Delação na Lava Jato já reduz penas em 326 anos35
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Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo
O juiz Sergio Moro, um dos protagonistas da Operação Lava Jato
O juiz Sergio Moro, um dos protagonistas da Operação Lava Jato
Os acordos de colaboração premiada firmados na Operação Lava Jato reduziram em ao menos 326 anos as penas dos condenados em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro. O número se refere a 28% do total de 1.149 anos aos quais todos os réus, delatores ou não, já foram sentenciados no esquema de desvios de recursos da Petrobras.
A redução pode ser maior, uma vez que no levantamento feito pelo "Estado" foram consideradas apenas as 15 colaborações cujos termos dos acordos vieram a público pela 13ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Curitiba. Até agora, ao menos 65 réus da Lava Jato fecharam acordos de delação. Há negociações ainda em andamento, como a de Marcelo Bahia Odebrecht, presidente afastado da empreiteira que leva seu sobrenome, a maior do país.
As delações já computadas somam 400 anos de pena por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Após os acordos, nos quais os réus confessaram os delitos e se comprometeram a fornecer informações e documentos que auxiliem a investigação e a produção de provas, o total de penas chega a 74 anos. Entre os delatores, a redução dos anos é de 81%.
Os maiores beneficiados são também os que receberam as penas mais pesadas e os que fizeram as colaborações mais consistentes, com detalhamento do esquema e revelação o envolvimento de nomes importantes. Dois dos principais personagens da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, conseguiram reduzir suas penas em cerca de 140 anos.
Condenado a quase 80 anos de prisão por lavagem de dinheiro e organização criminosa, Youssef fez delação e deve cumprir pena em regime fechado entre três e cinco anos. Depois, passa para o regime aberto. Costa foi condenado a 74 anos, seis meses e dez dias de prisão por corrupção e lavagem. Com o acordo, no qual foi o primeiro a revelar a participação de políticos, a pena foi convertida em um ano de prisão domiciliar, mais dois anos no semiaberto, com tornozeleira. Ele cumpre pena em casa desde outubro.
Para o procurador da República Paulo Roberto Galvão, integrante da força-tarefa, as colaborações são o "coração pulsante" da Lava Jato. "Não são suficientes por si só, pois precisamos acrescentar outras provas às palavras do delator, mas são essenciais para o início e a expansão das investigações", diz.
Benefícios
Segundo Galvão, as colaborações premiadas são responsáveis pelo efeito cascata alcançado na operação. "Acordos de colaboração seguem a regra de que só são feitos quando trazem muitos benefícios para a sociedade", afirma o procurador, ressaltando que mais de 70% dos acordos foram assinados com pessoas soltas. "Muitas delas não estavam no radar das investigações."
Para o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e hoje advogado Gilson Dipp, as delações são um "importante instrumento para a obtenção de provas". Dipp, porém, faz ressalvas a seu uso na Lava Jato. "Acabou por ser a única forma de obtenção de provas, a partir de prisões preventivas ou temporárias atemporais", disse.
Dipp aponta falhas na condução das delações. Ele critica, por exemplo, o fato de Youssef ter descumprido termos de uma primeira delação, no caso Banestado, e ter feito nova colaboração, desta vez na Lava Jato. "Isso não foi reportado pelo Ministério Público."
Em casa
Por causa dos acordos, a maior parte dos delatores cumpre hoje prisão domiciliar. Eles são obrigados a reportar regularmente à Justiça suas atividades profissionais.
O maior peso das condenações, porém, está no bolso dos colaboradores. Os condenados abdicaram de US$ 124 milhões e R$ 323 milhões, além de bens como imóveis de alto padrão, terrenos, carros importados, lanchas e participações societárias. Os recursos foram repassados para a Petrobrás e a União.
As delações, em contrapartida, ajudaram não só a desvendar parte do esquema, que, segundo a Lava Jato, é responsável pelo desvio de mais de R$ 6 bilhões, mas também a apontar a participação de outros envolvidos, entre eles detentores de foro privilegiado. Ao menos 49 políticos foram delatados. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".
Fonte:UOL.COM
Foto: Daniel Carvalho
Araújo anunciou apoio a pré-candidatura de Melo
O PMDB vai apoiar a pré-candidatura do empresário Marcus Melo (PSDB) e do vereador Juliano Abe (PSD) para a Prefeitura de Mogi das Cruzes. De acordo com o presidente municipal do partido, o presidente da Câmara Municipal, Mauro Araújo, o apoio deve ser oficializado entre quarta-feira e quinta-feira desta semana. O PMDB era a última grande sigla que ainda não havia decido qual dos pré-candidatos apoiaria para as eleições de outubro.
Araújo informou que a decisão de apoiar Melo e Abe foi tomada na última sexta-feira, durante reunião com o prefeito Marco Bertaiolli (PSD). O partido desistiu de lançar candidatura própria. "Foi uma conversa muito franca a respeito de Mogi. O Bertaiolli me convenceu que nesse momento é importante que nos mantivéssemos unidos. Será uma gestão difícil e a união das forças é importante para garantir a qualidade de vida na cidade", destacou.
O presidente afirmou que o apoio oficial será divulgado depois de uma reunião com a diretoria estadual do partido. "A direção tem o compromisso de acolher a decisão do diretório municipal. Vamos conversar com o (Jorge) Caruso (líder do PMDB na Assembleia Legislativa) quando ele voltar de viagem para oficializar a decisão", informou. (L.N.)
Fonte:Mogi News
Foto: Amilson Ribeiro
Prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli, garantiu que vai colaborar com a campanha
O pré-candidato a Prefeitura de Suzano, o vereador Said Raful (PSD), recebeu um importante apoio na manhã de ontem. O deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, decidiu apoiar o suzanense na corrida eleitoral desse ano. O encontro teve a participação de pré-candidatos a Câmara Municipal, lideranças e o coordenador regional do PSD, o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli. A reunião contou com aproximadamente 500 pessoas.
Galvão afirmou que decidiu apoiar Raful nas eleições municipais por entender que ele tem propostas que podem mudar a cidade. “Quero que Suzano tenha um prefeito entusiasmado competente e que venha com o desejo de resgatar aquilo que o município já foi. Queremos uma cidade progressista, com renda e com emprego, que possa atender a população em todas as suas necessidades, especialmente na área da saúde, educação, segurança pública, enfim nos serviços essenciais”, destacou.
Para o líder do DEM, Suzano tem um potencial enorme que precisa ser aproveitado e resgatado. “Antes mesmo de decidir apoiar o Said, conversei sobre seus planos. Ele será um prefeito programa, não vai trabalhar aleatoriamente. Assumirá a Prefeitura com um plano na mão, sabendo o que vai investir na educação, saúde, cultura e infraestrutura”, ressaltou.
O deputado informou que com o apoio do DEM a pré-candidatura de Raful, a ideia é que o candidato a vice-prefeito da chapa seja do partido. “A ideia é essa, mas veremos mais para frente. Acredito que dentro de 20 dias já tenhamos essa definição”, acrescentou.
Para o pré-candidato o apoio recebido ontem é importante para sua candidatura. “Acredito que o apoio do Estevam mostra que nossa candidatura está no caminho certo, que temos preparo e experiência para poder postular essa pré-candidatura na cidade. Ter ao nosso lado pessoas que tem esta vivência no município, experiência, conhecimento e peso político, mostra que estamos caminhando bem. Temos tudo para sermos bons administradores em Suzano. Ficamos muito felizes com o apoio”, disse.
Raful informou que tem o apoio de quatro partidos para sua pré-candidatura. “Contamos com o PRTB, PSC, DEM e PSD. Temos algumas conversas e vamos trabalhar para trazer mais partidos. O nome do candidato a vice-prefeito será definido durante as convenções. Ainda não definimos a data do evento, mas será no último fim de semana de julho”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o que motivou o lançamento de sua candidatura foi o desejo de melhor Suzano. “Estou aqui porque cansa só ouvir críticas a nossa cidade. Essa é minha terra, onde minha mulher, filhos e pais moram. Não consigo olhar Suzano pelo ponto de vista negativo, apenas pelas críticas, pois eu vivo uma história muito boa aqui. Sei que o município é muito mais do que estão plantando hoje e pode ir muito além”, avaliou.
Galvão afirma que fará mais na Assembleia
O apoio do deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, a pré-candidatura do vereador Said Raful (PSD) a Prefeitura de Suzano
O apoio do deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, a pré-candidatura do vereador Said Raful (PSD) a Prefeitura de Suzano. pôs fim a possibilidade de Galvão disputar a vaga de prefeito. Muito se falava no município da chance do deputado estadual disputar as eleições para retorna a liderança da administração municipal. O democrata afirmou que a ideia é continuar na Assembleia para conquistar recursos e obras para o município.
De acordo com Galvão, a parceria com Raful vai garantir um trabalho importante para a cidade. “O motivo de não disputar as eleições municipais, é que posso produzir mais estando na Assembleia Legislativa. Preciso estar lá e é necessário ter um prefeito em Suzano determinado e competente. Assim o município vai crescer bastante”, disse.
Galvão afirmou que nas últimas semanas recebeu vários pedidos para que disputasse as eleições. “Passei muitas noites pensando e conversando com a Viviane (Galvão). Muitas gente pediu para eu ser candidato. A paixão pela cidade falou mais alto. Tenho obrigação para fazer o melhor pela cidade. Tenho convicção que em São Paulo, desde que aqui tenhamos um prefeito arrojado, uma Câmara muito bem formada, serei muito mais útil”, esclareceu.
O deputado citou algumas das obras que conquistou para Suzano no período na Assembleia e projetos que precisam sair do papel. Para ele, é necessário trabalhar pela construção da alça de acesso do Rodoanel no trecho de Suzano e atuar para trazer a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). “Temos um hospital que está na fase final de construção e que deve ser aberto até o fim do ano”, acrescentou.
Fonte:Mogi News
Foto: Amilson Ribeiro
Marcus Melo destacou a importância do apoio do PV, especialmente de Campello
A pré-candidatura do empresário Marcus Melo (PSDB) e o do vereador Juliano Abe (PSD) a Prefeitura de Mogi das Cruzes já conta com o apoio de 17 partidos. A expectativa é que mais duas siglas passem a integrar o grupo na próxima semana. Ontem, foi realizado um evento para oficializar o apoio do PV a chapa de Melo e Abe. Representantes do PTC, PEN, PSL e PHS também estiveram presentes, convidados pelo vice-presidente municipal do PV e secretário de Estado de Turismo, Romildo Campello. O encontro ocorreu no comitê do PSDB, na rua Gaspar Conqueiro, e reuniu pré-candidatos a vereador e presidentes de partidos.
Ao todo, a chapa de Melo e Abe conseguiu o apoio do PSDB, PSD, DEM, PP, PSC, PSB, PCdoB, PRB, Rede, PPS, PMB, PDT, PV, PHS, PSL, PEN e PTC. O anúncio do apoio do PV e dos demais partidos foi feito por Campello.
O vice-presidente do PV abriu mão de disputar as eleições municipais para permanecer na Secretaria de Estado de Turismo e apoiar a pré-candidatura de Melo e Abe. "Viemos, nos últimos dois anos, trabalhando um projeto de candidatura própria, pensando na cidade e estudando o que propor para o município. Como entendemos que eu deveria continuar contribuindo com o governo estadual, os candidatos que melhor representavam o projeto do partido, o que pensávamos para Mogi, eram o Marcus Melo e o Juliano Abe", destacou.
De acordo com Campello, o PV vai trabalhar para apoiar a pré-candidatura de Melo e Abe. "É uma decisão baseada na história de cada um deles, com nosso pensamento para o futuro de Mogi. Acreditamos que eles podem ser os porta-vozes desse projeto para o município. Nossa meta hoje é apoiar o Marcus Melo e ampliar os candidatos do PV e partidos aliados na Câmara Municipal. A convenção não foi marcada, mas agora é uma questão de ajuste técnico", acrescentou.
Para Melo, o apoio do PV e dos partidos aliados representa um importante reforço para o grupo. "Entendo que é o apoio para um projeto de uma cidade melhor, um município que faz com que as coisas funcionem, com uma boa saúde e educação. Tive oportunidade de trabalhar com o Romildo, hoje secretário de Estado, que dá apoio a nosso pré-candidatura. É um momento de felicidade, mas ainda temos muito trabalho", afirmou o pré-candidato.
Reforço
Segundo Melo, a decisão de Campello de abrir mão da candidatura a prefeito traz um peso maior ao apoio recebido do PV. "Romildo teve oportunidade de ser secretário municipal e Ouvidor. Isso possibilitou que ele conhecesse os desafios e problemas da cidade. O apoio dele engrandece ainda mais a nossa caminhada", disse. O prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli (PSD), também participou do evento.
Na tarde de ontem, o apoio do PHS a pré-candidatura de Melo e Abe foi questionado em uma rede social por Vanderlei Martins Baden, presidente do diretório municipal do partido. Porém, de acordo com Campello, o apoio foi autorizado diretamente pelo presidente estadual da legenda, o advogado Laércio Benko.
Fonte:Mogi News