domingo, 4 de setembro de 2011

Fundadores apontam o PSD como 3ª maior sigla


Primeiras fichas de filiação foram assinadas; para Kassab, bancada vai superar o PSDB
Iuri Pitta / SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo
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Ao lado de Kassab, Afif foi o primeiro a assinar a ficha de filiação - Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
Ao lado de Kassab, Afif foi o primeiro a assinar a ficha de filiação
Faltam o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o reconhecimento de 490 mil assinaturas, mas o PSD já é considerado partido de fato por seus fundadores, que assinaram nesta sexta-feira, 2, em São Paulo, as primeiras fichas de filiação e anunciaram ser a "terceira maior força política do País". O raciocínio leva em conta o tamanho da bancada da Câmara dos Deputados: 44 parlamentares exercendo o cargo e 4 ocupando secretarias estaduais, segundo o prefeito de São Paulo e presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.


Hoje, o PSDB é a terceira maior bancada da Câmara, com 53 deputados, atrás de PT (86) e PMDB (80). Ou seja, para superar os tucanos, Kassab teria de atrair parlamentares do PSDB para seu novo partido.


Na sexta, depois de assinar sua própria ficha de filiação e celebrar o nascimento do PSD, o prefeito mostrou otimismo. "Nós temos a expectativa de que, nos próximos dias, tenhamos a adesão de alguns outros deputados federais, podendo, portanto, ultrapassar 50 (parlamentares)."


Centro. Atrás do palco do pequeno auditório do Edifício Praça da Bandeira – o antigo Joelma –, o PSD aparecia em um logotipo com as cores da bandeira nacional e em letras minúsculas que, se invertidas, mantinham a mesma forma. Para Kassab, é a melhor imagem do que será a nova sigla. "Podem virar de ponta-cabeça, de lado, podem jogar para cima ou para baixo. Seremos e somos de centro", disse o prefeito. Questionado se o logotipo era definitivo, Kassab afirmou que "pode mudar, se surgir ideia melhor".


Primeiro a assinar a ficha de filiação ao PSD, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que o partido "mexeu com as placas tectônicas da política brasileira". Em discurso, ele chegou a citar reportagem do Jornal Nacional sobre nomes de mortos incluídos nos abaixo-assinados para a criação do PSD em Tocantins, Estado da senadora Kátia Abreu – ela e o senador Sérgio Petecão (AC) aderiram à nova legenda.


"Aquilo foi armado. Eles não querem que o nascimento do partido antes de 7 de outubro", afirmou Afif, citando o prazo limite para a filiação partidária de candidatos a prefeito e vereador em 2012. "Não são democratas. Estão mais afinados com a ditadura que com a democracia", atacou o vice-governador.


Em Brasília, o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), acusou Kassab de "criar um factoide" ao comemorar o registro do PSD em dez Estados. "Ele quer criar um fato consumado aproveitando-se do desconhecimento de parte das pessoas", criticou. "Eles cumpriram uma parte da obrigação, ainda estão devendo 300 mil assinaturas", completou o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO).


Fonte:Estadão.com.br

Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XV)


Às vésperas da inauguração do 32º Batalhão da Polícia Militar de Suzano, Waldemar Costa Filho ligou para o delegado seccional de Polícia, Carlos José Ramos da Silva, perguntando se ele iria à solenidade. Diante da resposta positiva, pediu uma carona. Tudo acertado, no dia do evento, "Casé" chegou para buscar Waldemar ao volante de automóvel Santana, devidamente descaracterizado de qualquer indício de que servia à Polícia Civil. Waldemar refugou: "Mas neste carro? Eu quero ir de viatura!" – bateu o pé. Vendo que não adiantava contestar, o delegado ligou para o Garra de Mogi e solicitou duas viaturas. Uma serviria como escolta, para qualquer eventualidade. Waldemar entrou no carro e logo indagou: "Não vai ligar a sirene? Eu quero que ligue a sirene!". "Casé" acionou o equipamento e lá se foram eles. Foi só o prefeito notar que a segunda viatura os seguia para voltar à carga: "Por que duas viaturas?" O delegado explicou que se tratava de uma medida de praxe, pois se acontecesse algo durante a viagem – um assalto, por exemplo –, ele teria que passar a atender à ocorrência de emergência e perderia a solenidade. Num caso como esse, os policiais da segunda viatura se encarregariam do caso, permitindo que o seccional fosse cumprir o compromisso. A resposta decepcionou Waldemar que, finalmente, abriu o jogo: "Mas se tiver uma ocorrência, eu quero justamente é ir pegar bandido junto com o senhor. Eu estou louco para que isso ocorra e já estou até pronto para isso", disse ele, abrindo a pasta tipo 007 e expondo ao delegado um enorme revólver calibre 38. Para azar do prefeito, nada de excepcional ocorreu na viagem até Suzano. A história foi lembrada à coluna, pelo próprio Carlos José, hoje delegado aposentado.

Prévia – 1
Enquanto o PT de Mogi definiu, de pronto, o seu candidato a prefeito – o advogado Marco Soares –, em Suzano o partido já estaria avaliando a possibilidade de recorrer a uma prévia para escolha de seu prefeiturável para 2012.

Prévia – 2
Segundo fontes ligadas ao partido, se a prévia ocorrer, a disputa será entre os secretários Walmir Pinto (Cultura), Valdicir Stuani (Promoção da Cidadania e Inclusão Social) e o atual presidente da agremiação, Vanderli (Derli) Dourado.

Candidatura
O PMDB poderá ganhar um reforço de peso em sua chapa de vereadores para o próximo ano. Joel Avelino Ribeiro, no partido há mais de 35 anos, desde os tempos do MDB, avalia uma provável candidatura. Ex-funcionário da Motorádio e da Eletropaulo, onde participou de comissões de empregados, Joel ganhou notoriedade nacional ao enfrentar ministros de Collor, em 94, por aumento do salário-família.

Orçamento
Valeu o empenho do deputado Gondim Teixeira (PPS): a Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia marcou para o dia 24 de outubro, na Câmara de Mogi, a audiência pública para apresentação de prioridades do Alto Tietê a serem incluídas no Orçamento do Estado. Até a intervenção do deputado, a Região estava fora dos 22 encontros realizados pela Comissão em todo o Estado.

Orgânicos
Aprovado pelas comissões permanentes da Assembleia, está pronto para ser votado o projeto de lei que regulamenta a certificação de produtos orgânicos no Estado. Detalhe: a proposta foi apresentada pelo atual prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), quando ainda era deputado estadual.
O que precisamos cuidar é da qualidade de vida porque não podemos colocá-la em risco em função do crescimento.
Marco Bertaiolli, prefeito de Mogi, sobre os riscos impostos à Cidade pelo desenvolvimento acelerado

Fonte:O Diário de Mogi

Roubo de carga cresce na Região


MARA FLÔRES
Ao contrário do verificado na maioria das regiões brasileiras, as estatísticas do primeiro semestre deste ano indicam uma tendência de aumento nos roubos de carga no Alto Tietê. Só nos seis primeiros meses de 2011, 144 ocorrências foram contabilizadas nos municípios locais, segundo dados da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), o que corresponde a 70% do total de registros feitos no ano passado inteiro – em 2010, foram 206 casos. As estimativas do último semestre apontam para um prejuízo de R$ 6 milhões aos transportadores que trafegam pelas avenidas e rodovias que cortam a Região.
Os dados da Fetcesp mostram que a maioria dos roubos de cargas aconteceu nas áreas urbanas municipais. Foram 88 ocorrências, sendo que Itaquaquecetuba lidera o ranking com 32 casos, seguida de Suzano, com 16 registros, e de Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos, com 11 casos cada uma. As rodovias, por sua vez, somaram 56 roubos e as mais visadas pelos marginais foram a Presidente Dutra, a Mogi-Dutra e a SP-66 (veja quadros nesta página).
Ainda que não coloque a Região entre as áreas mais críticas em roubos de carga no Estado de São Paulo - que são a Capital, Campinas e Jundiaí -, o índice de ocorrências registrado no primeiro semestre acendeu a luz de alerta sobre o Alto Tietê. "No cenário estadual, a área de Mogi ainda não está entre as mais perigosas, mas dentro da realidade regional, as estatísticas são preocupantes porque indicam um crescimento no número de ocorrências quando a tendência geral é de queda", ressalta o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da Federação das Empresas.
Os dados da Fetcesp mostram que depois de atingir o auge de ocorrências em 2008 e 2009, com 219 e 283 registros, respectivamente, o Alto Tietê contabilizou uma queda nesse tipo de crime no ano passado – foram 206 casos. Mas o balanço do primeiro semestre de 2011 aponta para uma nova elevação dos indicadores e, se mantida a tendência registrada de janeiro a junho, a Região poderá chegar ao final deste ano com números até superiores aos de 2009.
"Não existe um raciocínio lógico para explicar isso. Mas uma situação que pode estar influenciando nesses números da Região é o reforço no policiamento ocorrido na Capital, em especial, nas marginais Tietê e Pinheiros. Quando há uma concentração maior de esforços num determinado local, a tendência é de que haja um deslocamento das ocorrências. Como dizem, bandido não muda de profissão, mas muda de lugar. Então, como está mais difícil agir na Capital, os marginais podem estar atuando mais nas outras localidades, como no Alto Tietê", destaca o coronel. "Compete, agora, as autoridades policiais tomarem providências para reduzir essas ocorrências na Região. Essas estatísticas chegam aos comandos e a sua finalidade é exatamente ajudar nas estratégias de policiamento", acrescenta o assessor de segurança.
No geral, em 22% dos casos as quadrilhas levam não só a carga, como também os caminhões e carretas, aumentando ainda mais os prejuízos. Mas, normalmente, o alvo principal dos ladrões são os carregamentos. No Alto Tietê, as ocorrências registradas no primeiro semestre indicam que as cargas fracionadas são as mais roubadas (10 casos), seguidas daquelas formadas por produtos metalúrgicos (7), alimentícios (6) e químicos (6).
No que se refere as áreas urbanas, apenas Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Branca (incluída pela Federação no eixo do Alto Tietê, por conta da Rodovia Nilo Máximo – SP-77 -, que liga o município a Salesópolis) não tiveram registros de roubos de carga no último semestre. Em compensação, só Itaquaquecetuba e Suzano somaram 48 ocorrências, ou seja, mais da metade dos casos que tiveram avenidas e estradas como o ponto de partida das ações dos marginais.
Agora, quando as quadrilhas preferem rodovias, a Presidente Dutra é o principal alvo no Alto Tietê. Foram 39 ocorrências no primeiro semestre só no trecho que corta a Região, mais precisamente, os municípios de Arujá e Santa Isabel.
Mas são os números registrados na Rodovia Mogi-Dutra que chamam a atenção da Fetcesp. A estrada apareceu pela primeira vez com destaque nas estatísticas oficiais em 2008, quando contabilizou 18 roubos de carga. A publicidade dada ao fato gerou operações policiais que acabaram contribuindo na redução dos casos registrados em 2009 e em 2010 – seis e três. Porém, só no primeiro semestre deste ano foram sete registros. "Possivelmente, houve um relaxamento na atenção dessa rodovia", comenta o coronel.
Além da Mogi-Dutra, as rotas mais perigosas para os transportadores de cargas no Alto Tietê são a Rodovia SP-66, no trecho entre Itaquaquecetuba e Suzano (quatro ocorrências), a Ayrton Senna (3) e a Índio Tibiriçá (2). A Mogi-Bertioga, que é campeã em acidentes, teve um único roubo de carga até o momento.
Cenário
Em todo o Estado de São Paulo, foram 3.345 roubos de carga registrados no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a um prejuízo estimado em R$ 148,7 milhões (a conta é feita a partir dos valores dos seguros pagos). Apesar de significativos, os números ainda são 8,2% menores do que os registrados em 2010.
As estatísticas da Fetcesp mostram que 51,63% das ocorrências do Estado são registradas na Capital, seguida das rodovias (21,97%), da Grande São Paulo (17,25%) e do Interior (9,15%).
Os dados também revelam que as terças e quartas-feiras são os dias da semana que mais contabilizam ocorrências, enquanto que os sábados e domingos registram os menores índices. E não pense que o período noturno é o mais perigoso. Segundo as estatísticas, os horários preferidos para a ação dos marginais são entre 10 e 12 horas (19,40% dos casos), 12 às 14 horas (16,14%) e entre 8 e 10 horas (14,14%).

Fonte:O Diário de Mogi

Banco depende de área comercial



situação Pedro de Morais precisa se deslocar a Braz Cubas; Osvaldo conta que Santander tem interesse


DANILO SANS
Apesar de a Prefeitura de Mogi das Cruzes ter solicitado a instalação de uma agência bancária em Jundiapeba a representantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, duas destas instituições já demonstraram que não há interesse na proposta. Mas, de acordo com o vereador Osvaldo Pereira dos Santos (PPR), só falta disponibilidade de um prédio comercial para a vinda de uma delas ao Distrito.


O vereador Osvaldo, um dos representantes de Jundiapeba no Legislativo, diz que havia entrado em contato com o Banco Santander. "O pessoal está com dificuldades em conseguir um prédio para instalação da agência", conta. Ele fala, ainda, que um empresário da região se prontificou a conseguir o esse imóvel e que o Distrito poderia contar com esta agência até o final deste ano. Osvaldo disse, ainda, que se reuniu há um mês com representantes do Banco do Brasil, que confirmaram que não havia possibilidade de trazer uma unidade bancária para Jundiapeba.


Com diz o vereador Expedido Ubiratan Tobias (PR), representante de Jundiapeba no Legislativo, há um abaixo-assinado com 10 mil assinaturas de moradores do Distrito, o que por si só deveria comprovar essa demanda. "O pessoal precisa ir até Braz Cubas, que tem seis agências, para efetuar qualquer operação bancária", comenta.


O comerciante Pedro de Moraes, de 49 anos, é um dos que vai a Braz Cubas sempre que precisa de um banco. "Queremos uma agência aqui, é uma vergonha que isso ainda não tenha acontecido. O Distrito está crescendo, mas a estrutura não acompanha. A vinda de um banco facilitaria a vida de muita gente", conta. Ele acredita que a implantação de uma agência melhoraria, inclusive, o problema de segurança no centro do Distrito, já que ele seria mais valorizado.


A assessoria de imprensa do Banco do Brasil se limitou a dizer que não há estudos e nem previsão para instalação de uma agência em Jundiapeba. A Caixa Econômica Federal idem, mas informou que novas casas lotéricas estão sendo instaladas, o que pode também servir para constatar se a demanda pede ou não uma agência no local. A assessoria do Santander não comentou a afirmação dos vereadores.


Fonte:O Diário de Mogi