Dirceu Do Valle
OSenado, como mais do que esperado, cassou o mandato do goiano Demóstenes Torres. Sem o assento na Câmara Alta, volta com o rabo entre as pernas para o Ministério Público de Goiás, com a proteção do irmão que por aqueles lados é o procurador-geral de Justiça.
E esperada a cassação não por ser o decoro e a ética o norte da maior parte dos senadores que o julgaram, mas porque, com telhado de vidro, tripudiou sobre colegas em casos que, muito mais que o seu, mereceriam o mesmo desfecho. Apanhado em relações próximas - e, forçoso convir, no mínimo inadequadas - com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, Demóstenes era visto como uma espécie de reserva moral do Congresso. Era quase aquele senador honestíssimo interpretado por Carlos Vereza em O Rei do Gado. Lamentavelmente, para contrariedade de Oscar Wilde, a vida não anda imitando a arte. Caxias, tirante exceções cada vez mais excepcionalíssimas, só na dramaturgia.
Relator da Lei Ficha Limpa que agora o vitima, com a hipocrisia comum de se ver em tantos por aí que se arvoram como modelos de virtude, está inelegível. Condenado ao ostracismo político, deixa em seu lugar Wilder Pedro de Morais, um ilustre desconhecido, mas amigo e financiador de suas campanhas. O suplente, ex-marido de Andressa Mendonça, a atual mulher de Cachoeira, entra no Senado, em observação mais para Caras do que para Veja, como motivo de chacota, uma vez que os "grampos" da Polícia Federal revelaram que, affaire antigo, sua então esposa o traía com o contraventor.
Contudo, não foi de toda imprestável a passagem de Demóstenes pelo ambiente de carpetes azuis. Escancarou mazelas da "esquerda" mais destra que se viu em todos os tempos. Apontou sacanas que com seus feudos se tornaram parasitas da máquina pública. Mas esqueceu que a cada dedo que se aponta tem outros três a lhe apontar. Confirmando a máxima do faço o que eu digo e não faça o que eu faço, mostrou-se um roto falando de esfarrapados. Valendo de muleta passagem de um dos discursos de Abraham Lincoln, tem-se presente no episódio a inexorável afirmação de que pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo.
A verdade, por mais doída, é que Demóstenes Torres, perto do jurássico Sarney ou dos alagoanos Collor e Renan Calheiros, não passa, mutatis mutandis, de um reles batedor de carteira. Um pobre coitado. Comparado, então, àqueles que aperfeiçoaram entre nós a cleptocracia como forma de governo, assaltando e aparelhando a administração, uma virgem vestal do campo.
Fonte:Mogi News
Daniel Carvalho
Não para menos, o coordenador do Procon, Dori Boucault, sem cerimônia, pegou sua lista telefônica no celular para trocar figurinha, ou melhor, trocar telefones com o vereador Protássio Ribeiro Nogueira. Dori passou para o parlamentar o telefone de um representante da Vivo, já que o vereador tem sido vítima das falhas no serviço prestado pela operadora. A ação foi flagrada pelo sempre atento fotógrafo Daniel Carvalho.
Fonte:Mogi News
Notícias quentinhas da Câmara e dos bastidores políticos das eleições de outubro dão conta de que os vereadores já começaram a sentir o reflexo do advogado Juliano Jun Abe na campanha e até o mercado inflacionário dos cabos eleitorais está em alta. Isso porque o deputado federal Junji Abe (PSD) está apostando todas as suas fichas no filho, que deverá ser provavelmente o seu herdeiro político.
R$ 5 mil?
Os vereadores estão sentindo na pele a dificuldade na hora de contratar cabos eleitorais. Quando eles chamam algum conhecido para a função, este já tasca que a equipe de Junji teria oferecido R$ 5 mil por mês, valor muito acima do que os vereadores estão acostumados a pagar, ou seja, a dificuldade é grande de achar candidatos que aceitem trabalhar nesta função por menos.
30 mil
Com a meta de alcançar 30 mil votos, cacife suficiente para assumir uma vaga na Câmara e também pleitear vôos maiores nas próximas eleições, os vereadores já temem que o advogado, que nunca disputou nenhum cargo público, seja realmente o mais votado e, por tabela e por tradição já entre causando e até como presidente da Câmara, já que a função é destinada principalmente ao mais votado. Eles já estariam até fechados para quebrar esta corrente e tentar reeleger Rubens Benedito Fernandes, o atual presidente, por mais um ano.
Fonte:Mogi News
A 5ª Vara Cível deve ser inaugurada no próximo dia 20, e deixará cada juiz com 1,7 mil processos cada um
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Desembargador Ivan Ricardo Garísio Sartori: título de Cidadão Mogiano concedido pela Câmara
O desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é aguardado na cidade no próximo dia 20 de julho para receber o título de Cidadão Mogiano, concedido pela Câmara Municipal. Na oportunidade, ele deverá também inaugurar a 5ª Vara Cível do Fórum de Mogi das Cruzes, há muito reivindicada por juizes, advogados e pela sociedade civil. Sartori atuou em Mogi durante vários anos no início de sua carreira como juiz.
O magistrado Luiz Carlos Eduardo Reis de Oliveira, de 52 anos, que é de Taubaté, no Vale do Paraíba, foi nomeado pelo Tribunal de Justiça para assumir a nova Vara e já está atuando no Fórum Central, há cerca de duas semanas.
A 5ª Vara, segundo o juiz diretor do Fórum, Luiz Renato Bariani, irá funcionar nas salas 132 e 134, onde funcionava o espaço dos oficiais de justiça. Já o cartório, que terá estrutura de pelo menos dez funcionários, funcionará no local onde era o almoxarifado.
Na prática, segundo o juiz diretor do Fórum, pouca coisa irá mudar, a curto prazo. "A 5ª Vara não receberá processos de outras varas já existentes. Os processos serão encaminhados gradativamente para lá, numa proporção de um para três (a cada processo novo encaminhado para uma das quatro varas antigas, três novos vão para a 5ª Vara). Será assim até que todas as Varas estejam com igual número de processos", contou Bariani.
Segundo ele, por ano, são encaminhados em média 2,2 mil processos por ano para cada um dos juizes das quatro Varas Cíveis do Fórum de Mogi. E, com a 5ª Vara, a expectativa é de que essa proporção reduza em 1,7 mil processos/ano, por magistrado. "Isso significa que serão 500 processos/ano recebidos nesta nova Vara e que, ao final de um triênio, serão 1,5 mil processos, o que deve trazer um equilíbrio com as demais Varas Cíveis", sintetizou o magistrado, diretor do Fórum.
Cidadão Mogiano
A solenidade de entrega do Título de Cidadão Mogiano ao presidente do TJ de São Paulo está marcada para o dia 20 de julho, às 20 horas, na Câmara Municipal. O autor da honraria, aprovada em dezembro, o presidente da Câmara, vereador Rubens Benedito Fernandes (PR), destaca a atuação de Sartori ainda como magistrado mogiano. "É uma pessoa de bem que sempre buscou a Justiça e, agora, nos dá esse presente que é a 5ª Vara Cível".
Fonte:Mogi News