QUADRO DESTAQUE:
Projetos para a antiga rodoviária serão entregues à Prefeitura
9 de dezembro de 2016 QUADRO DESTAQUE
35 projetos foram apresentados para revitalizar antiga rodoviária; três foram selecionados. (Foto: Arquivo/ O Diário)
DANILO SANS
Os três projetos vencedores do Prêmio José Mário Calandra serão apresentados nesta sexta-feira (9), às 16 horas, ao chefe do Executivo, Marco Bertaiolli (PSD), e ao prefeito eleito para comandar a Cidade a partir do próximo ano, Marcus Melo (PSDB). O concurso selecionou ideias de estudantes de Arquitetura e Urbanismo para revitalização da antiga Estação Rodoviária de Mogi e seu entorno, a Praça Firmina Santana. A entrega das propostas será na Prefeitura.
É interessante destacar que os três projetos vencedores se complementam, com propostas de intervenções na área externa, a transformação da Praça Firmina Santana em um espaço dedicado ao pedestre; na parte interna do prédio, com a criação de novos espaços dentro do imóvel; e também no entorno, com a implantação de um circuito cultural no Centro do qual a antiga rodoviária faria parte. A ideia é entregar as propostas ao poder público como sugestões de políticas urbanas que podem, um dia, ser adotadas na Cidade.
Ao todo, 38 grupos de diversas universidades participaram do concurso, com a entrega de projetos. Os vencedores – três primeiros lugares – foram, em ordem alfabética: Duna, formado pela dupla Camila Hon Cioffi e Renan dos Santos Sampaio, alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP; Locus, composto pelos estudantes Gabriel Yuzo Massuda Suzuki, Larissa Florencia Bergmann Ferrão, Lucas Ryu Tomataya Boldt, Nayara de Oliveira da Silva e Rafael Kenzo Ishimoto, da Universidade (Unicamp); e Urupema, integrado por Denise del Giglio, Paola Ornaghi e Paula Dal Maso Coelho, também da USP.
Outros cinco grupos receberam menção honrosa por terem respondido, de forma consistentes e em diversas escalas de abordagem, às questões levantadas pelo concurso. São eles: CBLM, formado pelos alunos da Escola da Cidade – Bruna Cardoso, Conrado Cavani Monteiro, Lais Silva e Maria Clara van Deursen; Dupla V, composta por Vinicius Araujo de Melo e Vitória de Almeida Arruda, do Centro Universitário Senac; G2D, dos estudantes Daniel Alvares Duganieri, Danielle Rosa Santana e Gislaine Lemes Molizane Almeida, da Universidade Braz Cubas (UBC); Trio, dos alunos Clara Varandas Abussamra, Diego Petrini Pinheiro e Luna Coutinho Fonseca, da Escola da Cidade; e Umbu Cajá, com Luiza Pires Fujiara Guerino, Pedro Abrantes Andrade e Thiago Gregio, da USP.
Fonte:O Díário de Mogi
9 de dezembro de 2016 DESTAQUE
No terreno da Vila São Francisco restam apenas escombros do que foi a metalúrgica. (Foto: Arquivo)
DANILO SANS
O Grupo Shibata arrematou por R$ 14 milhões o terreno de 132 mil metros quadrados da Mogi Tubos (antiga Cosim), localizado na Vila São Francisco, ao lado do Supermercado Shibata da Vila Industrial. O leilão foi realizado nesta quinta-feira (8) por determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2) para o pagamento de dívidas trabalhistas.
O diretor de Operações do Grupo, Fernando Shibata, diz que o destino da área ainda não está definido. “Entendemos que existe uma sinergia com nosso próprio negócio. Temos alguns projetos e vamos ver o que cabe melhor”, ressalta. Ainda de acordo com o empresário, uma das possibilidades já aventadas é a instalação de um centro de distribuição para uso da rede.
Com a compra, o Shibata herda a dívida de R$ 1.778.786,15 de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), devidos à Prefeitura de Mogi. O imóvel ainda é objeto de hipoteca e penhora em outros processos.
O terreno foi vendido pelo valor inicial do leilão, R$ 14 milhões, ou 60% abaixo do valor avaliado – R$ 35 milhões. A área é bastante promissora e deve se valorizar após a conclusão da obra do Corredor Leste-Oeste, um investimento de R$ 89 milhões e que passa na frente da propriedade.
Segundo o TRT-2, os valores devidos aos ex-funcionários da Mogi Tubos ainda estão sendo calculados, já que o processo em questão centraliza diversas execuções trabalhistas.
Apesar de ser mais um passo em direção à conclusão dos processos movidos por ex-funcionários, este primeiro arremate do imóvel ainda não dá garantias de que as dívidas serão pagas, conforme explica o advogado José Beraldo, responsável por, pelo menos, uma dezena de processos contra a Mogi Tubos. “O processo agora volta para homologação da Justiça. A empresa pode recorrer se considerar o valor baixo”, explica.
A Mogi Tubos foi a última empresa a funcionar dentro da área da antiga Mineração Geral do Brasil, construída na década de 1940 pelo Grupo Jafet, que tinha o sonho de transformar Mogi em um grande polo siderúrgico. A empreitada durou pouco mais de 20 anos, até se afundar em problemas financeiros, abrir concordata e paralisar as atividades, em janeiro de 1965.
Por decreto e atendendo um pedido feito pela Cidade, o Governo Federal interveio no empreendimento, em 1967, e entregou a empresa à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A estatal ficou responsável por promover a reabilitação técnica da usina mogiana e formular programas de investimento.
Um ano depois, em 1968, a Mineração Geral do Brasil passou a se chamar Companhia Siderúrgica de Mogi das Cruzes (Cosim), que também enfrentou dificuldades financeiras durante o regime militar e fechou definitivamente as portas na década de 1980. O terreno original, com 453 mil metros quadrados, foi desmembrado e se transformou em outros empreendimentos, como o próprio Supermercado Shibata e a Indústria Nacional de Aços Laminados (Inal).
Apenas uma das divisões da antiga Cosim se reergueu após o fechamento da siderúrgica e passou a atuar com o nome de Excel Tubos de Aços, uma das duas únicas empresas do Brasil, na época, a produzir tubos de aço sem costura. Entretanto, a siderúrgica também não sobreviveu e, para tentar se livrar de dívidas trabalhistas e outras pendências judiciais, passou a funcionar com o nome de Mogi Tubos, que operou até 30 de dezembro de 2013.
A fábrica chegou a contar com 3,5 mil funcionários, mas na época do fechamento, mantinha apenas 40 colaboradores. Meses após o fechamento, ex-trabalhadores realizaram um protesto em frente ao imóvel para cobrar o pagamento de salários atrasados, férias vencidas e outros direitos.
História
CARLA OLIVO
Há 40 anos, o casal Massanosuke e Kimie Shibata e os três filhos João, Antônio e Paula abriram o primeiro Supermercado Shibata, o Shibatinha, no Bairro do Socorro, iniciando a história marcada por várias conquistas. Hoje são 19 unidades – oito hipermercados e 11 supermercados -, em 11 cidades do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral: Mogi das Cruzes (4), Itaquaquecetuba (1), Biritiba Mirim (1), Jacareí (4), Caçapava (1), Taubaté (2), Caraguatatuba (2), São Sebastião (1), Ferraz de Vasconcelos (1), Aparecida (1) e Pindamonhangaba (1). Há ainda quatro lojas Shibata Casa & Presentes (Mogi, Jacareí, Caçapava e Taubaté) e o e-commerce Shibata Casa & Presentes, além de restaurantes e farmácias.
A segunda unidade, o Hipermercado Shibata, foi inaugurada em 1989, no Mogilar. Em 1996, a Vila Industrial ganhou o segundo hipermercado do Grupo e três anos depois veio o investimento no Mogi Moderno, em sociedade com os irmãos Kimoto. No mesmo ano, os Shibata adquiriram dois supermercados da bandeira Mogiano, passaram a administrar seis lojas na Cidade e, ainda em 1999, as negociaram com o Grupo Pão de Açúcar.
O recomeço aconteceu no Vale do Paraíba e Litoral Norte, onde o Grupo abriu uma loja em Caraguatatuba e outra em Jacareí. Em 2001, foram abertas a segunda unidade de Jacareí e a primeira de Taubaté. O Shibata chegou a Biritiba Mirim em 2002 e dois anos depois retomou atividades em Mogi, reabrindo o Hipermercado da Vila Industrial. Em 2005, foi aberta a terceira loja em Taubaté. Em 2008, Caraguatatuba ganhou a segunda unidade e o Grupo inaugurou a segunda loja em Mogi, o Shibata Empório, no Centro, que conta com o Shibata Casa & Presentes. Em 2011, foi a vez da terceira loja de Jacareí, e no ano seguinte, Caçapava recebeu um hipermercado, a terceira Shibata Casa e Presentes e um mini-shopping.
Em 2014, o Grupo abriu supermercados em César de Souza, na Cidade, e São Sebastião, no Litoral Norte. No ano seguinte, Ferraz, Aparecida e Jacareí ganharam lojas Shibata e, em 2016, a rede chegou a Pindamonhangaba.
Fonte:O Díário de Mogi
7 de dezembro de 2016 Cidades
A cerimônia de diplomação da nova turma no hall da Prefeitura. (Foto: Edson Martins)
SILVIA CHIMELO
A Guarda Municipal de Mogi ganhou um reforço de mais 30 agentes para a segurança pública na Cidade. O aumento do número do efetivo deverá oferecer maior respaldo à corporação, que se prepara para assumir novas responsabilidades com o projeto de armamento, previsto para começar nos primeiros meses de 2017. O processo está em andamento. A Prefeitura aguarda a direção da Polícia Civil enviar 60 pistolas calibre 38 para serem utilizadas neste trabalho.
A cerimônia de diplomação da nova turma, que inicia o trabalho imediatamente, foi realizada na tarde desta terça-feira (6), no hall da Prefeitura Municipal, com a participação de familiares, representantes das policias Civil e Militar, políticos e autoridades locais. Na ocasião também foi comemorado o 14º aniversário de instalação da Guarda, que conta atualmente com 200 profissionais e possui 15 veículos para realizar as atividades.
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), depois de destacar os investimentos feitos pelo seu governo no setor de segurança pública, falou sobre a efetividade da Guarda Municipal para ajudar a zelar do patrimônio público municipal e resolver situações de conflito na Cidade. “Existe um trabalho que passa imperceptível pelas pessoas e que tem que ser exercido com mãos de ferro todos os dias para combater infrações, proibir invasões de áreas, fechar bares que não cumprem a lei, muitas outras coisas”, disse Bertaiolli.
Dos 30 novos guardas municipais formados, 26 são homens e quatro mulheres. O treinamento teve 900 horas aulas de várias disciplinas de atuação da corporação, de acordo com currículo estabelecido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, ligada ao Ministério da Justiça. O curso foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança, com ajuda da Procuradoria do Município e das Guardas Municipais de Guarulhos e de Suzano.
Segundo explicações do secretário de Segurança Pública, coronel Eli Nepomuceno, o processo de armamento dos policiais deve começar a partir de 2017. “Houve atrasos no envio das armas por causa do processo eleitoral, mas já está sendo providenciada a contratação da psicóloga que vai fazer uma avaliação dos guardas antes de autorizar o uso por parte dos agentes, que também receberão treinamento e capacitação para lidar com arma de fogo”, explica Nepomuceno. Ele disse que em um primeiro momento, apenas 60 dos 200 guardas municipais vão usar o equipamento.
A principal atribuição da Guarda Municipal é zelar pela integridade do patrimônio público e apoiar as demais secretarias em ações como abordagem a moradores de rua, fiscalização de ambulantes, Lei Seca, segurança em feiras livres, entre outras. Além disso, ela auxilia a Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do videomonitoramento.
Entusiasmo com o novo trabalho, o novo GM e orador da turma, Carlos Eduardo Oliveira da Silva disse que estão “preparados para enfrentar os problemas do dia a dia, para preservar o patrimônio público e trazer paz para a sociedade”.
Fonte:O Diário de Mogi
8 de dezembro de 2016 Cidades, QUADRO DESTAQUE
Rua Afonso Pena teve aumento no trânsito de motoristas que tentam seguir até o Mogilar. (Foto: Edson Martins)
SILVIA CHIMELLO
As mudanças no trânsito nas proximidades do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, no Centro, geram discussões entre as pessoas que residem perto da área. O engenheiro e professor aposentado Alexis Unger Ramos, morador na Rua Afonso Pena, perto da passagem subterrânea, afirma que há alternativas mais práticas para direcionar o tráfego de veículos e evitar confusões.
“As mudanças estão deixando os motoristas perdidos. Existem opções para evitar que os carros tivessem que ficar dando voltas para sair do Centro”, observa. Na opinião dele, em vez de acessar a Engenheiro Gualberto, a Prefeitura poderia colocar agentes de trânsito na Campos Sales, próximo à linha do trem, para orientar os condutores a seguirem direto até a Casarejos, sentido Mogilar e Ponte Grande.
Ele avalia ainda que o melhor seria se a Cabo Diogo Oliver tivesse mão dupla até a Casarejos, para facilitar a saída. Hoje, o motorista que acessa a Cabo Diogo pela Engenheiro Gualberto tem que voltar pela Salvador Cabral para pegar novamente a Afonso Pena.
A Secretaria Municipal de Transportes (SMT), por sua vez, explica que a Casarejos é a principal rota indicada aos motoristas que estão na Vila Industrial e querem chegar ao Mogilar, podendo ser acessada pela Campos Salles, Santa Rosa ou Afonso Pena. A Pasta informa ainda que foram instaladas 26 placas na região da Avenida Governador Adhemar de Barros, além de banners nos principais pontos da região.
Para orientar os motoristas, a Secretaria diz que agentes de trânsito e técnicos estão acompanhando o comportamento do trânsito a fim de verificarem eventuais ajustes a serem adotados.
Fonte:O Diário de Mogi