sábado, 9 de julho de 2016

O governador Geraldo Alckmin entregou um novo trem para a Linha 11-Coral


O governador Geraldo Alckmin entregou na quarta-feira, 6, um novo trem para a Linha 11-Coral-Expresso Leste (Luz-Guaianazes) da CPTM. Essa é a primeira composição que entra em operação de um lote de 65 unidades encomendadas.
“Serão dois trens por mês, num total de 65 trens. Cada um tem oito carros, então serão 520 carros a mais. Zero quilômetro, com tecnologia de ponta, salão contínuo de passageiros, câmeras de vídeo e maior motorização”, comentou Alckmin sobre os benefícios dos novos trens, destacando também a diminuição de paralisação, de lotação nos vagões e mais horários à disposição, melhorando a qualidade do serviço.
Todos os trens possuem ar-condicionado, os passageiros têm passagem livre entre os carros, as câmeras monitoram a parte externa e interna e os vagões são acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência (contam com sinalização visual para identificação de assentos preferenciais, mapa dinâmico, áudio e espaço para cadeirantes). Possuem também monitores digitais internos com informações e interação das principais notícias sobre prestação de serviços, além de reconhecimento eletrônico automático do maquinista por meio de biometria.
Segundo o governador, o primeiro e o próximo trem irão para a Linha 11, por ser das mais movimentadas. “O terceiro irá para a Linha 7, mas toda a Região Metropolitana será beneficiada”, disse.

 Fonte:Jornal A Semana

AMAZÔNIA: Funai rejeita pedido para forçar contato com tribos indígenas isoladas

AMAZÔNIA:
Funai rejeita pedido para forçar contato com tribos indígenas isoladas
Funai rejeita pedido para forçar contato com tribos indígenas isoladas
Pedido foi feito por dois antropólogos dos EUA. Em resposta, Funai afirmou que contato forçado expõe tribos a doenças e violência
8 jul, 2016
 Funai rejeita pedido para forçar contato com tribos indígenas isoladas
Funai diz que política de contato já foi tentada e teve resultados catastróficos (Foto: EBC)
O Brasil rejeitou e teceu fortes críticas ao pedido de dois antropólogos americanos para forçar o contato com tribos indígenas isoladas da Amazônia de forma a garantir a sobrevivência delas.

Em uma carta aberta divulgada na última quinta-feira, 7, e assinada por 18 especialistas em políticas indígenas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) rejeitou a visão de Robert Walker e Kim Hills, que afirmaram que permanecerem isoladas “não é uma opção viável a longo prazo” paras as tribos na Amazônia que nunca tiveram contato externo. Estima-se que há entre 50 e 100 tribos nessa situação.

Walker e Kim são professores das universidades do Missouri e do Arizona. No ano passado, eles publicaram um artigo na revista Science defendendo que “o contato controlado é a única maneira possível de proteger essas tribos”. Os antropólogos criticaram a política brasileira, classificada por eles de “política do deixem eles sozinhos” e afirmaram que “o contato controlado é melhor que nenhum contato”.

No entanto, os especialistas da Funai argumentam que o contato pode gerar grandes riscos, incluindo a perda de terras e recursos para pessoas violentas, a exposição a doenças contra as quais os índios não têm nenhuma imunidade e a perda da autonomia das tribos. O órgão afirma que a política de contato já foi tentada e teve resultados catastróficos.

“Nunca há um controle absoluto em situações de contato. […] Vale lembrar que a prática adotada pelo Brasil durante a intensa expansão econômica das décadas de 1970 e 1980, resultou na ampla desintegração e morte de indígenas que, até então nunca tiveram contato externo”, diz a carta da Funai.

O órgão afirma que o crescimento observado nas últimas décadas na população de tribos isoladas em várias partes da Amazônia prova que a política do órgão de mapear, monitorar e respeitar a autonomia das tribos é a forma correta de protegê-las.

A decisão da Funai foi elogiada pelo grupo de direitos humanos britânico Survival International. O grupo classificou o artigo dos antropólogos americanos como “perigoso e equivocado”.

Sarah Shenker, integrante do grupo que se dedica à preservação de tribos indígenas, disse em entrevista à Reuters que a Funai tem pleno conhecimento da situação e sabe exatamente como proceder. “A mensagem deles é bem sensata. São eles que estão em campo, observando o que acontece em casos em que há o contato”.


Fonte:Jornal Impresso Brasil

DESMATAMENTO: Pau-rosa corre risco de extinção na Ásia A exploração madeireira ilegal ameaça a sobrevivência do pau-rosa na Ásia 9 jul, 2016


 Pau-rosa corre risco de extinção na Ásia
Pau-rosa corre risco de extinção na Ásia
O comércio de pau-rosa é estimulado pela demanda da próspera classe média da China por mercadorias antes reservadas aos ricos (Foto: Wikimedia)
Em 13 de maio, com a expectativa de preservar as florestas do país, o novo primeiro-ministro do Laos, Thongloun Sisoulith, proibiu a exportação de madeira. Um membro do governo disse que a proteção ambiental é uma de suas prioridades. Mas um relatório publicado em 24 de junho pela Agência de Investigação Ambiental (EIA) sugeriu que a proibição não será posta em prática pelos funcionários locais e, caso seja, a medida tardia não evitará a erradicação do pau-rosa no Laos e no Camboja.

Assim como o comércio ilegal de chifres de rinoceronte e pele de tigre, o comércio de pau-rosa é estimulado pela demanda da próspera classe média da China por mercadorias antes reservadas aos ricos. Nesse caso, o hongmu, ou móveis feitos com a madeira do pau-rosa no estilo da dinastia Qing. O pau-rosa siamês é um dos mais valorizados dos 33 tipos de árvores usadas para fazer hongmu.

Há cinco anos, a Tailândia tinha cerca de 90 mil pés de pau-rosa, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Porém a EIA disse que “um volume significativo ou quase todas as árvores” foram cortadas ilegalmente antes do comércio de pau-rosa ter sido regulamentado pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES).

Essa história lamentável está se repetindo no Laos e no Camboja. De junho de 2013 a dezembro de 2014, o Vietnã e a China, inclusive Hong Kong, importaram mais de 76 mil metros cúbicos de pau-rosa siamês, mais do que o total do número de árvores cultivadas na Tailândia em 2011. Segundo Jago Wadley da EIA, o Vietnã é o caminho pelo qual a madeira entra na China. Da quantidade total da madeira importada, 83% era proveniente do Laos e 16% do Camboja.

Fonte:Jornal Impresso Brasil

NESTA DATA A Revolução Constitucionalista de 1932 Em 9 de julho de 1932, soldados paulistas se revoltaram contra a ditadura Vargas, dando início ao maior conflito armado no Brasil 9 jul, 2016


 A Revolução Constitucionalista de 1932
A Revolução Constitucionalista de 1932
Voluntário paulista da Revolução Constitucionalista (Foto: Wikipédia)
No dia 9 de julho de 1932, soldados paulistas deram início ao maior conflito armado no Brasil. Cerca de 135 mil homens se revoltaram contra o governo federal, comandado pelo ditador Getúlio Vargas, em uma mobilização de proporções históricas que ficou conhecida como Movimento Constitucionalista. Os paulistas exigiam que o país aprovasse uma Constituição e fosse mais democrático.

Em 1930, Vargas havia tomado o poder do presidente eleito naquele ano, Julio Prestes, instaurando uma ditadura no país e dando fim à República Velha.

Uma dos principais pivôs do conflito foi a sensação de perda de poder da classe dominante de São Paulo, que passou a exigir mais participação no governo federal.

Getúlio, em resposta, negou-se a dividir o poder com os paulistas e ameaçou nomear um interventor de fora para governar o estado. Os paulistas se revoltaram e pegaram em armas, colocando o estado contra o resto do país.

O conflito armado durou três meses e deixou quase 900 soldados paulistas mortos, quase o dobro das perdas da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. O desequilíbrio entre as forças governistas e constitucionalistas era enorme.

Embora o movimento tenha originado de reivindicações da classe dominante paulista, acabou atraindo a participação popular. Jornais  e emissoras de rádio do estado faziam campanha pela revolução.

Os paulistas foram derrotados, mas o movimento não foi em vão. Levou à convocação da Assembleia Nacional Constituinte dois anos depois. Até hoje, a importância da Revolução de 32 é um dos fatos históricos menos analisados do país. Os livros didáticos ainda trazem pouca informação sobre o ocorrido, geralmente sob a ótica getulista.

Fonte:Jornal Impresso Brasil