A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Arujá comemorou a chegada de novos recursos financeiros à unidade. Os investimentos no valor total de R$ 50 mil foram destinados pelo deputado estadual André do Prado (PR) após solicitação do vereador Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho.
Quando visitou a entidade, o deputado André do Prado avaliou a viabilidade da liberação dos novos recursos. Na época, o parlamentar ficou sensibilizado com a realidade da entidade e se comprometeu a destinar o montante para a compra de novos equipamentos, já que havia urgência em investimentos na área laboratorial.
Para o deputado, a instituição cumpre papel fundamental na sociedade, pois garante cidadania e melhores condições de vida às pessoas que realmente necessitam. "A Apae, através do seu belíssimo trabalho educacional e de formação, tem garantido os direitos das pessoas com necessidades especiais. Estou honrado em poder colaborar com a ampliação das atividades pedagógicas que têm por objetivo o desenvolvimento cognitivo e a inclusão social dos alunos da entidade. Isto nada mais é do que uma parte do nosso trabalho como representante do município de Arujá e da região.”
Segundo a diretora administrativa Genilda Teixeira Carneiro Doria, a unidade atende 200 alunos de diferentes idades. "Tudo é desenvolvido de acordo com a idade, o interesse e a capacidade de cada aluno. A aquisição de equipamentos com o recurso liberado pela emenda do deputado André do Prado será utilizado nas atividades dos alunos. Isso vai facilitar muito o aperfeiçoamento técnico-profissional e programas de inclusão”, comemorou.
O deputado André do Prado, que acompanha de perto as atividades da Apae, sabe das dificuldades da instituição para prestar o serviço de qualidade aos alunos, a maioria oriunda de famílias sem recursos para buscar assistência em instituições particulares. "Saber que os equipamentos vão possibilitar que eles participem mais de atividades e programas é extremamente gratificante. Quero continuar investindo em instituições que realmente contribuem para o desenvolvimento dos alunos", concluiu.
Fonte:Clarissa Johara
Deputado André do Prado participa da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento de Santa Isabel
Os moradores de Santa Isabel ganharam nesta semana mais qualidade na área da saúde. Com o objetivo de desafogar a demanda nos hospitais e dar mais agilidade no atendimento de pacientes, o prefeito Hélio Buscariolli inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A cerimônia contou a com a participação do deputado estadual André do Prado, que acompanhou de perto todo o processo de construção do empreendimento e teve papel importante na concretização de mais esse benefício para a população isabelense.
Equipada para atender pequenas e médias emergências, a unidade funcionará como um serviço intermediário entre as unidades de atenção básica e os hospitais. “A população será a grande beneficiada. Será possível desafogar a demanda nas outras unidades e trazer o pacientes para esse novo prédio”, ressaltou o deputado André do Prado. O prédio tem estrutura para garantir o primeiro atendimento, a estabilização e a observação do paciente.
A unidade funcionará todos os dias da semana em horário integral. Os pacientes contarão com equipe altamente qualificada composta por clínicos gerais e pediatras. Os casos de atenção básica à saúde continuarão sendo feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UPA será responsável pelas pequenas e médias emergências, como pessoas com dor de cabeça, febre, mal estar, crises de pressão alta e diabetes. Os casos mais simples serão atendidos nas UBSs, e os mais graves, nos hospitais.
O deputado André do Prado parabenizou o trabalho de Hélio Buscariolli em inaugurar mais uma unidade de saúde para atender com dignidade a população. Por sua vez, em seu discurso, o prefeito fez questão de agradecer o empenho do parlamentar em beneficio da cidade. “André do Prado vem trabalhando muito para trazer investimentos para Santa Isabel”, afirmou.
Como coordenador da Frente Parlamentar em Apoio aos Municípios do Alto Tietê, o deputado André do Prado defende a prestação de serviço de qualidade na área da saúde da região. “Estamos atuando frequentemente na melhoria da saúde regional para oferecer atendimento eficiente aos moradores do Alto Tietê. A inauguração da UPA é a concretização de mais uma luta que acompanhamos desde o início. Tenho certeza que estamos contribuindo com o bem-estar da maioria da população que não tem condições para procurar o serviço privado”, disse. A unidade começou a funcionar na última terça feira.
Fonte:Clarissa Johara
Mensalão: Veja trechos do relatório do ministro Joaquim Barbosa
Na primeira sessão de julgamento, na tarde desta quinta, Joaquim Barbosa lerá um resumo do documento de 122 páginas sobre a ação contra os 38 réus
02 de agosto de 2012 | 11h 57
Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, vai ler nesta quinta-feira, 2, no Plenário do Supremo Tribunal Federal, um resumo do relatório de 122 páginas que fez sobre os autos da ação penal 470. Na íntegra, o documento expõe todas as fases do processo, todas as medidas tomadas durante a instrução, trechos de acusação promovida pela Procuradoria Geral da República e trechos das argumentações das defesas dos 38 réus.
Veja também:
Leia a íntegra do documento
'Situação de Dias Toffoli é delicada', diz ministro sobre júri do mensalão
PERFIL: veja aqui quem são dos 38 acusados
Saiba como será o julgamento do processo
Joaquim Barbosa destaca: "No julgamento desta ação penal, serão analisados apenas os supostos desvios de recursos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil. Há outros inquéritos e ações em que se investigam possíveis ilícitos praticados pelas mesmas empresas por meio de contratos celebrados, naquele período, com os Correios, a Eletronorte, o Ministério dos Esportes e outros órgãos públicos."
O ministro relator cita nominalmente todos os acusados, como José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil no governo Lula, denunciado por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Trechos da denúncia contra José Dirceu são transcritos pelo ministro relator. "Para o procurador-geral da República, relativamente ao réu José Dirceu, 'Provou-se que o acusado, para articular o apoio parlamentar às ações do governo, associou-se aos dirigentes do seu partido e a empresários do setor de publicidade e financeiro para corromper parlamentares. As provas coligidas no curso do inquérito e da instrução criminal comprovaram, sem sombra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos núcleos político e operacional do grupo criminoso. Era, enfim, o chefe da quadrilha. (...) Nesse sentido, há vários depoimentos nos autos. Marcos Valério (...) confirmou que José Dirceu comandava as operações que estavam sendo feitas para financiar os acordos políticos com os líderes partidários (...)" (fls. 45.123/45.124)."
Sobre Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, o ministro também cita trechos da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
"O procurador-geral da República afirma, ainda, haver provas de que o réu Delúbio Soares era "o principal elo entre o núcleo político e os núcleos operacional - composto pelo grupo de Marcos Valério - e financeiro - bancos BMG e Rural" (fls. 45.136). Seu papel seria "indicar para MARCOS VALÉRIO os valores e os nomes dos beneficiários dos recursos (...)tendo sido, também, o beneficiário final das quantias recebidas" (fls. 45.136)."
Sobre o ex-presidente do PT, à época, José Genoino. "(O procurador-geral) Sustenta, também, que o réu José Genoíno "era o interlocutor do grupo criminoso. Cabia-lhe formular as propostas de acordos aos líderes dos partidos que comporiam a base aliada do governo. Representando José Dirceu, José Genoíno, além de conversar com os líderes partidários, convidando-os a apoiar os projetos de interesse do governo, procedia ao ajuste da vantagem financeira que seria paga caso aceitassem a proposta" (fls. 45.144)."
Fonte:O Estado de S.Paulo
VISUAL: Edgar Passos, Fernando Muniz, Jorge Paz, Mario Berti, Marco Bertaiolli e Marco Soares (sentido horário) usam trajes mais despojados / Fotos Arquivo
A tradicional imagem do político engravatado está ficando para o passado. O terno, obrigatório em determinadas solenidades, confere às autoridades aspecto elitizado, um tipo de imagem cada vez mais rejeitada por quem ingressa na vida pública. Esta realidade pode ser percebida com clareza ainda maior no período eleitoral, quando o objetivo dos candidatos é se aproximar da população. Nas campanhas, o perfil dos concorrentes é cuidadosamente construído pelos profissionais de marketing, especialmente quando estão em jogo cargos altos como os de governador de Estado e presidente da República. Nas eleições municipais, algumas candidaturas também se atêm a este tipo de preocupação. Estratégia ou não, em Mogi das Cruzes todos os candidatos que concorrem ao cargo de prefeito estão optando pelo uso de roupas informais. O Diário analisou os visuais escolhidos pelos prefeituráveis para aparições públicas neste início de campanha.
Quando era deputado estadual, o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), que neste ano concorre à reeleição, comumente usava ternos em seus compromissos. Nas eleições de 2008, ao concorrer para o Executivo pela primeira vez, abandonou a gravata e nunca mais a colocou de volta. Agora, as roupas sérias são utilizadas apenas em compromissos de muita formalidade. Na atual campanha, ele tem ido às ruas da mesma forma com que é visto corriqueiramente na Prefeitura. As camisas de mangas compridas, usadas com cinto e sapatos sociais, ganham ar descontraído ao serem combinadas com as calças jeans. Apesar de informais, as roupas bem passadas e o cabelo sempre muito aparado não tiram de Bertaiolli o visual arrumadinho de “bom moço”, que a julgar pela popularidade apontada nas pesquisas, muito agrada ao eleitorado.
O advogado Marco Antonio Pinto Soares Junior (PT) – que aguarda posição da Justiça Eleitoral sobre a situação de sua candidatura - também surgiu no cenário político mogiano usando os tradicionais terno e gravata, exigidos pela profissão. Era assim que ele comparecia aos eventos das mobilizações populares apoiadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como por exemplo, as reuniões das lutas contra o “Lixão” e o “Cadeião”.
A partir do último ano, no entanto, quando recebeu os primeiros convites para sua candidatura, o petista começou a optar por um visual mais informal e abandonou o gel no cabelo e o penteado usualmente impecável. Na atual campanha, tem adotado postura mais descontraída e é visto nas ruas de camisa, calça jeans e tênis, além do broche vermelho no formato da tradicional estrela do partido.
O candidato do PPS, Fernando Muniz, é bacharel em Direito e trabalha como assessor jurídico em São Paulo. Em suas primeiras aparições públicas nesta campanha, tirou do guarda-roupa os mesmos ternos que usava para trabalhar, como ocorreu na convenção do partido no final de junho. Em visita à sede de O Diário, alguns dias após a oficialização da candidatura, usou gravata e suéter debaixo do paletó. Em pouco tempo, no entanto, mudou de estratégia. Em julho, quando visitou o calçadão de Mogi e comeu pastel no Mercadão, estava usando camiseta polo branca por cima da calça jeans. Apenas o sapato social destoava do visual casual, bastante apropriado para o jovem candidato que tem apenas 24 anos.
O professor Jorge Leonardo Paz, do PSOL, vai para as ruas fazer campanha exatamente como é. A simplicidade das roupas que usa combina perfeitamente com seus ideais de esquerda. O candidato, que frequentemente carrega uma mochila nas costas, gosta de usar tênis e calças jeans. Boa parte das camisetas que escolhe para fazer corpo a corpo é do próprio partido, o que não indica marketing pessoal, mas simbologia evidente. A imagem de um homem pouco vaidoso, com o cabelo sem corte, reflete o discurso socialista do prefeiturável, que defende uma “inversão de prioridades” na implantação de políticas púbicas em defesa do “povo pobre”.
Edgar Luiz de Oliveira Passos, que é candidato pelo PSTU e também recorre da decisão judicial de indeferimento de seu registro, usa roupas básicas. Ele gosta dos tradicionais camiseta, calça jeans e tênis brancos (despreocupadamente sujos). Nos dias mais frios, o candidato usa jaquetas grandes. O símbolo do partido é comum nas blusas ou em broches exibidos pelo prefeiturável de ideias bastante radicais. Nada mais apropriado para um jovem de 28 anos, que defende uma Cidade governada com a priorização das classes trabalhadoras, em detrimento dos interesses da iniciativa privada e das grandes empresas.
Já o visual de Mário Berti Filho (PCB) é difícil de ser definido. Em recente entrevista a O Diário, usou camisa social azul (mal passada, diga-se de passagem) e gravata vermelha. Na ocasião, informou que pretende construir uma imagem mais séria para convencer o eleitor de que não é mais aquele candidato radical que usou chapéu de cangaceiro em eleições passadas.
Nas ruas, tem usado calças de sarja com camisa de manga curta e, nos pés, sapatos sociais. Mas, também não é difícil encontrá-lo circulando pela Cidade com visual bem menos pretencioso. O “novo perfil” do candidato parece ainda estar em construção. De certo, apenas o cabelo tingido de preto para esconder os 63 anos de idade.
Proximidade
O visual informal aproxima os candidatos dos eleitores. Esta não é uma descoberta nova e já era utilizada no passado por políticos como o ex-governador Mário Covas, que comumente dispensava o paletó para eventos com grande presença de público. A estratégia se tornou mais comum depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito e se tornou o maior fenômeno de popularidade do País com seu jeito simples de agir, falar e se vestir. Daí em diante, políticos que tradicionalmente optavam pelo uso de terno e gravata em compromissos públicos, passaram a aparecer em inaugurações e lançamentos de obras vestidos de forma mais simples. Um dos casos mais próximos desta realidade é o do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que em suas visitas ao Alto Tietê tem subido aos palanques com trajes pouco formais.
O publicitário Duda Lima explica que as roupas usadas pelos candidatos são alvo de preocupação dos profissionais de marketing durante as campanhas. Ele conta que, no passado, os políticos usavam ternos porque a intenção era passar uma imagem de seriedade, de importância, de compromisso com o trabalho. “Ninguém usa gravata para uma atividade de lazer. Então, há essa mensagem subliminar estabelecida de que o terno indica que o candidato está preparado. Acontece que ele também pode ser associado à imagem de candidatos almofadinhas, que não amassam barro, que têm pouca relação com os pobres. Então, muitos políticos rejeitam esse perfil atualmente”.
O sociólogo Afonso Pola explica que o efeito das roupas dos candidatos nas campanhas já é algo perceptível desde a década de 1980, quando os partidos começaram a investir mais pesadamente em marketing. “Faz tempo que, em campanha, os candidatos têm se apresentado de forma mais descontraída. Isso tem uma certa coincidência com a valorização do marketing. Hoje, tudo que é feito em política traz um enorme conceito mercadológico. O traje mais formal - o paletó e gravata - coloca uma distância entre os interlocutores, o que não ocorre quando o candidato usa roupa mais informais”.(REPORTAGEM: JÚLIA GUIMARÃES)
Fonte:O Diário de Mogi