quinta-feira, 6 de abril de 2017

Previdência: governo refaz cálculo, e perda com mudanças sobe a R$ 115 bi

Valor equivale à redução na economia que o governo previa em gastos do INSS em 10 anos
   
POR ELIANE OLIVEIRA E GERALDA DOCA 06/04/2017 15:03 / atualizado 06/04/2017 19:49

Ministro Eliseu Padilha Foto Aílton de Freitas/Agência O Globo
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BRASÍLIA - A Casa Civil da Presidência da República informou nesta quinta-feira que o governo vai deixar economizar R$ 115 bilhões com as mudanças a serem feitas na proposta de reforma da Previdência. O valor corresponde a uma queda de 17% no total estimado de redução de gastos no INSS, de R$ 678 bilhões.

Mais cedo, em entrevista ao GLOBO, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, havia feito uma estimativa de queda de 10% da economia gerada pela reforma da Previdência. Esse percentual seria equivalente a R$ 67,8 bilhões. Segundo assessores de Padilha, houve um equívoco na projeção.

O recuo será consequência das mudanças em cinco pontos da proposta de reforma da Previdência, anunciadas nesta quinta-feira pelo relator da matéria na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Padilha, principal articulador para a aprovação da proposta no Congresso, minimizou a queda mais cedo:

— Nesses primeiros dez anos, os apontamentos de nossa equipe técnica mostram uma perda de 10%. O número ideal que saiu do governo (R$ 678 bilhões) será reduzido, mas muito pouco. Não compromete a reforma.

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Após uma reunião nesta manhã com o presidente Michel Temer, Maia informou que fará modificações nos seguintes pontos: regras para trabalhadores rurais, benefícios de prestação continuada, pensões, aposentadorias de professores e policiais e regras de transição para o novo regime previdenciário.

— A Câmara é a Casa onde fala a nação brasileira. O relator trouxe ao presidente Temer uma série de preocupações e chegou-se à conclusão que deveríamos produzir alterações nesses cinco tópicos — disse Padilha, que também participou da reunião.

Na entrevista dada ao GLOBO nesta quinta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também falou sobre a reação do mercado financeiro às novas mudanças no texto da reforma previdenciária, avisou que o período da transição para que todos os brasileiros só possam se aposentar com a idade mínima de 65 anos não poderá ultrapassar 20 anos e antecipou que não haverá mudanças nas regras para os deficientes que recebem o Benefício Assistencial ao Idoso e à Pessoa com Deficiência (BPC). Veja os principais trechos da conversa:

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Há uma interpretação no mercado financeiro que o governo está recuando com essas mudanças. O que o senhor diria sobre isto?

ELISEU PADILHA: O governo tem sob controle o cerne da reforma que, temos convicção, será aprovado. Essas alterações que o relator está propondo não comprometem a reforma. O mercado já precificou a reforma pode mantê-la precificada. Todo analista que conhece um pouco o Congresso sabia, ou sabe, que algum tipo de concessão seria feita, como a gente está fazendo.

Quando o governo espera ver aprovada a reforma da Previdência?

Nosso calendário é até 30 de junho. Devemos ter, no mês de maio, a aprovação na Câmara e, em junho, no Senado. Há algo que tem que ficar claro: essa reforma ninguém faz por quer. Essa reforma se faz por absoluta necessidade, para garantir ao atual segurado que vai receber e àqueles que vão se aposentar que haverá recursos necessários para pagar sua aposentadoria até o fim do mês.

E o que o senhor tem dito aos parlamentares da própria base que estão preocupados com as eleições de 2018 e resistem em aprovar a proposta do governo?

Se nós conseguirmos fazer a reforma com a estrutura que está sendo proposta pelo governo, ela será altamente conveniente para as eleições. Quando tivermos a reforma aprovada, o ajuste fiscal ficará completo. A primeira parte foi o teto de gastos e, a segunda, a reforma da Previdência. Aí, teremos a economia decolando e os políticos serão beneficiados. Só existe uma forma de o político ficar bem: é quando a economia está bem.

Ainda que esses cinco pontos não estejam fechados, qual é a linha com a qual o governo está trabalhando?

Primeiro, igualdade total. Nós teremos o servidor público, o sistema geral da Previdência e os políticos submetidos ao teto da Previdência, que hoje é de R$ 5,531. Segundo estamos protegendo cerca de 80% dos segurados da Previdência que ganham até dois salários mínimos. Esses não terão prejuízo nenhum nas suas aposerntadorias no futuro. Com essas regras de transição, vamos ter a garantia de que não haverá prejuízo para quem ganha o valor pequeno. O que eu posso dizer é que é uma reforma que se preocupa com os mais necessitados e vai pegar mais forte em relação àqueles que são privilegiados no sistema.

O que acontecerá com o BPC? Continuará vinculado ao salário mínimo?

Isso ainda será examinado pelo relator. O certo é que temos os deficientes e os idosos. Para os deficientes, é convicção nossa é que não deve haver modificação alguma. Devem ser mantidas as regras atuais. Quanto aos idosos, ainda não há decisão.

E quanto à aposentadoria rural?

Também teremos as regras vigentes, de idade mínima de 60 anos para homens e 55 anos para as mulheres. Ao fim da transição, homens e mulheres estarão sujeitos à idade mínima de 60 anos, assim como a população urbana terá idade mínima de 65 anos.

Haverá mudanças na regra de transição?

Fizemos uma proposta que entendíamos que era a ideal. O relator fez algumas ponderações e o que pactuamos é que a regra, qualquer que seja ela, a atual ou outra que venha a ser proposta, não deve ultrapassar o prazo de 20 anos. Não pode haver transição maior do que 20 anos.

E pensão, como vai ficar?

Nossa preocupação é com a acumulação de pensão. Em um primeiro momento, nós colocamos na proposta que não haveria acumulação. Porém, agora o relator diz que há muitas reivindicações no sentido de acumular pensões, desde que em um valor baixo. Ele fez referência a um valor de até dois salários mínimos.

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Como o governo fará para convencer a sociedade sobre a importância dessa reforma?

O governo quer conscientizar a todos os brasileiros que essa reforma está sendo feita apara garantir o pagamento daqueles que hoje estão aposentados e daqueles que vão se aposentar no futuro. Sem essa reforma, no ano de 2024 teremos todo o Orçamento da República comprometido com a Previdência. Teremos de tirar o dinheiro para manter os programas sociais dos aposentados.

Mas essa reforma resolveria todos os problemas?

Essa reforma é para preservar o sistema. Não há sistema ideal e o déficit da Previdência não será eliminado. No ano passado, o déficit foi de R$ 227 bilhões e deverá crescer para R$ 250 bilhões em 2017. Em no máximo dez anos teremos de pensar em uma nova fonte de custeio, ou uma nova reforma.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/previdencia-governo-refaz-calculo-perda-com-mudancas-sobe-r-115-bi-21171661#ixzz4dW9nYQBg 
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Fonte:O GLOBO

ferraz: Hospital quer parceria para desafogar setor de pediatria

Assunto vem sendo tratado desde o ano passado, mas prefeitura ainda não sinalizou interesse em fechar acordo
Foto: Secom/Ferraz


Tema foi tratado ontem pelo diretor técnico Vanderlei Rosa e vereadores presentes
Com o atendimento de urgência sobrecarregado, já que mais de 70% dos usuários deveriam procurar socorro na rede básica de Saúde de Ferraz de Vasconcelos, o Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, na Vila Corrêa, busca firmar uma parceria com a prefeitura da cidade para desafogar, sobretudo, o setor pediátrico. O assunto vem sendo tratado desde ano passado, porém, a atual gestão também não sinalizou interesse ainda em fechar o acordo. O tema foi tratado ontem em reunião entre o diretor técnico Vanderlei de Almeida Rosa e os vereadores Claudio Roberto Squizato (PSB), Hodirlei Pereira Martins (PPS), o Mineiro, e José Aparecido Nascimento (PT), o Aparecido Marabraz.
Pela proposta, a municipalidade escolheria um posto de saúde, de preferência situado na região da cidade, para atender crianças das 7 às 19 horas, de segunda à sexta-feira. Para tanto, precisaria dispor de apenas dois profissionais fixos. Em contrapartida, o Regional ficaria responsável pelo atendimento noturno, aos finais de semana e feriados.
Segundo o diretor técnico, hoje a unidade possui equipe pediátrica para fazer somente o acompanhamento interno e, portanto, o hospital não tem a obrigação de efetuar o atendimento básico, ou seja, de crianças, por exemplo, acometidas de uma febre ou gripe. "Na verdade, o hospital está preparado receber pacientes graves e não pessoas resfriadas", salienta Vanderlei Rosa. Por dia, somente no pronto-socorro, são atendidos mais de 500 usuários.
Aliás, o Regional é, na atualidade, uma referência no Alto Tietê no atendimento de média e alta complexidade, principalmente, em traumatologia. Por isso, a unidade quer ampliar o número de neurocirurgiões. Já para manter o hospital, o governo estadual gasta por ano R$100 milhões, todavia, 70% desse orçamento são aplicados em folha de pagamento de pessoal.
Além de enfrentar problemas relacionados à ala de pediatria por trabalhar no limite, a unidade corre o sério risco de acabar com alguns leitos por falta de enfermeiros. A deficiência desse tipo de profissional agravou-se ainda mais depois que o governo estadual congelou a contratação de candidatos já aprovados em concurso público. Por isso, a direção pede o apoio político de autoridades locais e regionais para pressionar o Palácio dos Bandeirantes a abrir uma exceção.
Em compensação, a diretoria planeja reabrir o setor psiquiátrico desativado há três anos.

Fonte:Mogi News

mogilar: Feira do Emprego oferecerá mais de mil vagas amanhã

Além das oportunidades de trabalho, foram abertas 640 vagas para 17 cursos e palestras de diferentes temas
Foto: Guilherme Berti/PMMC


Evento vai acontecer no Pró-Hiper, a partir das 9 horas
A Feira do Emprego e Empreendedorismo, que acontecerá nesta sexta-feira das 9 horas às 16h30, no Pró-Hiper, no Mogilar, disponibilizará 1.087 vagas, o dobro do oferecido no início da semana. Segundo o prefeito Marcus Melo (PSDB), que se empenhou para ampliar a oferta de postos de trabalho, o evento é mais uma demonstração do fortalecimento dos laços do poder público com a iniciativa privada em benefício dos cidadãos.
"Esse é o momento para a prefeitura estimular a geração de empregos, o empreendedorismo e a capacitação daqueles que estão desempregados. Por isso fortaleço a cada dia nossas iniciativas neste sentido", disse o prefeito. O Emprega Mogi tem apoio das agências de recrutamento e parceiros para oferecer as vagas de trabalho. A feira também contará com cursos e palestras, serviços, atendimento e orientações para empreendedores.
"Em um momento de crise como o que vivemos, a oferta de mais de mil vagas de trabalho é um grande ganho para nossa cidade, faz parte de um trabalho desenvolvido pelo prefeito Marcus Melo visando à qualificação e empregabilidade. É uma oportunidade única reunir em um mesmo local qualificação e emprego, além de serviços para os empreendedores. É uma iniciativa importante que a prefeitura está colocando à disposição da população", disse o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Rinaldo Sadao Sakai.
Além das vagas de emprego, foram abertas 640 vagas para 17 cursos e palestras de diferentes temas. A inscrição foi feita pelo site da Prefeitura de Mogi das Cruzes e as vagas foram preenchidas ontem. A programação conta com atividades durante todo o dia, abordando diversos temas, desde o empreendedorismo, cultura startup e marketing digital, até noções sobre instalação hidráulica, impermeabilização e montagem de notebook.
Os participantes também terão acesso a uma série de serviços, que vão desde a elaboração de currículos e a emissão da carteira de trabalho. Para os microempreendedores individuais será oferecido o atendimento de contadores, em uma parceria com escritório local do Sescon. O escritório regional do Sebrae, o Banco do Povo, a Sala do Empreendedor, o Procon, o Ciesp e a Associação Comercial também estarão no evento para oferecer atendimento aos empreendedores. O Pró-Hiper fica na avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, 540 - Mogilar. 

Fonte:Mogi News

Solidariedade: Campanha do Agasalho 2017 vai beneficiar 250 entidades

Meta da Prefeitura de Mogi é superar a arrecadação do evento no ano passado, que foi de 331.527 peças doadas
Foto: Daniel Carvalho


Primeira-dama Karin Melo disse que encara desafio deste ano como uma missão
A presidente do Fundo Social de Solidariedade de Mogi das Cruzes, Karin Melo, e o vice-prefeito Juliano Abe (PSD) abriram oficialmente ontem a Campanha do Agasalho 2017 no Centro Dia do Idoso, no Rodeio, com a meta de beneficiar 250 entidades e superar a arrecadação do evento no ano passado, que foi de 331.527 peças doadas. Com início em mais de 300 pontos de arrecadação espalhados pela cidade, a iniciativa acontece até 27 de julho.
No lançamento da campanha, a primeira-dama e presidente do Fundo estava empolgada com o empenho e a presença dos representantes de diversas entidades e da sua própria equipe de colaboradores. "Estou muito feliz e aceito esse desafio como uma missão. Acho que vale tudo para ajudar as pessoas e não tenho cansaço para desenvolver a infinidade de ações que temos que fazer por meio do Fundo Social".
O vice-prefeito também ressaltou, em seu discurso ao público presente, a importância da campanha. "Muito antes de outras secretarias, o Fundo Social já iniciava os trabalhos e me sinto pequeno também diante das entidades que atuam, diariamente, na nossa cidade. O Fundo Social se presta a fazer o bem. Além disso, doar e se desfazer de algo são coisas muito diferentes. Doar vem de dentro, do coração. E é isso que nós queremos: a multiplicação do bem e do sentimento de doação".
Abe representou o prefeito Marcus Melo (PSDB), que está cumprindo agenda com uma série de audiências em Brasília, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Marcello Cusátis, o Téo, e o ex-prefeito Marco Bertaiolli (PSD). A primeira-dama lembrou, na solenidade, que eles foram buscar recursos para tentar viabilizar a construção de uma nova maternidade no município, entre outras solicitações.
O evento começou às 15 horas. Dentre as apresentações, destacaram-se o Coral do Centro Dia do Idoso e a Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi, sob a regência do maestro Lelis Gerson, com músicas interpretadas por Bruna Sandoval.
As doações de roupas e cobertores poderão ser feitas em diversos pontos de arrecadação existentes na prefeitura, shopping, supermercados, igrejas, comércios, escolas municipais, estaduais e particulares, entre outros. Mais informações sobre onde e o que pode ser doado são passadas pelo 4798-5143. 

Fonte:Mogi News