Quando atuou em território brasileiro pela primeira vez, em abril de 1992, a questão ecológica ainda estava longe de se tornar uma das principais preocupações dos mogianos e demais brasileiros. Naquele dia, diante da surpresa da população de Angra dos Reis, 800 cruzes foram colocadas no páteo da usina nuclear de Angra I, numa referência ao número de mortes ocorridas no acidente nuclear da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, que aniversariava. Até então, os mogianos só sabiam das ousadas ações do Greenpeace, um dos primeiros grupos organizados em defesa do meio ambiente em todo mundo, quando seus membros, junto com a Organização Oikos, abortou duas tentativas da fábrica Produquímica de importar resíduos de metais pesados, sem a devida autorização dos órgãos ambientais. A pressão contra a empresa poluidora surtiu efeito: em 1993, o Brasil proibiu a importação de qualquer tipo de resíduo tóxico. Com a vinda oficial para o País, o Greenpeace passou a atuar mais diretamente contra a exploração da madeira na Amazônia e, depois, transgênicos, uso do gás CFC. Já no Século 21, o Greenpeace denunciou a contaminação do solo e água por substâncias conhecidas como Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). Empresas como Shell e Gerdau foram pressionadas pelo fim dos POPs e investimentos em tecnologias não poluentes. Todo esse perfil, somado a outras tantas ações espetaculares contra poluidores do meio ambiente, indica que o Greenpeace pode ser o aliado que ainda está faltando na luta de Mogi das Cruzes contra o lixão que se pretende implantar no Bairro do Taboão. Integrado por técnicos e especialistas ligados à questão ambiental, o Greenpeace pode se transformar numa poderosa fonte de subsídios para que a Cidade continue a enfrentar a toda-poderosa empreiteira, disposta a levar até o fim a proposta de implantar um gigantesco depósito de lixo na Cidade. O momento é oportuno para que organizações não governamentais, como os Guerrilheiros do Itapety, e outros integrantes de movimento se aproximem do Greenpeace. O resultado poderá surpreender a todos.
Hermanos
A Seleção da Argentina, que voltava de uma excursão pela Nigéria e Polônia, permaneceu hospedada no Guararema Park Hotel, durante a última terça-feira, depois que o avião que a conduzia para Buenos Aires foi desviado para São Paulo devido às condições adversas geradas no espaço aéreo pelas cinzas do vulcão chileno em erupção. Junto com os jogadores, o hotel de Guararema recebeu outros 120 passageiros do vôo procedente de Frankfurt, na Alemanha.
Homenagem
Os 21 ex-presidentes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes serão homenageados durante jantar que acontece amanhã, a partir das 20 horas, no Fornatta Di Napoli, no Mogi Shopping. O evento faz parte das comemorações dos 50 anos de fundação da entidade.
Modelo
Representantes das cidades de Florianópolis (SC) e Piracicaba (SP) estão agendando visitas a Mogi das Cruzes. Querem saber, em detalhes, como funciona o sistema de combate à violência infantil por meio da informatização do sistema municipal de saúde. Primeiros frutos da reportagem sobre o assunto mostrada no Jornal Nacional de segunda-feira passada.
País das maravilhas
Depois de terem experimentado pessoalmente, tempos atrás, o suplício de quem viaja em ônibus superlotados, os vereadores mogianos parecem ter se esquecido que o problema ainda persiste. Ontem, durante reunião da Comissão de Transportes, o assunto passou batido – tal qual um coletivo lotado –, esquecido tanto dos representantes da comunidade, como daqueles que já deveriam ter encontrado uma solução para o problema.
Fonte:O Diário de Mogi
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Infovia’ levará internet às escolas
TECNOLOGIA Nova Sala de Situação da Central Integrada de Emergências Públicas foi inaugurada ontem
SABRINA PACCA
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) afirmou, ontem, durante a inauguração da nova Sala de Situação da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), que Mogi das Cruzes possui, agora, uma "infovia", ou seja, 110 quilômetros de cabos de fibra ótica, responsáveis pela transmissão de imagens captadas pelas 283 câmeras de monitoramento espalhadas pelas ruas da Cidade e em prédios públicos. Com essa mesma rede integrada de fibra ótica, a Prefeitura, segundo o democrata, poderá implantar Internet em todas as escolas e postos de saúde e, inclusive, se necessário, utilizá-la como fonte para linhas telefônicas próprias do Executivo.
"Podemos, por exemplo, fazer a instalação de toda a telecomunicação interna da Prefeitura por essa "infovia". É fantástico. E é claro que sua utilização principal, que é para nos dar uma maior sensação de segurança e de coibir mesmo as ações de vandalismo e os crimes, já é boa por si só. Tudo isso não seria possível sem outras ações anteriores, como as trocas das 10 mil lâmpadas que fizemos, por outras mais econômicas e que iluminam melhor", explicou o prefeito.
O saguão principal da Prefeitura ficou lotado para a apresentação da nova Sala de Situação que funciona 24 horas por dia e é operada pela Guarda Municipal. Para a ampliação da Ciemp, a Prefeitura fez um investimento de quase R$ 2 milhões em câmeras e estrutura física. Os equipamentos de monitoramento, que são móveis, ou seja, ficam nas vias públicas, aumentaram de 32 para 77 e as câmeras fixas saltaram de 96 para 206, totalizando 283 novos equipamentos.
Além da maior quantidade, as câmeras ainda têm qualidade muito superior porque são digitais. Com isso, as imagens são muito mais nítidas, mesmo que se precise aproximá-la através de zoom. Durante a apresentação do sistema, o secretário municipal de Segurança Pública, Eli Nepomuceno, mostrou aos presentes - comerciantes, vereadores, policiais, líderes de bairro e funcionários públicos - uma câmera em tempo real, em Braz Cubas. O prefeito pediu para que ele desse um zoom na placa de um veículo que estava bastante distante e, mesmo assim, a imagem ficou nítida. "É a vantagem dos equipamentos digitais. Também levamos vantagem com relação ao armazenamento dessas imagens porque são mais leves e podem ser facilmente guardadas em arquivos, diferentemente do que tínhamos, até então", comentou o secretário.
Ele mostrou, ainda, alguns flagrantes de atos criminosos e de vandalismo captados pelas câmeras de monitoramento. Um deles chamou bastante atenção do público e ainda arrancou gargalhadas. De madrugada, um homem foi pego furtando uma residência, a pé. Ele foi filmado levando uma máquina de lavar roupas nos braços, pelo meio da rua. Em outra situação, a Ciemp registrou o flagrante de um roubo. A vítima estava sentada no ponto de ônibus, quando dois jovens apareceram e, usando de violência física, levaram dinheiro e pertences. Em ambas as situações, a Polícia Militar foi avisada e acabou prendendo os ladrões.
"É importantíssima essa integração entre a Prefeitura, por meio da Guarda Municipal, e a Polícia Militar. Sem dúvida nenhuma, a Ciemp e, ainda mais agora, com sua ampliação, contribui para a queda dos índices criminais e para o aumento da sensação de segurança", afirmou o comandante do CPAM/12, coronel Antonio Carlos Imperatriz, que prestigiou o evento.
Por fim, após nas apresentações em telões, o prefeito convidou o público para conhecer de perto a Central. Entretanto, por um problema técnico, o sistema ficou fora do ar, só retornando poucos minutos antes das 21 horas. "É que sobrecarregou porque estávamos mostrando em tempo real aqui para os convidados e como é um sistema pesado, demora para ser religado" , justificou Bertaiolli.
Fonte:O Diário de Mogi
SABRINA PACCA
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) afirmou, ontem, durante a inauguração da nova Sala de Situação da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), que Mogi das Cruzes possui, agora, uma "infovia", ou seja, 110 quilômetros de cabos de fibra ótica, responsáveis pela transmissão de imagens captadas pelas 283 câmeras de monitoramento espalhadas pelas ruas da Cidade e em prédios públicos. Com essa mesma rede integrada de fibra ótica, a Prefeitura, segundo o democrata, poderá implantar Internet em todas as escolas e postos de saúde e, inclusive, se necessário, utilizá-la como fonte para linhas telefônicas próprias do Executivo.
"Podemos, por exemplo, fazer a instalação de toda a telecomunicação interna da Prefeitura por essa "infovia". É fantástico. E é claro que sua utilização principal, que é para nos dar uma maior sensação de segurança e de coibir mesmo as ações de vandalismo e os crimes, já é boa por si só. Tudo isso não seria possível sem outras ações anteriores, como as trocas das 10 mil lâmpadas que fizemos, por outras mais econômicas e que iluminam melhor", explicou o prefeito.
O saguão principal da Prefeitura ficou lotado para a apresentação da nova Sala de Situação que funciona 24 horas por dia e é operada pela Guarda Municipal. Para a ampliação da Ciemp, a Prefeitura fez um investimento de quase R$ 2 milhões em câmeras e estrutura física. Os equipamentos de monitoramento, que são móveis, ou seja, ficam nas vias públicas, aumentaram de 32 para 77 e as câmeras fixas saltaram de 96 para 206, totalizando 283 novos equipamentos.
Além da maior quantidade, as câmeras ainda têm qualidade muito superior porque são digitais. Com isso, as imagens são muito mais nítidas, mesmo que se precise aproximá-la através de zoom. Durante a apresentação do sistema, o secretário municipal de Segurança Pública, Eli Nepomuceno, mostrou aos presentes - comerciantes, vereadores, policiais, líderes de bairro e funcionários públicos - uma câmera em tempo real, em Braz Cubas. O prefeito pediu para que ele desse um zoom na placa de um veículo que estava bastante distante e, mesmo assim, a imagem ficou nítida. "É a vantagem dos equipamentos digitais. Também levamos vantagem com relação ao armazenamento dessas imagens porque são mais leves e podem ser facilmente guardadas em arquivos, diferentemente do que tínhamos, até então", comentou o secretário.
Ele mostrou, ainda, alguns flagrantes de atos criminosos e de vandalismo captados pelas câmeras de monitoramento. Um deles chamou bastante atenção do público e ainda arrancou gargalhadas. De madrugada, um homem foi pego furtando uma residência, a pé. Ele foi filmado levando uma máquina de lavar roupas nos braços, pelo meio da rua. Em outra situação, a Ciemp registrou o flagrante de um roubo. A vítima estava sentada no ponto de ônibus, quando dois jovens apareceram e, usando de violência física, levaram dinheiro e pertences. Em ambas as situações, a Polícia Militar foi avisada e acabou prendendo os ladrões.
"É importantíssima essa integração entre a Prefeitura, por meio da Guarda Municipal, e a Polícia Militar. Sem dúvida nenhuma, a Ciemp e, ainda mais agora, com sua ampliação, contribui para a queda dos índices criminais e para o aumento da sensação de segurança", afirmou o comandante do CPAM/12, coronel Antonio Carlos Imperatriz, que prestigiou o evento.
Por fim, após nas apresentações em telões, o prefeito convidou o público para conhecer de perto a Central. Entretanto, por um problema técnico, o sistema ficou fora do ar, só retornando poucos minutos antes das 21 horas. "É que sobrecarregou porque estávamos mostrando em tempo real aqui para os convidados e como é um sistema pesado, demora para ser religado" , justificou Bertaiolli.
Fonte:O Diário de Mogi
Dilma agora tenta sair da berlinda
BRASÍLIA
Depois de enfrentar três semanas de desgaste e ouvir críticas por supostos imobilismo e falta de habilidade política, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a despedida de Antonio Palocci - homem forte do governo e ministro da cota do ex-presidente Lula - na tentativa de mostrar a mesma influência do início do mandato e ressaltar a imagem de chefe de seu próprio governo.
Em solenidade no Planalto, ela fez questão de dizer que escolheu sozinha a senadora Gleisi Hoffmann para substituir Palocci na Casa Civil e que não ficará "imobilizada". "Assim como estou triste pela saída de um parceiro de luta, não posso deixar de afirmar que estou satisfeita pela solução que encontrei para assegurar a imediata continuidade do trabalho do gabinete civil da Presidência da República", afirmou.
O discurso de Dilma teve um diferencial. Ao contrário de quase todos os pronunciamentos anteriores no Planalto, ela não citou Lula. No momento em que a demissão de Palocci é vista como verdadeiro início da gestão Dilma por setores políticos, a falta de referência da presidente ao seu antecessor foi observada por assessores de governo. Em alguns dos 58 discursos feitos no palácio e durante viagens, ela chegou a citar o ex-presidente três vezes.
Durante a crise, Lula deixou Dilma numa berlinda política depois que se deslocou para Brasília na tentativa de salvar Antonio Palocci, suspeito de tráfico de influência e enriquecimento ilícito. A intervenção de Lula no debate no governo sobre a permanência de Palocci foi o bastante para Dilma ser criticada nos holofotes pelos opositores e nos bastidores pelos aliados por suposta dependência em relação ao antecessor.
No discurso de despedida de Palocci, Dilma afirmou que também tinha relação política e pessoal com o petista, ensaiando um semblante de emoção para "lamentar" a saída do "querido amigo". "Agradeço do fundo do meu coração o que Antonio Palocci por tudo o que ele fez por mim, pelo governo e pelo Brasil."
Ela avaliou que o ministro demitido foi um dos "artífices da jornada vitoriosa" da campanha de 2010. "Eu estaria mentindo se dissesse que não estou triste", disse a presidente. "Tenho muitos motivos para lamentar a saída do ministro Antonio Palocci, motivos de ordem política, administrativa e pessoal."
Na solenidade de "recomeço" de governo, Dilma ensaiou uma crítica à atuação dos opositores e voltou a mandar o recado que reagirá a ataques. "É do jogo democrático enfrentarmos a oposição, quase sempre ruidosa, nem sempre justa", afirmou. "A pressão e as criticas não vão inibir a ação do meu governo", ressaltou. Durante a crise que culminou com a queda de Palocci, a presidente tinha dito que não era "refém" de aliados e opositores.
Depois, a presidente mandou a ministra se preparar para os "compromissos ousados" assumidos pelo governo. "Vamos manter a economia em crescimento, controlar a inflação, garantir a rigidez fiscal, criar mais e mais empregos, investir pesadamente em educação, fortalecer a nossa classe média e distribuir renda", disse. "Temos promessas e vamos cumpri-las", completou. "Tenho certeza que você será bem sucedida, pois a conheço bem e conheço as atribuições do cargo que você vai assumir."
Diante de Dilma, Gleisi disse que atuará na Pasta tendo como exemplo a presidente, a qual ocupou o cargo no governo de Lula. "Foi aqui nesta mesma Casa Civil que a presidente mostrou sua capacidade", afirmou. Gleisi, que também terá a função de fazer articulação política, elogiou lideranças do Legislativo. "A política dá sentido à técnica e essa técnica dá sentido à política".
Fonte:O Diário de Mogi
Depois de enfrentar três semanas de desgaste e ouvir críticas por supostos imobilismo e falta de habilidade política, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a despedida de Antonio Palocci - homem forte do governo e ministro da cota do ex-presidente Lula - na tentativa de mostrar a mesma influência do início do mandato e ressaltar a imagem de chefe de seu próprio governo.
Em solenidade no Planalto, ela fez questão de dizer que escolheu sozinha a senadora Gleisi Hoffmann para substituir Palocci na Casa Civil e que não ficará "imobilizada". "Assim como estou triste pela saída de um parceiro de luta, não posso deixar de afirmar que estou satisfeita pela solução que encontrei para assegurar a imediata continuidade do trabalho do gabinete civil da Presidência da República", afirmou.
O discurso de Dilma teve um diferencial. Ao contrário de quase todos os pronunciamentos anteriores no Planalto, ela não citou Lula. No momento em que a demissão de Palocci é vista como verdadeiro início da gestão Dilma por setores políticos, a falta de referência da presidente ao seu antecessor foi observada por assessores de governo. Em alguns dos 58 discursos feitos no palácio e durante viagens, ela chegou a citar o ex-presidente três vezes.
Durante a crise, Lula deixou Dilma numa berlinda política depois que se deslocou para Brasília na tentativa de salvar Antonio Palocci, suspeito de tráfico de influência e enriquecimento ilícito. A intervenção de Lula no debate no governo sobre a permanência de Palocci foi o bastante para Dilma ser criticada nos holofotes pelos opositores e nos bastidores pelos aliados por suposta dependência em relação ao antecessor.
No discurso de despedida de Palocci, Dilma afirmou que também tinha relação política e pessoal com o petista, ensaiando um semblante de emoção para "lamentar" a saída do "querido amigo". "Agradeço do fundo do meu coração o que Antonio Palocci por tudo o que ele fez por mim, pelo governo e pelo Brasil."
Ela avaliou que o ministro demitido foi um dos "artífices da jornada vitoriosa" da campanha de 2010. "Eu estaria mentindo se dissesse que não estou triste", disse a presidente. "Tenho muitos motivos para lamentar a saída do ministro Antonio Palocci, motivos de ordem política, administrativa e pessoal."
Na solenidade de "recomeço" de governo, Dilma ensaiou uma crítica à atuação dos opositores e voltou a mandar o recado que reagirá a ataques. "É do jogo democrático enfrentarmos a oposição, quase sempre ruidosa, nem sempre justa", afirmou. "A pressão e as criticas não vão inibir a ação do meu governo", ressaltou. Durante a crise que culminou com a queda de Palocci, a presidente tinha dito que não era "refém" de aliados e opositores.
Depois, a presidente mandou a ministra se preparar para os "compromissos ousados" assumidos pelo governo. "Vamos manter a economia em crescimento, controlar a inflação, garantir a rigidez fiscal, criar mais e mais empregos, investir pesadamente em educação, fortalecer a nossa classe média e distribuir renda", disse. "Temos promessas e vamos cumpri-las", completou. "Tenho certeza que você será bem sucedida, pois a conheço bem e conheço as atribuições do cargo que você vai assumir."
Diante de Dilma, Gleisi disse que atuará na Pasta tendo como exemplo a presidente, a qual ocupou o cargo no governo de Lula. "Foi aqui nesta mesma Casa Civil que a presidente mostrou sua capacidade", afirmou. Gleisi, que também terá a função de fazer articulação política, elogiou lideranças do Legislativo. "A política dá sentido à técnica e essa técnica dá sentido à política".
Fonte:O Diário de Mogi
Estragos: Ventos de 100 km/h provocam estragos
A manhã de ontem foi de muito trabalho na cidade: Defesa Civil, moradores e Bombeiros recuperavam os estragos provocados pelo vendaval de terça
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
No Mogi Moderno, a estrutura de uma quadra poliesportiva desabou por causa da ventania
Os ventos que atingiram Mogi das Cruzes na tarde e noite da última terça-feira podem ter chegado a 100 quilômetros por hora. A manhã de ontem foi de muito trabalho para quem teve prejuízos com o vendaval e precisou refazer telhados e muros e também para as equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e EDP Bandeirante Energia, que foram chamadas para diversas ocorrências, principalmente nos bairros Mogilar e Mogi moderno.
O vendaval foi intensificado por causa de um ciclone extratropical que chegou do Uruguai e se encontrou com ventos quentes e úmidos, vindos da Amazônia. A previsão do tempo para hoje é de chuva para o Norte do Estado, que poderá chegar a Mogi. Na sexta-feira, haverá queda de temperatura e a neblina predominará no início da manhã. As informações são do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).
O meteorologista do CPTEC/INPE, Olívio Bahia do Sacramento Neto, explicou que a baixa pressão propiciou as fortes rajadas de vento. "No outono, existem algumas aproximações de frentes frias, chove pouco e algumas condições de vento e ondas geram o fenômenos como os registrados", esclareceu.
O trabalho de limpeza de praças e reparos nas casas prejudicadas pelo vendaval foi intenso ontem pela manhã. Segundo informações da Defesa Civil, os problemas se concentraram mais na região central da cidade, como nos bairros Mogilar e Mogi Moderno. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam para podar as árvores que caíram com os ventos fortes.
O cenário era de galhos e árvores nas calçadas em muitos bairros. Em frente à Escola Estadual Firmino Ladeira, havia muitos galhos que foram retirados da instituição. O Corpo de Bombeiros informou que recebeu duas ocorrências de árvores caídas, uma delas foi registrada no Jardim Universo e a outra, em Jundiapeba.
Uma quadra poliesportiva na rua Ismael da Silva Melo foi um dos pontos mais críticos. A estrutura metálica que cobria a quadra, no Mogi Moderno, se soltou com as fortes rajadas de vento. Parte da cobertura atingiu o muro da casa vizinha. As pessoas que estavam lá no momento da queda contaram que sentiram medo. "O barulho foi grande e senti muito medo de morrer", declarou a vendedora Dirce dos Santos, 33 anos. Ela informou que tinha chegado do trabalho quando o incidente ocorreu. "Era 19 horas e todo mundo estava em casa", acrescentou.
Durante a ventania, dois funcionários estavam no local. Para Wesley Silva, 29, a estrutura estava em boas condições. "Não foi imprudência de ninguém, foi a natureza, porque o vento conseguiu retorcer os metais", afirmou. A Defesa Civil interditou provisoriamente o local, que será liberado após a retirada das estruturas danificadas.
Falta de energia
De acordo com a empresa EDP Bandeirante, por causa da chuva forte e do vendaval, alguns bairros de Mogi das Cruzes ficaram sem abastecimento de energia. São eles: Jundiapeba, Vila Santana, Jardim Camila, Vila Natal e Volta Fria.
Fonte:Mogi News
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
No Mogi Moderno, a estrutura de uma quadra poliesportiva desabou por causa da ventania
Os ventos que atingiram Mogi das Cruzes na tarde e noite da última terça-feira podem ter chegado a 100 quilômetros por hora. A manhã de ontem foi de muito trabalho para quem teve prejuízos com o vendaval e precisou refazer telhados e muros e também para as equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e EDP Bandeirante Energia, que foram chamadas para diversas ocorrências, principalmente nos bairros Mogilar e Mogi moderno.
O vendaval foi intensificado por causa de um ciclone extratropical que chegou do Uruguai e se encontrou com ventos quentes e úmidos, vindos da Amazônia. A previsão do tempo para hoje é de chuva para o Norte do Estado, que poderá chegar a Mogi. Na sexta-feira, haverá queda de temperatura e a neblina predominará no início da manhã. As informações são do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).
O meteorologista do CPTEC/INPE, Olívio Bahia do Sacramento Neto, explicou que a baixa pressão propiciou as fortes rajadas de vento. "No outono, existem algumas aproximações de frentes frias, chove pouco e algumas condições de vento e ondas geram o fenômenos como os registrados", esclareceu.
O trabalho de limpeza de praças e reparos nas casas prejudicadas pelo vendaval foi intenso ontem pela manhã. Segundo informações da Defesa Civil, os problemas se concentraram mais na região central da cidade, como nos bairros Mogilar e Mogi Moderno. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam para podar as árvores que caíram com os ventos fortes.
O cenário era de galhos e árvores nas calçadas em muitos bairros. Em frente à Escola Estadual Firmino Ladeira, havia muitos galhos que foram retirados da instituição. O Corpo de Bombeiros informou que recebeu duas ocorrências de árvores caídas, uma delas foi registrada no Jardim Universo e a outra, em Jundiapeba.
Uma quadra poliesportiva na rua Ismael da Silva Melo foi um dos pontos mais críticos. A estrutura metálica que cobria a quadra, no Mogi Moderno, se soltou com as fortes rajadas de vento. Parte da cobertura atingiu o muro da casa vizinha. As pessoas que estavam lá no momento da queda contaram que sentiram medo. "O barulho foi grande e senti muito medo de morrer", declarou a vendedora Dirce dos Santos, 33 anos. Ela informou que tinha chegado do trabalho quando o incidente ocorreu. "Era 19 horas e todo mundo estava em casa", acrescentou.
Durante a ventania, dois funcionários estavam no local. Para Wesley Silva, 29, a estrutura estava em boas condições. "Não foi imprudência de ninguém, foi a natureza, porque o vento conseguiu retorcer os metais", afirmou. A Defesa Civil interditou provisoriamente o local, que será liberado após a retirada das estruturas danificadas.
Falta de energia
De acordo com a empresa EDP Bandeirante, por causa da chuva forte e do vendaval, alguns bairros de Mogi das Cruzes ficaram sem abastecimento de energia. São eles: Jundiapeba, Vila Santana, Jardim Camila, Vila Natal e Volta Fria.
Fonte:Mogi News
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