O candidato que o presidente do PTB de Mogi, João Gilberto Moro, vinha guardando a sete chaves para concorrer pelo partido às próximas eleições municipais é o empresário do setor supermercadista, Ronaldo Alabarce. Jovem e com fortes ambições na área política, ele já recebeu o aval do presidente regional do partido, o deputado Campos Machado, que estaria muito otimista com o potencial que o virtual concorrente ao pleito do próximo ano poderá significar para sua agremiação na Cidade. Machado aposta que, com Alabarce candidato a prefeito, o PTB terá chances de chegar à Prefeitura e, mais que isso, aumentar sua bancada na Câmara Municipal, hoje restrita a um vereador, Olímpio Ossamu Tomiyama. Por conta de todo esse entusiasmo, o presidente já teria se negado até mesmo a discutir possíveis coligações com outros virtuais candidatos, já em evidência no Município. O nome vinha sendo mantido sob absoluto sigilo para não se quebrar o impacto do anúncio a ser feito mais adiante, num período próximo da futura eleição para a Prefeitura. Questionado várias vezes pela coluna sobre o virtual candidato petebista, Gilberto Moro sempre procurou manter o suspense, afirmando que seria um nome capaz de provocar "uma grande surpresa" por suas "reais chances de eleição". Não é de hoje que Ronaldo Alabarce sonha em ingressar na política como candidato a prefeito de Mogi. Sonha em administrar a Cidade com a mesma desenvoltura e sucesso com que trata seus negócios na iniciativa privada. Um dos três irmãos proprietários da rede Alabarce de supermercados, o jovem ainda não confirmou o ingresso definitivo na vida política. Mas, pelo andar da carruagem, pode estar chegando o momento do teste definitivo de sua popularidade. Vale esperar para conferir.
Efeméride
O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) faz aniversário hoje. Completa 62 anos. Uma data que talvez explique o inferno astral em que o político se encontra desde que vieram à tona as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes, onde ele dava as cartas, havia um bom tempo.
PCC
Passados mais de cinco anos dos ataques de integrantes do PCC, que aterrorizaram a população e também os órgãos de segurança, o 1º Distrito Policial de Mogi ainda mantém, em suas proximidades, os enormes obstáculos de cimento, usados na época para impedir a aproximação de veículos que pudessem significar riscos à instituição. Ou seja, a lembrança do PCC impede, até hoje, que a população transite livremente junto ao DP.
"Pindura"
Os donos de restaurantes que se cuidem: um grupo de estudantes de Mogi promete repetir, durante o dia de hoje, a tradição usada para festejar o aniversário da criação dos primeiros cursos superiores de Direito do Brasil, em 1827, pelo imperador D. Pedro I. Na data em que se comemora também o aniversário da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, futuros advogados costumavam comer e beber e mandar os donos dos estabelecimentos "pendurar" as contas, para sempre esquecidas.
Enfim...
Um conhecido banco estatal está à procura de um imóvel na região de Jundiapeba para instalar a primeira agência bancária do Distrito. Ainda não encontrou, mas seus dirigentes acreditam que tudo será apenas uma questão de tempo. A chegada do banco àquela localidade é uma das mais antigas reivindicações da população.
Falecimento
Será sepultado hoje, no Cemitério São Salvador, o corpo do comerciante José Rosa, 67 anos, que faleceu ontem, em Mogi, vítima de pneumonia. Deixa a mulher Janete, filhos e netos. Rosa atuou na área da panificação da Cidade e, nos últimos tempos foi proprietário do Bar e Bilhar Bola Sete, no Bairro do Mogilar.
Fonte:O Diário de Mogi
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Trens de carga terão novas linhas
Mariana Leal
Em Suzano, as obras de segregação das linhas férreas operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e pela MRS Logística - responsável pelo transporte de cargas -, terão início no próximo dia 22. Itaquaquecetuba e Poá já recebem os trabalhos, previstos para serem entregues em setembro de 2012, desde julho. Das três, Suzano contará com o maior volume de intervenções, por conta de um viaduto que deverá ser construído após a estação ferroviária até o Jardim Belém, no sentido de Mogi das Cruzes.
Ontem pela manhã, o prefeito Marcelo Cândido (PT) recebeu em seu gabinete o gerente de relações institucionais da MRS, José Roberto Lourenço, que explicou as obras a serem implementadas no município, que compõem uma das etapas da Operação Urbana Orla Ferroviária e prevê reestruturação de acessos viários e recuperação arquitetônica e paisagística. O custo total não foi divulgado.
"De Itaquá até Suzano existem, hoje, duas linhas férreas que são divididas entre CPTM e MRS, que sempre fica sempre com a da direita. Para que a segregação ocorra, será necessária a construção de uma terceira via à esquerda, destinada apenas ao transporte de cargas. Quando passamos pela Estação de Suzano, o acesso para a MRS deve cruzar o da CPTM para seguir em direção a Rio Grande da Serra, então entra o viaduto ferroviário, que terá mil metros de extensão", descreve.
Por causa desta obra, 111 famílias do Jardim Belém deverão deixar suas casas. De acordo com Candido, trata-se de uma área irregular, uma faixa ferroviária invadida, mas nem por isso elas ficarão desamparadas por parte da Prefeitura. Neste primeiro momento dos trabalhos, somente 18 serão retiradas. "Temos ofertas de vagas habitacionais dentro ‘Minha Casa, Minha Vida’, em construção no Jardim Varan, suficientes para atender estas pessoas. Aqueles que estão saindo antes receberão uma verba de 10 salários mínimos para procurar suas próprias casas ou serão incluídos no aluguel solidário até serem contemplados no programa do Governo Federal. O espaço onde hoje estão os imóveis será recuperado e haverá uma rua pavimentada acompanhado o muro da CPTM", explica o chefe do Executivo suzanense.
Outro ponto dentro do município que passará por intervenções é o viaduto Ryu Mizuno, principal acesso a Poá. O elevado passa por cima da via férrea e deverá ter sua estrutura recuperada e alargada para viabilizar a construção de outras três linhas. Para tanto, ficará interditado por um período de no máximo 90 dias, a partir de janeiro do próximo ano. Além disso, a Operação Urbana Orla Ferroviária inclui parceria com a MRS Logística e prevê a revitalização de trechos da Rua Paul Percy Harris e das avenidas Brasil, Jorge Bey Maluf e Major Pinheiro Fróes. "Serão grandes obras na Cidade, mas estudaremos para que elas gerem o menor impacto possível na vida das pessoas Esperamos que, finalizando estes trabalhos, a relação entre transporte de cargas e passageiros, que cresce e por isso demanda obras, assim como as que acontecem na Estação de Suzano, seja melhorada", pontua Candido.
Fonte:O Diário de Mogi
‘Semae nunca recebeu compras’
JÚLIA GUIMARÃES
Boa parte dos produtos relacionados em notas fiscais emitidas pela empresa Michele Trading em nome do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) jamais teria sido de fato fornecida à autarquia. A conclusão é do Ministério Público de Mogi das Cruzes e foi feita a partir da análise de documentos e da coleta de depoimentos de servidores municipais, como parte do inquérito civil público de apuração do suposto esquema de fraudes de licitações e desvio de dinheiro público no Semae. As investigações concluídas recentemente deram origem à ação de responsabilidade civil por ato de improbidade administrativa, proposta pelos promotores na última semana, com pedido de condenação dos possíveis responsáveis pelas irregularidades.
No total, segundo a acusação, foram assinados nove contratos fraudulentos entre o Semae e a empresa Michele Trading Ltda., que resultaram em 25 procedimentos de pagamento que somam R$ 1.100.407,72 (confira nesta página as relações das licitações e dos pagamentos supostamente irregulares). Os promotores Alexandre Mauro Alves Coelho e Omar Mazloum, que assinam a ação, concluíram que os prejuízos aos cofres públicos chegam ao valor atualizado de R$ 3.435.989,22. O rombo, conforme apontado nas investigações, foi possível, basicamente, graças a dois procedimentos irregulares. O primeiro deles era a manipulação dos procedimentos licitatórios para garantir que a Michele Trading vencesse as concorrências. O segundo passo consistia na falsificação das requisições de novos produtos e das declarações de recebimento de material no setor de almoxarifado do Semae.
As primeiras constatações de que os produtos adquiridos pelo Semae não eram fornecidos foram feitas ainda no começo das investigações, quando o Ministério Público realizou a primeira diligência à sede do Semae. Durante o procedimento de busca e apreensão, autorizado pela Justiça, o promotor Alexandre Coelho fez a comparação das notas fiscais com os registros de entrada e saída de produtos do almoxarifado. Na ocasião, a servidora Denise Gianotti, encarregada do setor, admitiu que - agindo por orientação do ex-chefe de Divisão, Felipe Jacques da Silva Peres, teria declarado falsamente o recebimento de mercadorias constantes em notas fiscais emitidas pela Michele Trading, sem que os produtos fossem de fato fornecidos. Ela relatou que, em razão disso, muitos produtos, como blocos de concreto, arames e lustra-móveis, não seriam localizados.
A partir de tal depoimento, o Ministério Público realizou nova diligência, em imóvel da Rua Paulino de Souza Melo, na Vila Nova Aparecida, também usado como depósito da autarquia, a fim de constatar eventual existência do material de construção discriminado nas notas, como arames (farpado e cozido), blocos de concreto (tipos estrutural, de vedação, curvo e canaleta), vergalhões e mourão de concreto armado. Porém, na ocasião, o servidor Zaqueu Cândido da Silva informou que, neste ano de 2011, não ingressaram no local quaisquer produtos do tipo. Todos os blocos encontrados no local, segundo o funcionário, teriam sido entregues por uma empresa de Biritiba Mirim, no ano passado.
O não fornecimento dos produtos também foi constatado pela Promotoria a partir de depoimento de funcionários de outros setores. Então diretora de Finanças do Semae, a servidora Maria do Carmo Fernandes relatou que recebeu, em seu setor, notas fiscais emitidas pela Michele Trading que indicavam compra de materiais não consumidos pela autarquia ou em quantidades bem superiores à necessidade do órgão. Ela afirmou que comunicou os fatos a Denise Gianotti e ao então diretor geral da autarquia, Edílson Mota de Oliveira, mas que nenhuma providência foi tomada. O tesoureiro Carlos Alberto Alves também afirmou que as notas emitidas em nome da empresa chamavam a atenção em decorrência do volume de material, que era muito elevado para a média dos serviços da autarquia.
Documentos
A partir da análise dos documentos apreendidos, os promotores Alexandre Coelho e Omar Mazloum concluíram também que as notas fiscais emitidas pela Michele Trading apresentam "os respectivos conhecimentos de transporte em branco e sem destaque", o que indicaria que "as mercadorias não foram transportadas". Ainda de acordo com a ação proposta pelo MP, o inventário do estoque do almoxarifado da autarquia, elaborado nos autos da sindicância determinada pelo Poder Executivo, apontam que o saldo de mercadorias existente em estoque fornecido pela Michele Trading "é irrisório e não comprova que os materiais constantes nas notas foram realmente fornecidos". A sindicância, cujo teor foi anexado aos autos do processo, concluiu que "a empresa fraudou a autarquia através da utilização de notas fiscais inidônias".
Fonte:O Diário de Mogi
Lixão não tem licença do Incra
Local Relatório apresenta falhas técnicas em projeto para instalação de aterro sanitário no Taboão
MARA FLÔRES
A inexistência de uma autorização do Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) é uma das principais deficiências técnicas apuradas pela Falcão Bauer no processo de licenciamento ambiental do aterro sanitário que a Construtora Queiroz Galvão pretende instalar no Distrito Industrial do Taboão. Os levantamentos feitos pela empresa confirmam que metade da área pleiteada para o empreendimento pertence à zona rural e, por isso, qualquer proposta de intervenção no local requer a aprovação prévia do órgão federal, o que não existe neste caso. Amanhã, às 14 horas, o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) receberá o relatório técnico final da Falcão Bauer, que será anexado ao relatório jurídico elaborado pela Administração, e entregue ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, junto com o pedido para arquivamento do processo do lixão. Isso deverá ocorrer já na próxima semana e, se ainda assim, o resultado não for favorável ao Município, o chefe do Estado adiantou que a Justiça será acionada.
"São várias as deficiências técnicas levantadas pela Falcão Bauer e, algumas delas, intransponíveis e suficientes para inviabilizar o empreendimento. Vou entregar pessoalmente o relatório para análise do secretário Bruno Covas e estou confiante no arquivamento definitivo do processo de licenciamento. Em último caso, vamos à Justiça e tenho certeza de que os argumentos que temos são suficientes para causar um grande embaraço jurídico", ressaltou ontem o prefeito Bertaiolli.
Além da questão do zoneamento rural, já levantado outras vezes, mas agora com o devido respaldo da Falcão Bauer, uma das mais respeitadas empresas de engenharia do País, o relatório técnico ambiental do Município aponta outras falhas no projeto da Queiroz Galvão, como a inexistência do detalhamento do que será feito com o chorume gerado pelo lixo e também de um estudo para atendimento do sistema viário. "O projeto não tem o volume de chegada de caminhões, o de saída e está comprovado que o sistema viário existente hoje não conseguirá atender a nova demanda", adiantou o chefe do Executivo. "Há várias fraudes no processo de licenciamento, tanto técnicas como jurídicas, que a Cetesb não poderia ter aceito, a começar do fato de se tratar de um novo projeto, que foi aceito como uma complementação do inicial. É isso que vamos mostrar com os relatórios que serão entregues ao Bruno Covas, ao governador Geraldo Alckmin, aos deputados, ao Ministério Público, enfim, a todas as autoridades", acrescentou.
A expectativa da Cidade é de que o processo de licenciamento do lixão seja arquivado pelo Estado antes mesmo que uma nova data seja agendada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para a realização da audiência pública, marcada inicialmente para junho e adiada por um prazo mínimo de 90 dias para que o Município pudesse analisar o projeto do empreendimento e emitir um parecer. Até o momento, não há nada oficial sobre a marcação de uma nova audiência.
Fonte:O Diário de Mogi
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