sábado, 16 de julho de 2016

Melo e Abe: PMDB oficializará apoio O PMDB vai apoiar a pré-candidatura do empresário Marcus Melo (PSDB) e do vereador Juliano Abe (PSD) para a Prefeitura de Mogi das Cruzes

Foto: Daniel Carvalho


Araújo anunciou apoio a pré-candidatura de Melo
O PMDB vai apoiar a pré-candidatura do empresário Marcus Melo (PSDB) e do vereador Juliano Abe (PSD) para a Prefeitura de Mogi das Cruzes. De acordo com o presidente municipal do partido, o presidente da Câmara Municipal, Mauro Araújo, o apoio deve ser oficializado entre quarta-feira e quinta-feira desta semana. O PMDB era a última grande sigla que ainda não havia decido qual dos pré-candidatos apoiaria para as eleições de outubro.
Araújo informou que a decisão de apoiar Melo e Abe foi tomada na última sexta-feira, durante reunião com o prefeito Marco Bertaiolli (PSD). O partido desistiu de lançar candidatura própria. "Foi uma conversa muito franca a respeito de Mogi. O Bertaiolli me convenceu que nesse momento é importante que nos mantivéssemos unidos. Será uma gestão difícil e a união das forças é importante para garantir a qualidade de vida na cidade", destacou.
O presidente afirmou que o apoio oficial será divulgado depois de uma reunião com a diretoria estadual do partido. "A direção tem o compromisso de acolher a decisão do diretório municipal. Vamos conversar com o (Jorge) Caruso (líder do PMDB na Assembleia Legislativa) quando ele voltar de viagem para oficializar a decisão", informou. (L.N.)

Fonte:Mogi News

Suzano: Estevam Galvão apoia Said Raful O pré-candidato a Prefeitura de Suzano, o vereador Said Raful (PSD), recebeu um importante apoio na manhã de ontem

Foto: Amilson Ribeiro


Prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli, garantiu que vai colaborar com a campanha
O pré-candidato a Prefeitura de Suzano, o vereador Said Raful (PSD), recebeu um importante apoio na manhã de ontem. O deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, decidiu apoiar o suzanense na corrida eleitoral desse ano. O encontro teve a participação de pré-candidatos a Câmara Municipal, lideranças e o coordenador regional do PSD, o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli. A reunião contou com aproximadamente 500 pessoas. 
Galvão afirmou que decidiu apoiar Raful nas eleições municipais por entender que ele tem propostas que podem mudar a cidade. “Quero que Suzano tenha um prefeito entusiasmado competente e que venha com o desejo de resgatar aquilo que o município já foi. Queremos uma cidade progressista, com renda e com emprego, que possa atender a população em todas as suas necessidades, especialmente na área da saúde, educação, segurança pública, enfim nos serviços essenciais”, destacou. 
Para o líder do DEM, Suzano tem um potencial enorme que precisa ser aproveitado e resgatado. “Antes mesmo de decidir apoiar o Said, conversei sobre seus planos. Ele será um prefeito programa, não vai trabalhar aleatoriamente. Assumirá a Prefeitura com um plano na mão, sabendo o que vai investir na educação, saúde, cultura e infraestrutura”, ressaltou.
O deputado informou que com o apoio do DEM a pré-candidatura de Raful, a ideia é que o candidato a vice-prefeito da chapa seja do partido. “A ideia é essa, mas veremos mais para frente. Acredito que dentro de 20 dias já tenhamos essa definição”, acrescentou.
Para o pré-candidato o apoio recebido ontem é importante para sua candidatura. “Acredito que o apoio do Estevam mostra que nossa candidatura está no caminho certo, que temos preparo e experiência para poder postular essa pré-candidatura na cidade. Ter ao nosso lado pessoas que tem esta vivência no município, experiência, conhecimento e peso político, mostra que estamos caminhando bem. Temos tudo para sermos bons administradores em Suzano. Ficamos muito felizes com o apoio”, disse.
Raful informou que tem o apoio de quatro partidos para sua pré-candidatura. “Contamos com o PRTB, PSC, DEM e PSD. Temos algumas conversas e vamos trabalhar para trazer mais partidos. O nome do candidato a vice-prefeito será definido durante as convenções. Ainda não definimos a data do evento, mas será no último fim de semana de julho”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o que motivou o lançamento de sua candidatura foi o desejo de melhor Suzano. “Estou aqui porque cansa só ouvir críticas a nossa cidade. Essa é minha terra, onde minha mulher, filhos e pais moram. Não consigo olhar Suzano pelo ponto de vista negativo, apenas pelas críticas, pois eu vivo uma história muito boa aqui. Sei que o município é muito mais do que estão plantando hoje e pode ir muito além”, avaliou.
Galvão afirma que fará mais na Assembleia
O apoio do deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, a pré-candidatura do vereador Said Raful (PSD) a Prefeitura de Suzano
O apoio do deputado estadual e líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Estevam Galvão, a pré-candidatura do vereador Said Raful (PSD) a Prefeitura de Suzano. pôs fim a possibilidade de Galvão disputar a vaga de prefeito. Muito se falava no município da chance do deputado estadual disputar as eleições para retorna a liderança da administração municipal. O democrata afirmou que a ideia é continuar na Assembleia para conquistar recursos e obras para o município.
De acordo com Galvão, a parceria com Raful vai garantir um trabalho importante para a cidade. “O motivo de não disputar as eleições municipais, é que posso produzir mais estando na Assembleia Legislativa. Preciso estar lá e é necessário ter um prefeito em Suzano determinado e competente. Assim o município vai crescer bastante”, disse.
Galvão afirmou que nas últimas semanas recebeu vários pedidos para que disputasse as eleições. “Passei muitas noites pensando e conversando com a Viviane (Galvão). Muitas gente pediu para eu ser candidato. A paixão pela cidade falou mais alto. Tenho obrigação para fazer o melhor pela cidade. Tenho convicção que em São Paulo, desde que aqui tenhamos um prefeito arrojado, uma Câmara muito bem formada, serei muito mais útil”, esclareceu.
O deputado citou algumas das obras que conquistou para Suzano no período na Assembleia e projetos que precisam sair do papel. Para ele, é necessário trabalhar pela construção da alça de acesso do Rodoanel no trecho de Suzano e atuar para trazer a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). “Temos um hospital que está na fase final de construção e que deve ser aberto até o fim do ano”, acrescentou.

Fonte:Mogi News

Eleições: Mais cinco partidos apoiam a pré-candidatura Melo e Abe Em evento realizado ontem, PV, PTC, PEN, PSL e PHS oficializaram o apoio a chapa, totalizando 17 legendas

Foto: Amilson Ribeiro


Marcus Melo destacou a importância do apoio do PV, especialmente de Campello
A pré-candidatura do empresário Marcus Melo (PSDB) e o do vereador Juliano Abe (PSD) a Prefeitura de Mogi das Cruzes já conta com o apoio de 17 partidos. A expectativa é que mais duas siglas passem a integrar o grupo na próxima semana. Ontem, foi realizado um evento para oficializar o apoio do PV a chapa de Melo e Abe. Representantes do PTC, PEN, PSL e PHS também estiveram presentes, convidados pelo vice-presidente municipal do PV e secretário de Estado de Turismo, Romildo Campello. O encontro ocorreu no comitê do PSDB, na rua Gaspar Conqueiro, e reuniu pré-candidatos a vereador e presidentes de partidos.
Ao todo, a chapa de Melo e Abe conseguiu o apoio do PSDB, PSD, DEM, PP, PSC, PSB, PCdoB, PRB, Rede, PPS, PMB, PDT, PV, PHS, PSL, PEN e PTC. O anúncio do apoio do PV e dos demais partidos foi feito por Campello.
O vice-presidente do PV abriu mão de disputar as eleições municipais para permanecer na Secretaria de Estado de Turismo e apoiar a pré-candidatura de Melo e Abe. "Viemos, nos últimos dois anos, trabalhando um projeto de candidatura própria, pensando na cidade e estudando o que propor para o município. Como entendemos que eu deveria continuar contribuindo com o governo estadual, os candidatos que melhor representavam o projeto do partido, o que pensávamos para Mogi, eram o Marcus Melo e o Juliano Abe", destacou.
De acordo com Campello, o PV vai trabalhar para apoiar a pré-candidatura de Melo e Abe. "É uma decisão baseada na história de cada um deles, com nosso pensamento para o futuro de Mogi. Acreditamos que eles podem ser os porta-vozes desse projeto para o município. Nossa meta hoje é apoiar o Marcus Melo e ampliar os candidatos do PV e partidos aliados na Câmara Municipal. A convenção não foi marcada, mas agora é uma questão de ajuste técnico", acrescentou.
Para Melo, o apoio do PV e dos partidos aliados representa um importante reforço para o grupo. "Entendo que é o apoio para um projeto de uma cidade melhor, um município que faz com que as coisas funcionem, com uma boa saúde e educação. Tive oportunidade de trabalhar com o Romildo, hoje secretário de Estado, que dá apoio a nosso pré-candidatura. É um momento de felicidade, mas ainda temos muito trabalho", afirmou o pré-candidato.
Reforço
Segundo Melo, a decisão de Campello de abrir mão da candidatura a prefeito traz um peso maior ao apoio recebido do PV. "Romildo teve oportunidade de ser secretário municipal e Ouvidor. Isso possibilitou que ele conhecesse os desafios e problemas da cidade. O apoio dele engrandece ainda mais a nossa caminhada", disse. O prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli (PSD), também participou do evento.
Na tarde de ontem, o apoio do PHS a pré-candidatura de Melo e Abe foi questionado em uma rede social por Vanderlei Martins Baden, presidente do diretório municipal do partido. Porém, de acordo com Campello, o apoio foi autorizado diretamente pelo presidente estadual da legenda, o advogado Laércio Benko.

Fonte:Mogi News

Pauta mais conservadora ficará em 2º plano na Câmara, diz novo presidente

Pauta mais conservadora ficará em 2º plano na Câmara, diz novo presidente
Mauro Pimentel/Folhapress
RIO DE JANEIRO, RJ, 15.07.2016: ENTREVISTA RODRIGO MAIA - O presidente da Camara dos Deputados, Rodrigo Maia, Democratas do Rio de Janeiro, concede entrevista exclusiva para Folha de S.Paulo em Sao Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. (FSP-FOTO) ***EXCLUSIVO FOLHA***
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
BERNARDO MELLO FRANCO
COLUNISTA DA FOLHA

16/07/2016  02h00
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RIO DE JANEIRO, RJ, 15.07.2016: ENTREVISTA RODRIGO MAIA - O presidente da Camara dos Deputados, Rodrigo Maia, Democratas do Rio de Janeiro, concede entrevista exclusiva para Folha de S.Paulo em Sao Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. (FSP-FOTO) ***EXCLUSIVO FOLHA***
O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende impor um freio à pauta conservadora que marcou a gestão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Eleito com apoio da esquerda, ele diz que evitará a votação de projetos que "radicalizem o ambiente" e gerem confrontos em plenário.

Temas que mobilizam as bancadas evangélica e ruralista, como o Estatuto da Família e a proposta que dificulta a demarcação de terras indígenas, devem sair da lista de prioridades do plenário.

Maia elogia Cunha, de quem foi aliado até poucas semanas atrás, mas diz que "tende a votar" a favor de sua cassação. Ele acredita que o peemedebista perderá o mandato em agosto. "Acho que não tem muita saída", afirma.

*

Folha - A gestão Eduardo Cunha deixou uma pauta conservadora e polêmica na Câmara. Como o sr. lidará com ela?
Rodrigo Maia - Neste momento de crise, a gente não pode radicalizar mais o ambiente entre governo e oposição, ou entre deputados que pensam de forma conservadora e liberal nos valores.

O Brasil precisa criar um ambiente que seja mais de consenso do que de dissenso. Não quero tensionar as relações na Câmara. Vou deixar os temas que geram mais divisão e mais problemas para um segundo momento.

Muitos projetos que atingem minorias estão avançando, como o que dificulta a demarcação de terras indígenas e o chamado Estatuto da Família. O que pensa sobre eles?
A demarcação é um tema que está distante da minha realidade. Vou tentar equilibrar. Se deixar na mão dos meus amigos [da bancada ruralista], fica difícil... [risos].

No caso dos temas de valores da família, eu sempre tendo a votar numa posição mais conservadora. Mas acho que neste momento deve prevalecer o consenso. São poucos meses e teremos uma eleição no meio. Se a gente radicalizar nos temas, não vai avançar para lugar nenhum.

Parte da bancada evangélica o boicotou porque o sr. apoiou, em 2006, um projeto que criminaliza a homofobia.
Foi o último grande projeto aprovado na Câmara. Isso foi usado de forma sórdida e desleal contra mim.

O projeto precisa ser melhorado no Senado, porque tem alguns excessos. Mas o tema da homofobia preocupa a todos, inclusive os evangélicos. E está na ordem do dia porque ainda estão matando pessoas por causa da orientação sexual delas.

Os evangélicos que não misturam as coisas sabem que meus votos foram majoritariamente conservadores nos últimos anos. Eu caminhei do centro para a direita.

O Planalto quer liberar os jogos. O que pensa disso?
Sou a favor do projeto que libera resorts com cassinos e prevê investimentos na rede hoteleira. Apenas liberar os bingos não dá, mas precisamos discutir o tema. Hoje temos 8.000 máquinas ilegais.

A liberação dos cassinos pode ser aprovada neste ano?
Se caminhar na linha de um projeto sério, sim.

O Ministério Público afirma que a legalização do jogo pode favorecer a lavagem de dinheiro do crime. Como evitar isso?
Criando uma agência com estrutura para fiscalização on-line. Nos EUA, o sistema de controle é muito rígido. No Brasil, há muito dinheiro e nenhuma fiscalização.

A imagem da Câmara está muito desgastada. O que pretende fazer para melhorá-la?
Estamos vivendo a pior crise desde a redemocratização. O sistema político brasileiro faliu. Nós vamos ter que reconstruí-lo de qualquer jeito.

Todos os partidos terão que ter generosidade para abrir mão de posições. Defendo a redução do número de partidos, com a cláusula de desempenho, e o fim das coligações proporcionais.

Isso não passou na reforma do ano passado, da qual o sr. foi relator. Pode passar agora?
Não dá para ser daqui a quatro ou cinco eleições. Temos que aprovar algo importante até 2018. Todos precisam entender que não dá para fazer eleição do jeito que a coisa está. E o financiamento empresarial não vai voltar tão cedo.

No campo ético, temos que melhorar os sistemas de controle, que são muito falhos, e encaminhar a comissão especial das dez medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público. Precisamos construir um texto que dê uma resposta à sociedade no campo da ética.

O Planalto acaba de retirar a urgência de um pacote de medidas anticorrupção enviado na gestão de Dilma Rousseff.
A retirada da urgência pode parecer uma vontade de não discutir os temas, mas eu não vejo isso no presidente Temer. Para liberar a pauta legislativa, você precisa usar esses instrumentos.

Como será a eleição municipal deste ano, após o veto às doações empresariais?
Este ano vai ser o caos. Vai ter muita campanha que não vai fechar. O brasileiro acha que no final as coisas acabam tendo solução. Tem muito candidato achando que no final vai aparecer dinheiro. Não vai aparecer.

O sr. disse que só votará a cassação de Cunha com quorum alto. Havia articulação para esvaziar o plenário e salvá-lo?
Juro por Deus que nunca ouvi isso, mas posso ter me antecipado. Minha preocupação é dizer à sociedade que este tema será pautado. Se votar com quorum baixo, vão dizer que o Rodrigo Maia mentiu. Prefiro que atrase dez dias a ser cobrado depois.

O sr. foi aliado de Cunha até pouco tempo atrás. Como pode garantir que não atuará para salvá-lo da cassação?
Ninguém nunca me viu interferindo no Conselho de Ética ou na Comissão de Constituição e Justiça. Não vou ajudar nem atrapalhar. Meu papel é fazer o julgamento com isenção.
Eduardo tem méritos. A Câmara funcionou bem na presidência dele. Reconhecer a virtude no momento em que as pessoas estão por baixo é mais difícil que apontar os erros. Para apontar os erros dele, já tem muita gente.

Como presidente, o sr. vai votar no processo de cassação?
Não sei.

E se votar?
Minha tendência é acompanhar a cassação. A situação dele é muito difícil. Acho que não tem muita saída.

Na terça (12), Cunha disse: "Hoje sou eu; amanhã, vocês". O sr. se sentiu ameaçado? Recebeu ajuda financeira dele?
Zero. Nossa relação começou na eleição dele à presidência da Câmara. Ele nunca me deu um real, porque nossa relação no Rio sempre foi de adversários. O Eduardo não me pagou nem almoço. Só na residência oficial, mas aí é a Câmara que paga.

*

Na pauta econômica, o que será votado na sua gestão?
A gente tem que votar a PEC [proposta de emenda à Constituição] do teto de gastos e avançar ao máximo na Previdência.

Antes de encaminhar a reforma, o governo precisa de uma estratégia de comunicação. Tem que mostrar como a responsabilidade fiscal impacta a vida das pessoas.

Desde a aprovação da LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal], o equilíbrio fiscal deixou de ser questão ideológica para ser questão de Estado. O grande erro da Dilma foi acreditar que podia descumprir a lei. Foi por isso que ela caiu.

E o projeto que reduz o papel da Petrobras no pré-sal?
Vou pautá-lo. A proposta do ministro José Serra acaba com a obrigatoriedade, mas mantém a preferência da Petrobras [na exploração do pré-sal]. A Petrobras está endividada, e o Brasil precisa atrair capital estrangeiro.

Dilma Rousseff diz que foi vítima de um golpe para entregar o pré-sal às empresas estrangeiras. O sr. se incomoda ao ser chamado de golpista?
Isso me incomoda zero. Nasci quando meu pai estava no exílio [no Chile, em 1970]. Tenho a convicção de que a Dilma caiu porque houve crime de responsabilidade e porque ela perdeu as condições de governar o país.

Eu ajudei a aprovar o ajuste fiscal do Joaquim Levy [ministro da Fazenda em 2015]. Se minha intenção fosse derrubar o governo, teria ajudado a derrubá-lo antes.

A CPMF pode voltar durante a sua gestão na Câmara?
O Brasil não tem espaço para aumentar receita. As empresas e as famílias estão endividadas. Ninguém consegue pagar mais imposto.

Sou contra recriar a CPMF. Espero que o governo não faça este pleito, porque eu terei muita dificuldade de encaminhá-lo. A solução para superar a crise não é aumentar a receita. É reestruturar o Estado e reduzir despesas.

O governo interino também diz isso, mas acaba de dar aumentos a servidores e distribuir 'bondades' aos Estados.
Os Estados estão entrando em colapso. Se não houver um alívio fiscal, muitos vão parar, como o Rio de Janeiro.

Quanto ao funcionalismo, o processo longo de impeachment enfraquece o governo, que ainda é provisório. Há muita pressão inflando servidores contra o Michel [Temer]. Talvez isso tenha gerado muita dificuldade.

Acho que era um erro aprovar aqueles projetos, tanto que saí do plenário para não deixar o meu dedo nas votações. Acho que aquilo não foi bom e espero que não ocorra novamente.

Entendo a angústia dos servidores, mas é melhor receber um salário menor do que ter uma inflação de 40%. Os Estados fizeram muita bondade e agora estão atrasando salários. Se o governo federal fizer muita bondade, vai perder o controle do equilíbrio fiscal e gerar inflação. O que você faz hoje com uma nota de R$ 100 no Brasil? 

Fonte:Folha de São Paulo