quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Caça-níqueis podem virar computadores para escolas


Nos oito primeiros meses deste ano, segundo informações da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes, foram apreendidas 642 máquinas caça-níqueis em áreas dos quatro distritos policiais. Segundo dados da Polícia Militar, somente no primeiro semestre houve a apreensão de 446 máquinas, uma média de 63 equipamentos apreendidos por mês. Os números chegam a impressionar e todo esse material retido nas delegacias acaba por se tornar um sério problema para a Polícia, que tem dificuldades para dar fim às máquinas, responsáveis por tomarem um considerável espaço das unidades policiais. Tempos atrás, quase uma centena desses caça-níqueis ocupava o pátio externo de uma loja localizada na descida da Mogi-Dutra, próximo ao Jardim Aracy. Para resolver tais problemas e dar uma solução positiva para a situação, os vereadores Expedito Ubiratan Tobias (PR) e Emília Rodrigues (PR) vão propor ao governador Geraldo Alckmin, ao presidente do TJ, desembargador José Roque Bedran, e a outras autoridades civis e militares, que as máquinas caça-níqueis apreendidas em Mogi "possam ser transformadas em computadores e destinadas à capacitação de crianças e jovens atendidos pela rede pública de ensino, trazendo benefícios reais para toda a sociedade". Segundo Tobias, tal medida vem sendo adotada com sucesso em cidades do Interior paulista e de outros estados, onde tal transformação tem beneficiado centenas de jovens carentes e ajudado na inclusão social de milhares de pessoas.


AACD


A Vidax, empresa de call center de César de Souza, será responsável por receber as chamadas telefônicas do Teleton, que será realizado entre os dias 21 e 22 de outubro, para arrecadar fundos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Os artistas que atenderão às ligações virão para Mogi. Em 2010, o programa do SBT arrecadou R$ 23,9 milhões e decidiu a construção do hospital na Cidade.


Temperatura


O lançamento da 27ª edição da Festa de Outono, a Akimatsuri de 2012, segunda-feira, às 19h30, na sede do Bunkyo, na Vila Industrial, está sendo vista como um termômetro do interesse da Queiroz Galvão pelo lixão do Taboão. Há expectativa se a empreiteira continuará patrocinando o evento da colônia japonesa, após a saída de Raul Lerário e os revezes sofridos pelo seu projeto na área estadual do governo.


Papeleiros


O Dia dos Papeleiros – comemorado em 20 de setembro em homenagem à criação do Hospital Sepaco – está sendo lembrado com eventos pelo Sindicato dos Papeleiros de Mogi e Região. Amanhã, às 19 horas, será lançado o site (www.papeleirosmogi.org.br) e na sexta, na sede do Sindicato, à Rua Francisco Franco, será exibido o filme "Lula, o filho do Brasil", com entrada gratuita.


Na internet


Após fazer sucesso como consultor dos direitos do consumidor na TV Diário, o responsável pelo Procon de Mogi, Dori Boucault, está preparando uma serie de vídeos que ajudam a esclarecer dúvidas sobre o tema. O material será postado diretamente na internet com livre acesso à população.


Fonte:O Diário de Mogi

Carmo: história e modernidade

DANILO SANS
O Largo do Carmo ficou na quarta posição entre os melhores lugares de Mogi das Cruzes, na opinião de 40 formadores de opinião da Cidade, em pesquisa publicada domingo em O Diário. Uma visita mostra o que o gerente de jornalismo da TV Diário, Dino Rodrigues, diz ao escolher o local como o seu favorito. "Todos aqueles prédios que fazem uma moldura histórica, como o Teatro Vasques, as Igrejas e o Casarão do Carmo nos levam ao passado e, como é frequentado por jovens, faz olhar para o futuro também", destaca.


Fica difícil encontrar alguém por lá já na casa dos 30 anos. Em vários pontos, é possível verificar um grupo de roqueiros, outro de estudantes, alguns casais, que têm algo em comum: são jovens.


Mariana Ayumi Kawamura, de 17 anos, mora no Mogi Moderno, estuda no Centro e frequenta o Largo diariamente. "Venho encontrar os amigos. São pessoas de vários locais e boa parte deles eu conheci por aqui mesmo", relata.


Os encontros que durante muito tempo aconteceram ao acaso, agora são marcados via internet, diz a garota. "Acho tudo aqui está bonito, apesar de não conhecer o passado deste lugar. Só frequento a Praça, no Teatro mesmo fui apenas uma vez, há bastante tempo", fala.


A também roqueira Milena Chaves Souza, de 15 anos, moradora do São João, conta que um dos atrativos eram os shows de rock realizados aos sábados. "A única coisa que melhoraria ainda mais este lugar seria a volta das apresentações, que foram removidas por conta de uma minoria de pessoas que vinha para depredar a Praça", conta.


Porém, a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura informa que, por enquanto, não há planos para o retorno destas atividades.


Um dos vários casais de namorados que utilizam a Praça como cenário romântico, formado por Aline Silva Nunes e Leonardo Matheus Galante Gallardo, ambos com 17 anos, estuda no Centro e aproveita o Largo sempre que pode. "Em comparação com outras praças de Mogi, a do Carmo é relativamente bem conservada", diz ele.


Aline também elogia a preservação do local, mas diz que há pessoas que vão até lá para depredar. "A preservação é muito importante, principalmente pela importância histórica deste nosso patrimônio" alerta.




Valor histórico


Apesar da importância histórica, o conjunto das igrejas enfrentam sérios problemas com sua preservação, como infiltração que comprometem as ilustrações históricas. Questionado sobre os problemas na estrutura do prédio, o prefeito Marco Bertaiolli (DEM) explica que "embora sejam um patrimônio histórico da Cidade, são tombadas por um órgão federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Natural (Iphan). Além disso, trata-se de uma propriedade particular, que pertence à Ordem Carmelita, o que impede legalmente o Município de fazer investimentos no local", diz.


No entanto, ele informa que está em curso a regulamentação de uma lei que pode beneficiar o conjunto. "Desde que as Igrejas do Carmo também sejam tombadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), ao preservar o imóvel, o proprietário passaria a ter direito a uma série de benefícios previstos em lei", conclui.


Fonte:O Diário de Mogi

Dilma defende Estado palestino

Em seu discurso na 66ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidente Dilma Rousseff saudou o Sudão do Sul, mais novo membro a ingressar na ONU e lamentou não poder saudar da tribuna o ingresso da Palestina. "O Brasil, assim como a maioria dos países dessa Assembleia já reconhece o Estado palestino como tal É chegado o momento de termos a Palestina representada aqui a pleno título."


Na sua avaliação, este reconhecimento é um direito legítimo do povo palestino. "O reconhecimento da Palestina ampliaria a paz duradoura no Oriente Médio", frisou, destacando que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender os anseios por paz, segurança e estabilidade política em seu entorno regional. E citou que no Brasil, descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia.


A presidente defendeu também o acordo global para combater a mudança climática. "Para tanto, é preciso que os países assumam responsabilidades que lhes cabe. E acreditamos que os países desenvolvidos cumprirão as metas que o Protocolo de Kyoto estabeleceu até 2012."


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também disse que apoia um Estado palestino, porém ressaltou que é preciso que palestinos e israelenses cheguem a um acordo quanto a suas divergências. Um pouco mais tarde, Obama teve uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que chegou ontem a Nova York. O mandatário dos EUA terá outra reunião ainda ontem com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.


"Há um ano, eu fiquei diante desse pódio e pedi uma Palestina independente. Eu acreditava então, e acredito agora, que o povo palestino merece um Estado próprio", disse Obama. Porém o presidente norte-americano também apontou que, "no final das contas, são israelenses e palestinos - não nós - que precisam chegar a um acordo sobre os temas que os dividem". "São eles, israelenses e palestinos, não nós, que precisam viver lado a lado", disse Obama.


A delegação palestina não gostou do discurso de Obama. Ele mostrou solidariedade a Israel e não mencionou a volta dos milhões de refugiados palestinos.


Abbas pretende pedir amanhã à ONU que reconheça a Palestina como membro do organismo internacional. Os EUA e Israel são contrários à mobilização diplomática, dizendo que é preciso haver um diálogo bilateral para resolver o impasse no Oriente Médio.


Obama citou entre as divergências a questão das fronteiras, da segurança, refugiados palestinos e o controle de Jerusalém. Obama deve pedir formalmente a Abbas que desista da iniciativa da ONU, durante reunião ontem. Caso o tema seja votado no Conselho de Segurança, os EUA, membros permanentes no CS e com direito de veto, já prometeram derrubar a iniciativa.


Abbas, segundo assessores palestinos, deverá repetir a Obama que não desistiu de fazer o pedido de adesão, mas está pronto a negociar com Israel se houver uma base sólida para isso.


"A paz no Oriente Médio precisa de um fim imediato na ocupação militar de Israel", disse o negociador palestino Nabil Abu Rudeina. Ele afirmou que os palestinos estão pronto a voltar a negociar no "minuto" em que Israel reconhecer as fronteiras da Palestina pré-1967, quando Israel anexou após a Guerra dos Seis Dias a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Segundo Rudeina, também é necessário que Israel suspenda imediatamente as construções dos colonos judeus nos assentamentos na Cisjordânia.


Um assessor graduado de Abbas, Saeb Erekat, disse que o presidente palestino não aceitará atrasos no pedido de adesão da ANP à ONU. "Nós não permitiremos nenhuma manobra sobre essa questão", disse Erekat. Com Obama ao seu lado, Netanyahu disse que o pedido palestino "não terá sucesso". Netanyahu também elogiou Obama.


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu um ano de prazo para Israel e os palestinos chegarem a um acordo definitivo de paz.


Fonte:O Diário de Mogi

Câmara rejeita imposto para saúde


ENCONTRO Líder da Câmara, Marco Maia, e a ministra Ideli Salvatti durante reunião com governadores e líderes partidários sobre a Emenda 29


BRASÍLIA


A Câmara dos Deputados rejeitou ontem a criação de um imposto para a saúde, nos moldes da antiga CPMF. Apenas a bancada do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, votou em prol da nova taxa, deixando claro que vai trabalhar pela criação do tributo.


O projeto que regulamenta a Emenda 29, no entanto, foi aprovado pela Casa e agora seguirá para o Senado. Na votação, o PT votou a favor da instituição da Contribuição Social para a Saúde (CSS), incluída na proposta pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A posição dos petistas converge com o desejo da presidente Dilma Rousseff de encontrar uma nova fonte de recursos voltada exclusivamente para custear ações do setor.


Mas, sem ceder à pressão dos governadores, a Câmara terminou a votação do projeto que regulamenta a Emenda 29 excluindo a CSS.


O placar registrou 355 votos contrários à nova contribuição, 76 a favor e 4 abstenções. A proposta, cujo texto principal já havia sido aprovado em 2008, estava dependente apenas da votação do artigo, rejeitado hoje (21), que previa a base de cálculo da CSS. Sem esse artigo, fica inviabilizada a cobrança da contribuição.


A intenção de buscar uma solução para custear gastos na saúde desagradou ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Em um discurso enfático, com toques de ironia, ele transferiu para o Senado, onde o projeto terá de ser votado, o encargo de descobrir a fonte de recursos defendida pelos governadores e pela presidente da República.


Henrique Alves lembrou que o Senado derrubou, em dezembro de 2007, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a base governista na Câmara acabou ficando com o encargo de criar a CSS para substituir os recursos para a saúde.


"Senadores, o abacaxi agora passa para as mãos dos senhores e senhoras. Quando vocês chegarem a uma conclusão, nós estaremos esperando ansiosos a sábia proposta dos senhores", disse o líder do PMDB. Ele propôs um pacto para que a Câmara não se desgaste em busca alternativas.


Pressão


A maioria dos governadores defende a criação de um tributo nos moldes da extinta CPMF. Antes da votação, governadores e representantes de 21 Estados desembarcaram em Brasília para tentar convencer os líderes partidários da necessidade de buscar esse dinheiro novo.


"Todos os governadores foram firmes e categóricos na necessidade de busca de novas fontes de financiamento para a saúde. Não há, no entanto, acordo para a criação de um imposto nos moldes da extinta CPMF", disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anfitrião do encontro com 14 governadores e 7 vice-governadores e representantes dos Estados.


Para atender ao apelo dos governadores e do Palácio do Planalto, Maia decidiu criar uma comissão para estudar novas fontes de financiamento para a saúde. "Essa comissão vai pensar fontes alternativas para financiar a saúde. Mas não é para agora", afirmou o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). O projeto define que caberá à União destinar à saúde o mesmo valor do ano anterior, mais variação do Produto Interno Bruto (PIB). Os Estados devem destinar 12% e os municípios, 15% das receitas. Nos EUA, a presidente Dilma foi informada do resultado.


Fonte:O Diário de Mogi