terça-feira, 17 de abril de 2012
Pressa de Rebelo deixa mogianos decepcionados uma visita rápida à Praça da Juventude
Não poderia ter sido mais decepcionante a postura do ministro Aldo Rebelo (PC do B), dos Esportes, sábado último, em Mogi. Após sua assessoria haver anunciado, com antecipação, uma agenda ampla, que previa presença em pelo menos quatro eventos locais, o ministro limitou-se a uma visita rápida à Praça da Juventude, no Jardim dos Amarais, inaugurada às pressas por ele, antes de deixar rapidamente a Cidade rumo ao Vale do Ribeira, para cumprir "compromissos inadiáveis", segundo disse um de seus assessores a uma repórter deste jornal. Ao contrário do que estava previsto, Rebelo não conheceu o Paradise Golf & Lake Resort, um dos fortes candidatos a uma das sedes da futura Copa do Mundo, algo de interesse direto da pasta do ministro. Não bastasse isso, Rebelo também não levou em conta sequer o fato de a direção do Akimatsuri, tradicional festa da colônia japonesa local, haver alterado o horário de sua abertura unicamente para contar com a presença do ministro, que também deu as costas para o evento e, logo após a inauguração da Praça da Juventude, ao lado do prefeiturável paulistano, o pagodeiro Netinho, do vereador Jean Lopes, entre outros, simplesmente deixou Mogi das Cruzes, não cumprindo nem mesmo a etapa da agenda que previa uma reunião com o PC do B local para a discussão de assuntos ligados à futura campanha eleitoral. Ou seja: tão decepcionante quanto o não cumprimento da agenda foi o fato de Rebelo ter se referido a Mogi, como "terra do pequi", em lugar de "caqui". E aí, não faltou mais nada mesmo...
Fonte:O Diário de Mogi
Parecer da Justiça apoia luta contra lixão, o aterro sanitário que a Construtora Queiroz Galvão planeja implantar no Distrito Industrial do Taboão.
MARA FLÔRES
"Após a manifestação da Cetesb, deverá ser solicitada uma perícia e com ela vamos conseguir certificar que a área é imprópria para o lixão, entre outras razões, por conta dos cursos d´água que existem na propriedade", explica o advogado Jair Araújo, responsável pela ação popular proposta no ano passado. "E com a perícia, temos grandes chances de que aquele pedido de licenciamento que tramita na Secretaria do Meio Ambiente possa ser anulado, já que o laudo judicial tem mais força que o processo administrativo", acrescenta.
De acordo com o advogado, a primeira conquista já foi obtida, uma vez que a Fazenda Pública indeferiu os argumentos apresentados pelas partes contrárias nas preliminares, as quais argumentavam pela inviabilidade da ação popular, que foi mantida e com acréscimo da Cetesb entre os possíveis réus do processo.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ), a Cetesb está sendo intimada via carta precatória. Após ciência, o advogado Jair Araújo ressalta que a companhia terá 20 dias para se manifestar no caso.
Na ação popular, impetrada inicialmente na Justiça Federal, o ambientalista Mário Berti Filho sustenta que a instalação de um aterro sanitário no Distrito do Taboão irá contaminar as águas dos Rios Parateí e Paraíba do Sul, cuja bacia abastece outros estados.
No ano passado, a Queiroz Galvão chegou a ter agendada nova audiência pública para apresentar o projeto do lixão para Mogi. O processo, no entanto, foi suspenso após intervenção da Cidade, que apresentou um vasto documento com alegações contrárias aos empreendimentos, o qual está em análise na Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Fonte:O Diário de Mogi
Diocese tem novo administrador da Igreja Católica no Alto Tietê
DivULGAÇÃO - Carolina Grohmann
MARA FLÔRES
Apesar do prazo oficial de oito dias, os integrantes do Colégio de Consultores da Diocese de Mogi das Cruzes já definiram ontem mesmo quem é o novo administrador da Igreja Católica no Alto Tietê, em substituição a dom Airton José dos Santos, empossado no último domingo como arcebispo de Campinas. O escolhido é o padre José Eduardo Ferreira, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ferraz de Vasconcelos, e que atua também como coordenador pastoral. O religioso que responderá pela Diocese até a indicação de um novo bispo, o que está previsto para o segundo semestre, tem 45 anos de idade e 20 anos de sacerdócio. A primeira atribuição oficial dele será já amanhã, quando representará a região na Assembleia Nacional dos Bispos, em Aparecida.
Segundo o padre Claudionir Braga do Carmo, vice-reitor do Seminário Diocesano, a administração da Diocese será um trabalho colegiado. Ou seja, padre José Eduardo responderá oficialmente, mas com total assessoria dos demais seis integrantes do Colégio de Consultores. Além disso, ele não poderá suprimir, aumentar ou diminuir nada na estrutura da Diocese.
"O padre José Eduardo dará continuidade as ações administrativas que já tinham sido encaminhadas por dom Airton, como a reforma da Catedral e os preparativos para os 50 anos da Diocese", ressaltou o vice-reitor, que também integra o
Colégio de Consultores.
De acordo com ele, o novo administrador responderá pelas ações da Igreja Católica no Alto Tietê enquanto a Diocese permanecer vacante – na prática, até que um novo bispo seja nomeado e empossado. "É bem provável que isso aconteça no segundo semestre. É uma caixinha de surpresas, mas poderá ser nomeado pela Santa Sé tanto um bispo auxiliar, como foi com dom Airton, como um sacerdote", afirmou.
O padre Leandro Machado Silvestre, reitor do Seminário e também pertencente ao Colégio de Consultores, ressaltou que a escolha do novo administrador da Diocese levou em conta tanto o tempo de sacerdócio do padre José Eduardo como a sua experiência na coordenação pastoral. "Além disso, ele já acompanhava dom Airton, conhece todos os padres e tem uma boa experiência sobre o trabalho da Diocese", destacou. "Apesar dos oito dias de prazo, definimos hoje (ontem) o administrador para que, já na quarta-feira (amanhã), ele possa representar a Diocese na Assembleia dos Bispos", acrescentou.
No currículo do padre José Eduardo Ferreira consta a participação dele no episódio da imagem da santa na janela de uma casa, em Ferraz de Vasconcelos. O episódio, ocorrido em 2002, atraiu milhares de pessoas à Cidade e coube ao religioso, após uma investigação com equipes técnicas, explicar que o que parecia a imagem de Nossa Senhora não passava, na verdade, de um efeito provocado pela reação química da água no vidro.
Posse
A indicação de padre José Eduardo aconteceu um dia depois da posse dom Airton José dos Santos, ex-bispo da Diocese de Mogi, como novo arcebispo de Campinas. A celebração, que reuniu mais de três mil pessoas e durou cerca de três horas, foi acompanhada por centenas de fiéis do Alto Tietê. Segundo estimativas do padre Leandro, sete ônibus da Região seguiram para Campinas na manhã do último domingo.
"Foi uma celebração emocionante e dom Airton tem bastante expectativas, já que além das paróquias e dos desafios pastorais numa região que estava há oito meses sem um arcebispo, ele terá atuação também na PUC", comentou o padre, ao fazer referência a Pontifícia Universidade Católica, instituição de ensino com 18 mil alunos da qual dom Airton agora é o grão-chanceler.
Numa das suas primeiras ações como arcebispo de Campinas, dom Airton nomeou o monsenhor João Luiz Fávero como vigário-geral e seu braço-direito na administração da estrutura composta por cinco dioceses.
Pouco antes da posse, dom Airton lembrou que o tempo em que permaneceu em Mogi das Cruzes, o relacionamento com os fiéis "foi muito rico e intenso". Com relação a Campinas, ele apontou como grande desafio a evangelização e afirmou que "a pessoa humana deve ser respeitada como a imagem e semelhança de Deus".
Fonte:O Diário de Mogi
Comissão decide investigar Ideli Salvatti, a conduta da ministra da Secretaria de Relações Institucionais
AE
BRASÍLIA
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República instaurou ontem
procedimento para investigar a conduta da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no episódio envolvendo a compra de 28 lanchas-patrulha. A comissão também colocou na berlinda outro interlocutor próximo de Dilma: os conselheiros decidiram cobrar mais explicações sobre os negócios de consultoria do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Conforme informou o jornal "O Estado de S. Paulo", as lanchas-patrulha foram encomendadas por R$ 31 milhões pelo Ministério da Pesca - parte da conta foi paga na gestão de Ideli. O jornal também revelou que o dono da fabricante das lanchas, a Intech Boating, doou a pedido do ministério, após o contrato firmado, R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina, que bancou 81% dos custos da campanha derrotada de Ideli ao governo catarinense.
De acordo com o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, Ideli já se antecipou e deu explicações sobre as compras das lanchas. "Está em fase preliminar. Ela apresentou esclarecimentos voluntariamente. Recebi o memorial do seu advogado, ainda não li, o relator (Américo Lacombe, nomeado pela presidente Dilma Rousseff em março passado) é que está examinando o caso", disse Pertence.
Os conselheiros devem decidir depois dessa investigação prévia se abrem um processo de apuração ética contra Ideli, informou Pertence. A próxima reunião da comissão está marcada para 14 de maio.
Questionado se a comissão também apuraria a conduta de um assessor de Ideli, Olavo Noleto, suspeito de ter conexão com o grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira, Pertence respondeu: "Esse assunto aquático... só entrou o Ministério da Pesca".
Após a reunião, Pertence teve um rápido encontro a portas fechadas com um advogado de Ideli, que teria protestado com os termos "acolher a representação" e "investigação" usados pela imprensa para noticiar o caso. Pressionado, o presidente da Comissão de Ética fez questão de diferenciar os termos.
"O processo relativo à ministra Ideli está nessa fase preliminar, não acolhemos nada, nem começamos a investigar coisa nenhuma. O relator está examinando e provavelmente na próxima reunião se terá essa decisão liminar de abrir ou não processo. A denúncia está recebida", afirmou Pertence, referindo-se a representação apresentada pelo PSDB. O advogado também foi flagrado conversando com o conselheiro Fábio Coutinho, o que levou auxiliares a fecharem a porta.
A resolução 10, de 29 de setembro de 2008, diz que o procedimento preliminar compreende juízo de admissibilidade, relatório, incluindo diligência, e decisão preliminar determinando o arquivamento ou a conversão em processo de apuração ética. Na semana passada, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou convocação para a ministra falar sobre o episódio das lanchas.
Ideli divulgou nota ontem com uma espécie de "nada consta" em sua defesa, dada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as denúncias envolvendo a compra das lanchas.
Fonte:O Diário de Mogi
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