domingo, 11 de dezembro de 2016

CIDADES:
Prefeitura aumenta em 50% repasse à AACD de Mogi

 10 de dezembro de 2016  Cidades, QUADRO DESTAQUE  
A Administração Municipal vai contribuir com R$ 1,4 milhão por ano.  (Foto: Edson Martins)
A Administração Municipal vai contribuir com R$ 1,4 milhão por ano. (Foto: Edson Martins)

O repasse anual à Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD), no Rodeio, foi ampliado de R$ 960 mil para R$ 1.440.000,00 por parte da Prefeitura de Mogi das Cruzes, que passa a assumir praticamente 100% do custeio mensal estimado para o equipamento. O aumento foi confirmado ontem, quando o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) e o superintendente da AACD, Valdecir Galvan, estiveram na unidade para comemorar cinco anos de implantação.

Durante o evento, que reuniu funcionários, voluntários, pacientes e familiares, o prefeito assinou o termo aditivo do contrato válido para os próximos cinco anos. “Se formos comparar Mogi das Cruzes com qualquer outro município, vemos que estamos bem à frente. Apesar de todas as dificuldades econômicas, conseguimos ampliar o repasse e garantir a manutenção desse importante equipamento para a nossa Cidade”, explicou Bertaiolli.


Desde que foi inaugurada, em 2011, a unidade mogiana da AACD cadastrou 1.068 pacientes e realizou 89.399 atendimentos diversos, como sessões de fisioterapia solo, fisioterapia aquática, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, serviço social e enfermagem. O trabalho é realizado por uma equipe composta por 29 profissionais (médico fisiatra, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e equipe administrativa), 25 voluntários e nove conselheiros.

“O mérito todo da evolução dessa unidade é da cidade e da Prefeitura de Mogi, que entendeu a dificuldade financeira, entendeu o papel da AACD na vida das pessoas e prontamente nos atendeu”, elogiou Galvan, ao lado da presidente voluntária da unidade mogiana da AACD, Onélia Miranda.

A AACD atende crianças e adultos com deficiências físicas e trabalha para que esses pacientes possam atingir seu máximo potencial e evoluir além de suas limitações. “Infelizmente, por conta das dificuldades financeiras, a AACD teve de fechar duas unidades em São Paulo. Isso jamais pode acontecer em Mogi das Cruzes porque a AACD é um equipamento de extrema importância e com alta capacidade técnica para a reabilitação de crianças e adultos”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis.

A unidade foi construída com recursos da edição 2010 do Teleton (maratona televisiva de arrecadação), que escolheu Mogi graças a uma série de investimentos feitos pela Administração Municipal na inclusão de deficientes como frota de ônibus 100% adaptada para o transporte de cadeirantes; referência regional da Santa Casa de Misericórdia para a realização de cirurgias ortopédicas e o engajamento da Prefeitura em todo o processo, incluindo a doação da área de 5 mil metros quadrados (m2).


Fonte:O Diário de Mogi

CIDADES: Crise não desanima futuro provedor da Santa Casa

11 de dezembro de 2016  Cidades  
Austelino Pinheiro de Mattos deve ser o novo provedor da Santa Casa. (Foto: João Ricardo Santo)
Austelino Pinheiro de Mattos deve ser o novo provedor da Santa Casa. (Foto: João Ricardo Santo)

SILVIA CHIMELLO
A partir do próximo ano, a direção da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes estará nas mãos do professor Austelino Pinheiro de Mattos, que deverá ter o seu nome confirmado para assumir a provedoria da entidade na eleição que acontecerá nesta quinta-feira. Ele encabeça a chapa única na disputa para o cargo, ocupado atualmente por Reginaldo Abrão, que não se candidatou à reeleição.

Comandar a Santa Casa não será novidade para Mattos, que atuou na entidade entre os anos de 2013 e 2014 como diretor administrativo. O grande desafio, no entanto, vai ser gerenciar um hospital com a estrutura da Santa Casa, que mantém um atendimento com portas abertas e depende de repasse de recursos públicos para manter-se.


O déficit mensal estimado está em torno de R$ 300 mil e os problemas podem se agravar ainda mais em 2017 por conta da crise econômica e política. Mas, esse cenário não tira o ânimo do futuro provedor, que espera “manter um trabalho de excelência” na Santa Casa de Mogi, onde são atendidas mais de 11 mil pessoas por mês, apenas no Pronto Socorro.

No Ambulatório de Ortopedia, são realizados seis mil procedimentos por mês. O hospital possuí, ainda, a única maternidade pública da Cidade, referência ainda para cidades vizinhas, como Biritiba Mirim e Salesópolis. É um dos hospitais filantrópicos mais antigos do Estado, que apesar de enfrentar diferentes momentos de dificuldades financeiras e administrativas tem conseguido manter as portas abertas.

“Mogi das Cruzes está bem, se compararmos com outras cidades. Temos uma rede de assistência de atendimento de qualidade e bem estruturada”, observa. Os projetos que pretende implementar em sua gestão, ele só pretende divulgar depois de tomar posse do cargo.

O futuro provedor da Santa Casa é pós-graduado em Matemática e por mais de 30 anos deu aulas na Universidade de Mogi das Cruzes. Mineiro, da região da Zona da Mata, trabalhou alguns anos em Volta Redonda da Companhia Siderúrgica e acabou vindo para Mogi nos anos 60 para atuar na Aços Anhanguera, que depois de transformou em Aços Villares.

A eleição da entidade acontece nesta quinta-feira, a partir das 14 horas, quando será feita a primeira convocação. Depois de meia hora, haverá a segunda. Podem votar todos os membros efetivos da irmandade.

Atualmente a Mesa Diretiva é composta por oito membros da Mesa e três do Conselho Fiscal, com seus respectivos suplentes. O tempo de mandato do provedor e da mesa diretiva é de dois anos. Podendo haver reeleição por mais dois. A posse da nova diretoria pode ocorrer logo depois da apuração ou acontecer uma semana depois. Essa prerrogativa é do atual provedor.


Chapa única que concorrerá a gestão 2017/2018 é formada por Austelino Pinheiro de Mattos, José Eduardo Cavalcanti Teixeira, Francisco Machado Pires Junior, Walter Zago Ujvari, Amarildo Sant’ana de Moraes, José Brasilio de Azevedo Marques, Halim Zugaib, Miriam Nogueira do Valle, Mário José Calderaro, Elias Sleiman Khouri, Benedito Carlos Filho, Antonio Tadeu Caravieri e José Carlos Petreca.

Fonte:O Diário de Mogi
QUADRO DESTAQUE:
Entrevista: Renato Abdo, secretário de Agricultura

 11 de dezembro de 2016  QUADRO DESTAQUE  
Renato Abdo será mantido na Secretaria de Agricultura. (Foto: Arquivo/ O Diário)
Renato Abdo será mantido na Secretaria de Agricultura. (Foto: Arquivo/ O Diário)


LUCAS MELONI
Responsável por quase 13% do produto interno bruto (PIB) de Mogi das Cruzes, a agricultura deve ter campanhas de incentivo à alimentação saudável e à produção familiar, ampliação de venda de hortifrutis em pontos fora do Centro da Cidade, além da retomada do projeto do Censo Rural. Renato Augusto Abdo, de 39 anos, será mantido pelo prefeito eleito, Marcus Melo (PSDB) no cargo que exerce desde o começo deste ano.

Abdo é o segundo entrevistado nesta série de reportagens que O Diário publica com os nomes de secretários já anunciados pelo prefeito Marcus Melo (PSDB). O primeiro foi Marcello Cusatis (saúde).


Engenheiro agrônomo por formação, Abdo trabalhou por 15 anos como consultor do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes e substituiu o empresário Oswaldo Nagao, afastado por problemas de saúde.

Sobre a importância do setor no PIB, o secretário destaca que há potencial de crescimento já que o número de culturas plantadas por aqui é diversificada. “Há muitas folheosas, frutas e flores, com bastante diversificação de tipos. O que a gente percebeu é que não adianta apenas incentivar a produção se não houver mercado para compra. O que precisa ser feito, e é nossa intenção em fazê-la, é uma grande campanha de conscientização para alimentação saudável. Focar no combate à obesidade, na importância de comer coisas que fazem bem. Isso acaba incentivando políticas públicas de apoio à agricultura, como o fornecimento dos produtos plantados aqui à merenda escolar local, além de estimular os agricultores a adotarem boas práticas de plantação”, disse.

Estimativas da Secretaria de Agricultura apontam que o setor emprega, pelo menos, sete mil pessoas na Cidade, a maior parte delas em agricultura familiar, pequenas propriedades que ficam em zonas rurais, às margens de Mogi. O chamado “Cinturão Verde” continua a vender suas culturas para quase toda a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e Grande Rio.

Projetos prioritários
Há alguns meses foi reimplantado o Conselho de Desenvolvimento Rural. O colegiado, formado por especialistas e representantes do segmento, busca desenvolver ações que são classificadas em prioritárias e de implantação. “Temos duas prioritárias no momento. Uma é o programa ‘Propriedade Legal’, que dá orientação jurídica a produtores para resolverem pendências. Outra é a volta do Censo Agropecuário, que nos mostrará a localização e o perfil de cada produtor de Mogi das Cruzes, sua área de atuação e a sistematização que usam para seus negócios”, comentou.

Novos espaços
Há planos para que outros espaços, como o Mercado do Produtor Minor Harada, no Mogilar, seja replicado em outras partes da Cidade. Havia projetos do tipo para a abertura de uma versão desse centro de negócios em Judiapeba e em Braz Cubas. “Precisará ser em uma área de fácil acesso que permita a rápida locomoção e a mobilidade urbana. Não adianta colocar em um local muito afastado e de difícil acesso porque nem todos conseguirão ir”, explicou à reportagem.

Perfil
Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade de Taubaté (Unitau), em 2000, Renato Augusto e trabalhou muitos anos como consultor de agronegócio no Estado de São Paulo. Abdo trouxe um perfil mais técnico à Secretaria de Agricultura, que assumiu no começo de 2016, após a saída de Osvaldo Nagao, um representante da comunidade nipônica, forte dentre os produtores, e que ocupou o cargo desde a primeira gestão de Marco Bertaiolli.


De 2001 a 2016, Abdo foi consultor do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, portanto, conhece a Cidade e suas regiões produtivas de perto. É presidente da Câmara Setorial de Hortaliças do Estado de São Paulo, órgão ligado à Secretaria Estadual da Agricultura. Foi chefe de Divisão da Diretoria de Agronegócio da Prefeitura de Mogi das Cruzes entre 2005 e 2007. 

Fonte:O Diário de Mogi
DESTAQUE:
Novo túnel facilita trânsito no Centro de Mogi

 11 de dezembro de 2016  DESTAQUE  
 Placa com identificação do túnel leva imagem de Tirreno da San Biagio.
Placa com identificação do túnel leva imagem de Tirreno da San Biagio.

ELIANE JOSÉ
Após homenagens ao jornalista Tirreno Da San Biagio (1931-2015), centenas de pessoas conheceram ontem o primeiro acesso que elimina o tráfego de carros pela passagem subterrânea da Praça Sacadura Cabral. Maior obra contratada pela Prefeitura, por R$ 128 milhões, o túnel interliga a Rua Dr. Ricardo Vilela à Cabo Diogo Oliver, no sentido bairro. “Estamos acabando com a cancela, a porteira que dividia Mogi das Cruzes ao meio. É o fim de um ‘apartheid’, do ‘muro de Berlim’, que existia na Cidade”, comparou o prefeito Marco Bertaiolli (PSD).

O administrador destacou o peso do projeto na vida da Cidade. “É um problema grave a manutenção das cancelas, porque elas param o trânsito”. E não se furtou a rebater críticas às características da obra, que inicia em uma faixa e termina em duas faixas. “Passa ônibus, passa caminhão, e não é apertada, como os senhores poderão ver”.


Na solenidade, um senso comum na fala de populares, técnicos que de alguma maneira participaram da execução do projeto, empresários e autoridades sobre o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio: a modernização da região central. O entorno da Estação Ferroviária, construída há 140 anos, quando dava para contar nos dedos das mãos, o número de ruas da Cidade, transformou-se num dos pontos mais deteriorados daquele perímetro e a causa do colapso do trânsito, toda vez que o trem passa.

Esse sentido foi captado por Tulio Da San Biagio, filho de Tirreno: “É um motivo de orgulho e honra para a minha família a homenagem ao meu pai, que sempre defendeu o melhor para Mogi, e motivo de reconhecimento nosso, como cidadão, porque a passagem é uma solução para a Cidade antiga que trava por causa do trânsito, e que demorou muito para conquistar essa obra. Os governos do Estado, Federal e Municipal estão concluindo um projeto que não podia mais ser postergado. Demorou muito. Mogi cresceu muito e depende da modernização para se desenvolver”.

O prefeito eleito, Marcus Vinicius de Almeida Melo (PSDB), afirmou que o primeiro dos dois acessos tem valor qualitativo para a Cidade. ‘Hoje, o maior desejo das pessoas é ter mais tempo para ficar com a família e se dedicar a outras atividades que não o trabalho. A melhoria da mobilidade reduz o tempo gasto no trânsito, melhora a vida das pessoas”.

A três semanas de assumir a Prefeitura, ele comentou que deseja entregar o segundo túnel em setembro do ano que vem: “O mais breve possível para acabar, de vez, com esse problema”.

Sob forte sol, centenas de pessoas acompanharam os discursos, o descerramento das duas placas, instaladas em um totem – uma com a descrição e data de inauguração, a outra, com um pequeno perfil de Da San Biagio.

“Agora, podemos dizer que Mogi não para para o trem passar”, disse o comerciante Roberto Assi, um dos interlocutores dos lojistas daquela região. Ele tem expectativas positivas, após a entrega do segundo túnel. “Durante anos, essa parte esperou por atenção”, disse.


Juquita, na certidão, José Silva de Oliveira, de 88 anos, mineiro morador do Mogilar, foi um dos que quis ver de perto o resultado da obra. “Cheguei a Mogi em 1957 e vi Mogi com 80 mil moradores e, agora, com mais de 400 mil. Essa cancela era uma vergonha. Vamos esperar a passarela para o pedestre”. As demandas da Cidade não param. A passarela está em estudo e será necessária para atender às milhares de pessoas que circulam entre o Centro e a Vila Estação (veja matérias à página 3).

Por volta do meio-dia, foi cortada a fita inaugural. As pessoas entraram na iluminada passagem. E ali pelas 14 horas, os primeiros veículos circularam por ela. Muita gente pode, então, matar a curiosidade.

Homenagem: Um jornalista na essência
Tirreno Da San Biagio, o Tote, era essencialmente um jornalista. Desde aquele 13 de dezembro de 1957 quando, aos 26 anos, editou o primeiro número deste jornal, ele cultuava uma máxima: “Quem não tem um projeto é usado pelo projeto de alguém”. E todos sabiam qual era o projeto de Tote: Mogi das Cruzes. A esse projeto, durante os 57 anos em que esteve à frente de O Diário, colocou o jornal a serviço.

O resultado foi aquele que, sabia o jornalista, seria infalível: na medida em que se pratica o jornalismo ético, se terá a credibilidade do leitor; com a credibilidade, se terá carteiras de assinantes e de anunciantes. Pressuposto básico para a sobrevivência de qualquer veículo.

Mogiano do Largo do Bom Jesus, nascido em 19 de outubro de 1931, Tote começou no jornalismo pelas mãos dos irmãos Isaac e Jayme Grinberg, que então dirigiam a Folha de Mogi. Foi em 1951, aos 20 anos, que teve contato, pela primeira vez, com o ofício. Ficou com os Grinberg por seis anos, até que estes vendessem o negócio. Não concordando com a nova linha, de conotação política, imprimida pelos novos donos, propôs a Neid de Freitas Brandão, noiva e colega de trabalho (se casariam dia 10 de dezembro de 1959): “vamos nos demitir e, com o dinheiro da indenização, montamos nosso jornal”.

E assim foi feito. Alugaram um galpão na Rua Barão de Jaceguai, compraram máquinas de segunda mão e tiveram, consigo, a lealdade de antigos colegas de trabalho, que aceitaram o desafio da empreitada. Também a adesão de assinantes e anunciantes que decidiram apoiar o jovem casal.

Em seis meses, o jornal do qual haviam se demitido já não existia, enquanto O Diário seguia sua trajetória ascendente. “Ninguém faz nada sozinho”, uma frase constante nas conversas de Tote. Ele sempre lembrava passagens como a compra de seu primeiro carro, um Volkswagen sedan. “Eu vendia anúncios e cobrava assinaturas de bicicleta. Um dia Anésio Urbano, concessionário da Volks, disse-me que eu precisava ter um carro; quando lhe respondi que não tinha dinheiro ele contestou: paga como puder”. Anésio foi um dos empresários mogianos que apoiou o novo jornal, publicando anúncios.

Na sua empreitada de constante reinversão de resultados, Tote foi consolidando o negócio. Adquiriu o prédio em que o jornal começou, assumiu o controle da Rádio Marabá (depois Rádio Diário), a mais antiga emissora da Cidade e construiu a nova sede da Rua Ricardo Vilela. Sempre cuidando da atualização do parque gráfico. E olhando para o futuro: foi o maior incentivador dos filhos no processo de concorrência pública, que resultou na instalação da TV Diário, retransmissora Globo no Alto Tietê.

No período que antecedeu sua morte, em 14 de outubro de 2015, Tote seguia a rotina que se impôs desde 13 dezembro de 1957: era o primeiro a chegar, tinha a porta de seu escritório permanentemente aberta e permanecia um atento defensor dos interesses de Mogi das Cruzes.


O discurso Da San Biagio
“Antes de mais nada quero comentar uma feliz coincidência: há exatos 57 anos, nesta mesma hora do dia 10 de dezembro de 1959, meus pais Neid e Tirreno casavam-se.

Sinto-me emocionado e profundamente grato ao me dirigir a todos aqui presentes, em especial ao prefeito municipal Marco Aurélio Bertaiolli.

Tulio discursa em nome da família Da San Biagio. (Foto: Edson Martins)
Tulio discursa em nome da família Da San Biagio. (Foto: Edson Martins)

Estou feliz e, ao mesmo tempo, recompensado por ter sido escolhido pela minha família para, em seu nome, externar a nossa emoção e gratidão neste momento ímpar da história recente de nossa Cidade.

Esta oportunidade me leva a um passeio pelos 51 anos em que pude conviver com meu pai. E lhes confidencio: ele tinha um ideal prioritário. Que era Mogi das Cruzes. E transformou cada edição do jornal que fundou, e por 57 anos dirigiu, em ferramenta para a concretização desse ideal.

A inauguração desta imponente obra viária tem um significado especial para Mogi das Cruzes e, mais ainda, para os Da San Biagio.

Para Cidade, representa o primeiro passo para a solução de um problema crônico do nosso antigo centro urbano.

Eu e meu irmão temos a consciência de que não podemos substituí-lo. Mas firmamos com esta Cidade, neste momento, o compromisso de manter vivo o ideal de nosso pai, na defesa permanente e intransigente de seus propósitos.

Esta passagem subterrânea, cujo primeiro túnel está sendo entregue hoje ao tráfego de veículos, representará a libertação progressiva dos congestionamentos que sempre atormentaram aqueles motoristas que se aventuraram a passar por aqui, tendo de enfrentar os prolongados fechamentos das cancelas junto à linha férrea, para que os trens pudessem trafegar com segurança.

Mogi das Cruzes, a partir de hoje, poderá se orgulhar desta obra, assim como de tantas outras realizadas durante o profícuo mandato deste dinâmico prefeito.

E assim como a Cidade, posso garantir que a família Da San Biagio também sente-se especialmente honrada e orgulhosa por este importante complexo viário receber o nome de Tirreno Da San Biagio, o Tote, meu pai, um apaixonado por Mogi das Cruzes e defensor intransigente de seu progresso e crescimento.

A cada edição de O Diário, a cada grade de transmissão da TV Diário e em todos conteúdos digitais das plataformas que atuamos, sentimos que, de alguma forma, estamos trabalhando para a perenização de sua memória.

Neste momento, prefeito Bertaiolli e demais presentes, gostaria de lembrar um antigo orador que dizia que “nenhum dever é mais importante que a gratidão”, e assim poder afirmar a todos que esta homenagem prestada ao jornalista mogiano e fundador do jornal O Diário de Mogi ficará para sempre registrada, de maneira marcante e inesquecível, em algo maior que a estrutura de concreto que se apresenta à nossa frente.

Ficará guardada, em definitivo, na memória do coração de todos nós, da família Da San Biagio, onde se devem recolher as manifestações de carinho, como esta que hoje recebemos desta Cidade que meu pai tanto amou e pela qual sempre lutou.

Em nome de minha mãe Neid, de meu irmão Spartaco, da minha mulher, Márcia, de minhas filhas Giovanna e Rafaella e de demais familiares, gostaria de externar nosso mais sincero agradecimento por essa obra que irá eternizar o nome de meu pai no coração da Mogi das Cruzes, onde ele passou os 84 anos de uma vida voltada para o jornalismo e para os interesses maiores do Município e seus habitantes.

Neste momento avalio o orgulho que nosso pai teria ao deixar a sede de O Diário, que ele construiu com tanto amor no número 568 da Rua Ricardo Vilela e dirigir até este túnel. Chegaria devagar, nem tanto que atrapalhasse o trânsito que lhe seguisse. E olharia cada detalhe. Tenho certeza, voltaria mais uma vez, e ainda outra e muitas outras vezes para olhar, admirar, inspecionar. E sabemos, meu caro prefeito, também para lhe telefonar na manhã seguinte sugerindo uma pequena complementação. E, assim, honrar o que o senhor sempre diz a respeito de meu pai, que ele “Tote é o síndico de Mogi”.

Fonte:O Diário de Mogi