantes interessados na discussão não compareceu ao local, na data previamente agendada.
"É um excelente índice de solução de conflitos que conseguimos atingir em tão pouco tempo de funcionamento. Isso significa que as pessoas estão mais dispostas a resolver as questões, sem muitas brigas ou levando tudo a ferro e fogo", comentou o escrevente-chefe do Cejusc, Renilton Gomes Moreira.
Segundo ele, em média, 500 pessoas por mês têm procurado o Centro Judiciário no distrito. A maioria, pouco mais de 80% do público, vai solicitar serviços ou pedir orientações a respeito de divórcio, pensão alimentícia ou guarda de menor. Após avaliação do problema e, caso haja necessidade de audiência, ela ocorre em até 30 dias. "É o prazo médio e necessário para convidar as pessoas a comparecer nas audiências", justificou Moreira.
Em alguns casos, segundo ele, o prazo pode ser ainda menor, conforme ocorreu com a aposentada Maria da Conceição (nome fictício), que conseguiu antecipar em algumas semanas a audiência de conciliação para obter a guarda dos netos.
A ex-nora dela decidiu mudar-se para outro Estado, após se separar do marido, e deixar os filhos. O pai das crianças, por sua vez, embora resida com Maria da Conceição, não tem planos, segundo ela, de "brigar na Justiça" para ficar com os filhos.
"É uma disputa grande entre eles (filho e ex-nora) e, se eu tiver de esperar a Justiça comum, meus netos serão prejudicados. Até o pedido chegar às mãos de um juiz, minha ex-nora estará bem longe e sabe Deus como e com quem meus netos estarão. Não quero vê-los sofrer, nem que percam escola. Eles precisam de uma moradia fixa, de uma família", argumentou a aposentada, que já teve sua au-diência de pré-conciliação agendada. Encontro deve ocorrer nas próximas semanas.
Faltas
No balanço de três meses de atendimentos realizados no Cejusc, outro dado chamou atenção da direção: o alto índice de abstenção (falta) nas audiências.
São, em média, de 45% de ausência de uma das audiências pré-processuais, sendo sua maioria os autores, ou seja, as pessoas solicitantes das audiências.
Nas audiências marcadas pelo juiz do Fórum de Brás Cubas, o índice é de até 50%, contudo, por não comparecimento do réu.
"Como o Cejusc em Jundiapeba tem apenas quatro meses de implantação, ainda é muito cedo para avaliar ou explicar o motivo dessa taxa de abstenção, que é muito alta. Contudo, temos conversado com as partes quando é agendada audiência e acredito que, em breve, com trabalho de conscientização, esse índice será reduzido", observou o escrevente-chefe do Cejusc.
Fonte:Mogi News
15 dias
Vereador quer mais tempo para adaptações de abrigos
o vereador Jean Lopes cobrou mais tempo da Vigilância Sanitária para regularização de abrigos
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Miyake: é necessário demonstrar interesse
O vereador Jean Lopes (PCdoB) cobrou, durante a sessão de ontem na Câmara Municipal, mais tempo para as adaptações das casas de repouso da cidade. Segundo ele, a Vigilância Sanitária Estadual tem vistoriado os locais e, ao identificar algum problema, estabelece apenas 15 dias para a regularização. O prazo, de acordo com o vereador, é muito pequeno. "Os técnicos foram verificar as condições de uma casa de repouso em Jundiapeba e deram apenas este prazo, que é muito curto. Por diversas vezes, como é o caso desta entidade, não é possível fazer as mudanças ou é necessário acelerar as obras", exemplificou.
Além de cobrar um período maior, Lopes sugeriu que a Vigilância faça uma análise geral das instituições. "Cada vez que uma equipe vai a uma casa de repouso, aponta uma irregularidade. Isso gera instabilidade nos responsáveis. O ideal é que a vistoria possa apontar tudo o que precisa ser feito e, assim, dar um fim às obras pontuais que tanto prejudicam e mexem com os idosos e os funcionários", disse.
Osvaldo Ferreira do Santos (PP) concordou com o colega comunista e avalia que "punir é mais fácil do que buscar uma solução".
Claudio Miyake (PSDB) acredita que o prazo pode ser flexível. "A fiscalização é uma prerrogativa da Vigilância Estadual e é muito importante. Antes de aplicar a multa, o órgão define este período para que o local possa atender as exigências da lei, porém, o pedido de prorrogação pode ser ampliado, uma vez que os técnicos verifiquem que o responsável pela casa de repouso tem buscado resolver o problema. É necessário demonstrar interesse em mudar a situação encontrada", destacou o tucano que já atuou como secretário municipal de Saúde.
Fonte:Mogi News