Contra a violência sexual
Caminhada marca dia contra abuso sexual
A data que é celebrada hoje está sendo reforçada com a fiscalização de comércios que devem afixar cartazes de alerta contra exploração sexual
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Manifestação no Largo do Rosário: maioria dos casos acontece dentro de casa, com familiares
Uma caminhada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes foi realizada ontem, no Largo do Rosário. A data que é celebrada hoje está sendo reforçada com a fiscalização de comércios que devem afixar cartazes alertando que a exploração sexual e o tráfico de crianças e adolescentes são crimes e devem ser denunciados. O evento contou com a participação de membros do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Secretaria de Saúde, além de Assistência Social e Conselho Tutelar. Crianças da escola municipal Coronel Almeida participaram da campanha.
Durante o ano passado, foram registrados 89 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em Mogi das Cruzes. Deste total, 49 registros envolvem crianças de até 11 anos. A médica pediatra da Secretaria de Saúde e também membro do CMDCA, Janete Nagasawa Sato, informou que as principais vítimas deste crime são meninas na adolescência.
A médica informou que o distrito de Jundiapeba foi o local que mais registrou casos de abusos sexuais contra crianças na cidade. O Jardim Aeroporto II foi o segundo no ranking. No primeiro bairro, foram feitas atividades de conscientização durante todo o dia, já no segundo, foi feita, no período da tarde, uma caminhada semelhante à promovida no centro.
Janete destacou que os principais problemas que as vítimas de violência sexual sofrem são sentidos mais tarde. "Elas ficam traumatizadas e ansiosas. Muitas vezes, os abusos são praticados pelo provedor da casa ou por pessoas próximas à família", acrescentou. As denuncias podem ser feitas por meio do Disque 100 e o anonimato da pessoa é garantido. Os casos que são suspeitos também são investigados pelos órgãos responsáveis.
A pediatra ressaltou que os casos de violência estão sendo mais denunciados em Mogi. "Em 2012, a cidade registrou mais de 2 mil casos de violência contra a criança. Esse número não quer dizer que mais crianças passaram a ser agredidas, porque os casos sempre ocorreram, mas as pessoas estão passando a denunciar. Hoje, os crimes ocorreram em toda a cidade, no entanto, a periferia ainda é a área que registra mais casos", afirmou.
Fonte:Mogi News
Duplicação
Projeto prevê 15 desapropriações para duplicação da Mogi-Guararema
Imóveis estão "na linha dos trabalhos" que preveem a implantação de cinco rotatórias ao longo da rodovia
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Mogi-Guararema: quatro rotatórias ficarão no trecho urbano
Ao menos 15 estabelecimentos instalados às margens da Rodovia Mogi-Guararema (SP-66) devem ser desapropriados para dar continuidade às obras de duplicação da estrada. Os imóveis, segundo identificado pela Secretaria Municipal de Obras, estão "na linha dos trabalhos" onde está prevista a implantação de cinco rotatórias - dentre as quais quatro ficam no trecho urbano de Mogi (entre os bairros César de Souza e Botujuru).
Um quinto dispositivo está previsto para ser instalado no Km 67 da via, próximo à Fazenda São João, já em Guararema. O custo para a desapropriação dos imóveis ainda está sendo calculado, porém, grande parte dos proprietários já concordou com a desocupação amigável, segundo contou o secretário municipal de Obras, Cláudio de Faria Rodrigues.
"O projeto original previa a instalação de duas rotatórias - uma na altura da Fazenda São João, em Guararema, e outra no Km 60,5 no Botujuru. Contudo, o prefeito Marco Bertaiolli solicitou à superintendência do DER a instalação de mais três dispositivos na cidade e recentemente tivemos essa confirmação. De qualquer forma, nesse meio tempo, realizamos conversas com alguns proprietários e o processo está bem adiantado", explicou o secretário. Os outros três pontos do trecho municipal que devem receber os dispositivos de acesso são: entroncamento da avenida Rodrigues Filho com Ricieri José Marcatto, próximo à empresa Marbor; na altura da estrada do Beija-Flor (próximo ao restaurante Caipirado) e próximo à entrada para o bairro do Botujuru, na altura da avenida Felipe Sawaya.
Ontem pela manhã, a administração municipal publicou decreto 13.320 oficializando essas áreas como de interesse público, a fim de desapropriação.
A expectativa, segundo Claudio Rodrigues, é para que as obras de implantação das rotatórias tenham início no segundo semestre deste ano, sem interferir no cronograma original estabelecido pelo DER para conclusão dos trabalhos.
"No momento, estamos (Prefeitura e DER) refazendo, em conjunto, o novo traçado da Mogi-Guararema, definindo a dimensão e desenho das rotatórias. Com isso, teremos perspectiva de quantos imóveis realmente serão desapropriados e o custo disso. Em seguida, vamos dar seguimento aos trâmites legais para desapropriações", detalhou.
De acordo com o secretário de Obras de Mogi, a primeira intervenção deve ocorrer no trecho da Fazenda São João - um trecho de curva acentuada, mas que não será duplicado. Em seguida será implantada a rotatória do km 60,5, próximo a uma escola estadual, onde ocorreram, no passado, muitos acidentes e onde hoje existe um equipamento de fiscalização eletrônica.
A rotatória próxima da empresa Marbor deve ser a terceira a ser construída - por não necessitar de desapropriações, segundo Cláudio Rodrigues. Na sequência será a intervenção na Estrada do Beija-Flor e, por último, será o dispositivo próximo à entrada para o bairro do Botujuru.
Orçadas em R$ 45 milhões, as obras de duplicação da Mogi-Guararema devem ser concluídas no primeiro trimestre de 2014, segundo o DER.
Fonte:Mogi News
até o fim do ano
Prefeitura promete zerar a fila da saúde mental
Segundo secretário-adjunto de Saúde de Mogi, Marcello Cusatis, isso será possível com a contratação de novos profissionais, por meio de concurso
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Cusatis falou sobre as melhorias em coletiva de Imprensa
O secretário-adjunto de Saúde, Marcello Cusatis, anunciou ontem a contratação de mais cinco médicos psiquiatras para atuar na rede municipal, por meio de concurso público, a fim de atender os cerca de 2 mil pacientes que aguardam por atendimento de saúde mental.
Os novos médicos devem começar a trabalhar no segundo semestre e a atender uma média de 400 a 500 pacientes por mês. Com isso, segundo Cusatis, "seria possível zerar, ainda neste ano, a fila de espera pelo início de tratamento psiquiátrico na rede municipal". Contudo, segundo inquérito instaurado pelo Ministério Público - ao qual o Mogi News teve acesso há cerca de dois meses - existem, atualmente, cerca de 4 mil pacientes, aguardando por um primeiro atendimento no setor.
A justificativa apresentada pelo secretário-adjunto da Saúde, durante entrevista coletiva para divulgação das atividades em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial (celebrado hoje), é que os 2 mil pacientes restantes são originários de outras cidades da região e que não contam com uma assistência para pacientes com problemas mentais ou dependência química.
"Temos uma rede praticamente completa no que se refere à saúde mental. Durante três anos, foram mais de 24 mil atendimentos em Ambulatório, Caps (Centro de Assistência Psicossocial), Cecco (Centro de Convivência e Cooperativa), que propõe a ressocialização, na fase final do tratamento, com oficinas terapêuticas e atividades físicas. Além disso, estamos prestes de ter uma clínica de internação (em Jundiapeba), além de Caps AD, em Brás Cubas, para dependentes. Enfim, somos referência regional e, quando há pedidos ou decisões judiciais, temos de dar esse tratamento, mesmo às pessoas que não são da cidade", confirmou a médica coordenadora da saúde mental no município, Sônia Friedrich.
Ao todo, segundo ela, são atualmente seis profissionais para assistir 800 pacientes, dos quais 300 com alguma dependência química (álcool ou drogas). "Desse grupo, ao menos 60 são pessoas em situação de rua, com outros transtornos graves, o que dificulta ainda mais a recuperação e a ressocialização. Pacientes que sofrem de transtornos mentais precisam fazer tratamento constante, para o resto da vida. Enfim, com o concurso público e a chegada de mais médicos, podemos reduzir e até zerar a fila de espera, por meio de mutirão. Mas isso, hoje, este ano, porque a demanda tende a aumentar. Serão novos pacientes se somarmos com os antigos. Quem tem transtorno ou dependência química raramente tem alta".
Fonte:Mogi News
funk
Mogi quer proibir os "pancadões"
Projeto de lei pretende evitar os incômodos aos moradores causados por som alto vindos de imóveis e de carros
Cristina Gomes
Da Reportagem Local
Divulgação
Os "pancadões" são comuns em várias regiões do Brasil e estão se tornando frequentes em Mogi. O número de reclamações aumentou
Os problemas causados pelos chamados "pancadões" e bailes funk já chegaram a Mogi das Cruzes, que já começa a discutir meios para reforçar a proibição do som alto ocasionado por veículos automotivos estacionados nas vias públicas. Assim como a pioneira na região - Ferraz de Vasconcelos, que já criou até legislação específica em vigor desde quinta-feira, e Suzano, que também já tem projeto tramitando no Legislativo, Mogi está só iniciando as discussões de como ampliar o assunto. Isso porque a cidade já conta com a Lei do Silêncio, que proíbe o som alto. Dados do Departamento de Fiscalização apontam que: de sexta-feira a domingo, o setor recebe uma média de 200 reclamações, sendo que 80% delas se referem ao som elevado em festas familiares, aniversários e também aos chamados "pancadões".
O vereador republicano Émerson Rong deu entrada esta semana na Câmara de Mogi ao projeto de lei que proíbe exatamente o som alto nos locais públicos que possam causar incômodo a moradores e comerciantes, os populares pancadões: "Quem mora próximo a estes locais sofre com os altos decibéis provenientes da aparelhagem de som dos carros que marcam presença justamente nos fins de semana, período em que a maior parte das pessoas está em suas casas para o sagrado descanso semanal", afirmou o vereador, ao embasar a proposta. Ele intitula como "abusados" os proprietários desses veículos, que são praticamente uma "discoteca ambulante", que vão aos locais públicos para se divertir, porém, a diversão torna-se um pesadelo para os moradores das proximidades, segundo ele.
O projeto de lei, que ainda vai para as comissões permanentes antes de seguir para a discussão em plenário, prevê uma multa de 50 Unidades Fiscais do Município (UFMs). Cada UFM custa R$ 122,17, o que dá o equivalente a R$ 1.108,50.
Diz o texto do projeto proposto que fica proibida a emissão de som igual ou superior a 75 decibéis por veículos, calculados a dois metros da fonte de emissão no horário compreendido entre 6h e 22h e de 50 decibéis das 22h01 às 5h59, sejam de rádio, TV, CD, DVD, celulares etc. A infração ao dispositivo poderá acarretar em multa no valor de 50 UFMs.
O secretário de Segurança, Eli Nepomuceno, ficou sabendo da existência do projeto pelo Mogi News e disse que ainda precisa ler o texto da lei e se inteirar também sobre as legislações adotadas nos outros municípios para saber se a nova lei agrega outros fatores: "O que está muito claro é que Mogi já tem a Lei do Silêncio, que proíbe, inclusive, os mesmos decibéis citados na proposta do vereador". O secretário informou ainda que Mogi tem uma média de 200 reclamações sobre o som alto a cada fim de semana: "Mas são casos em que a simples presença da Guarda Municipal para conversar com o responsável resolve o problema na maioria das vezes".
Fonte:Mogi News