quinta-feira, 16 de junho de 2011

A portuguesa Rosa dos Anjos encontra seu primo em Mogi

Passavam-se alguns minutos das 8 horas de ontem quando o português Octávio dos Anjos Ferreira entrou na Redação de O Diário, em busca de informações sobre a prima Rosa dos Anjos Santos que, de Portugal, via Internet, havia solicitado à coluna que tentasse encontrar seu parente, morador de Mogi das Cruzes, o qual não via desde 1980 Em poucas palavras ele se identificou: "Sou assinante de O Diário há muito tempo e, logo pela manhã, começo a leitura do jornal pela coluna Informação, da segunda página. Hoje cedo, fui surpreendido com a nota", disse ele, confirmando o seu grau de parentesco com Rosa dos Anjos. Sorridente, ele comentou que já havia recebido telefonemas de amigos informando-o da notícia. Durante o pouco tempo em que esteve na Redação, seu telefone tocou várias vezes. Do outro lado da linha, amigos que tentavam lhe dar a boa nova. Ao celular, ele explicava que já deveria ter viajado para Portugal, mas que teve de adiar a visita por motivos pessoais. Da coluna ele recebeu cópia da mensagem enviada por Rosa, nascida em Alverca da Beira, Conselho de Pinhel, Distrito da Guarda, em Portugal, mas que atualmente reside na Figueira da Foz. Nela, a prima citava uma notícia obtida via internet, da coluna social de O Diário, onde é citado o casamento de um filho de Octávio, em 2008. De posse da informação, Rosa entrou em contato com a coluna, pedindo apoio para encontrar o seu familiar. Com o endereço eletrônico e do telefone da prima, Octávio prometeu que, ainda ontem, iria fazer contato com ela.


No Palácio

O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) encontra-se com o governador Geraldo Alckmin, às 10 horas de hoje, no Palácio dos Bandeirantes. Atendendo a convite do secretário Edson Aparecido, de Desenvolvimento Metropolitano, vai participar da solenidade da promulgação da lei que reorganiza a Região Metropolitana de São Paulo.




 Imigração


O Dia do Imigrante Japonês será comemorado com uma missa campal, domingo próximo, às 10 horas, na Praça dos Imigrantes, na confluência das Avenidas Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Fernando Costa. A celebração será promovida pelo Bunkyo – Associação Cultural de Mogi em parceria com a Associação Centro Cultural Esportivo de Mogi das Cruzes. Não há informações se o deputado Junji Abe será convidado.




 No Vale


O sócio do Imot de Mogi e especialista em doenças e cirurgias do joelho, médico Marcos Antonio Nali, falou sobre o tema "Fratura de Patela" durante a 1ª Jornada de Trauma do Membro Inferior, promovida pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, no último final de semana, em São José dos Campos. Médicos da Capital e do Vale do Paraíba participaram do evento.


Basquete


Desde que conquistou a classificação para o Campeonato Paulista, no último sábado, a equipe mogiana de basquete tornou-se a "menina dos olhos" do prefeito Bertaiolli, que está disposto a trabalhar para que a Cidade possa reviver os bons tempos do antigo time da Valtra. A recuperação, após um início claudicante, também foi a redenção para o secretário Nilo Guimarães, de Esportes, que comemorou como nos tempos em que era atleta da Seleção Brasileira.


Fonte:O Diário de Mogi

Santa Casa nega morte por infecção

MARA FLÔRES

A Secretaria de Saúde de Suzano e a direção da Santa Casa de Misericórdia negaram ontem, mesmo diante do laudo da Vigilância Epidemiológica Estadual publicado com exclusividade por O Diário anteontem e já em poder do Ministério Público (MP), a ocorrência de quatro mortes por infecção hospitalar – além de um quinto caso compatível - na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital, que está interditada desde o último dia 3, depois que nove bebês vieram a óbito no mês de maio, enquanto a média mensal até então era de dois falecimentos. Mesmo com reafirmações exaltadas de que não conhece oficialmente o documento, o que é contestado pela Secretaria de Estado da Saúde (leia mais nesta página), os representantes municipais informaram que já solicitaram a impugnação do laudo que atesta os óbitos e anteciparam que a Cidade depende de um repasse do Estado da ordem de R$ 500 mil para corrigir os problemas estruturais existentes no setor que, só então, poderá voltar a funcionar.


Ontem à tarde, mais uma vez, a Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Santa Casa convocaram entrevista coletiva para tentar, por meio de acusações ao Estado, Ministério Público e até mesmo à imprensa, minimizar o fato de nove bebês terem vindo a óbito num único mês na UTI Neonatal. Desde a divulgação das mortes de quatro recém-nascidos num intervalo de apenas 13 horas em meados de maio, os indicativos apontavam para um possível quadro de infecção hospitalar, suspeita essa confirmada pelo laudo da Vigilância Epidemiológica entregue na última segunda-feira ao MP, mas que o Município contesta insistentemente com o argumento de que os óbitos não passaram de uma fatalidade em razão do aumento da demanda, de se tratarem de bebês de alto risco (a UTI existe para atender exatamente esse tipo de paciente) e de que a interdição do setor só ocorreu por problemas estruturais.


"Negamos a morte por infecção hospitalar", declararam o interventor da Santa Casa, Marco Antonio Grandini Izzo, a secretária municipal de Saúde, Célia Bortoletto, e o médico neonatologista, Luiz Carlos Zamarco. "Fizemos análises em 30 pontos dentro da UTI. Se tivesse infecção, esse foco ia aparecer em algum lugar. Não tem ninguém mais interessado em resolver isso do que nós e se fosse infecção, não teria nenhum problema, iríamos resolver", assegurou a secretária, que se exaltou por várias vezes na entrevista. "Se fosse infecção hospitalar, o Estado mandaria remover as crianças que estavam na UTI e isso não aconteceu. A interdição se deu por problemas estruturais mas, daí, aparece esse relatório não sei de onde, para a imprensa e para o MP, e não aparece para mim. Então, eu posso achar que há algo contra mim", disse, em tom de vítima, Célia Bortoletto.


No final de 2009 e começo de 2010, quando a UTI Neonatal da Santa Casa de Mogi das Cruzes foi interditada por mais de uma vez em razão de mortes de bebês por infecção hospitalar, também não houve remoção dos recém-nascidos que se encontravam internados, apenas a proibição para o atendimento de novos casos, a exemplo do que feito agora em Suzano. Essa conduta costuma ser adotada justamente para que não ocorra o risco da infecção hospitalar se propagar para outras unidades de saúde e por conta da insuficiência do setor em disponibilizar transporte adequado (ambulâncias equipadas com UTI) para a remoção de todos os pacientes. Aliás, no auto de interdição imposto pelo Estado à Santa Casa de Suzano, consta que a Vigilância Sanitária Municipal é responsável pelos bebês que permaneceram na UTI Neonatal.


Ontem, a secretária de Saúde assegurou, no entanto, que os cinco leitos da unidade estão desocupados e assim deverão permanecer até que todas as adequações físicas sejam feitas e haja a desinterdição. Embora a ocorrência de infecção hospitalar seja negada veementemente por Suzano, o próprio médico neonatologista ressaltou que a morte de nove bebês num único mês não é uma coisa normal e afirmou que não é preciso ser médico para saber que pelo menos quatro dos recém-nascidos apresentavam um quadro inevitável de morte por conta de apresentarem baixíssimo peso e má-formação. Luiz Carlos Zamarco, no entanto, admitiu que os outros cinco bebês eram filhos de mães que apresentavam quadro de infecção precoce, o que levou as cinco crianças a óbito também por infecção, só que pré-existentes. Dentre esses cinco casos estão, segundo O Diário apurou, exatamente os quatro que a Vigilância Epidemiológica Estadual atesta como sendo por infecção hospitalar e o outro compatível com o mesmo quadro.


Fonte:O Diário de Mogi

Semae busca saída para evitar caos


O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) antecipou ontem que o Município estuda pelo menos quatro alternativas para captar investimentos e evitar o colapso do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). A meta é, dentro de 24 meses, colocar em prática a opção que for considerada a ideal para modernizar a autarquia e assegurar o pleno atendimento da população, sem que isso implique na venda ou na perda do controle do Semae. As propostas em análise contemplam desde empréstimos até a abertura de capital, passando também por Parcerias Público-Privadas (PPPs). A mais avançada, no entanto, é a de locação de ativos, modelo que a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) já faz uso e que foi adotado também por outras cidades que tem autonomia no serviço de água e esgoto, como Guaratinguetá, Limeira, Rio Claro e São José do Rio Preto.


A locação de ativos, como explicou o próprio prefeito, funciona como uma espécie de leasing de automóveis. No caso dos carros, o veículo é propriedade do banco enquanto as prestações são pagas pelos clientes que, só após a quitação, se torna dono. Em se tratando do Semae, o sistema consiste em abrir para o mercado a execução de alguns serviços estruturais. Ao invés de a autarquia construir as adutoras e reservatórios para atender o abastecimento de água, por exemplo, uma empresa implanta os equipamentos e o Município paga um aluguel pelo uso deles por um período pré-determinado. Vencido o prazo estabelecido, que pode ser de 60 meses ou mais, a adutora passa a ser de propriedade do Semae, sem que isso envolva qualquer parceria da empresa construtora com a autarquia.


"O principal aspecto dessa modalidade é a exigência de garantias. E o Semae tem como oferecer isso porque tem o monopólio da água e do esgoto na Cidade", argumentou o prefeito. "A locação de ativos é uma opção de captação de recursos que a Sabesp já lança mão e que oferece como vantagem a rapidez de atendimento da demanda", acrescentou Bertaiolli.


O prefeito adiantou que técnicos da Administração e do Semae estão debruçados em estudar as alternativas para captação de investimentos, com ajuda do Governo do Estado, mas que as conversas mais avançadas são em cima da locação de ativos. "Existem dezenas de cidades que estão usando essa modalidade e os nossos técnicos, inclusive, estão entrando em contato com esses municípios para verificar, na prática, como ela funciona e os resultados que traz", comentou Bertaiolli.


Sem qualquer receio, o prefeito admitiu as dificuldades do Semae para se modernizar e, principalmente, atender o crescimento da demanda populacional e atribuiu essa condição à falta de investimentos na autarquia nos últimos 30 anos. "O que se fez nessas décadas foi o feijão com o arroz, tanto que as nossas redes de água são formadas por canos de ferros com mais de 30 anos que vivem apresentando vazamentos. Para que o Semae possa modernizar o abastecimento de água e, assim, investir na coleta e tratamento 100% do esgoto, é necessário um orçamento de milhões que hoje a autarquia não tem capacidade de suprir. E se continuar assim, o problema não será hoje, mas sim daqui a10 anos, quando a Cidade poderá sofrer com falta de água por conta do colapso no Semae", alertou Bertaiolli.


O prefeito antecipou que, além da locação de ativos, as alternativas de investimento em estudo no Semae incluem a contratação de empréstimos, a abertura de capital para que pessoas físicas e jurídicas possam adquirir ações da autarquia, a locação de ativos e as PPPs, essa última bastante defendida pelos vereadores nos últimos dias. Bertaiolli observa, no entanto, que essa é a última opção pensada pelo Município, pois demandaria um longo período para implantação.


"Não adianta, agora, discutir os problemas existentes no Semae até porque eles são de conhecimento público. É lógico que estamos preocupados com os vazamentos de água, mas o principal é pensar o que fazer daqui para frente para que, daqui 10 anos, o Semae não entre em colapso", reafirmou.


Fonte:O Diário de Mogi

Servidores mantêm paralisação


REIVINDICAÇÕES Servidores estaduais da Saúde fazem mobilização em frente ao Hospital Dr. Arnaldo


MARIANA LEAL
Metade dos funcionários do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcante, o equivalente a 700 pessoas, ingressou na greve dos servidores públicos estaduais de saúde, que termina hoje na unidade, e tem início no Hospital Osíris Florindo Coelho, em Ferraz de Vasconcelos. A expectativa era de que 70% aderissem à causa, por isso, o atendimento não ficou comprometido. A paralisação da categoria por 48 horas consiste em chamar a atenção do Governo do Estado para as reivindicações de reajuste salarial, data-base e reajuste do vale-alimentação


"Pedimos, entre outros itens, um aumento de 26%, mediante perdas, do salário, já que a maioria recebe há mais de 20 anos somente dois salários mínimos. Queremos, também, um aumento no vale-alimentação e um plano de cargos, carreiras e salários", divulgou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde) - Região do Alto Tietê, Kátia Aparecida dos Santos, acrescentando que desde o dia 1º de março, que é a data base da categoria, as reivindicações estão sendo entregues à Secretaria de Estado da Saúde, mas nenhum retorno foi dado.


Ontem, uma comissão de 30 funcionários foi eleita para ir até a portaria do hospital e conversar com a imprensa. O atendente de enfermagem Mario Donizete Nogueira, 48, afirma que a paralisação aconteceu. "Estamos reivindicando melhorias veementes. Alguns de nós estão há quase 20 anos sem aumento, recebendo dois salários mínimos. É desrespeitoso", destaca.


A Secretaria de Estado da Saúde diz que não há um balanço da greve e dos atendimentos, pois os hospitais estão funcionando normalmente, contrariando o Sindicato. E disse, ainda, que se algo estiver acontecendo, é somente piquete.


Trem


Uma assembleia que será realizada hoje, às 18 horas, pelos sindicatos da Zona de Sorocabana e Central do Brasil, representantes dos ferroviários das linhas 8 (Diamante), 9 (Esmeralda), 11 (Coral) - que serve o Alto Tietê, inclusive Mogi -, e 12 (Safira), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), definirá se a categoria entrará em greve novamente ou não. O dissídio coletivo (de greve e econômico) também será discutido hoje, às 15h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).


A última proposta da CPTM apresentada no dia 10 de junho, previa reajuste salarial de 1,75%, além de aumento real de produtividade de 1,5%, que totaliza 3,27%. No entanto, a reivindicação da categoria consiste em um acréscimo de 8,25%. Caso a nova proposta não agrade o grupo, uma nova paralisação pode acontecer.


Fonte:O Diário de Mogi