Valorização
Mogi tem o metro quadrado mais caro do Alto Tietê
Segundo pesquisa, o valor de imóveis residenciais na cidade chega a R$ 4,1 mil; em Suzano é de R$ 3,2 mil
Delcimar Ferreira
Da Redação
Daniel Carvalho
Mogi, Guararema e Suzano são as cidades mais caras da região
Mogi das Cruzes tem o metro quadrado anunciado mais caro do Alto Tietê, conforme aponta a pesquisa do Índice FipeZap. O valor médio para imóveis residenciais chega a R$ 4,1 mil o metro quadrado, preços superiores, inclusive, aos da capital da Bahia, Salvador, que tem média de R$ 3,8 mil. A falta de opções em grandes centros e a infraestrutura da cidade propiciaram uma supervalorização dos imóveis colocados à venda em até 55%.
O índice feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o site de imóveis Zap, dos grupos Estadão e O Globo, apontou que em Mogi houve a maior valorização dentro de 12 meses, passando de R$ 2,6 mil para R$ 4,1 mil o metro quadrado de um imóvel residencial. A maior alta observada no setor ocorreu em dezembro do ano passado, quando o preço do metro quadrado chegou a R$ 4,8 mil.
Os imóveis de quatro dormitórios, que estão mais relacionados a empreendimentos de alto padrão, foram os que tiveram a maior valorização no período, com o metro quadrado alcançando a marca de R$ 5,5 mil. Para se ter uma ideia, em janeiro do ano passado, uma casa nos mesmos padrões custava cerca de R$ 1,8 mil o metro quadrado. Já uma residência com dois dormitórios está na faixa de R$ 2,5mil. Hoje, já é difícil encontrar uma boa casa por menos de R$ 250 mil. Em regiões como o Parque Residencial Itapety, o metro quadrado chega próximo dos R$ 7 mil.
Outras cidades
A segunda cidade mais cara da região para se morar é Guararema, onde o metro quadrado foi avaliado pelo Índice FipeZap ao custo de R$ 3,7 mil em janeiro deste ano. A valorização, em 12 meses, é de 20%, sendo que, no mesmo período do ano passado, o município tinha um valor médio de R$ 3,1 mil o metro quadrado. A elevação nos preços de mercado foi observada a partir de outubro do ano passado.
Suzano aparece na terceira posição no ranking entre as localidades da região mais valorizadas em nível de mercado imobiliário. Com uma média de R$ 3,2mil o metro quadrado, os imóveis suzanenses tiveram uma valorização de 37% em 12 meses. Arujá tem valor médio de R$ 3 mil o metro quadrado, enquanto Ferraz apresenta valor de R$ 2,6 mil, Itaquá, R$ 2,5mil, Poá R$ 1,9 mil e Santa Isabel, R$ 1,5 mil. Biritiba e Salesópolis não aparecem na pesquisa.
Fonte:Mogi News
Profissionalização
Jovens disputam os cursos do CIP
Mogianos formaram um fila enorme em frente à unidade, que, ontem, abriu as inscrições para diversas oficinas
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
São 46 opções de cursos voltados às áreas artesanal, comércio, eletrônica, idiomas e informática
A Prefeitura de Mogi das Cruzes divulgou previamente que a ordem de chegada não seria o fator determinante para a participação nos 46 cursos oferecidos no Centro de Iniciação Profissional (CIP) de Brás Cubas, que tiveram as inscrições abertas ontem. No entanto, a extensa fila foi novamente formada. Houve interessados que chegaram de madrugada.
"O nosso atendimento começa às 9 horas e se estende até as 16 horas. Não existe a necessidade de chegar tão cedo", ratificou a coordenadora do CIP Liamara Meloni Mathias. "Recebemos em média 1.700 cadastros e nos esforçamos para atender a todos. Mesmo que a cota de um determinado curso já tenha sido preenchida, estudamos a possibilidade de abrir novas turmas", explicou Liamara.
Corte de cabelo, informática e cursos de artesanato, principalmente a fabricação de ovos de chocolate para a Páscoa, são os cursos mais procurados. A estudante Natasha Borges, de 14 anos, chegou por volta das 8h30 e a fila já estava grande. Ao lado da mãe, Márcia, ela queria cursar língua inglesa. "Quero ser jornalista e para isso preciso me qualificar", disse. A mãe da futura jornalista acredita que o ´"sacrifício" é válido. "Os cursos do CIP são conhecidos pela qualidade. Então, as horas aqui na fila com todo este sol podem ser importantes para o futuro", disse Márcia.
Mogianos a partir dos 14 anos se inscreveram nas áreas de informática, imagem pessoal, saúde, turismo e hospitalidade, artes, gestão, informática, idiomas. Para esse público, também estavam à disposição 12 cursos de artesanato e em duas modalidades no segmento de gestão: arquivista e estoquista e iniciação aos serviços de escritório.
Para quem tem mais de 18 anos, o CIP promove o curso de chocolateria artesanal. Há também o de produção de bolsas, moda verão, iniciação ao corte e costura; conserto de máquina de lavar, elétrica automotiva, residencial e automação e mecânica. As aulas começam no dia 22.
Fonte:Mogi News
Segurança
Samu terá apoio de escolta policial para atendimento de casos de risco
Casos de trocas de tiros e confronto entre facções são alguns exemplos de situações que exigirão a escolta
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Divulgação
Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência de Mogi terá apoio de escolta policial nas ocorrências que envolvam confronto armado com bandidos ou facções
O Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência (Samu) de Mogi terá escolta policial para prestar o atendimento às vítimas em situações que ofereçam risco à equipe de resgate. Casos de trocas de tiros e confronto entre facções criminosas são alguns exemplos dos momentos em que a guarnição da Polícia Militar dará o apoio. A ideia é dar mais segurança aos profissionais de saúde, mesmo estas ocorrências não sendo comuns na região.
O protocolo de atendimento do Samu sediado em Mogi, que compreende ainda as cidades de Salesópolis, Biritiba Mirim, Guararema e Arujá, foi estabelecido logo após uma nova resolução da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A norma prevê que o resgate de vítima de confronto policial não deve mais ser feito por viaturas da Polícia Militar, mas por equipes do Samu ou resgate do Corpo de Bombeiros.
A resolução foi publicada no dia 8 de janeiro e logo em seguida a coordenação do Samu da cidade decidiu se reunir com o comando da Polícia Militar para tratar do assunto. "O Samu regional de Mogi entende a resolução, mas se preocupa pela segurança da equipe em situações que chamamos de zonas quentes, como tiroteio e confrontos entre gangues. Nos reunimos com o comando do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para desenvolver em conjunto um protocolo de atendimento", esclareceu a coordenadora do Samu, Marly Reis.
Ela afirmou que esta determinação foi adotada mesmo que a região não tenha apresentado frequentemente casos de confronto. "Toda remoção que ofereça risco para a equipe, como troca de tiros e brigas entre gangues, vai ter a escolta militar", acrescentou. Marly afirmou que a Polícia Militar entendeu a preocupação da coordenação e deu o suporte necessário.
A coordenadora esclareceu que, assim que receber um chamado de situações que envolvam este tipo de risco, a Polícia Militar mandará uma viatura para acompanhar a operação. "Por vezes, uma viatura do Corpo de Bombeiros pode nos acompanhar, porque eles também são policiais militares. No entanto, teremos escolta militar também", explicou.
Fonte:Mogi News
Prestação de contas
Sesi e Senai ficam sem merenda
Daniel Carvalho
Rosemary Roggero: o fornecimento não tinha amparo legal, o que dificultava a prestação de contas e prejudicava a administração
A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, suspendeu o fornecimento de merenda escolar aos alunos do Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e algumas escolas particulares com vínculos filantrópicos e sociais. Com isso, desde a semana passada, 3.282 alunos não recebem alimentação com produtos comprados e elaborados pela administração municipal.
Além de uma economia de R$ 361.449,21 aos cofres municipais, a principal justificativa da secretária municipal de Educação, Rosemary Roggero é da falta de uma legislação sobre o assunto. "Havia um acordo informal, desde a década de 1980, para o fornecimento de merenda a essas escolas do sistema "S" (SENAI e SESI), além de outra escola católica na cidade, sem qualquer contrapartida de serviços prestados. Não tem amparo legal, seja por decreto ou lei municipal. Isso dificulta a prestação de contas junto ao Tribunal de Contas e pode gerar problemas à própria administração municipal, que não pode fornecer recursos ou alimentos à instituição particular. Infelizmente não foi possível continuar", disse Rosemary. A secretária afirma ter se reunido e comunicado a decisão aos diretores das respectivas escolas.
A reclamação pela suspensão da merenda em algumas unidades da cidade foi feita por pais de alunos ao Mogi News, por meio de e-mail. "Tenho filhos que estudam no SESI e desde a semana passada, estão sem merenda. É um descaso, porque todos pagamos tributos e também as mensalidades e nossos filhos não podem ficar desassistidos", reclamou um pai, que pediu para não ser identificado.
O diretor do SESI de Mogi, Auclesio Ranieri garantiu que o serviço de merenda já foi normalizado no início de fevereiro.
Fonte:Mogi News