Noemia Alves (Interina)
Jorge Moraes
O secretário municipal de Desenvolvimento Marcos Damásio não deve mais retornar à Câmara Municipal neste ano e nem na próxima legislatura. Segundo apurou a coluna, ele deve abrir mão da candidatura à reeleição na Câmara Municipal, em 2012, para se dedicar exclusivamente à coordenação geral do PR no município, em especial, para a campanha dos 46 pré-candidatos.
Sequência
Com isso, Damásio quebrará uma sequência de quatro legislaturas: foi vereador de 1988 a 1996 e de 2004 até o momento, já que está licenciado por conta da Secretaria de Desenvolvimento, cargo para o qual foi convidado pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli.
Nos bastidores
À coluna, Marcos Damásio confirmou a informação, porém, a decisão e o anúncio "oficial" ocorrerão após reunião com o prefeito Marco Bertaiolli, ainda neste mês. "Preciso saber como o prefeito avalia meu trabalho perante a secretaria, mas, de qualquer forma, em 2012, tenho uma missão pela frente, que é coordenar a campanha de 46 candidatos para eleger de cinco a seis vereadores. Dessa forma, fica muito difícil cuidar da minha própria campanha", disse.
Bibo presidente
Com Damásio fora da Câmara Municipal, ficará a cargo de Rubens Benedito Fernandes, o Bibo, assumir a presidência da Câmara Municipal, no próximo ano, conforme antecipou a coluna há alguns meses. "Já tivemos uma conversa e tudo indica que o caminho será esse mesmo", confirmou Damásio.
Forte aliança...
Pouco mais de 20 dias depois de anunciada a "forte" e "histórica" aliança firmada entre PT, PP e PTB para as eleições de 2012, o "consenso" do grupo já dá sinais de desgaste e até risco de rompimento. Dirigentes do PP estariam descontentes com algumas declarações do PT confirmando uma das "cabeças de chapa" nas eleições municipais.
Acordo
"Acordo é para ser cumprido. E o tratado era de que cada um dos partidos (PP, PTB e PT) apresentaria nomes e os mais destacados na pesquisa que iríamos realizar é que encabeçariam a chapa. Se o PT vem e afirma que fulano ou beltrano é o pré-candidato, então não tem acordo e o PP não vai na aba de ninguém", desabafou o presidente municipal do partido, Gustavo Ferreira.
Panos quentes
Com experiência de anos na política local, o diretor do PTB, Gilberto Moro, tenta apagar o princípio de incêndio, alegando que "tudo é uma questão de conversa". "Em época pré-eleitoral, é muito diz-que-me-diz e se não souber conversar ou levar a situação, aí sim vem a crise e os acordos não findam. PP, PTB e PT estão aliados. Em breve tudo será resolvido", afirmou.
Daniel Carvalho
Para a história
Caso o "racha" se confirme e o PP decida desertar da tal aliança, ficará ainda mais para a história a foto feita pelo atento repórter fotográfico Daniel Carvalho durante reunião da Câmara Municipal em que estiveram juntos o PP de Paulo Maluf e o PT de Clodoaldo Moraes.
Em Poá
O assunto certamente deve começar a ser discutido hoje, na Câmara de Poá, durante visita do deputado estadual Campos Machado, presidente estadual e secretário-geral da Executiva Nacional do PTB, entre outras autoridades. Machado estará na região para evento que consolidará novos filiados, além de anunciar a vereadora poaense, Jeruza Reis, como presidente da legenda naquela cidade.
Jubileu de Ouro
O Ciesp do Alto Tietê completa neste mês 50 anos de existência. Para comemorar a data, haverá um jantar dançante no próximo dia 30, a partir das 21 horas, no Clube Náutico Mogiano. O evento terá uma diferente retrospectiva musical para contar os 50 anos de atuação do Ciesp para o desenvolvimento da indústria no Alto Tietê e será fechado para 450 convidados.
Posse
Durante as comemorações, será realizada a transmissão de posse do atual diretor da instituição no Alto Tietê, Milton Sobrosa Cordeiro, a seu sucessor, eleito em abril, Werner Ludwig Stripecke. Ao lado dos vice-diretores José Francisco da Silva Caseiro e Laércio Porto de Alvarenga, Stripecke terá a responsabilidade de comandar, nos próximos quatro anos, a entidade que cuida dos interesses das 1.800 indústrias instaladas nos oito municípios da região e que empregam cerca de 80 mil trabalhadores.
Mérito
Quem também está completando 50 anos de fundação é a Rede de Combate ao Câncer Guiomar Pinheiro Franco. A entidade, responsável pela assistência aos pacientes e familiares de pessoas com câncer, terá uma festa no dia 11 de outubro, às 20 horas, no Salão Social do Clube de Campo de Mogi das Cruzes.
Chá-bingo
No dia 22 deste mês, no mesmo salão social do Clube de Campo, o grupo realizará um chá-bingo. Informações ou convites podem ser obtidos pelo telefone 4725-7756.
Fonte:Mogi News
A maioria das pessoas não quer sair da Chácara dos Baianos, onde vivem e trabalham, para morar em apartamento de programa habitacional
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Famílias que estão acostumadas a lidar com a terra não aceitam o apartamento de programa
Seu Cícero Panta da Silva tem 50 anos, e desde 1985, quando saiu da cidade de Águas Belas, em Pernambuco, mora na Chácara dos Baianos, no Conjunto Santo Ângelo. Em um espaço de terra invadido, construiu seu barraco, mas orgulha-se mesmo é de sua plantação. Cultiva couve, cebola, salsa, e revende na feira do Parque Dom Pedro, em São Paulo, ou na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). O dinheiro que ganha é gasto na venda do bairro, onde o chacareiro compra tudo aquilo que não consegue cultivar para alimentar a esposa e os seis filhos. Com o trocado, se diverte no bar com os amigos. Não paga conta de água e luz. Ele é um dos produtores rurais ameaçados de despejo pela mineradora Itaquareia, dona dos loteamentos que requer judicialmente a reintegração de posse do espaço.
Como alternativa, Silva poderia ser beneficiado com um apartamento em Jundiapeba construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida, mas o chacareiro não quer trocar sua terra por concreto. "Sou analfabeto, tenho 50 anos e nunca trabalhei em empresa nenhuma, só vivi da terra. Você acha que eu tenho chance na cidade grande menina?", afirmou.
Muitas famílias têm mostrado resistência às alternativas dadas pela Prefeitura de Mogi, que realizou um cadastro com 550 famílias que podem ser atendidas pelo programa habitacional. Apenas 160 famílias apresentaram a documentação necessária na Coordenadoria de Habitação. As famílias beneficiadas devem pagar uma prestação de R$ 50 durante 10 anos. Mas a maioria não quer sair da terra onde mora e cultiva. "Mesmo se eu quisesse sair daqui, sem produzir hortaliça eu não tenho como pagar R$ 50 do apartamento, mais a conta de luz e água regular. Não dá pra eu sair daqui", afirmou Silva. É o caso da produtora rural Edvania Ferreira Alves, que tem 25 anos e cresceu no bairro. Ela vive com o marido e os filhos e também cultiva hortaliças. "Estou acostumada com espaço, terra, não me vejo morando em um apartamento apertado. Aqui os vizinhos se ajudam, trocamos verduras para consumo próprio. Se eu morar na região urbanizada, tudo vou ter de pagar. Eu não sei fazer mais nada da vida, a não ser mexer com a terra", garantiu.
No próximo dia 17, o prefeito Marco Bertaiolli fará uma reunião com os moradores para explicar o programa. Isto porque se não aceitarem a moradia, os chacareiros correm o risco de terem de sair do terreno por ordem judicial e não terão para onde ir. A questão é mais cultural do que social. "Se mudarmos de casa, temos que mudar nossos costumes. Somos da roça, não da cidade", disse Everaldo Lima.
Fonte:Mogi News
Na hora de dar pequenos valores como troco, falta de moedas complica a vida dos comerciantes mogianos
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Fabíola: "Sofremos para conseguir moedas em número suficiente"
A falta de moedas nas caixas registradoras dos estabelecimentos comerciais gera dor de cabeça e muito trabalho para os comerciantes quando eles precisam devolver valores aos clientes. O que prevalece no comércio da região central de Mogi é a ajuda mútua entre os funcionários das lojas, que buscam trocar o dinheiro entre si. O Banco Central informou que atualmente circulam cerca de 18 milhões de moedas de diversos valores pelo País, mas que não há falta. Nas lojas, porém, na prática, a situação é outra.
A gerente de uma loja de bijuterias, Fabíola Aparecida Yoshikawa, de 22 anos, disse que tem dificuldade de encontrar moedas para fornecer troco aos clientes. "Sofremos para conseguir moedas em número suficiente. Os bancos não fornecem os valores que precisamos, por isso temos que pedir aos vizinhos. Como trabalhamos com produtos de pequeno valor, precisamos de bastante moeda", explicou. Ela afirmou que pede para os consumidores pagarem as compras com moedas. "Às vezes eles têm moedas, mas ficam com preguiça de procurar na bolsa", acrescentou.
Os comerciantes contam que as moedas de R$ 1, R$ 0,50 e R$ 0,10 são as mais escassas. "É uma verdadeira caça ao tesouro. Não é sempre que conseguimos os valores com o banco, por isso temos que trocar com outros comércios e até mesmo entre os funcionários", explicou o supervisor de uma loja, Julyan Aparecido Rodrigues Simões, 25.
Os consumidores também reclamam da falta de troco. Eles afirmam que a tática utilizada por alguns estabelecimentos que dão balas como troco é abusiva. "Se formos pagar uma compra com bala eles também não vão aceitar", declarou a engenheira Margarete de Almeida, 58. A professora Iraci Amorim da Silva, 60, contou que anda com moedas na carteira para facilitar o troco.
A presidente interina da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Tânia Fukusen, recomendou que os comerciantes procurem pedir moedas para os clientes. "Geralmente, as pessoas guardam as moedas em casa. Se você as leva para o banco é barrado na porta giratória, o volume também pesa e é incomodo. Por isso, as pessoas deixam em potes ou em cofres em casa. Temos ainda que usar esse dinheiro no parquímetro, assim as moedas acabam faltando", destacou.
Fonte:Mogi News
Divulgação
Alckmin: "Cenário positivo"
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou, na semana passada, à Assembleia Legislativa um projeto de Lei que propõe novas regras para o sistema previdenciário estadual. Pela proposta, os futuros servidores do Estado terão o teto de vencimentos equiparado ao do Regime Geral de Previdência (atualmente em R$ 3.691,74). Além disso, será criado um sistema complementar de previdência, conforme disposto no artigo 40 da CF/88.
Se aprovadas, as mudanças atingirão somente os servidores que ingressarem no serviço público após a publicação da Lei. Os funcionários públicos em atividade não serão atingidos pelas alterações.
"A medida cria um cenário de natureza fiscal muito positivo para o futuro, faz justiça sob o ponto de vista da previdência social: o País ganha poupança interna e você cria um cenário melhor. E esse é o momento de fazer. Porque, hoje, o Brasil está tendo um bônus demográfico. O Brasil deixou de ser um país jovem e ainda não é um país idoso. Mas dentro de 20, 30 anos, nós vamos ter outro cenário demográfico", declarou Alckmin.
Fonte:Mogi News