Mogilar deve ganhar feira noturna
DOM, 09 DE NOVEMBRO DE 2014 00:00
Feira noturna realizada na Rua Braz Cubas atrai grande 2 mil pessoas todas as quintas-feiras / Foto: Eisner Soares
Ainda no primeiro semestre de 2015, uma nova feira noturna pode começar a funcionar em Mogi das Cruzes. A única deste tipo, por enquanto, fica na Secretaria Municipal de Agricultura e acontece às quintas-feiras, das 16 às 21 horas, na Rua Braz Cubas. A ideia da Prefeitura é manter o comércio na região central e abrir um segundo ponto de venda, em algum outro dia da semana, no Mercado do Produtor.
O secretário Oswaldo Nagao explica que a afirmação da feira noturna central levou a Pasta a pensar em um segundo local. “Nós temos uma média de dois mil visitantes todas as quintas-feiras. É um número alto e com projeções que apontam uma possibilidade de elevação muito maior. Ao que tudo indica, nós poderemos ter uma segunda feira noturna nessas características na Cidade”, disse.
O local pretendido é a Cobal. Por lá há o tradicional Varejão aos domingos. O local tem ficado cada dia mais cheio.
A escolha pela Cobal, de acordo com Nagao, se deve à boa localização do espaço, às opções de transportes e à possibilidade de atender moradores de regiões da Cidade com difícil acesso à feira das quintas-feiras.
“Espero entre janeiro e fevereiro já ter uma definição sobre este novo projeto. A feira, assim como todas ações que estamos desenvolvendo na Secretaria, buscam a valorização da mão de obra do produtor local e da nossa produção. Criar mecanismos para a comunidade produtora ter facilidade para escoar seus produtos é valorizar os agricultores daqui”, acrescentou Nagao.
Centro
Duas mil pessoas a cada quinta-feira, 26 feirantes que vendem legumes, frutas, pastéis e até comida japonesa. Não é a toa que a feira noturna tem se firmado como um dos bons acertos da Secretaria de Agricultura local.
A recomendação aos comerciantes, como eles disseram a O Diário, é que os produtos estejam frescos e bonitos para venda. São os chamados “selecionados”.
A iniciativa é a menina dos olhos de Oswaldo Nagao, que fala com vontade deste projeto, iniciado em 2013. “Havia uma necessidade de criar uma feira que começasse à tarde e fosse até a noite para que uma parcela da população que não conseguisse comprar as coisas durante o horário de trabalho, tivesse uma opção. A pessoa encontra muitas coisas lá. Desde as frutas, legumes e verduras até comida e artesanato”, ressaltou.
Um ponto que deve ser melhorado é a divulgação da feira noturna. Durante a visita da reportagem ao local há alguns dias, algumas senhoras questionaram a falta de sinalização identificando o evento. “Acho que esse é uma das coisas que devemos melhorar. Temos uma faixa na Rua Braz Cubas, avisando sobre a feira, mas outras podem ser colocadas. O que deve ficar claro é que as pessoas questionam a ausência de sinalização na Rua Princesa Isabel de Bragança. Ali é ponto de saída dos carros que devem entrar pela Braz Cubas”, diz Nagao. (Lucas Meloni)
Fonte:O Diário de Mogi
Frota de Mogi tem 218 mil veículos
DOM, 09 DE NOVEMBRO DE 2014 00:00
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Grande volume de veículos circulando pelas vias da Cidade causa congestionamentos em pontos como a Rua Ipiranga / Foto: Arquivo
Imagine que a Cidade tenha 60 carros e motos estacionados em cada uma das ruas e avenidas, seja no Centro ou em bairros mais afastados. Apesar de ser quase impossível encontrar esta situação, este é o número da atual frota de veículos no Município distribuído proporcionalmente nas vias de Mogi.
O volume atual de automóveis e motos, segundo a Prefeitura de Mogi, é de 218.542, praticamente 1 a cada dois habitantes da Cidade, que chega a 400 mil pessoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se divididos pelas 3.635 vias do Município, chegamos à fila de 60 veículos mencionada acima. Para se ter uma ideia do crescimento da frota nas ruas, em 2003, a proporção seria de 26 veículos em cada via, um aumento de 122% em 11 anos. “E a tendência é piorar”, alerta o especialista em trânsito, Eliseu Ruiz.
Segundo ele, a malha viária da Cidade não acompanha o crescimento da frota. “E isso não é um privilégio de Mogi das Cruzes, acontece na maioria, se não em todas as cidades brasileiras. Porque não é simplesmente abrir uma rua nova. É implantar vias que absorvam a quantidade de veículos, e isso é uma tarefa muito difícil, porque grandes centros urbanos já possuem suas vias estabelecidas”, comentou.
E é fácil sentir o reflexo deste crescimento nas principais ruas da Cidade. Entre as mais movimentadas estão a Avenida Francisco Ferreira Lopes, por onde passam uma média de 5,8 mil veículos por hora no final da tarde. A Avenida Lourenço de Souza Franco registra 4,6 mil e a Voluntário Fernando Pinheiro Franco 4,6 mil. Em seguida vem a Avenida Henrique Peres, no Distrito de Braz Cubas, com 4,2 mil.
“Quando se faz a comparação de veículos da frota da Cidade dividida pelo número de ruas, não estamos contando com os motoristas de outros municípios que passam por aqui e circulam nas ruas e avenidas de Mogi. Isso também gera impacto”, destacou Ruiz.
Mogi tem projetos em andamento que podem ajudar a absorver a frota, como a extensão da Avenida Guilherme Giorgi, que somará 8,5 quilômetros entre Jundiapeba e Braz Cubas. Pela proposta, a via terá duas pistas com 10,5 metros de largura cada, corredor exclusivo para o transporte coletivo no canteiro central, ciclovias e calçada para circulação de pedestres. A duplicação da Guilherme Giorgi consta no Plano Diretor da Cidade, de 2006, e representa uma forma de melhorar a mobilidade no eixo leste-oeste do Município.
Outras medidas, como o alargamento da Rua Olegário Paiva, no Centro, e a construção da passagem subterrânea na Praça Sacadura Cabral, também ajudarão na fluidez do trânsito. “Estas ações são necessárias, com toda certeza. Mas é preciso criar vias que liguem diversos pontos das cidades em todos os sentidos: leste, oeste, norte e sul. Porque se você só fizer para dois sentidos, o usuário deixará de chegar onde realmente precisa e o sistema viário torna-se ineficaz”, avaliou Ruiz.
Transporte público
Uma pesquisa da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP) analisou o ritmo de crescimento da frota em comparação com a quantidade de vias, com base em dados de 2003 e 2012. O relatório inclui cidades brasileiras com mais de 60 mil habitantes e cinco municípios do Alto Tietê, entre eles, Mogi. Apesar de não trazer informações específicas da Cidade, a pesquisa mostra que investir em transporte público é o caminho. Segundo o levantamento, o número de motorista que utiliza seu próprio veículo (transporte individual) é 79% maior do que aqueles que optam por ônibus ou trens.
“E não é só isso. Não há como criar mais vias para absorver a frota, porque cada vez haverá mais veículos nas ruas. É preciso investir em transporte público, corredores de ônibus, trens, metrôs”, definiu o especialista.
Em Mogi, as linhas de ônibus municipais realizam 4 milhões de viagens por mês. Segundo o secretário de Transportes, Nobuo Aoki Xiol, enquanto dois ônibus padrão transportam 190 passageiros, seriam necessários 122 automóveis para conduzir esse mesmo número de pessoas. A Cidade já conta com corredores para ônibus em duas vias: Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Rua Ipiranga. (Jamile Santana - Especial para O Diário)
Fonte:O Diário de Mogi
Furusato é atração no Cocuera
DOM, 09 DE NOVEMBRO DE 2014 00:00
Autoridades participaram ontem da solenidade de abertura do Furusato Matsuri, no Cocuera / Foto: Jonny Ueda
A chegada da primeira família de imigrantes japoneses ao Bairro do Cocuera, há 95 anos, foi lembrada pelo presidente da Associação dos Agricultores de Cocuera (AAC), Armando Saito, ontem, durante a abertura da 24ª edição do Festival Agrícola Furusato Matsuri, cujo tema deste ano é “Parabéns, Cocuera”. O tradicional evento da colônia oriental pode ser visitado ainda hoje, das 10 às 19 horas. A organização espera receber 20 mil pessoas nos dois dias da programação. O ingresso custa R$ 8,00 e estudantes, professores e aposentados pagam meia-entrada.
A solenidade de abertura contou com a presença de diretores de associações culturais e autoridades, como o cônsul-geral do Japão, Shigeru Iida; o diretor geral do Departamento Consular de São Paulo; os deputados federais do PSD, Junji Abe e Walter Ihoshi (reeleito); e o deputado estadual reeleito Luiz Carlos Gondim (Solidariedade); os vereadores Pedro Komura (PSDB), presidente do Bunkyo - Associação Cultural de Mogi das Cruzes, Juliano Abe (PSD) e Sadao Sakai (PR). O prefeito em exercício José Antônio Cuco Pereira (PSDB) também esteve presente, acompanhado do secretário municipal de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, e demais assessores.
Emocionado ao ver a festa já aberta, Saito se emocionou e lembrou que foram meses de dedicação. “A comunidade nikkei [japoneses nascidos fora do Japão] está de parabéns”, observou. Questionado se há projetos para ampliar a festividade, promovendo-a em mais dias, Saito disse que isso não é possível porque os associados da entidade do Cocuera estão ficando idosos. “Temos pouco mais de 100 associados e 50% deles estão envelhecendo. E são eles que trabalham para a realização da festa. O que não podemos deixar é que essa festividade se acabe”, ressaltou.
Já Komura lembrou que, apesar de estarem na 24ª edição do evento, ele é promovido há 44 anos. “O embrião foi a Festa do Pêssego, promovida por 20 anos. Cocuera é o berço da imigração japonesa na Cidade e festejar é voltar à terra natal, porque muitos dos moradores saíram daqui para buscar outras profissões, fora do segmento agrícola, mas sempre retornam para prestigiar o Furusato”, disse.
O prefeito Cuco Pereira destacou que a participação dele no Furusato tem significado especial. “Já estive aqui como vereador, presidente da Câmara e vice-prefeito, mas hoje participo como prefeito em exercício, o que é motivo de orgulho e satisfação. A agricultura ajudou a alavancar o comércio em nossa Cidade e a trazer novos empreendimentos, o que fez com que Mogi das Cruzes pudesse crescer da forma como se encontra atualmente”, afirmou. Gondim e Junji Abe também ressaltaram a importância do Cocuera para o desenvolvimento da Cidade.
As atrações de hoje são os shows artísticos de Ruy Jackson Show, Kenko Taisso, Grupo Mary Nishimura, Odori Dishou no Kai, Grupo Karaokê, Hanabi/Shiawase Soran, Grupo Baila Comigo, apresentação de Karatê Kyokushin, banda musical e o encerramento. (Maria Salas)
Fonte:O Diário de Mogi
Edital para obras na travessia do Aterrado em Salesópolis será publicado em 15 dias, informa DAEE
Departamento confirma investimento de R$ 1,6 milhão para executar obras
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) confirmou, hoje, a reconstrução da travessia do Aterrado e disse que a estatal fará um investimento de R$ 1,6 milhão para executar as obras. Ainda de acordo com o órgão, o edital de licitação para essa construção será publicado no DOE em até 15 dias. Após a definição da empresa responsável, as obras devem durar 6 meses. A informação é do superintendente Alceu Segamarchi ao deputado estadual André do Prado (PR) e ao prefeito de Salesópolis, Benedito Rafael (PR), que estiveram reunidos na sede do DAEE.
“Em face da dificuldade da formalização do convênio entre prefeitura e Estado, o DAEE assumiu o compromisso de executar o projeto. A obra, que consiste na recuperação da travessia, permite a transposição das águas da represa de Salesópolis. É um projeto muito importante e vai melhorar a qualidade de vida das pessoas que residem nas proximidades”, informou o deputado André, que vem se reunindo nas secretarias responsáveis há quase 1 ano.
A expectativa do parlamentar é que seja garantida à população o tráfego mais rápido e seguro pela região, mesmo nos períodos de chuva e que o escoamento da produção de eucaliptos do município não seja prejudicado. “Estamos esperançosos de que o edital seja logo lançado e, assim, a empresa vencedora da licitação dê início ao projeto com celeridade”, destacaram André do Prado e o prefeito Rafael.
A situação do Aterrado vem se agravando desde 2012, que após fortes chuvas, sofreu o rompimento da estrutura, ocasionando a destruição parcial da via, inundando a passagem e comprometendo o deslocamento de cerca de duas mil pessoas dos bairros Aparecida, Arrepiado, Pinheirinho, Aterrado e Pedra Branca. “A comunidade espera pelas melhorias há anos. Quando chove, não há como se locomover, levando inúmeros prejuízos aos moradores da região”, alegou o prefeito Rafael.
O prefeito agradeceu a intercessão do deputado André do Prado durante todo o processo que envolveu a confirmação dos investimentos. “Ao lado do deputado temos batalhado para assegurar a reconstrução dessa passagem. Esperamos que o DAEE possa executar rapidamente todas as providências e garanta a execução do projeto”, destacou Rafael.
Fonte:Camilo Borges de Carvalho