terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Unidos do Sales vai para Grupo Especial


Unidos do Sales vai para Grupo Especial
SEG, 11 DE FEVEREIRO DE 2013 15:35
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A Unidos de Sales conquistou sua vaga no Grupo Especial / Foto Jonny Ueda


A escola de samba Unidos do Sales é a campeã do Grupo de Acesso do Carnaval de Mogi das Cruzes e avança no próximo ano para o Grupo Especial. A apuração começou nesta segunda-feira, às 14h, no Tiro de Guerra da Cidade.

A escola foi a terceira a passar pela Avenida Cívica neste sábado e levou o enredo “Umbanda – 105 Ano de um Mundo Cheio de Luz”.

Veja mais sobre a apuração do Carnaval 2013 na edição impressa de O Diário desta terça-feira.

Fonte:O Diário de Mogi

No Especial, alegorias são destaque


No Especial, alegorias são destaque
TER, 12 DE FEVEREIRO DE 2013 00:00
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Medusa roubou a cena em alegoria da Águia de Prata / Foto Jonny Ueda


No domingo, os desfiles do Grupo Especial surpreenderam pela qualidade das alegorias, grandiosas, cheias de tecnologia, e também pelas fantasias trabalhadas nos menores detalhes pelas equipes formadas por milhares de pessoas, mostrando o trabalho que se tornou a preparação para o Carnaval de Mogi das Cruzes. Apesar dos problemas com a primeira escola a entrar na Avenida Cívica, Mocidade do Tietê, que estava com apenas 124 integrantes (de um mínimo de 300) e cruzou com protesto a linha final do sambódromo, o restante do evento foi mesmo de muita festa.

Ainda com o microfone ligado, Leandro Odilon, integrante da Mocidade do Tietê, reclamou da “demora” na entrega da verba pela Prefeitura, o que deu à agremiação apenas uma semana para se preparar para o desfile. “O dinheiro sempre foi liberado sem a necessidade dos documentos, mas agora teve essa burocracia”, afirmou. O protesto pode custar caro, pois a Comissão Especial do Carnaval deverá definir algum tipo de punição pelo incidente.

Por volta das 21h50, logo após entoar o hino do Sport Club Corinthians Paulista, a Acadêmicos da  Fiel, bicampeã do Grupo Especial do Carnaval de Mogi, entrou pela Avenida Cívica para cantar e contar a história de Arthur Netto, ator e publicitário, espancado em 2006 por três pessoas na região central de Mogi. Ele ficou internado por mais de 40 dias até morrer. Ao agitar a arquibancada, tomada por muitos corintianos com a camisa do clube, a agremiação pareceu ter contado com a ajuda de São Jorge, o guerreiro. A Comissão de Frente da escola, que mostrava as vertentes de roqueiro, ator e publicitário de Arthur, foi aplaudida de pé. Ao final, a reportagem flagrou uma briga entre alguns integrantes. “Tem gente da própria escola que está com inveja e quer acabar com o nosso desfile”, disse a porta-bandeira Tais.

O veneno da Águia de Prata deu certo e colocou a escola no primeiro lugar na avaliação dos juízes. A grande campeã do Grupo Especial chegou com o enredo “Da saliva dos deuses à peçonha da serpente, meu veneno é coisa pura... tanto mata quanto cura”, com destaque à aranha mecânica do abre-alas e ao veneno dos olhos verdes feitos de led da Medusa no carro “A saliva dos deuses – o veneno na história”. A bateria também não deixou por menos, tanto que na dispersão diversos tamborins estavam rasgados e as caixas desafinadas por conta das baquetas.

A quarta agremiação a tomar a avenida do samba na segunda noite de desfiles foi a Unidos da Vila Industrial. Com o enredo que falava sobre a vaidade, a escola abusou dos papéis laminados e das referências à indústria da beleza. Entre os destaques estão a pequena Emanuelle, de 4 anos, que desfilou ao lado da musa e da rainha de bateria da Vila, Mariana Melo, 18, e Raphaela Costa, 15, respectivamente. “É uma emoção diferente, a nossa família já vive Carnaval há 18 anos. Este é o segundo dela”, contou o pai Cristiano Caetano, 35. A Comissão de Organização da agremiação reclamou das paradas do carro de som que acompanhava o desfile antes da bateria. Isso teria atrasado a evolução dos componentes.

A São João contou com a ajuda do público para deixar ainda mais bonito seu desfile. Antes de entrar na Avenida, centenas de bandeiras verdes acenavam para a passagem do grande painel de led do carro abre-alas. Cantando o enredo “Sou mineiro uai, sou das Minas Gerais”, a agremiação apostou no quesito “harmonia”, que, apesar de ter recebido nota 10 dos jurados, foi suficiente apenas para colocar a escola em terceiro lugar.

A tradicional Estação Primeira de Braz Cubas trouxe ao público o universo do cabaré francês Moulin Rouge. Em suas cores preto e branco, a Brazcubão seguiu uma fórmula que surpreendeu mais pela alegria dos componentes do que pela harmonia completa. O carro abre-alas, que apresentava o glamour e a beleza do point parisiano teve um problema. Integrantes precisaram recorrer a pedaços de papelão para ocupar o espaço nas conexões dos ferros a fim de que a parte da frente simplesmente não caísse na avenida. Emocionada, a presidente da escola abraçou os participantes. Questionada se concorria ao título, a presidente Anete Maria da Rocha disse entre suspiros de alívio: “Esse ano foi difícil. Mas nós temos tradição. Essa é a minha comunidade. Nós participamos”. (Danilo Sans e Lucas Meloni)



Fonte:O Diário de Mogi


Mendigos brigam na região central de Mogi


Mendigos brigam na região central de Mogi
TER, 12 DE FEVEREIRO DE 2013 00:00
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Homem aparentemente embriagado e que vinha mexendo com várias pessoas deu início à briga ontem, na Praça Oswaldo Cruz / Foto Eisner Soares


Uma briga entre moradores de rua ontem (11), na Praça Oswaldo Cruz, assustou quem passava pela região central da Cidade. A confusão começou com um homem, aparentemente embriagado e que vinha mexendo com diversas pessoas ainda nas proximidades da Estação Mogi das Cruzes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Ao chegar na praça, o homem completamente descontrolado começou a insultar uma mulher, também moradora de rua, quando o companheiro dela partiu para a violência física.

Após uma série de reportagens publicadas em O Diário sobre a situação dos moradores de rua da Cidade, incluindo a migração de muitos que fogem da Capital para escapar da internação compulsória, cenas como essa se tornaram cada vez mais corriqueiras nas regiões do Largo Bom Jesus e praças Antônio Batalha e Oswaldo Cruz. Estes locais se tornaram pontos preferidos destas pessoas para uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes.

Quem mais se sente prejudicado por essa migração dos moradores de rua são os comerciantes da região central de Mogi, já que o comportamento violento desses mendigos afastam os clientes. “Esse povo atrapalha muito e não é pouco não, viu”, conta a comerciante Margarete Rodrigues Rabelo, que sempre vê a equipe da Assistência Social no local, mas não observa melhora. “A perua sempre vem, mas ninguém vai. Se forem dois ou três ainda é muito”.

Para o vendedor de sorvete Sebastião Gonçalves, o número de moradores de rua diminuiu, mas ainda assusta seus clientes. Para ele, não basta internação, é essencial que a família esteja presente no processo de recuperação dessas pessoas. “Tem bastante gente nova, que eu nunca tinha visto por aqui. Mesmo com a Polícia agindo na hora, o tráfico está demais”, completa.

Mesmo com as feiras de artesanato realizadas aos finais de semana na Praça Oswaldo Cruz, quando o local fica repleto de barracas, os mendigos encontram uma forma de continuar por lá. O artesão Diogo Anteno, que trabalha na região há sete anos, está tão descrente de uma possível solução, que acabou se acostumando com a situação. Para ele, que as ações da Prefeitura “apenas espalham o problema”.

Ele diz que o número de novos moradores de rua tem aumentado consideravelmente. “Há duas semanas, um pessoal bem estranho apareceu aqui na Oswaldo Cruz, mas a Polícia chegou junto e tirou”.

Dona de uma banca de jornais no Largo Bom Jesus, Célia Monteiro acredita que só não sofre mais porque conquistou o respeito dos moradores de rua. Mas ainda assim, as brigas que começam depois do uso de drogas reduzem a movimentação dos clientes, que costumam andar mais depressa quando passam por aquela região. “Nunca vi assalto e nem roubo, mas sempre tem gente usando [drogas]. É aí que eles ficam violentos. Há dias em que quase se matam”.

De acordo com Eliana Mangini, da Secretaria Municipal de Assistência Social, ainda não há novidade sobre a força-tarefa realizada em conjunto com as secretarias municipais de Assistência Social, Segurança Pública e Saúde, para encaminhar os moradores de rua que saíram de São Paulo e vieram para Mogi, mas ela garante que as ações foram intensificadas nos últimos dias. (Mylena Perdomo - Especial para O Diário)


Fonte:O Diário de Mogi


Bispo fica surpreso com renúncia do Papa


Bispo fica surpreso com renúncia do Papa
TER, 12 DE FEVEREIRO DE 2013 00:00
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Bispo dom Pedro Luiz Stringhini já esteve com Bento XVI / Foto Arquivo



O bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, afirmou ontem (11) que recebeu com “perplexidade” o anúncio do papa Bento XVI de renúncia ao posto de líder máximo da Igreja Católica. O comunicado, de que renunciará oficialmente às 20 horas do próximo dia 28, foi feito no Vaticano pelo próprio papa, em latim, na manhã dessa segunda-feira e recebido com grande surpresa pelos fieis católicos de todo o mundo. Aos 85 anos, Bento XVI alegou que, em razão da idade, não tem mais forças para continuar. O religioso alemão disse ter consciência da gravidade do ato. Poucas horas após receber a notícia, em entrevista a  O Diário, dom Pedro demonstrou preocupação com a saúde do papa e destacou que a decisão deve ser respeitada.

“Eu, como todo o mundo, recebi com muita perplexidade a renúncia do papa Bento XVI, mas também com muito respeito. Ele deve estar se sentindo sem forças para continuar e isso nos preocupa. João Paulo II era o papa da mística e foi até o fim. Bento XVI é mais da razão e por isso tomou essa atitude muito objetiva. Bento XVI, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, aos 75 anos de idade, já queria renunciar da Congregação da Doutrina da Fé e se dedicar aos estudos e à oração. Bastante introspectivo, o papa é uma pessoa muito sábia e meticulosa, que pensa de forma muito clara e, portanto, deve ter refletido bastante para tomar uma atitude como essa. Certamente, foi uma decisão refletida e de extrema necessidade tomada, sobretudo, para o bem da Igreja”, disse dom Pedro.

O bispo diocesano destacou o legado do papa Bento XVI, que renunciará após ter permanecido no posto entre os anos de 2005 e 2008. “Entre os marcos destes oito anos estão a consolidação do Concílio do Vaticano Segundo, a abertura do diálogo com o lado mais tradicionalista da Igreja, a firmeza na doutrina e na defesa do preceitos morais. Ele é um grande teólogo e a partir de agora poderemos degustar de tudo que nos ensinou nesse tempo todo. Há muitas coisas ditas por ele que podemos ler e aprender. O pontificado de Bento XVI foi um grande magistério, de um professor que com suas ideias e serenidade foi orientando a vida da Igreja. Claro que agora há também uma grande expectativa de definição de quem fica no lugar dele e é, portanto, um momento em que queremos todos rezar pela Igreja”.

O bispo emérito de Mogi das Cruzes, dom Paulo Mascarenhas Roxo, lembrou que Bento XVI enfrentou inúmeros desafios nos últimos oito anos, a começar pela rejeição sofrida no início de seu pontificado. O religioso ainda ressaltou que, com o passar do tempo, enfrentou temas polêmicos para a Igreja como, por exemplo, a pedofilia e o embate entre ciência e fé. “Ele teve muitas dificuldades nos últimos tempos e enfrentou problemas sérios dentro da Igreja. Mas, é um homem muito inteligente e soube usar de muita sabedoria. Ele saiu conforme sua consciência e demonstrou muita vontade de desenvolver o pontificado. A renúncia foi um gesto de muita coragem. É um homem de extrema competência e reconhecer que não tem condições de continuar, pela idade, demonstra muita humildade”.

Consultado por  O Diário, o vigário geral da Diocese de Mogi das Cruzes, monsenhor José Eduardo Ferreira, também recebeu com “surpresa” a decisão do papa Bento XVI, já que essa é a segunda vez, em toda a história da Igreja Católica, que ocorre uma renúncia. “Este é um momento de reflexão e de oração. Reflexão para que possamos entender até onde pode ir a capacidade humana, já que o santo padre alegou que a idade lhe trouxe difilculdade de governar a Igreja, com toda a complexidade do mudo de hoje. E oração porque agora cabe ao colégio dos cardeais a escolha do novo papa. Desta vez, a escolha ocorrerá sem que haja tristeza porque o papa não morreu e continuará entre nós com seus ensinamentos e legado”.

O pároco da Catedral de Santana, Claudio Taciano, também comentou a renúncia de Bento XVI: “A notícia pegou a todos de surpresa e eu diria que o sentimento, em um primeiro momento, é de tristeza porque não deixa de ser o fim de um pontificado. Depois, quando o sentimento vai se acalmando, o que me vem em mente é a coragem do papa e a nobreza de falar de si mesmo. Acredito que essa decisão foi movida por um sentimento muito bonito de humildade e coragem. A renúncia demonstra o desprendimento do papa em um mundo onde todos querem salvaguardar o poder a qualquer custo. Mas, a partir de agora, teremos um novo cenário já que nunca antes um papa acompanhou seu sucessor. Acredito que teremos muitas coisas boas pela frente”. (Júlia Guimarães)


Fonte:O Diário de Mogi