segunda-feira, 25 de julho de 2016

Condemat prepara seminário de políticas para as mulheres

Câmara Técnica

Evento ocorrerá no dia 4 de agosto, em Mogi das Cruzes, em comemoração aos dez anos da Lei Maria da Penha
Foto: Divulgação


Em reunião anteontem, integrantes do grupo definiram a estrutura do seminário
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) vai promover, no dia 4 de agosto, o 1º Seminário de Políticas Públicas para Mulheres. O evento terá como foco a comemoração dos dez anos da Lei Maria da Penha e vai ser realizado em Mogi das Cruzes, com a participação de palestrantes convidados.
Iniciativa da Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Condemat, que reúne representantes das 11 cidades do Alto Tietê, o seminário vai destacar os avanços decorrentes da Lei Maria da Penha, considerada uma das três melhores legislações do mundo de enfrentamento à violência contra as mulheres, assim como os desafios que ainda se apresentam aos municípios na atenção para a mulher.
"A Lei Maria da Penha gerou avanços e, cada vez mais, precisa ser estudada para que seja fortalecida. O seminário vai chamar a atenção para isso e também será importante para unificar o trabalho realizado nos municípios", destacou Valda Rocha, secretária da Mulher de Poá e coordenadora da Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Condemat.
Em reunião anteontem, as integrantes do grupo de trabalho definiram a estrutura do seminário, que será voltado principalmente para profissionais que atuam em áreas de atendimento ao público feminino, como os conselhos municipais, delegacias e Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
As palestras do 1º Seminário de Políticas Públicas para Mulheres do Alto Tietê terão as participações da promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur, coordenadora do Núcleo de Combate à Violência contra a Mulher do Ministério Público; do professor e psicólogo Leandro Feitosa Andrade, coordenador do grupo de homens no Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde; e da delegada Rosmary Correa, titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher do Brasil, ex-deputada estadual e presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina.


Fonte:Mogi News

Obras: Até dezembro, Itaquá terá 25 unidades médicas reformadas

Postos e outros setores de atendimento em saúde são revitalizados para melhorar a qualidade dos serviços
A partir da próxima semana e até o fim deste ano, a Prefeitura de Itaquaquecetuba entregará 25 unidades médicas totalmente revitalizadas. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Saúde e de Finanças, William Harada, durante solenidade que marcou a entrega da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) Caiuby.
O posto, instalado há quase 20 anos no distrito, dos quais 12 sem receber serviços de manutenção, foi totalmente reformado por determinação do prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), num investimento de pouco mais de R$ 150 mil.
"Na verdade, o que estamos fazendo aqui hoje (ontem) e iremos fazer nos demais postos e todas as unidades de serviços médicos da cidade é, nada mais, nada menos, do que oferecer o mínimo de condições de trabalho aos funcionários da rede municipal, com equipamentos e infraestrutura, e melhores espaços para recepção e atendimento dos pacientes", afirmou Harada.
Ele disse que quando o atual governo assumiu a administração, faltava praticamente tudo nas unidades: médicos, enfermeiros, medicamentos, insumos e até papel higiênico. "Diante desta situação caótica e com poucos recursos à disposição, tivemos de adotar uma postura de priorizar o básico, começar a fortalecer nosso alicerce. Investimos na contratação de médicos e enfermeiros, compra de medicamentos para dar melhor assistência à população e, mais tarde, promover melhorias nas instalações dos prédios. É o caminho inverso, do ponto de vista político, mas queremos fazer direito, dar o melhor para a população e não fazer cena ou enganar o povo", reforçou.
População
Para Ivaneide de Lima, de 28 anos, tal postura adotada pela gestão Mamoru Nakashima é a mais correta. "De nada adianta ter um posto grande, lindo, limpo, sem ter médicos ou enfermeiros suficientes para o atendimento. E aqui no Caiuby, nos últimos anos, observei que houve ampliação de médicos e a qualidade do serviço também ficou melhor. É claro que a reforma do posto vai melhorar ainda mais, porém, não fossem pelas pessoas que aqui trabalham, de nada adiantaria", comentou ele, que reside no Jardim Tame e caminha cerca de 30 minutos para ter atendimento para si e o filho, o pequeno Enzo, de oito meses.
Antiga moradora do bairro, dona Rita Francisca, 86, e sua filha Cléia Nogueira, 55, são só elogios ao governo atual. "Está tudo ótimo aqui no Caiuby. Os médicos são muito bons, atenciosos. Não tenho do que reclamar", disse Rita. "O prefeito está certo: tem de investir primeiramente em pessoal e depois na parte estética dos postos. Ambos são importantes, mas na saúde o atendimento humanizado deve estar em primeiro lugar", acrescentou Cléia.
A dona de casa Verônica Aleixo Silva, 20 também diz estar satisfeita com o atendimento na UBS do Caiuby. "Desde a recepção até a saída do consultório médico sou sempre bem atendida".
Além da UBS Caiuby, a Prefeitura de Itaquá já reformou as unidades do Morro Branco, Monte Belo e do Marengo Baixo e ainda constam na programação o setor de ambulância, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e outros postos de saúde do município.


Fonte:Mogi News

Inês Paz (PSOL) Uma opção à esquerda

Luana Nogueira

Pré-candidata do PSOL já foi vereadora em dois mandatos e agora tenta se tornar a 1ª prefeita de Mogi, com foco na periferia e nos excluídos
Foto: Erick Paiatto


Pre candidatura de Ines Paz
A ex-vereadora Inês Paz, de 64 anos, é a pré-candidata do PSOL para disputar em outubro a eleição para a Prefeitura de Mogi das Cruzes. Ligada à política desde a juventude, a professora concorrerá novamente para tentar se tornar a primeira prefeita do município.
De esquerda, ela ajudou a fundar o PT e o PSOL. A pré-candidata falou de sua visão sobre Mogi e avaliou os desafios que a cidade impõe aos candidatos.
Mogi News: Como se interessou pela política?
Inês Paz: O que me atraiu foi a defesa de uma sociedade justa e igualitária, independentemente de estar vinculada a um partido ou não. Na juventude já comecei a discutir as contradições da sociedade em que vivemos. No percorrer da vida percebi que um dos instrumentos para fazer com que uma sociedade seja justa é o partido.
MN: Quando foi sua primeira eleição?
Inês: Foi em 1992, como candidata a vereadora e fiquei como segunda suplente. Em 2000, fui eleita para a Câmara. Em 2005, deixei o PT e no mesmo ano ajudei a formar o PSOL. Organizei o partido na cidade. De 2005 a 2008 fui vereadora pelo PSOL.
MN: Como você enxerga Mogi?
Inês: A cidade, para quem é mogiano e tem certa vivência, mudou totalmente seu perfil. Mas diria que mesmo com uma arrecadação bastante alta, Mogi continua com rincões de pobreza e bairros que não têm nem o básico. Ela tem uma pequena parte de desenvolvimento, pois o grosso do município está abandonado de serviços essenciais. Acho que hoje há somente foco onde está o investimento e o desenvolvimento.
MN: Quais são os desafios da cidade?
Inês: Nossa bandeira central para a cidade é a inversão de prioridade, pois isso ainda não ocorreu. Para nós, o central é a periferia. O nosso investimento, a nossa dedicação é nessa questão dos bairros afastados e da população pobre. Outro ponto que acho importante, mas que aqui não existe, e nesse aspecto Mogi está atrasada, é a participação popular.
MN: Quais áreas vê como prioritárias?
Inês: Temos cinco questões básicas para a cidade, que são a saúde, a educação, a mobilidade urbana e a segurança, que sabemos que não é de responsabilidade do prefeito, mas a cidade tem muito o que contribuir, pois vemos a questão dos assassinatos e das chacinas da juventude. O último item são os direitos individuais, que pega a questão da comunidade LGBT, da mulher, do negro e do jovem.
MN: Como vê administrar Mogi em um período de crise?
Inês: A crise atinge todos os setores, mas sabemos que também há manipulação de dados dessa crise, porque o Brasil é rico. Uma das questões que vamos fazer é um enfrentamento, uma aliança com as cidades do Alto Tietê, pois os municípios são os que mais contribuem com os impostos e acabam não recebendo o retorno. A questão da crise é como você vai administrar o dinheiro.
MN: Como está a sua pré-campanha?
Inês: O PSOL tem perfil e ideologia que não aparecem apenas nas eleições, tem trabalho no seu dia a dia. Por isso, nossa atuação não muda muito. A diferença é que a população, por estar em um momento eleitoral, acaba discutindo mais essa questão. Tenho minhas ações, independentemente de estar ou não vereadora. Estamos organizando nossa chapa de pré-candidatos a vereador, pois é importante que eles tenham um bom desempenho. Visitamos os filiados, os bairros, discutimos a cidade e ouvimos o que a população acha mais importante.
MN: Como será a sua campanha?
Inês: A nossa campanha não é de hoje, sempre foi sem financiamento de empreiteira. Temos dificuldade de montar uma estrutura, às vezes, necessária para a campanha, mas vamos fazer da forma que der. Se tivermos condições, com a arrecadação que faremos junto com a militância e com os amigos, de alugar um local no centro, vamos fazer. Caso não dê, procuraremos a casa de amigos e faremos nossa banquinha no Largo do Rosário, que é nossa tradição, para ter contato com as pessoas.
MN: Quanto tempo de televisão o PSOL terá?
Inês: De 7 a 10 segundos. Não foi diferente nas campanhas de 2008 e 2012. A televisão é um instrumento muito importante, pois percebemos que quando aparecemos em um programa eleitoral ou debate, por exemplo, isso repercute, os munícipes vêm debater. Depois, há o desdobramento com a panfletagem de casa em casa, que é a campanha que fazemos.
MN: Como estão as parcerias?
Inês: O PSOL é construído coletivamente, tanto no nacional e estadual, quanto no municipal. Avançamos bastante no que se refere a coligações. Em Mogi sempre estivemos abertos e essas conversas não foram encerradas. Estamos dialogando com o PT e avançando em algumas coisas. Não fazemos coligação com partidos que consideramos de direita.
MN: O candidato a vice da chapa já foi escolhido?
Inês: O PSOL decidiu pelo Jorge Paz. Nossos nomes devem ser oficializados na convenção do dia 31, às 10 horas. Ainda vamos definir o local.
MN: Por que você deve ser eleita?
Inês: Porque sou a única proposta colocada nas eleições como alternativa para a população excluída. Tenho a proposta de candidatura que realmente está preocupada com a cidade como um todo e não apenas com aqueles que detém o poder econômico.

Fonte:Mogi News

Gratuito: Atendimento na Defensoria cresce em Mogi

Com crise e desemprego elevado, número de pessoas que procuram o serviço público aumentou na cidade
Foto: Daniel Carvalho


População é atendida de segunda a sexta-feira, das 8 às 9h30, no Jardim Armênia
Entre janeiro e junho deste ano a Defensoria Pública de Mogi das Cruzes, que abrange também o município de Biritiba Mirim, realizou uma média de 3 mil atendimentos por mês. A maior parte dos casos refere-se a assuntos da Vara da Família, tais como divórcios, pensão alimentícia e solicitações de guarda de menores.
Para o defensor público Gediel Claudino de Araújo Júnior, entre os fatores responsáveis pela crescente demanda está a crise econômica vivenciada pelo País, bem como a popularidade da entidade. "Temos atendido até 200 pessoas por dia. A crise impacta devido ao aumento do desemprego. Com isso as pessoas acabam não tendo condições financeiras de contratarem um advogado. Além disso, a procura tem crescido nos últimos anos porque a Defensoria tornou-se mais conhecida. E também devemos considerar que os cidadãos estão cada vez mais indo em busca de seus direitos", disse.
Araújo destacou ainda a importância do papel exercido pela entidade. "A Defensoria consegue viabilizar que o cidadão, mesmo carente, consiga pleitear seus direitos. Nós atendemos todos os tipos de casos da área Civil e oferecemos serviço psicológico e de assistência social para mulheres vítimas de violência, dependentes químicos em busca de internação, entre outros", ressaltou.
Segundo ele, ao contrário do que muitos pensam, o atendimento vai muito além de uma simples orientação jurídica. "A conversa inicial, quando somos procurados, é apenas a ponta do 'iceberg'. Depois disso há todo o trâmite processual necessário para que a pessoa possa ter seu direito reconhecido. Então a demanda hoje é excessiva, principalmente se considerarmos que a Defensoria abrange três varas criminais e apenas dois defensores. O ideal é que fosse ao menos um por vara", avaliou.
A sede da Defensoria Pública está localizada na rua Francisco Martins,30, no Jardim Armênia. O horário de funcionamento para entrada de processos é de segunda a sexta-feira das 8 às 9h30.
A recomendação é que ao procurar atendimento o munícipe esteja munido de documentos básicos de identificação, comprovantes de renda pessoal e familiar, bem como comprovante de endereço. "O serviço prestado pela Defensoria não substitui o da OAB. É necessário que as pessoas comprovarem que se encaixam no perfil alvo."

Fonte:Mogi News