sexta-feira, 20 de maio de 2011

Queiroz Galvão Gondim diz que lei permite aterro

Queiroz Galvão
Gondim diz que lei permite aterro
Deputado contou que foi alertado sobre a legislação municipal pelo presidente da Cetesb e recomenda mudança
Bras Santos
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
A empresa Queiroz Galvão pretende instalar um aterro sanitário no distrito do Taboão, considerado uma área de grande potencial industrial em toda a Grande São Paulo
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) afirmou ontem que a Prefeitura e a Câmara de Mogi das Cruzes precisam se livrar da Lei Municipal de número 4.953, aprovada em 1999 e que ainda estaria vigorando. Essa lei, alertou o deputado, permite a instalação de aterros sanitários e outros empreendimentos de grande impacto ambiental no distrito do Taboão, local onde a empreiteira Queiroz Galvão pretende construir um depósito regional de lixo.
De acordo com o deputado do PPS, as duas leis complementares aprovadas na administração do ex-prefeito Junji Abe (DEM) - hoje deputado federal - para revogar os efeitos da 4.953 foram consideradas inconstitucionais.
"O presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o engenheiro Otávio Okano, chamou a nossa atenção para a existência dessa lei", contou Gondim.

"Tivemos uma audiência com ele hoje (ontem) para tratar de outros assuntos, mas o tema ´aterro da Queiroz Galvão´ acabou aparecendo na conversa. Em dado momento, o presidente da Cetesb comentou que de nada adianta a cidade (representantes da sociedade civil) fazer o enterro simbólico do secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, e de outros representantes do governo estadual, sem resolver o problema da lei municipal, que estaria dando munição para a empresa continuar o processo de licenciamento do aterro", argumentou o parlamentar.
Depois da audiência com Okano, o parlamentar pediu a seus assessores que levantassem a lei municipal citada pelo presidente da Cetesb: "Descobrimos que essa lei (que permite a instalação de projetos de aterros e extração de areia) foi aprovada pela primeira vez em 1982. A Lei 4.953 de 1999 manteve as indicações da lei de 1982 e as leis complementares de 2006 (que alteravam as regras para uso e ocupação do solo no distrito do Taboão), propostas pela Prefeitura e aprovadas pela Câmara em 2006 com a finalidade de eliminar os efeitos da 4.953, foram consideradas inconstitucionais. Portanto, Mogi ainda mantém uma lei que permite que a Queiroz Galvão instale o seu aterro em Mogi. Avalio que o prefeito da cidade (Marco Bertaiolli - DEM) e a Câmara trabalhem para revogar essa lei de 1999", recomendou o deputado.
Ele acrescentou que, apesar de o município não ter eliminado a legislação municipal que permite obra de aterro, a Frente Parlamentar que luta contra a instalação do aterro da Queiroz Galvão em Mogi continuará trabalhando para barrar o empreendimento.

"Estamos questionando o prejuízo ambiental que esse projeto representa para o Taboão e para a cidade. Por outro lado, defendemos a adoção de novos processos para redução da quantidade de lixo que enviamos aos aterros".
O deputado também garantiu que vai defender a cidade na reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), no próximo dia 25. "Vamos participar da audiência que tratará sobre o projeto da Queiroz Galvão para Mogi". A Prefeitura de Mogi deverá e manifestar hoje sobre a lei citada por Gondim.

Fonte:Mogi News

jundiapeba: Pronto Atendimento será entregue até julho

jundiapeba
Pronto Atendimento será entregue até julho
Unidade de saúde 24 horas irá desafogar o Pró-Criança. A previsão é de que o prédio da Unica também fique pronto no segundo semestre
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Bertaiolli entregou cartões do novo sistema de saúde aos usuários do serviço público ontem, durante visita ao Cras de Jundiapeba
A unidade de Pronto Atendimento 24 horas de Jundiapeba deve ser entregue até o fim de julho. A estrutura terá como principal objetivo desafogar o Pró-Criança. Além desse investimento, a previsão é de que a Unidade Clínica Ambulatorial (Unica) seja entregue também no segundo semestre. As informações foram divulgadas na visita do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) ao Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do distrito.

Os moradores de Jundiapeba puderam ter contato com o novo Sistema Integrado de Saúde (SIS) implantado nas últimas semanas na cidade. O prefeito aproveitou para entregar simbolicamente sete cartões. "A meta é ir a todos os postos de saúde. Estamos tendo uma boa acolhida das pessoas. O sistema que passou a funcionar dia 5 de abril, na verdade, começou a ser desenvolvido em outubro do ano passado para garantir o seu funcionamento", explicou. Ele contou que três unidades que seguem o modelo do Pró-Criança serão inauguradas na cidade. "Nós estamos fazendo três novas estruturas de pronto atendimento. Aproveitamos as instalações já existentes dos postos 24 horas e inserimos farmácia, raio-X digital e pediatra 24 horas por dia. A unidade do Jardim Universo já está funcionando, o que ajuda a desafogar o Pró-Criança. No dia 20 de junho a unidade na Vila Suissa, em César de Souza, será entregue. No fim de julho será a vez de Jundiapeba", acrescentou.

Com o sistema implantado recentemente o Ligue Médico foi aposentado. "Quando o Ligue Médico funcionava eram cerca de 60 mil ligações por mês. Com o novo sistema foi para 47 mil, o que representa 13 mil ligações a menos. Até agora quatro mil agendamentos foram feitos pela Internet e cinco mil retornos foram marcados", destacou Bertaiolli.
Uma das questões levantadas pelas pessoas que participaram do evento foi em relação à marcação de consultas com médicos especialistas. "O Unica contará com vários serviços. Teremos especialistas e uma grande estrutura. Inclusive, com uma piscina para as pessoas com mais de 60 anos poderem fazer hidroginástica. O local apenas não poderá comportar internações, mas acredito que até pequenas cirurgias poderão ser feitas", explicou.
O prefeito destacou o início das obras da unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 25, às 10 horas. "É uma expectativa muito grande. Conseguimos o terreno, fizemos a terraplanagem e a AACD abriu a licitação para a empresa que vai construir o prédio e ela também já foi definida. Esperamos que até o fim do ano o prédio seja construído", informou. Ele disse que, no dia do lançamento da pedra fundamental, cofres para a arrecadação de moedas começarão a circular pela cidade. "Queremos no próximo Teleton levar esse valor para a próxima cidade que irá receber uma unidade da AACD", relatou.

Fonte:Mogi News

inclusão: Urnas para censo são recolhidas

inclusão
Urnas para censo são recolhidas
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Valeriana diz que há 2.187 pessoas com deficiência nas escolas
Cinquenta urnas das 300 do Censo de Inclusão que foram espalhadas por vários pontos de Mogi das Cruzes já foram retiradas das ruas. O balanço parcial registra 900 formulários, que vão ser entregues a uma empresa, que fará o levantamento das pessoas portadoras de deficiência no município. A campanha terminaria este mês, mas a Prefeitura decidiu prorrogar o prazo para o fim de junho.

A secretária municipal de Assistência Social, Marinês Piva, afirmou que um dos motivos para o prazo ter sido estendido é que algumas urnas foram colocadas um tempo depois das primeiras. "Nas escolas estaduais, por exemplo, elas chegaram depois", disse a secretária.

O principal objetivo do censo é saber quantas pessoas são deficientes em Mogi. Por meio dessa pesquisa, políticas sociais específicas poderão ser desenvolvidas com mais eficiência para atender este público. "Estamos separando os cadastros por região. A ideia é fazer o mapeamento da cidade, levando em conta a faixa etária das pessoas, o grau de escolaridade e o tipo de deficiência. Por isso, vamos estabelecer esses parâmetros para a empresa que for contratada", explicou Valeriana Silva Alves, responsável pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Valeriana contou que a empresa será contratada para dar mais transparência ao projeto. "Estamos em um processo burocrático ainda para escolher entre três empresas. Será selecionada a que apresentar o melhor orçamento", informou. Ela afirmou que um levantamento realizado há pouco tempo constatou que existem 2.187 pessoas com deficiência em escolas municipais, estaduais e particulares. "Tínhamos também o número de pessoas que tinham carteirinha de ônibus, mas não são apenas as pessoas deficientes que têm isso".

Marinês salientou que a adesão ao censo está sendo grande: "Notamos isso principalmente nos mercados, porque são lugares onde há um grande movimento de pessoas", explicou.

Fonte:Mogi News

Enfim: Primeiro skinhead vai a julgamento

Enfim
Primeiro skinhead vai a julgamento
Depois de sete anos e cinco meses, famílias das vítimas e sobrevivente do crime terão uma resposta da Justiça
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
Dona Olivina, mãe de Clayton, está ansiosa e espera há quase 8 anos que a Justiça seja feita
A Justiça deve decidir nas próximas horas o futuro de Juliano Aparecido de Freitas, o Dumbão, um dos três skinheads que na noite de 7 de dezembro de 2003 teria forçado os amigos Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro e Clayton da Silva Leite a pularem de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em movimento, na estação Brás Cubas. A atitude do trio provocou a morte de Clayton, na época com 19 anos; Flávio, 23, perdeu um braço.

Para as famílias das vítimas, o dia de ontem foi tenso e cercado de angústia. A mãe de Clayton, Olivina da Silva Leite, estava visivelmente ansiosa. Ela contou que acordou às 3 horas e, mesmo sob efeito de calmantes, não conseguiu mais dormir. Cansada pelos mais de sete anos de espera, a dona de casa não hesita em afirmar que vê a possível condenação de Dumbão com desconfiança. "Eles praticaram o crime mais bárbaro do mundo e estão livres porque têm dinheiro. O Danilo (Gimenes Ramos) não ficou um único dia na cadeia. Quero que Deus me dê forças para aguentar o dia de amanhã (hoje) e que não me permita morrer antes de ver os três na cadeia. Nem de trem eu ando mais desde o dia da tragédia. Meu filho foi o melhor amigo que tive na Terra e confesso que desconfio da Justiça nesse País", desabafou.

Flávio, que sobreviveu ao ataque dos skinheads, também estava ansioso. No entanto, se dizia confiante. "Não sei como vou fazer para dormir porque estou esperando por este dia há 7 anos. Espero que ele receba a pena que a gente pensa, de 25 anos. Estou bastante confiante, vou tentar dormir bem porque só quero sair do Fórum quando acabar o julgamento". Ele contou que ainda não imaginou como será rever Dumbão. "Não os vejo há muito tempo".

A mãe de Flávio desabafou. "Estou ansiosa, angustiada, com a pressão alta e nervosa. Esperamos tanto tempo e tomara que a Justiça comece a ser feita".

O julgamento de Dumbão é o primeiro dos três. Em setembro, ainda sem data definida, será a vez de Vinicius Parizzato, o Capeta, ser julgado. O caso mais complicado é o de Danilo, cujo processo está em fase de recurso no Tribunal de Justiça e, por isso, o juiz não faz ideia de quando ele poderá ser julgado. Os três respondem por homicídio triplamente qualificado.

Fonte:Mogi News