As empresas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez têm projeto para construir o megaempreendimento
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Geraldo Alckmin disse que quem manda é o governo federal; já a Anac empurrou decisão para o governador de São Paulo
A Secretaria de Aviação Civil (SAC), órgão do governo federal responsável pela infraestrutura aeroportuária no Brasil, informou ontem que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Ministério da Defesa, já realiza estudos de viabilidade técnica para a instalação de um aeroporto no município de Caieiras, a 37 quilômetros da capital.
A cidade de Caieiras é considerada como uma das principais concorrentes de Mogi das Cruzes para sediar o empreendimento, e já possui projeto realizado pelas construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, além do direito de compra de uma área de 10 milhões de m² do Grupo Melhoramentos.
O município concorrente foi citado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante visita a Itaquaquecetuba, na última sexta-feira, como opção para receber o terceiro aeroporto do Estado, que deverá ser instalado na Região Metropolitana. Alckmin, porém, não descartou a possibilidade de Mogi ficar com o empreendimento.
Ele, porém, disse que a decisão sobre o local para a construção cabe ao governo federal.
Por meio da Assessoria de Imprensa, a Secretaria de Aviação Civil, que controla a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), e detém o poder de decisão sobre a construção de aeroportos no País, informou que já existe um estudo de viabilidade técnica em andamento no município de Caieiras para analisar tanto o projeto apresentado pelas construtoras quanto a área apresentada para o empreendimento.
A análise está sendo feita atualmente pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e o prazo para a conclusão dos estudos não foi divulgado. Portanto, não se sabe quando haverá uma decisão.
Concessão
Quando esteve em Itaquá, o governador Geraldo Alckmin havia afirmado que o poder de concessão para a instalação do terceiro aeroporto de São Paulo é do governo federal, e não do Estado. Também em nota, a Anac deu outra versão. A Anac, que é o órgão regulamenta e autoriza as concessões de aeroportos, informou que "o interesse e a escolha do local, bem como todo o processo, é executado pelo governo do Estado". Ou seja, devolveu a Alckmin o poder de decisão.
Já a Assessoria de Imprensa do governador, procurada ontem para comentar este posicionamento da Anac, disse que o governo federal é quem decide se de fato irá construir o aeroporto, e que deve partir dele o interesse para que o governo estadual indique as áreas. O órgão informou ainda que o governador apenas abriu a discussão sobre a necessidade de um terceiro aeroporto no Estado de São Paulo e se coloca à disposição para resolver o déficit no setor aéreo.
Para complicar ainda mais a situação, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, afirmou que São Paulo não precisa de um terceiro grande aeroporto (veja reportagem nesta página).
Fonte:Mogi News
Primeira reunião da nova diretoria ocorrerá hoje, às 9 horas, no prédio da Biblioteca Municipal. Uma das novidades é o acervo de fotografias
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Pinhal: reunião para discutir várias questões
O levantamento fotográfico de Mogi das Cruzes, parte dos documentos que deram origem à criação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), vai ser apresentado na manhã de hoje, a partir das 9 horas, durante a primeira reunião do órgão com a nova diretoria. Também consta na pauta do encontro uma prestação de contas de como está o andamento de todos os processos de tombamento que estão sendo analisados atualmente pelo conselho.
Considerada importante administrativamente, a formação de câmaras temáticas é um dos temas que vão ser discutidos. Apesar de já previstas no regimento interno do Comphap, as câmaras nunca chegaram a ser efetivamente criadas.
Além disso, será solicitado um balanço dos trabalhos feitos durante o primeiro semestre do ano - que contou com a diretoria antiga - à secretaria do conselho e à Secretaria de Cultura, a qual o Comphap é ligado.
A eleição da nova diretoria ocorreu em 23 de agosto. A expectativa do atual presidente, que tem o arquiteto Paulo Pinhal como vice, é reestruturar a entidade durante o próximo ano e meio.
Uma das principais modificações deve ser a criação de meios de compensação financeira para os proprietários de imóveis a serem tombados. A lei que criou o conselho também deve receber alguns ajustes.
A reunião de hoje ocorrerá no prédio da Biblioteca Municipal, na rua Coronel Souza Franco. Este encontro dos integrantes do conselho deveria ter ocorrido na semana passada, mas precisou ser remarcado em função de compromissos da agenda do presidente João Francisco Chavedar, também secretário de Planejamento do município. Questões relativas à posse dos conselheiros também serão discutidas. "É uma primeira reunião em que devemos discutir a questão administrativa. Eu tenho alguns apontamentos importantes no item relativo às analises dos pareceres do Comphap", afirmou Pinhal. Ele, que chegou a demonstrar insatisfação com a alteração na data da reunião, afirmou que o fato é passado. "Não quero que imaginem que eu vou ficar conturbando e criando burocracias ao conselho. Acredito que o trabalho do Chavedar comigo será bom e poderemos fiscalizar um ao outro porque ele é da administração (municipal, secretário de Planejamento) e eu represento a sociedade civil. O objetivo é trabalhar", afirmou Pinhal.
Fonte:Mogi News
Bertaiolli participou do evento conduzido ontem por Alckmin
O Programa de Expansão de Creches de Mogi das Cruzes serviu como modelo para o desenvolvimento do Programa Creche Escola, anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes. O prefeito mogiano Marco Bertaiolli fez parte da mesa de autoridades e foi citado por Alckmin como autor do plano que inspirou o governo do Estado na iniciativa - que prevê investimento de cerca de R$ 1 bilhão até 2014 para a construção de 1 mil creches. Amanhã, a Prefeitura mogiana entregará sua 20ª creche, no Jardim das Bandeiras.
"O prefeito Bertaiolli está aqui e é um exemplo a ser seguido nesta área. Em Mogi das Cruzes, existe um programa que prevê a construção de 40 creches, todas padronizadas e com ótima qualidade. Em todos os lugares que a gente vai no Estado, ouve a mesma coisa: as mães precisam de vagas na creche", disse Alckmin ao público, formado por deputados e prefeitos de todo o Estado. O evento contou ainda com as presenças dos secretários estaduais Herman Voorwald (Educação), Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social), além do senador Aloysio Nunes.
Na primeira etapa do programa estadual, serão construídas creches em 160 cidades selecionadas com base em critérios de vulnerabilidade social estabelecidos pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Os edifícios atenderão aos padrões de acessibilidade previstos na legislação, bem como às exigências de sustentabilidade. A capacidade de atendimento será de 70 a 150 crianças, de acordo com a faixa etária.
Este modelo foi inspirado na experiência mogiana. As creches da cidade possuem um mesmo modelo, que é adotado em todos os bairros, com pequenos ajustes conforme as dimensões do terreno. Mas a disposição interna é idêntica, assim como a pintura e o padrão arquitetônico. "Todas as creches são iguais porque criança é criança em qualquer lugar e merece o mesmo cuidado e atenção. O uso de um padrão único para todas as unidades também gera economia para o poder público, já que o projeto é o mesmo", destacou Bertaiolli.
Fonte:Mogi News
Análises para a habilitação de funcionamento do serviço ocorrerão amanhã e quinta-feira. Estimativa é de 6,5 mil atendimentos mensais
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Simulado das equipes em atendimento de emergência: cidade agora espera a autorização para que o serviço comece a funcionar
A vistoria de técnicos do Ministério da Saúde para emissão da habilitação de funcionamento da Central de Urgências, Remoções e Emergências (Cure) de Mogi das Cruzes e do Consórcio Regional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Cresamu) ocorrerá quarta e quinta-feira próximas. A primeira etapa será à noite, por volta das 19 horas, e a segunda na manhã seguinte. Ao todo 19 itens serão analisados segundo a coordenação-geral dos equipamentos.
Durante a vistoria, os técnicos vão avaliar, entre outros aspectos, as condições das ambulâncias, se a central já existe, o funcionamento do telefone 192, as condições de atendimento, a manutenção dos veículos, se eles possuem seguro, além da capacidade técnica dos profissionais e até a padronização dos uniformes.
Dois técnicos estarão em Mogi. Um deles é arquiteto e deve avaliar se o prédio da Cure, localizado ao lado do Corpo de Bombeiros do Shangai, foi construído e adequado em acordo à planta aprovada pelo Ministério. Eles compõem a equipe que vai avaliar regionais do Samu em Limeira e Avaré. Isso porque a equipe que viria a Mogi na semana passada ficou impossibilitada após um problema pessoal envolvendo o responsável por ela.
"Eu vou buscá-los em Limeira e a vistoria em Mogi deve começar por volta das 19 horas. No dia seguinte vai ser retomada logo cedo, pelas 7 horas, porque terei que levá-los de volta. Após a análise dos 19 itens ser concluída eles emitem a certidão que habilita o funcionamento e o serviço já pode entrar em operação. Depois de uns 30 dias o Ministério publica uma portaria, mas a falta dessa publicação não impede o funcionamento", afirmou a coordenadora-geral da Cure e do Cresamu, Marly Inês dos Reis Monteiro Garcia.
Estrutura
Com uma estimativa de realizar 6,5 mil atendimentos mensais e com 31 ambulâncias funcionando 24 horas, a Cure vai possuir contato direto com os hospitais da cidade. Isso permitirá que as entidades hospitalares façam, antecipadamente, o preparo para atender os pacientes no momento em que eles chegarem nas ambulâncias. Inicialmente, o serviço contará com 122 funcionários divididos entre a central de regulação, as viaturas de suporte básico (como as ambulâncias da Prefeitura) e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel do Samu. No futuro, com a inclusão de Arujá e Guararema no Cresamu, formado por Mogi, Biritiba Mirim e Salesópolis, serão 150 profissionais ao todo. O prédio onde o equipamento está instalado possui 353,85 metros quadrados de área construída.
Fonte:Mogi News