segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eleições Horário Eleitoral divide opiniões dos eleitores


Eleições
Horário Eleitoral divide opiniões dos eleitores
Erick Paiatto
Abelita: ver o histórico deles
A propaganda eleitoral veiculada no rádio e televisão desde o último dia 21 de agosto é, na avaliação de alguns eleitores, uma das melhores maneiras para se "conhecer" os candidatos e definir o voto para eleger os vereadores da Câmara Municipal e o novo prefeito da cidade, pelos próximos quatro anos. Porém, mais do que assistir, os eleitores estão mais críticos, analisando as propostas e o histórico dos mais de 400 candidatos a vereador e seis candidatos à administração municipal.

De dez eleitores consultados ontem pelo Mogi News na área central, apenas três disseram ter certeza absoluta de quem irão votar, enquanto os sete demais ainda estão indecisos e se utilizam da propaganda eleitoral no rádio e televisão como termômetro ou uma base para escolher o melhor candidato.

"Eu assisto o horário eleitoral, mais ainda não defini em que vou votar. É muita gente falando a mesma coisa. Por exemplo, todos os vereadores dizem que ajudaram na construção do Hospital de Brás Cubas e são poucos os que estabelecem prioridades para o futuro", comentou operador de máquinas, Alexandre Beraldo, de 38 anos. "Meu voto para prefeito até que está um pouco mais definido, porque tem muita gente nova e que eu ainda não conheço querendo administrar a cidade. Vou assistir a mais alguns programas políticos para fazer uma avaliação melhor. Por enquanto, sei em quem não devo votar".

O sorveteiro Paulo Batista Leite, de 52 anos, afirmou ser telespectador assíduo dos programas eleitorais. "Assisto todos os dias. Tem muita informação útil, mas também desnecessária. Tudo dizendo que Mogi caminha às mil maravilhas, mas sei que nem tudo é assim. Sinto falta do "outro lado" do que acontece na cidade, até mesmo para dizer o que precisa ser melhorado", comentou ele, que já definiu os candidatos nessas eleições. 
A educadora Conceição Calcagno, de 51, está em dúvida sobre em quem votar para a Câmara Municipal e acompanha os programas de rádio e televisão para escolher seu candidato. "Tenho assistido de vez em quando, mas não tenho visto um diferencial entre eles".

"Só o que eles dizem no rádio e televisão não é suficiente. Além de ser um tempo curto para cada candidato, é preciso ver a história, o passado de cada um. O eleitor tem de pesquisar para saber quem é quem antes da dar o voto", diz a autônoma Abelita Reis, de 35 anos.

A doméstica Eliziene Jesus Santos, 40, e a irmã dela Eliana Jesus Santos, de 36, afirmam que deixaram para o "último momento" para escolher os candidatos. "Não tenho tempo de assistir horário eleitoral, então, fica difícil avaliar o candidato mais de uma vez na televisão. Vou procurar saber que mais fez pela cidade e, depois tento assistir um ou outro programa para definir o voto", diz Eliziene, que reside em César de Souza, mas trabalha durante a semana em São Paulo. 
A propaganda gratuita no rádio e televisão segue até o dia 4 de outubro, véspera das eleições municipais.

Fonte:Mogi News

Reta final Na reta final, candidatos à eleição recorrem a cabos eleitorais de luxo


Reta final
Na reta final, candidatos à eleição recorrem a cabos eleitorais de luxo
No último sábado, Bertaiolli recebeu a visita de Kassab; Soares espera receber a visita do ex-presidente Lula
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Erick Paiatto
Gilberto Kassab, fundador do PSD, em visita à cidade para apoiar o candidato Marco Bertaiolli e seu vice, Cuco, à reeleição
Há menos de um mês para as eleições municipais, os candidatos à Prefeitura de Mogi das Cruzes e à Câmara Municipal intensificam a campanha nas ruas, investindo no tradicional corpo a corpo e, em sua maioria, com autoridades ou personalidades de conhecimento popular, os chamados "cabos eleitorais de luxo".

Pela segunda vez neste mês, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), candidato à reeleição, voltou a receber um visitante ilustre, no cenário político, para ajudar a pedir votos aos mogianos. Gilberto Kassab, prefeito da cidade de São Paulo e presidente nacional, além de fundador do PSD, esteve em Mogi e ao lado do amigo e aliado político, caminhou pelas ruas centrais da cidade, além de "almoçar" um pastel no Mercado Municipal. Antes dele, esteve na cidade, o deputado federal Edson Aparecido. 
Kassab foi bem recebido pela população mogiana e após meia-hora percorrendo o centro comercial, deixou o município com a certeza de que Bertaiolli será reeleito em primeiro turno. 
"O PSD, nestas eleições, lançou 500 candidatos a prefeito no Estado. Tenho certeza que mais da metade será eleita em primeiro turno, e o Marco (Bertaiolli) é um deles. Aliás, o trabalho que ele desempenhou e desempenha em Mogi é exemplar e nos enche de orgulho", disse Kassab.

Questionado sobre a disputa para sua sucessão na capital, o prefeito paulistano, que apóia o ex-governador José Serra (PSDB), ponderou: "O Serra tem enfrentado dificuldades, mas as novas pesquisas que devem ser publicadas já apontam uma recuperação e, com certeza, chegaremos ao segundo turno". O vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) também era esperado ontem na cidade, mas segundo a assessoria política de Bertaiolli, a visita ocorrerá em outra data.


Lula
O advogado Marco Soares (PT), principal oponente de Bertaiolli nessas eleições, também deve receber, nas próximas semanas, visita de personalidades do partido, entre elas o ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro Luiz Mercadante e até a deputada Marta Suplicy. "Na terça-feira, teremos reuniões com as lideranças e o Lula para definir as datas", contou Soares, que permaneceu grande parte da manhã e início da tarde de ontem no Largo do Rosário.

Fonte:Mogi News

Prevenção Saúde no campo é tema de palestras em Mogi


Prevenção
Saúde no campo é tema de palestras em Mogi
Temas como cuidados com a higiene e ações preventivas são abordados em eventos que beneficiam as comunidades rurais do município
Katia Brito
Da Reportagem Local
Divulgação
A orientação oferecida para os produtores rurais ajuda a melhorar a qualidade de vida e a saúde
A promoção da saúde no campo desafia as entidades que trabalham com os produtores rurais. Tanto que no início deste ano o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a portaria que criou a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta. Um conjunto de ações de melhoria do acesso aos serviços da rede pública e conveniada e redução de riscos à saúde decorrentes do trabalho no campo, como o uso de agrotóxicos.

Em Mogi das Cruzes, o Sindicato Rural e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) realizam palestras preventivas por meio do programa "Promovendo a Saúde no Campo". De acordo com a instrutora Andreia da Silva Gomes de Oliveira, que já fez este trabalho com produtores da região da Volta Fria e Taiaçupeba, ainda há muitas dúvidas sobre doenças corriqueiras, como frieiras, e as transmitidas por animais. "Alertamos desde os riscos da presença de animais dentro de casa até questões sobre a esterilização de produtos", conta.

O consultor do sindicato Alexandre Gomes diz que o objetivo das palestras é auxiliar as pessoas na compreensão das diversas formas de cuidados com a saúde por meio de uma higiene adequada, assim como a importância de bons hábitos para o convívio social e profissional.

"Os participantes aprendem noções sobre higiene pessoal, ambiental (saneamento básico) e alimentar, enfocando questões como aquisição, armazenamento, conservação e consumo", destaca Gomes. Segundo ele, a higiene é um ato de conscientização e responsabilidade de todos, pois diminui o risco de transmissão de doenças, gerando melhor qualidade de vida. 
Entre as principais doenças encontradas na população rural, o consultor destaca os problemas de visão (acuidade visual), bucal (dentes e boca) e postura, dentre outras, além do envolvimento com drogas, principalmente o álcool.


Santo Ângelo 
O próximo evento será no dia 12 de setembro na Associação dos Chacareiros Produtores e Moradores do Conjunto Santo Ângelo (Acamat), na rua São José, no bairro Santo Ângelo. 
A presidente da entidade, Gilda Gomes Teixeira, afirma que hoje os produtores estão mais conscientes sobre a importância dos cuidados com a saúde, deixando, por exemplo, de utilizar agrotóxicos. 
A Acamat, criada há cerca de dez anos, reúne em torno de 150 agricultores de variados cultivos, como legumes e folhosas, e tem investido em palestras em parceria com o sindicato para orientação dos produtores em temas como administração e compostagem. 
Mais informações sobre os cursos e palestras podem ser obtidas na sede do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes pelo telefone (11) 4723-8233.

Fonte:Mogi News

sábado, 8 de setembro de 2012

DIÁRIO DO ALTO TIETÊ,Tarda, mas não falha?


DIÁRIO DO ALTO TIETÊ

Editorial

Matéria publicada em 08/09/12

DIÁRIO DO ALTO TIETÊ

Editorial

Matéria publicada em 08/09/12
Tarda, mas não falha?
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) perdeu na quinta-feira a oportunidade de encerrar mais um capítulo do imbróglio que envolve dois candidatos a prefeito de Suzano que tiveram seus registros indeferidos em primeira instância e aguardam decisão dos recursos para saber se continuarão fora da disputa. Está certo que mesmo que houvesse um posicionamento do órgão estadual, ainda assim, haveria a possibilidade de recorrerem em instância acima, no caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, seria mais uma etapa superada, não para benefício dos demais concorrentes ou algo negativo para os dois políticos em questão, mas em nome do eleitorado suzanense, que terá de escolher, a menos de um mês do pleito, o novo prefeito de sua cidade.

Muitas pessoas em Suzano ainda não sabem que José Augusto Cardoso Filho (PSDB), o Zé Cardoso, e Jorge Abissamra Filho (PSB), o Jorginho, estão praticamente fora da eleição. No entanto, entre as duas candidaturas é a do tucano que mais se torna negativa e perigosa nesse momento e que poderá ser decisiva quando os eleitores forem às urnas. A indefinição sobre Jorginho não causa tanto impacto como a de Zé Cardoso. Isso porque o PSDB tem um candidato a prefeito já ratificado pela Justiça Eleitoral e pelas altas esferas da legenda, mas a sombra constante do prefeiturável barrado ainda confunde uma parcela considerável do eleitorado. Até mesmo porque há campanhas feitas nas ruas com a intenção de confundir, como se Zé Cardoso estivesse participando normalmente da eleição. Carros de som levando desinformação.

Até poucas semanas atrás, Zé Cardoso espalhava centenas de cavaletes que, além de emporcalharem a cidade, faziam uma parte considerável do eleitorado crer que ele ainda era o candidato do PSDB. E essa situação não apenas acaba atrapalhando o prefeiturável tucano oficial, que é Paulo Tokuzumi, como também os demais. Sim, porque são duas campanhas realizadas para a mesma legenda. Votando em um ou em outro o número na urna é o mesmo.

O fato é que se esperava logo uma postura do TRE-SP neste assunto. Ainda mais sabendo que haverá prazo para recurso no TSE. Ou seja, da maneira como tudo está caminhando, é possível que uma definição saia às vésperas da eleição, no momento derradeiro. Põe em xeque, inclusive, a maneira como os trâmites são conduzidos na Justiça Eleitoral, que nada mais são do que reflexo do que ocorre no Judiciário brasileiro. A situação toda mostra que isso tem que mudar, não se pode mais tolerar possibilidades de recursos que geram tantas indefinições e prejuízos. Claro, há o direito constitucional de recorrer, porém é necessário que as decisões sejam mais céleres e ocorram antes do ápice das campanhas eleitorais, que é justamente agora.

Embora as motivações para os recursos sejam distintas, o objetivo é o mesmo e a demora decorrente causa muitos impactos. Enquanto Jorginho teve o registro indeferido porque dois anos atrás infringiu uma lei que limitava a quantia para doações financeiras a campanhas eleitorais, Zé Cardoso trava um embate com seu próprio partido para que seja ele o candidato, sob a alegação de que uma convenção foi realizada pelo diretório municipal e que o seu nome foi escolhido.

A decisão sobre o mérito de quem está com a razão e qual o candidato do PSDB vai seguir em frente, não importa qual seja, caberá unicamente à Justiça Eleitoral. Assim como se o fato de ter infringido uma lei realmente impossibilita Jorginho de ser candidato. O que mais os suzanenses estão fazendo neste momento é aguardar, mesmo aqueles eleitores de outros partidos. Mas que, pelo menos, a Justiça seja feita. E a tempo.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) perdeu na quinta-feira a oportunidade de encerrar mais um capítulo do imbróglio que envolve dois candidatos a prefeito de Suzano que tiveram seus registros indeferidos em primeira instância e aguardam decisão dos recursos para saber se continuarão fora da disputa. Está certo que mesmo que houvesse um posicionamento do órgão estadual, ainda assim, haveria a possibilidade de recorrerem em instância acima, no caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, seria mais uma etapa superada, não para benefício dos demais concorrentes ou algo negativo para os dois políticos em questão, mas em nome do eleitorado suzanense, que terá de escolher, a menos de um mês do pleito, o novo prefeito de sua cidade.

Muitas pessoas em Suzano ainda não sabem que José Augusto Cardoso Filho (PSDB), o Zé Cardoso, e Jorge Abissamra Filho (PSB), o Jorginho, estão praticamente fora da eleição. No entanto, entre as duas candidaturas é a do tucano que mais se torna negativa e perigosa nesse momento e que poderá ser decisiva quando os eleitores forem às urnas. A indefinição sobre Jorginho não causa tanto impacto como a de Zé Cardoso. Isso porque o PSDB tem um candidato a prefeito já ratificado pela Justiça Eleitoral e pelas altas esferas da legenda, mas a sombra constante do prefeiturável barrado ainda confunde uma parcela considerável do eleitorado. Até mesmo porque há campanhas feitas nas ruas com a intenção de confundir, como se Zé Cardoso estivesse participando normalmente da eleição. Carros de som levando desinformação.

Até poucas semanas atrás, Zé Cardoso espalhava centenas de cavaletes que, além de emporcalharem a cidade, faziam uma parte considerável do eleitorado crer que ele ainda era o candidato do PSDB. E essa situação não apenas acaba atrapalhando o prefeiturável tucano oficial, que é Paulo Tokuzumi, como também os demais. Sim, porque são duas campanhas realizadas para a mesma legenda. Votando em um ou em outro o número na urna é o mesmo.

O fato é que se esperava logo uma postura do TRE-SP neste assunto. Ainda mais sabendo que haverá prazo para recurso no TSE. Ou seja, da maneira como tudo está caminhando, é possível que uma definição saia às vésperas da eleição, no momento derradeiro. Põe em xeque, inclusive, a maneira como os trâmites são conduzidos na Justiça Eleitoral, que nada mais são do que reflexo do que ocorre no Judiciário brasileiro. A situação toda mostra que isso tem que mudar, não se pode mais tolerar possibilidades de recursos que geram tantas indefinições e prejuízos. Claro, há o direito constitucional de recorrer, porém é necessário que as decisões sejam mais céleres e ocorram antes do ápice das campanhas eleitorais, que é justamente agora.

Embora as motivações para os recursos sejam distintas, o objetivo é o mesmo e a demora decorrente causa muitos impactos. Enquanto Jorginho teve o registro indeferido porque dois anos atrás infringiu uma lei que limitava a quantia para doações financeiras a campanhas eleitorais, Zé Cardoso trava um embate com seu próprio partido para que seja ele o candidato, sob a alegação de que uma convenção foi realizada pelo diretório municipal e que o seu nome foi escolhido.

A decisão sobre o mérito de quem está com a razão e qual o candidato do PSDB vai seguir em frente, não importa qual seja, caberá unicamente à Justiça Eleitoral. Assim como se o fato de ter infringido uma lei realmente impossibilita Jorginho de ser candidato. O que mais os suzanenses estão fazendo neste momento é aguardar, mesmo aqueles eleitores de outros partidos. Mas que, pelo menos, a Justiça seja feita. E a tempo.

Fonte:Gustavo Ferreira Ferreira