sábado, 22 de outubro de 2011

Médicos são condenados pela venda de órgãos

O julgamento de Taubaté terminou, após quatro dias de intensos debates entre defesa e acusação, com três médicos condenados a 17 anos e seis meses de prisão e multa de R$ 1,75 mil. Eles poderão recorrer em liberdade. O mogiano Mariano Fiore Júnior, Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas foram acusados por homicídio, após terem retirado os rins de pacientes ainda vivos, em Taubaté, no Vale do Paraíba, para usá-los em transplantes particulares na Capital. O caso ocorreu em 1986 e foi denunciado pelo médico Roosevelt Sá Kalume, na época diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté. O julgamento também teve a participação de um outro mogiano, o juiz Marco Antônio Montemor, que ganhou destaque pela forma como conduziu o rumoroso caso em sua reta final. Destaque para o momento em que a defesa dos réus solicitou que a câmera da Rede Globo – única emissora no recinto – fosse desligada para preservar a imagem dos réus. Montemor negou o pedido, argumentando que o fórum "é um ambiente público". Do lado de fora do fórum, um dos familiares de Fiore ainda tentou agredir os fotógrafos que se aglomeravam para registrar a saída dos réus já condenados. Ontem, o jornal "O Estado de S. Paulo" noticiou que o médico mogiano, legista e neurologista, foi demitido do serviço público no ano passado e teve sua aposentadoria cassada, por conta de um erro médico que deixou tetraplégico um policial militar, em 2005, após uma cirurgia de hérnia de disco.


Aeroporto
A edição de ontem do jornal "Valor" trouxe reportagem sobre os planos dos empreendedores que querem construir o novo aeroporto metropolitano em Caieiras. Na exposição, um fato chama a atenção: o estudo de tráfego aéreo apresentado por eles foi reprovado pelo departamento competente da Anac, que chegou à conclusão de que o aeroporto, se instalado naquela localidade, prejudicará o tráfego em Guarulhos, Congonhas, Viracopos e Jundiaí.


Na festa


O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) deverá comparecer à Festa do Servidor Público, que a Associação dos Servidores Municipais de Mogi realizará amanhã, entre 10 e 16 horas, em sua sede, à Avenida João XXIII, 500, em César de Souza. Funcionários da Prefeitura, Semae, Iprem, Câmara e seus dependentes participarão do evento em comemoração ao Dia do Servidor Público.


Com Lula


Uma notícia recentemente divulgada pela Agência Estado apresenta o presidente da OAB, advogado Marcos Sores, como a "proposta de renovação do PT para chegar à Prefeitura de Mogi". Na reportagem, o virtual candidato diz que tornou-se conhecido por sua atuação no episódio do lixão e assegura que terá a participação do ex-presidente Lula em sua campanha.


Visita


A reitora da UMC, Regina Coeli Bezerra de Melo, recepcionou, em seu gabinete, na última quinta-feira, um ilustre visitante: o professor João Grandino Rodas, reitor da Universidade de São Paulo (USP). Segundo informações, tratou-se de uma "visita de cortesia", mas é certo que ambos tiveram tempo para comentar sobre o atual estágio da Educação no País.


Fonte:O Diário de Mogi

Prefeito rejeita mudanças em lei

SABRINA PACCA



O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) vetou, totalmente, o Projeto de Lei nº 99/2011, de autoria do vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD), que pretendia modificar o texto da chamada "Lei do Silêncio", trocando o local da medição dos decibéis de dois metros da divisa do imóvel reclamado para a casa do reclamante. Como justificativa, o chefe do Executivo mogiano usou o fato de o Legislativo estar interferindo no "poder de polícia" da Administração e afirmou que, com a alteração da legislação, a Prefeitura ficaria impedida de fazer uma ampla fiscalização do volume de sons e ruídos no Município. O presidente da Câmara, Mauro Luís Claudino de Araújo (PMDB), não descartou a possibilidade de derrubar a decisão de Bertaiolli.


O documento contendo a manifestação do prefeito sobre o projeto chegou à Câmara por volta das 17h30 de ontem e a íntegra de seu teor não foi divulgada à Imprensa, até o momento. No entanto, a reportagem de O Diário conseguiu as primeiras informações sobre as explicações para o veto. Para a Prefeitura, a mudança do termo "reclamado" para "reclamante" restringiria a fiscalização, já que os funcionários só poderiam agir quando houvesse denúncia e não mais por conta própria, pela observação e constatação de eventuais infrações no limite de decibéis. O Executivo, no documento, teria afirmado que a proposta de Protássio interferiria nas atribuições da Prefeitura, o que seria inconstitucional.


Pouco tempo depois que o veto foi protocolado na Câmara, O Diário conversou com o presidente Araújo sobre o assunto. Ele alegou desconhecer o conteúdo do documento, por conta do horário que foi protocolado, mas já adiantou que poderá derrubar o veto, se assim seus colegas entenderem. "Não li ainda, mas me surpreende um pouco a decisão do prefeito. Não quero fazer muitos comentários sem conhecer o teor do documento. Essa manifestação dele será deliberada na próxima terça-feira e temos um prazo de 15 dias para acatar ou derrubar o veto. Vai ter discussão na Câmara. Vou chamar a sociedade para discutir, realizar audiência pública. Não irei acatar, simplesmente, o veto do prefeito. O projeto é público e tramitou por 30 dias. Se achava que ele era ruim, o prefeito deveria ter procurado a Câmara e até ligado para nos falar da decisão dele", afirmou o presidente.


Ele disse, ainda, que aguardará o retorno de Protássio, que pediu licença médica e permanecerá afastado também por 15 dias. "O vereador Protássio entrou de licença, nesta semana, para tratamento médico e vai ficar fora por algumas sessões. Vou esperar ele voltar para conversarmos, porque ele participou de reuniões na Prefeitura e não parecia que o veto seria aplicado, pelo o que ele me contava", disse Araújo.


Procurado para comentar a decisão de Bertaiolli, por telefone, Protássio foi sucinto. "Sobre o veto não vou falar nada porque não li o documento, mas se ele (o prefeito) fez isso, deve ter tido razões alegadas. A conversa em nossas reuniões era outra. Vou ver as razões dele quando voltar", salientou o vereador.


Fonte:O Diário de Mogi

Mogi entrega doação à AACD hoje

EM OBRA Centro de Reabilitação da AACD está em construção no Rodeio, em Mogi

Mariana Leal

Hoje, a partir das 21 horas, os mogianos que acompanharem a 14ª edição do Teleton vão conferir a concretização do gesto de solidariedade de Mogi durante a campanha Corrente do Bem. Os R$ 300 mil arrecadados serão entregues pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD) à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). A cidade escolhida nesta noite para receber a nova unidade da instituição levará de presente a quantia garantida pelo Município. Os nomes dos possíveis contemplados não foram divulgados.

A unidade mogiana começará a funcionar em dezembro, com capacidade para 100 atendimentos por mês. Uma subvenção mensal de R$ 80 mil por parte da Prefeitura Municipal será dada para o funcionamento da AACD.

A Vidax, de Mogi, realizará todo o serviço telefônico para recebimento de doações do Teleton 2011. Além de mobilizar milhares de atendentes por mais de 24 horas, a empresa disponibiliza um aparato tecnológico específico para o programa.

Com o objetivo de ampliar o volume de atendimentos, que até 1998 eram centralizados na unidade de São Paulo, a AACD criou o Teleton, uma maratona televisiva que busca conscientizar a população sobre o respeito aos deficientes físicos, gerando grande mobilização sócia. Além de prestar contas das atividades realizadas pela entidade, é uma das principais ferramentas de captação de recursos da instituição.

Em 2010, o evento arrecadou R$ 23,9 milhões, valor destinado à construção da unidade da instituição, em Mogi, que está na fase final de obras em área do Rodeio.

As doações para o Teleton podem ser feitas a qualquer momento, pelos números que são divulgados durante o programa. Com as contribuições, a instituição poderá manter os atendimentos que já realiza e receber mais de 32 mil pacientes que estão na fila de espera.

Fonte:O Diário de Mogi

Dilma segura Orlando no cargo

BRASÍLIA
Depois de quase uma hora e meia de conversa com a presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deixou ontem o Palácio do Planalto ainda no cargo. Em entrevista logo depois do encontro, Silva garantiu que a presidente escutou sua defesa e lhe recomendou serenidade e paciência e reafirmou a confiança em seu trabalho.
Dilma chamou o ministro para uma conversa no final da tarde de ontem. Orlando chegou ao Palácio do Planalto por volta de 19h e esperou que a presidente terminasse a agenda oficial do dia - um encontro com o empresário Eike Batista e o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que vieram tratar de investimentos em uma fábrica de tablets no Brasil.
"Foi um encontro para que eu esclarecesse todos os fatos, todas as acusações que tenho sofrido nos últimos dias. Dei detalhes, desmascarei todas as mentiras", afirmou Orlando. O ministro repetiu que havia pedido investigações à Polícia Federal e ao Ministério Público e aberto seus sigilos fiscal e bancário e que recebeu o apoio da presidente.
Indagado se continuava então no cargo, garantiu que sua saída nunca havia sido discutida. Afirmou que, depois de dar suas explicações, ainda conversou com Dilma sobre a agenda do ministério para as próximas semanas - uma visita do presidente da Federação Internacional de Futebol, Joseph Blatter e um programa para atletas olímpicos - e sobre os resultados do Panamericano de Guadalajara.
Orlando passou o dia despachando normalmente no ministério. Evitou conversar com a imprensa durante todo o dia, mas investiu em redigir uma longa nota, publicada no site do ministério, com explicações sobre todas as denúncias que surgiram ao longo dessa semana. Chegou ao Planalto no início da noite com o carro oficial, mas evitou a entrada principal e preferiu os fundos.
Visivelmente abatido, o ministro mostrava no rosto os efeitos da semana difícil. Ao final da entrevista concedida no Salão Nobre do Palácio do Planalto, era esperado pelo assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, de quem recebeu um forte abraço e palavras de apoio.
Em nota divulgada após o encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff afirmou "que o governo não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência". Após a reunião, que culminou com a permanência do ministro no cargo, apesar das sucessivas denúncias, Dilma também afirmou que não irá aceitar "que alguém seja condenado sumariamente".


Fonte:O Diário de Mogi