quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Direito de Mogi fica abaixo da média estadual da Ordem
Os números oficiais são, no mínimo, reveladores. Responsáveis, durante muitos anos, pela boa fama de Mogi das Cruzes no cenário nacional, as universidades mogianas derraparam no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo que pode ser constatado no ranking que avalia o desempenho dos candidatos a advogados em todo o País no ano de 2011 (http://www.migalhas.com.br/arquivo_artigo/art20120117-39.pdf). As faculdades de Direito da Cidade tiveram índices de aprovação muito aquém de outras instituições de ensino paulistas. A Universidade de Mogi das Cruzes, por exemplo, registrou um índice geral de aprovação de 8,45% entre os candidatos que fizeram a prova com o objetivo de obter a autorização para exercer a profissão de advogado. Foi o 10º pior desempenho entre as faculdades paulistas. Dos 223 bacharéis formados pela UMC que se inscreveram, 213 participaram da primeira fase do exame e 63, o que equivale a 29,58%, passaram para a segunda fase. Desses, no entanto, só 18 foram aprovados, ou seja, o índice final de aprovação foi de 8,45%. A Universidade Braz Cubas (UBC), que teve o primeiro curso de Direito fora de capitais, teve 14,39% dos seus formandos aprovados no exame da Ordem. Isso significa que dos 439 inscritos inicialmente, 61 poderão atuar como advogados. O índice ficou dentro da média de dezenas de outras faculdades paulistas particulares, mas muito, muito distante do desempenho dos formandos de Direito da Universidade São Paulo (USP), que obteve 74,79% de aprovação. Ambas as faculdades mogianas ficaram abaixo da média do Estado, que foi de 20,74%. No Brasil, o Estado da Bahia registrou os melhores resultados, com aproveitamento de 30% dos inscritos.
Reforma
O Fórum Trabalhista de Mogi das Cruzes, instalado entre os prédios do INSS e a Prefeitura, vai receber obras de reforma na sua fachada. Orçados em R$ 130 mil, os serviços vão contemplar a recuperação e impermeabilização das paredes de concreto aparente e blocos, com o objetivo de controlar os efeitos da umidade. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, a intervenção levará 60 dias e não vai comprometer o atendimento da população. A empresa responsável pela obra será conhecida no próximo dia 26.
Reforma 1
A União também está contratando a reforma do imóvel da Rua Professor Leonor de Oliveira Melo, 159, no Jardim Santista, onde funcionará a nova sede da Procuradoria do Trabalho de Mogi das Cruzes, que atende também outras sete cidades do Alto Tietê. O imóvel, que passará por obras de adaptações de salas, revisão das instalações elétricas, pintura e pontos de internet, foi adquirido no final do ano passado pelo Governo Federal e fica ao lado da sede atual da Procuradoria. A previsão é de que a mudança de endereço aconteça ainda neste semestre.
Inho no Palácio
Biritiba Mirim está entre as seis cidades paulistas contempladas com os recursos de R$ 13 milhões do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi), que serão liberados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em cerimônia hoje, às 15h30, no Palácio dos Bandeirantes. O Fumefi é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Metropolitano e o prefeito Carlos Alberto Taino Junior (PSDB), o Inho, estará presente no evento.
Cidades da Capital?
Curioso mesmo é o título do material divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Metropolitano: "Governador Geraldo Alckmin libera mais de R$ 13 milhões de recursos do Fumefi para seis cidades da capital". O Estado tem sido dividido em regiões metropolitanas mas, até onde se saiba, a cidade de São Paulo continua sendo a única capital paulista. Pior é que a falha da secretaria que cuida exatamente do Desenvolvimento Metropolitano se repete também no texto.
Fonte:O Diário de Mogi
Megaprojeto gera 15 mil empregos
MARA FLÔRES
Com obras previstas para começar já no próximo mês, a direção da Walled Incorporadora anunciou ontem um investimento de R$ 600 milhões na implantação de um condomínio industrial no Bairro Chácaras Guanabara, na divisa de Mogi das Cruzes com Guararema e nas margens da Rodovia Presidente Dutra. Com potencial para gerar até 15 mil empregos diretos e indiretos, e abrigar até 20 empresas de médio e grande porte, o empreendimento terá a primeira indústria funcionando no primeiro semestre de 2013 e, como antecipado com exclusividade por O Diário na edição de ontem, a montadora alemã BMW poderá ser uma das atrações do novo complexo.
"Já temos 14 indústrias encaminhadas para se instalar aqui. São empresas de segmentos diversos, tanto na modalidade de desenvolvimento logístico, como indústrias de médio porte. E tem, também, indústrias automotivas. A BMW é uma das empresas para a qual ofertamos o empreendimento e eles estão estudando", adiantou o empresário e arquiteto José Gozzi, responsável pelo projeto da Walled Incorporadora.
"A BMW cabe ali", comentou Wilson Roberto Soares, gerente de Relações Institucionais e Internacionais da Investe SP, agência de fomento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento. "Estamos conversando com a BMW e vários municípios do Estado estão sendo avaliados. Esse empreendimento com certeza se encaixa nas necessidades da montadora, mas é a própria empresa que decide quando, como e onde se instalar", completou o representante estadual.
De acordo com o arquiteto Gozzi, o novo condomínio industrial vai abrigar indústrias nacionais e multinacionais, atraídas, entre outros fatores, pela localização de Mogi, que passa a ser ainda mais estratégica diante das restrições impostas por São Paulo para o tráfego de caminhões. "Estamos na rota de desenvolvimento nacional, que é o eixo Rio-São Paulo, e adianto que há outras montadoras que também estamos em contato, mas não posso dizer quais são. Só a BMW", disse o empresário.
Segundo apurado por O Diário, as outras montadoras que estão na mira dos empreendedores são as asiáticas, entre elas, a Jac Motors e a Chery, que já está construindo uma planta em Jacareí, mas pode implantar em Mogi, que está a poucos quilômetros, uma segunda unidade.
"Não viemos para ser mais um e, sim, para fazer a diferença". A declaração feita pelo arquiteto Gozzi durante a apresentação do megaprojeto para a Chácaras Guanabara deixa claro que a Walled Incorporadora está fincando os pés em Mogi das Cruzes com a pretensão de ocupar um importante capítulo no desenvolvimento da Cidade. E não quer perder tempo nisso. Tanto que a meta da empresa é iniciar a construção do condomínio industrial até o próximo mês e ter ele totalmente consolidado no intervalo máximo de cinco anos. "Só precisamos da licença ambiental, que está na fase final do processo e só depende desse alvará que estamos recebendo hoje", explicou.
Nos 500 mil metros quadrados localizados dentro do território mogiano, a Walled vai instalar quatro blocos, de tamanhos diferenciados, para instalação das empresas. Os blocos poderão ser ocupados por uma única indústria, como ser fracionado para outras. O local terá a completa infraestrutura, assim como portaria e 1.710 vagas de estacionamento, inclusive para carretas. Serão dois acessos: um pela Rua Mônaco, dentro do Bairro Chácaras Guanabara, e outro pela Avenida América, no lado de Guararema e com acesso pela Rodovia Presidente Dutra.
"Toda a arrecadação de impostos estará dentro do município de Mogi", frisou o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar, ao lembrar que o condomínio industrial é resultado de um trabalho de vários anos e que demandou, em especial, a retificação cartorária da área, que era tributada por Mogi e por Guararema.
Fonte:O Diário de Mogi
Pedida suspensão de ‘dedo-duro’
MOGI-BERTIOga Radar ‘dedo-duro’ voltou a operar no último dia 26, após ficar suspenso para regularização de placas
Alexandre Barreira
O advogado José Carlos de Souza, o Charutinho, protocolou ontem junto ao Ministério Público (MP) de Mogi das Cruzes o pedido de suspensão do funcionamento do radar OCR (Optical Character Regognition), instalado no km 58,6 da Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) – sentido Litoral - como medidor de velocidade.
Charutinho é um dos autores de uma representação civil junto ao próprio MP contra o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no ano passado, que culminou com a suspensão de milhares de multas aplicadas de forma irregular pelo equipamento. O advogado destaca, neste novo pedido ao MP, que o radar está situado entre cinco lombadas redutoras de velocidade em um espaço de cinco quilômetros. Além de estar localizado a poucos metros da base da Polícia Militar Rodoviária na estrada. "Não somos contrários ao equipamento quando ele é utilizado para fiscalizar a documentação dos veículos, mas ele tem feito o controle e multado os motoristas por excesso de velocidade. Para os mogianos, que já conhecem o equipamento, não é problema, mas os motoristas de fora da Cidade estão sendo multados, na minha opinião, de forma irregular, já que não sabem que o radar também faz o controle de velocidade", descreveu.
Charutinho reforça ainda que o DER, em momento algum, apresentou estudo técnico que apontasse a necessidade de instalação do equipamento no local, conforme determina a legislação de trânsito. "Além disso, há um claro desvio de finalidade, porque o radar não flagra motocicletas e apenas os dados do veículo pela parte frontal do mesmo", disse.
Depois de ter o uso suspenso até que o DER providenciasse a regularização das placas, o radar voltou a funcionar no dia 26 de dezembro do ano passado. Desde então, segundo Charutinho, os motoristas que passam acima do limite de velocidade, são multados.
No ano passado, o MP ingressou com ação civil promovida pela Associação dos Motoristas Lesados pelo Radar contra o uso indevido do equipamento pelo DER.
A então juíza substituta Ana Carmem de Souza Silva, da Vara da Fazenda Pública do Fórum de Mogi, acatou o pedido e concedeu uma liminar em favor da entidade, suspendendo mais de 42 mil infrações de trânsito e os respectivos pontos nas carteiras dos motoristas.
O DER foi obrigado a suspender a atuação do equipamento enquanto colocava placas de sinalização para informar a existência do radar e sua finalidade.
Fonte:O Diário de Mogi
Capitão de navio em prisão domiciliar
PREOCUPAÇÃO Governo teme que 2.000 t de combustível do navio vazem e gerem desastre ambiental
TOSCANA
A promotoria da província de Grosseto, na região da Toscana (Itália central) determinou ontem que Francesco Schettino, de 52 anos, capitão do navio Costa Concordia, que naufragou na sexta-feira passada perto da ilha de Giglio, ficará em prisão domiciliar em Meta di Sorrento, perto de Nápoles (sul), enquanto avança o processo judiciário. O naufrágio da embarcação, que transportava 4.200 pessoas, deixou pelo menos 11 mortos e 23 pessoas estão desaparecidas.
Schettino foi acusado de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), naufrágio e abandono do navio que comandava. Ele se declarou inocente. Se considerado culpado, poderá ser sentenciado a até 15 anos de prisão.
Ontem, a Capitania do Porto de Livorno divulgou um diálogo chocante entre Schettino, que abandonou o navio logo após o naufrágio, e o chefe da Capitania de Livorno, Gregorio De Falco, que insistia para o capitão voltar ao navio e resgatar sobreviventes.
Schettino negou no tribunal as acusações de que abandonou a embarcação. "O capitão defendeu seu papel na direção do navio após a colisão, o que na visão dele salvou centenas, senão milhares de vidas", disse Bruno Leporatti, advogado de Schettino. "O capitão especificou que ele não abandonou o navio", disse Leporatti à agência France Presse (AFP).
Segundo o promotor de Justiça da província de Grosseto, Francesco Verusio, "no momento as acusações contra Schettino são de homicídio culposo (sem a intenção de matar) múltiplo, naufrágio e abandono de navio". O promotor disse à agência Ansa da Itália que Schettino se arrisca a uma pena máxima de 15 anos de prisão. Ele decretou a prisão domiciliar do acusado.
Verusio disse que com os cinco corpos encontrados ontem, o que elevou a 11 o total de mortos no naufrágio, podem existir ainda 23 desaparecidos. Quatro corpos encontrados são de homens e o quinto é de uma mulher na faixa dos 50 a 60 anos.
As autópsias dos corpos serão feitas hoje no Hospital de Orbetello, na província de Siena. Equipes de socorro da Guarda Costeira trabalham com pressa e contra o tempo, porque o clima deverá piorar hoje perto da ilha de Giglio, onde a embarcação está encalhada. Ainda existem chances de sobreviventes serem encontrados mas elas são remotas.
O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse à Ansa que o governo poderá declarar Estado de emergência na costa da Toscana nas próximas horas.
O governo teme que 2.000 toneladas de combustível ainda armazenadas nos tanques do navio vazem e provoquem um desastre ambiental no Arquipélago Toscano.
Schettino trabalhou durante 11 anos para a Costa Crocieri, subsidiária italiana da Carnival Corporation, empresa de capitais anglo-norte-americanos. Ele frequentou a Escola Naval Nino Bixio, da Marinha Mercante da Itália, próxima a Sorrento.
Fonte:O Diário de Mogi
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