Professores querem gestão participativa
SEX, 05 DE JULHO DE 2013 00:00
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Elisa Brisola e Leandro Bassini, da Unitau, foram palestrantes do último dia da programação da Conferência Municipal da Educação / Foto: Edson Martins
O último dia da 1ª Conferência Municipal de Educação de Mogi das Cruzes, que ocorreu da última terça-feira à noite de ontem (4), foi marcado por um intenso debate sobre modelos de gestão participativa que podem ser aplicados na educação do Brasil, do Estado e do Município. Trata-se de um mecanismo que vem sendo apontado nos últimos anos como uma das formas de enfrentar o desafio de constituir uma educação de qualidade e igualitária.
Os educadores Leandro Bassini e Elisa Brisola, ambos da Universidade de Taubaté (Unitau), destacaram os princípios básicos para nortear as mudanças que podem ocorrer no sistema educacional em caso de aplicações de mecanismos de gestão democrática. Um dos principais efeitos é a construção de uma cidadania emancipadora, autônoma e capaz de se integrar aos processos de tomada de decisões.
A ideia é que comunidades, pais, alunos e outros atores sociais tenham papel efetivo durante todo o processo educativo de uma instituição de ensino, isso porque nela seriam inseridos mecanismos de gestão democrática participativa e assim os recursos humanos, burocráticos e financeiros se voltariam à essência da escola: um espaço de formação crítica e não apenas de formação de mão de obra para o mercado.(Marcos Araújo - Especial para O Diário)
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Fonte:O Diário de Mogi
Mogi terá 4 projetos para idosos
SEX, 05 DE JULHO DE 2013 01:07
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Bertaiolli anunciou ontem as ações para atender idosos / Foto: Gustavo Rejani
O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) anunciou ontem (4) quatro projetos voltados aos idosos de Mogi, em solenidade no Gabinete da Prefeitura, que contou com a participação de 150 pessoas. Ele fez um balanço das atividades direcionadas à terceira idade e apresentou o novo modelo de atuação da Coordenadoria do Idoso, que atuará de maneira integrada com todas as secretarias municipais.
Os trabalhos ficarão sob o comando do escritor Nelson Albissú. O professor Jair Salvarani, que atuava nessa frente, será responsável pelas atividades esportivas, como o Pró-Hiper. Os projetos anunciados são a instalação da Vila Dignidade, o Centro Dia do Idoso, a Praça de Convivência da nova Casa da Criança e o Centro de Reabilitação e Fisioterapia, em Braz Cubas. A reorganização da Coordenadoria do Idoso visa melhorar a comunicação e integrar os programas voltados à terceira idade no Município, além de acompanhar a implantação de novas iniciativas previstas para esta gestão. A primeira missão de Albissú é “conjugar e modernizar os projetos já existentes”, além de buscar recursos junto aos governos estadual e federal para novas ações.
“A Coordenadoria vai unir todos os projetos para que conversem entre si e possibilitem que as ações desenvolvidas pela Prefeitura tenham rendimento maior. A intenção é ampliar e unificar os serviços através de um único caderno, para que os idosos tenham conhecimento de todas as opções e possam usar melhor os serviços oferecidos”, argumentou o prefeito. (Silvia Chimello)
Fonte:O Diário de Mogi
Tribuna Livre
(Des)amor filial
Dirceu Do Valle
A síntese do pensamento cristão está no Decálogo. Aponta a Bíblia, indicando o caminho para chegar bem quando se partir desta para melhor, que quem segue os Dez Mandamentos "tem a vida eterna" (Mt 19, 16-21).
E se a lei de inspiração divina, com o tempo, sofre aperfeiçoamentos, como, por exemplo, sucedeu com o Antigo e o Novo Testamento, quem dirá a dos homens, profana, imperfeita.
Deste modo, a lei e sua interpretação, com o passar dos anos, alteram-se para se acomodar aos avanços - e, também, aos retrocessos! - galgados. Normas de antanho, não raro lixo legislativo, estão fadadas ao ocaso, vigentes na prática e revogadas pelo consuetudinário.
E ao que aqui interessa, dentro daqueles preceitos base recebidos por Moisés no Monte Sinai, destaque-se um que é o "Honrar pai e mãe", dispositivo, em tempos atuais, tão renegado.
Em razão da indiferença no trato dos mais velhos, veio à lume o Estatuto do Idoso, excepcionalíssimo momento de lucidez, raro instante em que não legislava em causa própria o Congresso.
Assim, conquanto ausente política pública efetiva - e isso em todos os níveis: federal, estadual e municipal - , para lidar com a questão, sobreveio, ao menos no campo legislativo, medidas protetivas para aqueles no inverno da existência.
Entretanto, entre nós as referidas disposições legais, focam primordialmente o material, dificultando que a velhice seja vítima do logro ou da violência ou, ainda, do desemparo financeiro. Entenderam nossos representantes, porém, que sobre amor, respeito e gratidão não se cabe legislar, impondo, goela abaixo, deferência.
Do outro lado do mundo, em nação que sabidamente não tem lá muito compromisso com Direitos Humanos, visitar os pais é lei.
Na China, nesta semana, foi promulgado diploma que impõe aos filhos a obrigação de, quando em quando, verem os pais idosos, obrigando-os a visitá-los com certa frequência.
Não se ignora que a reverência aos ascendentes é, culturalmente, característica muito mais presente entre os orientais, mas, estes, cada vez mais ocidentalizados com a globalização, chegaram a um ponto que, percebendo o governo chinês cada vez mais presente a indiferença e o distanciamento entre gerações, necessária a positivação do amor.
Resultado dessa sociedade de consumo, fenômeno mundial, em que o ter é muitíssimo mais importante que o ser, negligenciam os mais novos, sob a desculpa da correria da vida cotidiana, aqueles que, com muito passado e pouco futuro, só queriam a presença dos seus nos últimos dias.Pobre sociedade que precisa, pela força da lei e sob ameaça de grilhetas, impor que filhos amem seus pais. Pobres de nós.
Dirceu do Valle,
É advogado e professor da pós-graduação da PUC/SP
Fonte:Mogi News
Boca no trombone
Não à máfia das empreiteiras
Junji Abe
Mais de dois anos após a apresentação à Câmara, o projeto de Lei (1221/ 2011) de minha autoria recebeu, nesta semana, parecer favorável da Ctasp (Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público).Trata-se da proposta que modifica a Lei das Licitações (nº 8.666) com o objetivo de evitar obras públicas de má qualidade, cerceando a prática de empreiteiras que, para vencer concorrências, propõem preços muito inferiores, desprezando os critérios da boa engenharia. Há uma máfia de empreiteiras especializadas em vencer licitações públicas. Baixam absurdamente os preços só para ganhar concorrências, mas entregam serviços ruins, lesando os cofres públicos e, principalmente, causando transtornos à população. As alterações que propomos visam frear a série de obras públicas de má qualidade que se alastra pelo País inteiro. Segundo a legislação, vence o certame a concorrente que oferece o menor preço.
A apresentação de propostas com valor manifestamente inferior ao necessário para atender as exigências expressas no edital é uma das formas mais comuns de fraudar a própria a legislação que determina a concorrência. A situação leva o dirigente a fornecer aditivos contratuais, ou aceitar resultado de má qualidade, contrariando o objetivo da licitação, em função da necessidade de concluir a obra ou serviço, ou ainda de obter bens, para atender o interesse público.
Sem adequações na Lei das Licitações, o Poder Público fica de mãos atadas, porque é obrigado a contratar pelo menor preço. Se inclui, no edital de concorrência, dispositivos para se precaver de descontos abusivos, essas empresas conseguem, na Justiça ou junto ao Tribunal de Contas do Estado, aval para participarem da disputa.
Vivi o problema, enquanto prefeito de Mogi. Ao considerar irregulares exigências do gênero, o Tribunal de Contas tira das prefeituras a possibilidade de evitar a contratação de empresas desqualificadas que baixam preços para ganhar concorrências, mas entregam serviços de má qualidade sacrificando o povo. Moral da história: estão aí obras como as Avenidas Miguel Gemma, GM e Tenente Onofre que tornam cristalina a necessidade de antídotos contra maus prestadores de serviços.
Precisamos acabar com o conluio fraudulento de empresas desqualificadas ganhando concorrências - com deságios incompatíveis - e centenas de prefeitos sendo multados injustamente e pagando caro por defender a correta aplicação do dinheiro público . Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de a Cidadania.
Junji Abe,
É deputado federal pelo PSD-SP
Fonte:Mogi News