O único problema é que para escapar da área mais complicada é preciso aumentar um pouco o percurso
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Semáforos entraram em operação há quase uma semana; aos poucos, motoristas estão se acostumando, mas há outras opções para evitar o trecho da rotatória
Os motoristas que quiserem evitar a rotatória da praça Kazuo Kimura encontra alternativas para fugir do trânsito registrado principalmente nos horários de pico. O local se transformou em mais um ponto de congestionamento na cidade, após a instalação de semáforos, no começo da semana passada.
A primeira rota alternativa é para quem vem de César de Souza sentido centro. Basta seguir pelas avenidas João XXIII e Narciso Yague Guimarães. A opção também pode ser adotada no sentido inverso: centro - César de Souza.
Já o motorista que precisa sair de César e ir sentido capital pode seguir pela Perimetral, acessando a via na rotatória em frente à Marbor. Outra opção é seguir pela própria avenida Francisco Rodrigues Filho, entrar na avenida Louraci Della Nina Tavares, depois acessar a rua Casemiro Telles de Freiras, em seguida a avenida Yoshitero Onishi e por fim a Perimetral. Desde o funcionamento dos semáforos, esta rota passou a ser frequentemente utilizada.
Quem vem de São Paulo pela rodovia Mogi-Dutra (SP-88) ou dos bairros do Rodeio e Ponte Grande e quiser evitar a rotatória da Praça Kazuo Kimura precisa seguir pela avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, com acesso na rotatória da rua Carlos Baratino.
Sem placas
As opções citadas foram descritas pela própria Secretaria Municipal de Transportes, por meio da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura, e também pelo analista de trânsito Nobuo Aoki Xiol, que já foi secretário da pasta dos Transportes em Mogi. Muitos motoristas que passam pela rotatória reclamam que, apesar de rotas alternativas, não há placas indicativas dos caminhos.
Xiol frisou que em todas as opções descritas, o motorista terá que esticar o percurso, porém, desviará do trânsito causado pelos semáforos. Ele avalia que o "ideal" é que nenhuma rotatória tenha semáforos. "Este tipo de equipamento só pode ser colocado em cruzamentos. Acredito que se trata de uma ação provisória adotada apenas como teste", opinou. "Em tese, a instalação vai contra os princípios da engenharia de tráfego. Um motor de barco só pode ser utilizado na água e os semáforos só têm funcionalidade nos cruzamentos", disse Xiol, fazendo analogia.
Para o ex-secretário, a fluidez dos veículos que passam pela região só seria possível se a praça e, consequentemente, a rotatória, fossem eliminadas. "Transformaria a área em um cruzamento e faria as adaptações necessárias como a implantação de quarteirões dos dois lados", detalhou.
Fonte:Mogi News
Atividade programada para setembro e outubro na Casa do Artesão, em Mogi, destacará o plantio e o manejo de mudas de frutas e árvores nativas
Katia Brito
Da Reportagem Local
Divulgação
A produção de mudas pode chegar a 5 mil unidades mensais, mesmo em pequenas propriedades
A formação de viveiros de mudas para diferentes cultivos e para a recuperação da mata nativa será o tema de um dos cursos promovidos por meio de uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, entre os meses de setembro e outubro.
O curso de Viveirista, ministrado pelo instrutor do Senar, o engenheiro agrônomo Alexandre Delgado Alves, será realizado pela primeira vez na cidade, no distrito de Taiaçupeba. Ele é dividido nos módulos plantio e manejo.
"Vamos orientar os participantes a montar pequenos viveiros, ensinando-os a produzir mudas e a planejar e melhorar as técnicas de produção e controle de pragas e doenças. O foco principal deve ser árvores nativas para recuperação ambiental e mudas de frutas, como o cambuci que é comum na região de Taiaçupeba".
Alves destaca que irá trabalhar técnicas para a germinação das sementes e o preparo do substrato que preenche os saquinhos onde são colocadas as mudas, que também podem ser acondicionadas em tubetes.
Para acelerar a germinação, por exemplo, o instrutor cita a quebra da dormência por meio da escarificação (rompimento ou abrasamento da semente), enxertia (justaposição de um ramo ou fragmento sobre outro vegetal) ou da colocação em água quente.
"Com esta quebra, o desenvolvimento da semente passa a demorar dias ao invés de meses, como ocorre naturalmente. A enxertia permite que tenhamos plantas mais resistentes a pragas e doenças", observa.
A produção de mudas contribui para a sustentabilidade financeira dos produtores rurais, de acordo com o instrutor, permitindo também uma produção mais ecológica. No caso de frutas e hortaliças, é possível atingir uma média de cinco mil unidades mensais, mesmo em propriedades de pequeno porte. Também estão previstos outros cursos do Senar (veja quadro ao lado)
Fonte:Mogi News
Carne vermelha puxou a alta registrada pelo Dieese em julho, devido à entressafra e ao aumento do consumo
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
No supermercado, o segredo é fazer pesquisa de preços para economizar ou substituir produtos
O preço da cesta básica está mais alto para o mogiano. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou que a lista de alimentos básicos fechou em R$239,38 no Estado de São Paulo em julho. Esse valor é 5% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Um dos alimentos que teve grande alteração no preço foi a carne vermelha. Segundo o economista Jacó de Souza, o aumento do poder aquisitivo da nova classe C e a entressafra do produto causaram o efeito. Ele prevê que a alta chegue a mais 5% até novembro.
A dona de casa já nota as mudanças e busca substituir os produtos. A aposentada Vanda Moura, de 57 anos, já trocou o arroz que costumava consumir por uma marca inferior. "O pacote de cinco quilos de arroz que custava R$ 8,50 está R$ 10,98. Tive de substituí-lo por outra marca mais em conta. Todos os alimentos e materiais de limpeza aumentaram. Tem coisas que dá para substituir, mas outras não", afirma. Ela conta que o óleo de milho foi trocado pelo de soja. "As verduras e legumes também estão mais caras. O quilo do quiabo está chegando a R$ 7", constata.
Fonte:Mogi News
A pesquisa de preços é apontada pelo economista forma de encontrar ofertas atraentes. "Existem comerciantes que compram os produtos em maior quantidade, por isso o consumidor consegue um preço 30% ou 40% mais barato", explica. Ele informa que o produto que mais onera a compra no momento é a carne vermelha: "A maior preocupação em relação à carne é a entressafra. Os novos entrantes na classe C estão consumindo mais também. Com a lei da oferta e procura, temos o aumento. A partir do momento que a arroba do boi gordo chega a R$100, o consumidor já sente o reflexo."
Souza garante que a substituição de itens ainda é uma saída atrativa para quem busca economizar. "Temos os períodos cíclicos que interferem no valor dos produtos. As pessoas podem substituir o arroz por outro item e assim por diante. É preciso ainda, aproveitar os produtos da época. Uma opção para a substituição da carne vermelha é a suína e o pescado que estão com bons preços", destaca.
O consumidor também pode comprar produtos a granel. "O quilo do feijão carioquinha está R$ 3. Ele é sempre fresquinho, pois compramos semanalmente", conta Fernanda Cristina, 33, comerciante do Mercado Municipal. A procura pela carne de segunda também tem sido a opção para muitas pessoas. "Elas costumam comprar os cortes para fazer cozido. Antes a carne de segunda estava R$ 14,90 e agora subiu para R$ 15,90", explica o comerciante Erlon Cursino, 59.
O tomate também tem chegado à mesa com preço mais alto. "Ele está 200% maior que há um mês. Hoje, custa R$ 2,99. O tomate é muito consumido e as pessoas não deixam de comprar", afirma Edson Ferreira dos Santos, 39, gerente de uma quitanda.
Agora, Supremo Tribunal Federal que fará uma publicação com reconhecimento oficial do novo partido
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Xiol: busca por filiados
O coordenador da campanha de coleta para a oficialização do Partido Social Democrático (PSD) no Alto Tietê e Vale do Paraíba, Nobuo Aoki Xiol, revelou que a legenda conseguiu 540 mil assinaturas, número suficiente para confirmar a criação do novo partido por parte da Justiça.
O volume de certificações já está em posse do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que fará uma publicação, que reconhecerá o PSD como a mais nova legenda do País. No Alto Tietê, Xiol organizou a coleta de 15 mil assinaturas, meta estipulada pela direção nacional da campanha.
Segundo o coordenador da campanha, a oficialização deverá ocorrer no começo de setembro. "Será preciso fazer a juntada de toda a documentação para comprovar a existência das convenções estaduais. A legislação exige que elas tenham sido organizadas em pelo menos noves Estados. Nós trabalhamos com mais de 20 regiões", afirmou.
Com a etapa de cerificação das assinaturas vencida, terão início as ações voltadas à organização das comissões provisórias nos municípios, que poderão se transformar em diretórios municipais. "Não serão todas as cidades que terão diretórios, porque eles exigem um grupo maior de trabalho", explicou Xiol. Enquanto o diretório precisa de 20 pessoas, a comissão funciona com apenas oito.
Para a fase de coleta de assinaturas, não era preciso que todos os municípios tivessem comitês de trabalho. "Com a confirmação por parte do STF, os grupos existentes perderam a validade, porque a finalidade do momento passará a ser outra: não a de apoio com assinaturas, mas sim da busca por filiados do partido", detalhou o coordenador.
Na região, apesar de ainda não formalizados, os presidentes das comissões já foram definidos. Em Ferraz de Vasconcelos, o responsável será Hélio de Andrade; em Poá, Mário Sumirê; em Suzano, Said Raful; em Itaquaquecetuba, Eber Ferreira Araújo; na cidade de Salesópolis, Gilberto Lousano; em Guararema, Diego Guilherme Lopes Martins; em Arujá, Luís Antonio de Camargo; Biritiba Mirim terá Roque de Camargo; em Santa Isabel será Isaías Benedito Bueno, e em Mogi das Cruzes, o ex-prefeito e deputado federal Junji Abe.
Fonte:Mogi News