domingo, 27 de março de 2011

Salesópolis integra a ‘rota do sal’

Salesópolis integra a ‘rota do sal’

JOSIANE CARVALHO
Com o intuito de atrair visitantes para o Alto Tietê, Salesópolis passa a integrar um dos roteiros turísticos e históricos do Estado de São Paulo. Denominada Rota Dória, o caminho por onde passavam os escravos vendidos clandestinamente no passado, fará parte de um passeio lançado oficialmente na noite de ontem no Centro de Educação de Cultura Francisco Moriconi, em Suzano, durante a Seletiva Alto Tietê Miss Etinic Beautiful Brazi, que iria selecionar a mulher negra mais bonita da Região.
Denominada como rota do sal, a estrada do Padre Dória, ficou conhecida porque era feito por ela o transporte clandestino de escravos que chegavam a Ilhabela, vindos da África, e seguiam rumo às fazendas de café do Interior de São Paulo. O passeio oferecido aos turistas inclui trilhas e caminhos desbravados pela Serra do Mar, passando por outras cidades.
Salesópolis foi incluída no roteiro, além de Paraibuna, São Sebastião e Ilhabela. O interessado deverá cumprir o trajeto de carro e balsas.
De acordo com o diretor de Turismo da Cidade, Antonio Miranda Junior, no trecho de Salesópolis, onde as pessoas farão o percurso de carro, haverá cinco pontos de parada.
Os visitantes poderão conhecer um pouco da história da Senzala, hoje transformada em restaurante, a conhecida cachoeira do café, o sítio do boi, um antigo cruzeiro existente na estrada da Petrobrás e o prédio do antigo Mercado Municipal.
Com um território com mais de 80% considerado área de proteção ambiental, Salesópolis busca no turismo o principal atrativo para garantir recursos e movimentar a economia da Cidade. "Hoje em dia as pessoas buscam opções de passeios que envolvam história, natureza e boa gastronomia. E é justamente neste sentido que Salesópolis está tentando se destacar no cenário turístico estadual", comentou.
Para a presidente do Conselho Municipal de Turismo, Ana Lúcia Moraes o novo atrativo turístico da Região deve ser visto como uma ferramenta a ser explorada a longo prazo, também pelas cidades da Região. "Estamos investindo em atrações e passeios visando o aumento do número de visitantes não só nos finais de semana, como geralmente acontece hoje, mas durante a semana. Sempre pensando em visitas monitoradas como é o caso deste passeio em meio a Serra do Mar".
Ana Lúcia afirma que a intenção é ir além. O município quer capitalizar também com a Copa do Mundo de 2014. "Temos a informação de que cidades próximas serão sedes de delegações internacionais (caso de Mogi das Cruzes). Diante disso, porque não imaginar que grupos maiores poderão visitar nossas dependências turísticas para conhecer pontos como o Parque Estadual das Nascentes, onde nasce o Rio Tietê, o mais importante Rio do Estado de São Paulo", ponderou.
Os grupos interessados em participar do roteiro serão formados a partir de amanhã. O passeio poderá ter a duração de um a três dias, dependendo dos locais que os turistas quiserem visitar. O valor, em média, é de R$ 100,00 incluindo transporte, alimentação e os atrativos. Contatos devem ser feitos com a Agência Ecotur pelo telefone 4696-3211 ou 4696-1363.
Dória
Em pleno século XIX, a falta de caminhos mais fáceis para a chegada ao litoral norte fez com que o Governo da Província de São Paulo abrisse estradas que levassem o comércio, a agricultura e o povoamento às regiões que compreendiam Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Paraibuna e Salesópolis.
As obras só foram iniciadas com a ajuda dos padres de São Sebastião, designados como inspetores de estradas. O Padre Manoel de Faria Dória foi o único a completar sua missão e em 1832 abriu à conhecida "Estrada Dória". Dez anos mais tarde, a morte do religioso fez com que o local fosse fechado.

Fonte:O Diário de Mogi

Muito mais que aliados políticos, Junji Abe e Aroldo Saraiva

Muito mais que aliados políticos, Junji Abe e Aroldo Saraiva dividiram tarefas, iniciativas e realizações, boas ou nem tanto, durante os oito anos em que estiveram juntos na Prefeitura de Mogi das Cruzes. Os dois se entendiam às mil maravilhas, formando uma dupla quase perfeita. Enquanto Junji cuidava dos assuntos de gabinete, Aroldo era quem resolvia sobre obras, decidia o que e como seria executado cada projeto, muitos dos quais, saídos de sua mente pródiga, quase sempre para serem executados a toque de caixa e inaugurados o mais rápido possível. Foi assim, principalmente, no último período de governo, quando o estilo intempestivo de Aroldo acabou resultando em alguns desastres administrativos que Junji ainda tem dificuldades para superar. Nada disso parecia abalar a amizade entre os dois, que só foi estremecer mais profundamente após as recentes eleições. Junji e Aroldo se desentenderam logo depois do pleito em que o candidato a deputado federal pelo DEM viveu horas de intensa angústia durante as apurações, temendo pela derrota que só não se confirmou ao final da contagem dos votos. Mais do que se eleger, Junji terminou entre os cinco mais votados de sua legenda. A comemoração pela vitória, entretanto, não conseguiu apagar uma nesga de decepção do eleito com seu assessor de confiança que, durante toda a campanha, teria feito ouvidos de mercador para os alertas do candidato a exigir maior atenção para o trabalho eleitoral em Mogi. Nessas oportunidades era sempre tranquilizado de que a situação estava "sob controle". Não estava. Tanto que em lugar dos 100 mil votos esperados na Cidade, vieram cerca de 60 mil. Segundo apurou a coluna, baixada a poeira do pleito, os dois discutiram e acabaram se distanciando um do outro. E enquanto Junji adotou um ritmo vertiginoso de atuação como deputado federal, Aroldo ainda descansa dos oito anos de Prefeitura, prometendo a pessoas mais próximas que pretende retomar a rotina de professor universitário. Até agora, segundo amigos comuns, o mal-estar entre ambos persiste e os dois ainda não reataram a antiga amizade. O que não significa, entretanto, que tal fato não possa ocorrer a qualquer momento. Até lá, vale esperar para conferir.

Fonte:O Diário de Mogi


Cabral imagina vice-presidência

Cabral imagina vice-presidência

RIO
A resposta já está pronta para quem pergunta ao governador fluminense, Sérgio Cabral (PMDB), o que pretende fazer depois de encerrar o segundo mandato. "Quero ser presidente do Vasco da Gama", repete. No horizonte de Cabral, porém, não há uma presidência de clube, mas a vice-presidência da República.
Reeleito no primeiro turno com 66% dos votos, o governador nega qualquer movimento para compor uma chapa de reeleição de Dilma em 2014 e insiste que o natural é a manutenção da parceria atual, com Michel Temer (PMDB). A hipótese ganha força, no entanto, porque Cabral, depois de três mandatos de deputado estadual e um de senador, rejeita a ideia de voltar ao Legislativo ou de ser candidato a presidente.
A escolha de Cabral para vice dependeria mais de uma decisão pessoal de Dilma ou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - caso ele decida voltar à disputa eleitoral -, do que de uma composição entre partidos. Ao contrário do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também lembrado como possível parceiro nacional do PT em 2014, Cabral é avesso à vida partidária. Não se envolve nos assuntos do PMDB, tem uma relação distante com a bancada na Câmara e só vai a Brasília quando o destino é o Palácio do Planalto.
Na visita do presidente norte-americano Barack Obama ao Rio, domingo passado, Cabral mostrou mais uma vez seu estilo: dar valor às relações pessoais, com um jeito descontraído de tratar até mesmo o homem mais poderoso do planeta. Apesar dos contatos rápidos com Obama, fez propaganda de suas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e falou da viagem que fará aos EUA na próxima semana, para discutir investimentos com o Eximbank.
Ministério
Se a candidatura a vice não se viabilizar, Cabral é candidato certo a ministro em um eventual segundo governo Dilma. "Em 2014, Cabral não fará nada que não seja combinado com Lula e Dilma. Um dia, vai cair no colo dele e será candidato (a presidente ou a vice), assim como o Eduardo Campos e o Aécio Neves. Mas não precisa ser daqui a três anos", diz o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já escolhido por Cabral para disputar sua sucessão.
Embora a relação de Cabral com Dilma não seja tão fraterna quanto era com Lula, o governador mantém bom trânsito no governo. Assessores da presidente dizem que ela gosta dele e que o atrito ocorrido durante a escolha do ministro da Saúde não deixou sequelas. Nas palavras de um colaborador de Dilma, "foi uma lição para Cabral".
Na ocasião, o governador divulgou a informação de que seu secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, era o escolhido de Dilma Por causa do vazamento, Côrtes perdeu o cargo. Ele continua no governo do Estado, e a versão oficial foi de que o PMDB não o aceitou como indicação do partido.
O atual titular da Saúde, Alexandre Padilha, é um dos ministros mais próximos de Cabral. Antonio Palocci, chefe da Casa Civil, é outro interlocutor - uma relação "cordial, mas não especial", segundo um assessor.

Fonte: O Diário de Mogi

O vereador Rubens Benedito Fernandes (PR), o Bibo, casou-se ontem à noite no Sítio Mel Recanto

arcelo Alvarenga


Casados
O vereador Rubens Benedito Fernandes (PR), o Bibo, casou-se ontem à noite no Sítio Mel Recanto, na rodovia Mogi-Bertioga, depois de mais de dez anos de vida em comum com Estela, que durante anos foi funcionária da Câmara de Mogi. Divorciado, Bibo, sacramentou a união civil ontem pela manhã. À noite, políticos de Mogi, como o prefeito Marco Bertaiolli, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) e vereadores compareceriam à cerimônia religiosa e, por que não dizer, política.
Divulgação


Vasos idênticos
Para prosseguir falando de festa: foto interessante foi tirada na entrega do 6º Prêmio Mulher de Expressão: a do deputado federal Junji Abe e o deputado estadual André do Prado com gravatas idênticas. Quem viu a repetição, chegou a querer promover um show musical com os dois.


Todos juntos
Congestionamento de políticos no mesmo evento: a presença do prefeito Bertaiolli, dos deputados estaduais Prado, Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS), Estevam Galvão de Oliveira (DEM) e Heroilma Tavares (PTB), do deputado federal Junji, do prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra (PSB) e de outras autoridades do mesmo calibre.




Anti-Kassab
A radicalização da briga entre os remanescentes do DEM e o anunciado PSD pode ter desdobramentos que o grupo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) - que é o de Bertaiolli e Junji - provavelmente não esperasse: a transformação do DEM em legenda visceralmente inimiga, que trabalhe contra o grupo kassabista no País, no Estado e também em Mogi das Cruzes.




Moro na espreita
Fontes dignas de crédito garantem que o ex-presidente do DEM mogiano João Gilberto Moro estaria aguardando o momento certo para reaver seus poderes e o bom tempo de TV na legenda, embalado pelo ódio nacional do grupo de José Agripino Maia a Kassab e companhia.



Amigos para sempre
Mas haveria dois antídotos para isso: a permanência de um aliado histórico de Kassab no DEM, o deputado federal Rodrigo Garcia, e a manutenção do deputado Estevam. Isso evitaria que a turma magoada de "demos" nacionais coma o fígado de quem abandonou o barco democrata, trabalhando contra os ex-companheiros de partido.
Divulgação


Que Penna!
A crise no PV nacional que virou palco de luta livre ideológica entre os grupos da ex-presidenciável Marina Silva e do eterno presidente da legenda, José Luiz Penna, expõe a vida pregressa do segundo que tem um ponto comum com Mogi das Cruzes: uma briga de foice que se estendeu entre os anos de 1999 e 2003 entre o grupo do poderoso do PV com Gondim.


Penna-Gondim
O deputado se elegeu pela primeira vez em 1998, com pouco mais de 13 mil votos, ocupando a única cadeira obtida pelo PV. Chamado pelo grupo de Penna a se alinhar política e financeiramente ao partido, além de destinar cargos de gabinete à legenda, Gondim refugou e levou forte pressão, mas não deixou o partido até se reeleger, em 2002, puxando a fila de cinco parlamentares do partido.




A guerra do PSC
Outro partido em guerra, mas somente em Mogi é o PSC. Matéria publicada ontem, escrita pelo repórter Cleber Lazo, dá conta de que o secretário-geral do Diretório Estadual do partido, Manoel Nascimento, garantiu que Thamara Stelec mantém a presidência da agremiação na cidade, ao contrário do que havia afirmado o assessor político Carlos Lopes. Mas Nascimento, no entanto, não veda esta possibilidade. Diz que não conhece a família Lopes, mas que, se conhecer, pode conversar com ela.




Thamara de volta
Thamara, por sua vez, ligou para a coluna e disse ter ficado chateada com os termos utilizados por Lopes contra ela e o ex-candidato a deputado estadual Braz Passarinheiro, mas revelou que a polêmica teve o efeito de animá-la para retornar em grande estilo à política mogiana em 2012.



Thamara prefeita
A atual presidente do PSC mogiano foi candidata a prefeita em 2004, obtendo boa votação, e a vice-prefeita na chapa de Gondim, em 2008, além de ter concorrido à Câmara Federal, com boa performance eleitoral, em 2006. Nos últimos anos, Thamara dedicou-se aos estudos. Deve ser candidata a prefeita no ano que vem.
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Matador
O advogado Olavo Câmara, tido como pré-candidato a prefeito pelo PCdoB, mandou uma foto de uma visita recente que fez ao Coliseu, em Roma. Lá, bancando o gladiador, ele encenou a matança da máfia italiana. Disse que se prepara para exterminar os corruptos de Mogi.

Fonte:Mogi News