sexta-feira, 13 de maio de 2011

Daikin em César

Márcio Siqueira
Adriano Vaccari


Daikin em César
A multinacional japonesa Daikin, que produz aparelhos de ar-condicionado e deverá construir uma unidade na Porteira Preta, nos próximos anos, já está montando uma unidade de montagem de aparelhos em um prédio de outra multinacional, só que alemã, com endereço em César de Souza, a Röhm. Tal revelação foi feita ontem pelo vereador Pedro Komura (PSDB), um dos responsáveis pela vinda da Daikin, que teve o nome citado ontem pela coluna.


Ética
Em notas que trataram da "inclusão digital" de políticos da região e a agilidade que o deputado federal Junji Abe vem demonstrando para divulgar seus trabalhos nas redes sociais e na Internet como um todo, a instalação da Daikin e o vereador foram citados. Komura, que conseguiu encontrar uma área pertencente ao empresário Fumio Horii que interessasse à empresa, disse que só não anunciou antes porque, "por ética", esperou que a própria Daikin e o prefeito Marco Bertaiolli (DEM) o fizessem.




De bem com Junji
Komura, no entanto, não condena Junji por ter trabalhado bem a informação na Internet. Ele avalia que o deputado, que também é ligado à colônia japonesa, prestou serviços ao dar um "furo de reportagem" reproduzido imediatamente pelo Mogi News no último sábado.



De cabo a rabo
O vereador disse que acompanhou todas as fases da negociação da Daikin com Mogi, a partir de um contato inicial feito pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão, passando pela procura da área ideal e as negociações com Horii. Agora, com o negócio certo, Komura prevê que o anúncio oficial será feito nas próximas semanas.
Divulgação


Bola da vez
Quanto à unidade de montagem, que, segundo Komura, já está sendo preparada em um galpão da Röhm, o vereador revela que a Daikin ocupará o imóvel rapidamente para que possa, enquanto construir sua sede em Mogi, começar sua produção o mais rapidamente possível e enfrentar, assim, a concorrência de multinacionais chinesas e coreanas, que veem o Brasil como a bola da vez, por causa da nova classe média, para a aquisição em massa de aparelhos de ar-condicionado. Segundo Komura, funcionários já estão sendo contratados para a fábrica provisória da empresa.
Adriano Vaccari/ Daniel Carvalho


Quarteto 
Não é só o PR e o DEM que estão montando "dream teams" para a disputa das prováveis 23 cadeiras da Câmara de Mogi. O PMDB também. Um quarteto deve moldar o partido para as eleições do ano que vem: o secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cusatis, o presidente da Câmara, Mauro Araújo, o vereador Geraldo Tomás Augusto, o Geraldão, e o ex-vereador Benedito Faustino Taubaté Guimarães. 


Chapa quente 
Uma chapa forte de candidatos a vereador estaria sendo formada e pode contar com os quatro como linha de frente ou oferecer os passes de Cusatis - um dos homens de absoluta confiança do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) - de Araújo - que deverá se filiar ao partido em breve -, e de Geraldão - ligado à Igreja Católica - para o posto de candidato a vice na chapa situacionista. 
Adriano Vaccari


Skafedeu-se 
A saída do presidente do Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, do PSB não altera os planos do vereador Chico Bezerra. É o que ele mesmo garantiu à coluna ontem. Skaf, que deve fortalecer o PMDB, foi o candidato "socialista" a governador no ano passado e andou de braços dados com Chico, prometeu financiar a candidatura de Chico à Assembleia Legislativa, mas, como bom judeu, mudou de assunto na campanha. 


Aritmética cearense 
Chico disse que ficará no PSB e que deverá ser candidato à reeleição. Ele vem formatando, aos poucos, a chapa ideal para "elegermos dois ou três parlamentares". Quer dizer, ele e mais um ou dois.



Porto seguro 
Os motivos da permanência de Chico: ter a presidência segura do diretório municipal do PSB, carta branca para apoiar para prefeito quem ele bem entender e um tempo de TV dos melhores, o que, antes de tudo, dará a Chico um poder interessante de barganha nas negociações eleitorais.



Samira na Câmara 
Samira Valério Martins Rodrigues, que trabalhou durante muitos anos na Câmara e na Prefeitura, tendo sido pessoa de confiança do ex-supersecretário Aroldo da Costa Saraiva e do então prefeito Junji Abe, deve se filiar ao PPS do deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira nas próximas semanas e fazer parte do rol de candidatas à Câmara. Samira é irmã da apresentadora de TV Patrícia Eroles.

Fonte:Mogi News

Violência na escola Estado descarta caso de bullying em César

Violência na escola
Estado descarta caso de bullying em César
Secretaria da Educação afirmou que supervisores da rede apuraram o episódio na escola Rubens Mercadante de Lima e ele não foi configurado
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti

Pais de um estudante de 10 anos de idade denunciaram que o filho sofria bullying em escola estadual de César de Souza
Quatro dias depois do Mogi News denunciar um suposto caso de bullying na Escola Estadual Rubens Mercadante de Lima, em César de Souza, a Secretaria de Estado da Educação informou que "supervisores de ensino estiveram na unidade para apuração do episódio e ele não ficou configurado". Entretanto, já na próxima semana, uma palestra de conscientização de respeito e cidadania será realizada no local. A data e o horário não foram revelados.


No domingo passado, os pais de um estudante de apenas 10 anos de idade denunciaram que o filho sofria bullying dos alunos mais velhos. Desde o início do ano letivo, o garoto havia sido agredido duas vezes de forma grave. Na última, chegou a bater a cabeça depois de ser empurrado. O trauma fez com que o menino se recusasse ir para a instituição de ensino com medo de novos atos de violência.
A direção da Escola informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que os estudantes que machucaram a criança já foram identificados. Segundo a Diretoria Regional de Ensino, o jovem acusado confessou que feriu o aluno durante uma "brincadeira" e os pais foram chamados, contudo, o agressor não foi punido. Para o Estado, o fato de o menino bater a cabeça quando "brincava" no corredor da escola, em nada significa mais um caso de bullying.
A Secretaria de Estado da Educação lembrou que a direção da escola por diversas vezes tentou reunir-se com os responsáveis e só dias depois foi procurada pelo pai do estudante. Após relatar o ocorrido, ele solicitou a transferência. Enquanto a direção providenciava, o pai desistiu do pedido, contudo, a escola garantiu que se ainda existir a necessidade de mudá-lo de escola basta procurar a instituição.




Atitude suspeita
A mãe da vítima, Elaine Cristina de Oliveira, 29 anos, contou que o filho estudou nos últimos anos em uma escola municipal e, em 2011 foi transferido para a escola de César de Souza.
As mudanças no comportamento do estudante foram os primeiros indícios de que algo estava errado. O garoto passou a reclamar das brincadeiras que aconteciam no banheiro. Dias depois apareceram as primeiras lesões no peito. Os ferimentos tiveram origem porque os alunos da 7ª série, mais velhos que a vítima, apertavam o peito do aluno.
A segunda agressão, o empurrão e a lesão na cabeça, levaram os pais a procurarem a delegacia de ensino. Preocupados com o filho, os pais passaram a monitorá-lo. Eles orientaram o menino a ficar sempre próximo de um professor ou funcionário.


Fonte:Mogi News

Irregularidades: Vereadores propõem auditoria no Semae

Irregularidades:
Vereadores propõem auditoria no Semae
Parlamentares querem que a Prefeitura contrate empresa especializada para analisar todos os contratos firmados na gestão de Edilson Oliveira
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Marcelo Alvarenga CMMC
Os resultados da sindicância que investigaram a autarquia não agradaram vereadores mogianos
As irregularidades cometidas no Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) e o resultado das sindicâncias abertas para investigar os problemas na autarquia foram novamente assunto na Câmara Municipal. Durante a sessão de ontem, os vereadores sugeriram que a Prefeitura contrate uma empresa de auditoria para analisar todos os contratos firmados na gestão do ex-diretor-geral Edilson Mota de Oliveira.

A proposta partiu de Olímpio Osamu Tomiyama (PDT). "A sindicância não poderia ir além do trabalho já realizado, por isso, é importante verificar todos os acordos da antiga administração", frisou. "Só depois do resultado da auditoria é que todos poderiam ficar tranquilos", destacou o pedetista, que ganhou o apoio de outros parlamentares.

O vereador Francisco Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, foi o primeiro a retomar a discussão. "É preciso fazer uma análise maior, porque somente três empresas foram analisadas. Esta é uma situação que pode se transformar em uma bomba-relógio dentro do Semae", alertou. "Há outras dezenas de companhias que atuam muito mais tempo na autarquia e seria importante analisar estes contratos", propôs.
O presidente da Comissão Permanente de Serviços Públicos e Semae, o democrata Nabil Nahi Safiti - líder do grupo responsável por representar o Legislativo na sindicância - afirmou que o relatório apresentado está "excelente". "Tudo foi apontado lá, desde o prejuízo total, algo em torno de R$ 1,1 milhão, até as irregularidades, como a troca de notas e produtos", opinou. Ele acredita que caberá ao Ministério Público (MP) ampliar a atuação da sindicância.
"No atual momento, não vejo motivos para iniciar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), mas se alguém chegar com uma denúncia concreta, não terei medo de pedir a abertura de um inquérito", salientou Safiti.

Já o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB), avaliou como "preocupante" o relatório com o resultado da sindicância entregue ontem. "Amanhã (hoje), eu e o Nabil vamos nos reunir para, em seguida, manifestar de forma oficial a opinião da Câmara em relação ao documento, mas posso adiantar que me preocupa muito o fato de os réus não terem exercido o direito ao contraditório (oferecer aos acusados condições de ampla defesa no processo)", destacou Araújo.

Fonte:Mogi News

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Bornhausen sai da cena política e diz que oposição está sem líder

Bornhausen sai da cena política e diz que oposição está sem líder

Para o ex-presidente nacional do DEM, nem Aécio e nem Serra preencheram vácuo deixado por Fernando Henrique Cardoso

10 de maio de 2011 | 23h 30
Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo
O ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen, deixa o partido e a atividade política convencido de que a oposição está sem rumo e sem líder. "Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não foi preenchida", diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra, nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição.
Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE
Jorge Bornhausen deseja 'futuro' ao DEM
A seu ver, o maior equívoco dos três partidos de oposição - DEM, PSDB e PPS - foi o de se meterem em disputas internas. "Com isto, estão perdendo, a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora", analisa. Em entrevista ao Estado, ele admite que a fusão não teria impedido a criação do novo PSD, mas afirma que certamente a nova legenda não teria crescido como cresceu. A seguir, a íntegra da entrevista.
Depois de fazer a dissidência, criar o PFL e fundar o Democratas, não é frustrante ver o DEM esvaziado e com dificuldade de sobreviver?Nós criamos uma dissidência em um ato de coragem, porque todos estávamos sujeitos à perda de mandato, e conseguimos formar a Aliança Democrática junto com o PMDB, para eleger Tancredo Neves. Isto possibilitou uma bela página na história brasileira, que foi a transição para a democracia plena. Tivemos outras vitórias, mas eu destacaria a eleição de 1994, como passo fundamental para que Brasil pudesse ter uma moeda estável e derrubar a inflação, com o apoio do PFL. Em 2006, quando decidi não mais disputar eleições para abrir espaço a uma nova geração no Estado, também dei um passo para a renovação do partido e para sua denominação definitiva, que foi o DEM. A partir daí, minha participação passou a ser mais de conselheiro, que qualquer outra coisa. Agora, dou por concluída também a minha vida partidária.
O senhor acha que cometeu algum erro na sua sucessão?Erro todos nós cometemos, mas não é hora de fazer balanços nem de culpar quem quer que seja. Eu desejo que o Democratas encontre um caminho e possa continuar sua existência como um partido político respeitável. Não é hora de voltar para trás e provocar discussão, mas de desejar sucesso a um homem de grande valor na vida pública, que é o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), e ao presidente do Conselho Político do partido, Marco Maciel, que considero o político mais completo e de qualidade da minha geração.
O que ocorreu com a oposição que, depois da terceira derrota, passa à opinião pública a imagem de estar se dissolvendo, quando o PT só se fortaleceu com as três derrotas do Lula?Hoje, na verdade, o grande líder da oposição no Brasil ainda é o presidente Fernando Henrique Cardoso e ele já não tem mais a atuação partidária e eleitoral que possa dar fôlego á oposição. Ele foi injustiçado até por parcelas da própria oposição que não sustentaram os grandes feitos do seu governo.

Fonte:O Estado de S.Paulo