PARIS
O novo relatório do Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA), órgão francês que apura o voo AF-447, prometia explicar as "circunstâncias exatas" do acidente, mas o que entregou foram novas dúvidas.
O documento, de mais de 120 páginas, volta a confirmar a falha inicial nos sensores eletrônicos de velocidade e completa: a tripulação do Airbus A330-300 errou ao ordenar que o avião ganhasse altitude excessiva, causando a queda três minutos depois. Mas um ponto é crucial: os investigadores não sabem por que os pilotos tomaram tal decisão.
As novas revelações do BEA confirmam a complexidade do acidente do AF-447, causado - como de praxe na aviação civil - por múltiplos fatores. Em seu documento, o escritório afirma, sem citar nomes, que o copiloto Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos, então com o comando da aeronave, ao receber a indicação de "erro da velocidade aferida", fruto da pane dos sensores, assumiu o controle manual da aeronave. Às 2h10min16s da madrugada de 1º de junho de 2009, ele passou a elevar a altitude do avião acima do limite recomendável, cinco graus.
Esse procedimento é exagerado, mas Bonin o manteve até instantes antes da queda. "A incidência registrada, de cerca de 6 graus no disparo do alarme de perda de sustentação, continua a aumentar. O estabilizador horizontal regulável passou de três graus para 13 graus ao levantar o nariz durante um minuto", diz o documento.
O relatório completa: "Em menos de um minuto após o desligamento do piloto automático, o avião saiu de seu domínio de voo em razão das ações de pilotagem manual, majoritariamente para ganhar altitude".
Às 2h10min51s, por perder rapidamente velocidade, o avião já estava em queda, com o bico inclinado para cima. Segundo o BEA, durante o incidente, o alarme de perda de sustentação disparou, mas se apagou, antes de voltar a disparar - em um comportamento errático. Além disso, nada indica que os pilotos haviam compreendido a perda de altitude, nem a perda de sustentação. "A incidência do avião não é apresentada diretamente aos pilotos", diz o texto.
O resultado é que o avião aprofundou sua queda, mas os dois copilotos, Bonin e David Robert, de 37 anos, não entenderam o que estava acontecendo. Às 2h11min45s, um minuto e 30 segundos após a desativação do piloto automático, o comandante do voo - então em período de descanso - ingressou na cabine, mas não pôde fazer nada para recuperar o controle do avião.
As evidências apresentadas pelo BEA confirmam que as decisões tomadas pelo copiloto em função foram determinantes para a queda. Mas ele não é conclusivo sobre por que Bonin tomou tais decisões, se o procedimento para evitar a perda de sustentação - inclinar o nariz do avião para baixo - é banal e ensinado nas escolas de aviação.
A questão continua em aberto porque as caixas-pretas não registraram as informações disponíveis nas telas de David Robert, o que poderiam explicar o comando para ganhar altitude. "Não se conhece as razões pelas quais o piloto em função empinou a aeronave", respondeu ao Grupo Estado Alain Bouillard.
O investigador-chefe ainda completou: "Se foi falha humana ou se foi algo que foi apresentado aos pilotos, ou se houve elementos exteriores ou outra coisa que contribuiu para uma representação errada da situação, a investigação vai dizer".
Sem poder contar com as caixas-pretas para obter tais informações, os técnicos do BEA anunciaram a criação de um grupo de trabalho "Fatores Humanos" para estudar o comportamento dos pilotos, e planejam ainda explorar os "calculadores" do avião, o sistema eletrônico que foi retirado do mar nas operações de busca.
Sobre a possível falha humana, Gérard Feldzer, ex-piloto de A330-300, ex-diretor do Museu Aeronáutico da França e um dos consultores mais respeitados do país, disse ao Grupo Estado que "os pilotos aplicaram o procedimento, mas o fizeram em excesso".
Fonte:O Diário de Mogi
sábado, 30 de julho de 2011
Para governo, ritmo é adequado
O balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que 76% das ações monitoradas pelo governo estão em ritmo adequado. Porém, essa eficiência toda é apenas aparente. Obras que estouraram completamente o cronograma foram classificada como adequadas. Foram fixadas novas datas para a conclusão dessas obras, sem menção aos prazos estabelecidos anteriormente.
É o caso do trem-bala, que deveria ter sido licitado em abril, segundo meta estabelecida no último balanço do PAC no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, divulgado em dezembro passado. Num primeiro momento, o leilão foi adiado para julho. No dia 11 passado, as empresas interessadas deveriam apresentar suas propostas, mas nenhuma candidata apareceu.
"Houve uma frustração por causa de atores do mercado que preferiram forçar uma situação mais confortável", explicou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. O governo refez a modelagem da licitação, dividindo-a em duas: uma para a empresa que operará os trens e outra para quem construirá a infraestrutura. Não há previsão para a nova data do leilão, disse o diretor.
As obras de duplicação da BR 101 no Nordeste são outro exemplo. O trecho na Paraíba, do município de Lucena até a divisa com Pernambuco, deveria ter sido concluído em 31 de março. No balanço divulgado ontem, a entrega da obra foi empurrada para 20 de dezembro. O mesmo ocorreu com o trecho pernambucano, entre Igarassu e a divisa com a Paraíba. De 30 de março, a conclusão foi adiada para 30 de dezembro.
O Comperj, complexo petroquímico no Rio de Janeiro, tinha sua conclusão prevista para 31 de dezembro de 2013. A nova previsão é 31 de março 2015.
A usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, é mais um exemplo. Ela deveria ser concluída em 20 de dezembro próximo. A nova data passou a ser 30 de novembro de 2015. Mesmo com o adiamento de quatro anos, o ritmo foi considerado adequado.
Os dados apresentados ontem dificultam a comparação com as informações disponíveis no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que podem ser acessados pelo público. Pelos dados do Siafi, o total disponível para o PAC este ano é de R$ 40,2 bilhões, dos quais foram pagos até agora R$ 13,6 bilhões. Ou seja, a execução é de 32,6%.
Os números divulgados ontem, porém, expurgaram os gastos com o programa Minha Casa Minha Vida, o que resultou num índice de realização melhor. O disponível é de R$ 27,5 bilhões, para uma execução de R$ 10,3 bilhões, ou 37,5%.
Fonte:O Diário de Mogi
É o caso do trem-bala, que deveria ter sido licitado em abril, segundo meta estabelecida no último balanço do PAC no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, divulgado em dezembro passado. Num primeiro momento, o leilão foi adiado para julho. No dia 11 passado, as empresas interessadas deveriam apresentar suas propostas, mas nenhuma candidata apareceu.
"Houve uma frustração por causa de atores do mercado que preferiram forçar uma situação mais confortável", explicou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. O governo refez a modelagem da licitação, dividindo-a em duas: uma para a empresa que operará os trens e outra para quem construirá a infraestrutura. Não há previsão para a nova data do leilão, disse o diretor.
As obras de duplicação da BR 101 no Nordeste são outro exemplo. O trecho na Paraíba, do município de Lucena até a divisa com Pernambuco, deveria ter sido concluído em 31 de março. No balanço divulgado ontem, a entrega da obra foi empurrada para 20 de dezembro. O mesmo ocorreu com o trecho pernambucano, entre Igarassu e a divisa com a Paraíba. De 30 de março, a conclusão foi adiada para 30 de dezembro.
O Comperj, complexo petroquímico no Rio de Janeiro, tinha sua conclusão prevista para 31 de dezembro de 2013. A nova previsão é 31 de março 2015.
A usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, é mais um exemplo. Ela deveria ser concluída em 20 de dezembro próximo. A nova data passou a ser 30 de novembro de 2015. Mesmo com o adiamento de quatro anos, o ritmo foi considerado adequado.
Os dados apresentados ontem dificultam a comparação com as informações disponíveis no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que podem ser acessados pelo público. Pelos dados do Siafi, o total disponível para o PAC este ano é de R$ 40,2 bilhões, dos quais foram pagos até agora R$ 13,6 bilhões. Ou seja, a execução é de 32,6%.
Os números divulgados ontem, porém, expurgaram os gastos com o programa Minha Casa Minha Vida, o que resultou num índice de realização melhor. O disponível é de R$ 27,5 bilhões, para uma execução de R$ 10,3 bilhões, ou 37,5%.
Fonte:O Diário de Mogi
Água e esgoto Semae investe R$ 1,5 mi em frota
Novos veículos foram adquiridos para, segundo a direção da autarquia, melhorar a qualidade dos serviços
Daniel Carvalho

Semae comprou novos veículos para a prestação de serviços à população e parte deles já está em operação pela cidade
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) vem investindo, há três meses, cerca de R$ 1,5 milhão na modernização de sua frota, com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população mogiana. Foram adquiridos motocicletas e veículos leves, médios e pesados - parte já está em operações por todo o município. Dentro do processo de modernização da frota, o Semae também está realizando uma licitação pública para a compra de um caminhão limpa-fossa e um caminhão-pipa, que serão usados para atender situações de emergência e também para reduzir o tempo de resposta em ações já programadas pela autarquia.
O diretor-geral do Semae, Marcus Melo, explicou que este investimento vem sendo feito para melhorar a capacidade operacional do Semae e oferecer mais agilidade na solução dos diversos tipos de serviços prestados. "A compra destes veículos é feita com base nos levantamentos técnicos que realizamos, de forma a atender às principais demandas da população. Mogi se desenvolve de forma rápida e nós estamos acompanhando este processo de crescimento", afirmou.
Foram adquiridas três caminhonetes cabine dupla, que acomodam mais funcionários e equipamentos, além de dois modelos menores, que proporcionam agilidade nos atendimentos urbanos. Além disso, cinco motocicletas foram incorporadas à frota para fazer a verificação de vazamentos de água e esgoto. Para completar, uma retroescavadeira zero-quilômetro já está no pátio da autarquia e aguarda apenas o emplacamento para ser deslocada para obras de maior porte.
O Semae ainda está realizando uma licitação pública para a compra de um caminhão limpa-fossa e um caminhão-pipa, além de mais três furgões, duas caminhonetes pequenas e cinco carros. Todos serão incorporados ao atendimento diário assim que a concorrência for encerrada.
Melo lembrou que os veículos aumentam a mobilidade das equipes do Semae e beneficiam, principalmente, os bairros mais afastados da área central. As motos, por exemplo, são importantes para permitir o rápido deslocamento e a solução de casos de baixa pressão, falta de água, além de verificação em hidrômetros, entre outros. "A atenção permanente com os bairros é uma determinação do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) que estamos cumprindo", frisou Melo.
Locação
Paralelamente à compra dos novos equipamentos, o Semae também reforçou sua frota com o aluguel de um caminhão limpa-fossa e de dois caminhões-pipa, usados em situações emergenciais.
Fonte:Mogi News
Daniel Carvalho
Semae comprou novos veículos para a prestação de serviços à população e parte deles já está em operação pela cidade
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) vem investindo, há três meses, cerca de R$ 1,5 milhão na modernização de sua frota, com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população mogiana. Foram adquiridos motocicletas e veículos leves, médios e pesados - parte já está em operações por todo o município. Dentro do processo de modernização da frota, o Semae também está realizando uma licitação pública para a compra de um caminhão limpa-fossa e um caminhão-pipa, que serão usados para atender situações de emergência e também para reduzir o tempo de resposta em ações já programadas pela autarquia.
O diretor-geral do Semae, Marcus Melo, explicou que este investimento vem sendo feito para melhorar a capacidade operacional do Semae e oferecer mais agilidade na solução dos diversos tipos de serviços prestados. "A compra destes veículos é feita com base nos levantamentos técnicos que realizamos, de forma a atender às principais demandas da população. Mogi se desenvolve de forma rápida e nós estamos acompanhando este processo de crescimento", afirmou.
Foram adquiridas três caminhonetes cabine dupla, que acomodam mais funcionários e equipamentos, além de dois modelos menores, que proporcionam agilidade nos atendimentos urbanos. Além disso, cinco motocicletas foram incorporadas à frota para fazer a verificação de vazamentos de água e esgoto. Para completar, uma retroescavadeira zero-quilômetro já está no pátio da autarquia e aguarda apenas o emplacamento para ser deslocada para obras de maior porte.
O Semae ainda está realizando uma licitação pública para a compra de um caminhão limpa-fossa e um caminhão-pipa, além de mais três furgões, duas caminhonetes pequenas e cinco carros. Todos serão incorporados ao atendimento diário assim que a concorrência for encerrada.
Melo lembrou que os veículos aumentam a mobilidade das equipes do Semae e beneficiam, principalmente, os bairros mais afastados da área central. As motos, por exemplo, são importantes para permitir o rápido deslocamento e a solução de casos de baixa pressão, falta de água, além de verificação em hidrômetros, entre outros. "A atenção permanente com os bairros é uma determinação do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) que estamos cumprindo", frisou Melo.
Locação
Paralelamente à compra dos novos equipamentos, o Semae também reforçou sua frota com o aluguel de um caminhão limpa-fossa e de dois caminhões-pipa, usados em situações emergenciais.
Fonte:Mogi News
ATENDIMENTO RUIM Advogado faz nova queixa contra Ipiranga
Ele enfrentou uma hora e meia de espera para que a cirurgia da esposa fosse liberada, o que só aconteceu depois que fez contrato particular
Willian AlmeidaDa Reportagem Local
Adriano Vaccari
Advogado faz nova queixa contra Ipiranga
Simas: "Minha esposa poderia ter morrido por conta de um fax"
O advogado Fábio Simas entrou em contato com o Mogi News na tarde de ontem para fazer uma reclamação ao setor administrativo do Hospital Ipiranga. Ele passou por um problema com a esposa na unidade hospitalar e ao ler no jornal as reportagens sobre mau atendimento prestado ao editor-chefe do Grupo Mogi News, Márcio Siqueira, e à jornalista Ana Cláudia Venâncio, resolveu procurar a redação.
Segundo Simas, a esposa passou mal no feriado de Corpus Christi, no mês passado, e foi levada ao Pronto Socorro nos dias 23, 24 e 25. Sem que o mal-estar passasse, retornou na segunda-feira, dia 27.
"Na segunda-feira, ela foi muito bem atendida e constatou-se que estava com hemorragia e precisaria passar por uma cirurgia. Eu me lembro muito bem que era por volta das 11 horas. Eles já sabiam que ela tinha convênio (Linha DIX) e eu fiquei uma hora e meia, com ela tendo hemorragia, esperando a liberação da cirurgia. Vendo aquela demora, deixei o plano de saúde e disse que faria um contrato particular naquela hora, como se não tivesse convênio. Somente aí é que imprimiram um papel e ela pôde fazer a cirurgia. Achei uma intransigência do hospital. Minha esposa poderia ter morrido por conta de um fax, de um carimbo", disse o advogado, revoltado.
Resposta
O convênio DIX respondeu, em nota, informando que o procedimento solicitado pela cliente foi autorizado e realizado em 27 de junho. O Hospital Ipiranga, também em nota por meio da Assessoria de Imprensa, informou, assim como o advogado, que a paciente deu entrada na instituição no dia 27 de junho, quando recebeu atendimento médico, passou por exames e, internada, passou por cirurgia autorizada pelo seu plano de saúde.
Em relação à reportagem publicada na edição de ontem, em que a jornalista Cláudia Venâncio criticou o atendimento médico do hospital, a assessoria respondeu que ela passou pela triagem às 18h47 de 19 de julho e que no prontuário médico está indicado o horário de 19h48 como término do atendimento.
Cláudia disse ter chegado às 18h40 e o atendimento se estendido até às 20h. "Infelizmente, a senhora Ana Cláudia optou por não aguardar o prazo previsto para a realização do exame indicado e optou por deixar a instituição", afirmou a assessoria.
O caso de Cláudia foi mostrado ontem pelo jornal. Ela tem problemas neurológicos que causam fortes e frequentes dores de cabeça. Disse que estava há 15 dias sentindo dores e que resolveu procurar o Pronto Socorro do Ipiranga na última sexta-feira. No hospital, enfrentou demora e disse que funcionários prestaram mau atendimento. "A médica me pediu um exame de sangue por conta do surto de meningite. Eu estava com muitas dores, mal me aguentava em pé. Também estava com o pescoço endurecido. Fui fazer o exame e tinha umas dez pessoas na minha frente. Perguntei ao enfermeiro se meu pai poderia ficar na fila em meu lugar e ele respondeu que não porque eu era a paciente", contou. Ela disse ter sido tratada de forma mal educada uma série de vezes. "Realmente o atendimento é péssimo desde as enfermeiras. Eles precisam saber que as pessoas que chegam lá para ser atendidas estão acabadas e precisam ser bem tratadas", disse.
Fonte:Mogi News
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