Mogi tem uma área no Taboão para instalação do empreendimento, mas concorre com cidade de Caieiras
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Governador Alckmin este em Itaquá. Em entrevista, ele preferiu não falar em preferência por cidade para a instalação de aeroporto
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que o poder de concessão para a instalação do terceiro aeroporto de São Paulo é do governo federal e não do Estado. A declaração foi dada durante evento de anúncio de investimentos em Itaquaquecetuba. Na região, Mogi das Cruzes (na região do Taboão) e Ferraz de Vasconcelos querem a implantação do empreendimento. Apesar disso, Alckmin afirmou que o estado paulista não tem como ficar sem um novo aeroporto porque os atuais (Cumbica e Congonhas) não possuem condições de expansão.
De acordo com o governador, na Região Metropolitana do Estado de São Paulo somente a zona leste - e neste caso só é possível no Alto Tietê - ou a zona norte comportam um equipamento do porte de um aeroporto. Além disso, comentou que a prioridade no momento é a construção do terceiro terminal do aeroporto de Cumbica e o segundo terminal e segunda pista em Viracopos, na cidade de Campinas.
"São Paulo não pode ficar limitada. Congonhas não tem para onde crescer. Cumbica pode ter o terceiro terminal, mas não tem como ter a terceira pista. Então há necessidade de fazer outro aeroporto e o ideal é que fosse privado. Agora, o poder concedente não é o Estado, mas o governo federal. Somente ele pode autorizar, licitar e delegar. Tudo é com o governo federal", disse, ao reiterar que ainda que o aeroporto seja privado, necessita de concessão da União.
No início dessa semana, o governador disse durante a criação do Conselho da Região Metropolitana do Estado de São Paulo que a prioridade do novo órgão será a implantação do terceiro aeroporto. E não são apenas Mogi das Cruzes e Ferraz que querem o aeroporto.
Isso porque as empresas Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa já possuem um projeto, prestes a ter avaliada sua viabilidade operacional pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), para a instalação de um aeroporto em Caieiras. As duas são detentoras do direito de compra de uma área de 9 milhões de metros quadrados na cidade. A localização, no entanto, dessa área, num raio inferior a 100 quilômetros de distância de outro aeroporto (Viracopos) pode ser um impedimento.
A cidade de Caieiras está dentro da região norte, apontada por Alckmin como uma das que possuem capacidade para receber este tipo de empreendimento. "Na região oeste, onde se pensou no passado em implantar um aeroporto, é difícil porque tem muita área de mata atlântica. A região sul é litoral praticamente. Então, ou é na região norte ou leste, aqui no Alto Tietê, ou no norte, para o lado de Caieiras e Cajamar", disse.
Fonte:Mogi News
Trabalhos no shopping mogiano devem custar até R$ 20 milhões e incluem ampliação do cinema e construção de duas torres comerciais no espaço
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
Ao longo de 20 anos, o shopping já passou por várias reformas e, agora, deve ganhar mais itens
As esperadas obras do plano de expansão do Mogi Shopping devem finalmente ter início nas próximas semanas. A expectativa, segundo apurou o Mogi News, é de que os trabalhos, a serem realizados pela ELO Engenharia, girem em torno de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões para as mudanças no shopping da cidade. As ações devem ocorrer a partir de fevereiro na ala sul do shopping mogiano (sentido Socorro), onde funciona de maneira improvisada o estacionamento próximo ao cinema.
Hoje, representantes da Brookfied Gestão de Empreendimentos (ex-Brascan), administradora do centro de compras mogiano, se reunirão com o diretor-geral do Grupo Centerplex, Márcio Eli Leão de Lima, para definir os últimos "ajustes" no projeto executivo, que prevê investimentos de até R$ 6 milhões para a construção de sete salas de projeção, além de um estacionamento.
O plano de expansão do shopping, que já teve o projeto aprovado pela Secretaria de Planejamento de Mogi, há alguns meses, prevê a construção de ao menos duas torres comerciais, que ficarão na ala leste (ao lado da Narciso Yague Guimarães).
No caso dos cinemas, o Grupo Centerplex planejou a implantação de um complexo com 2 mil poltronas, além de um espaço adicional de bomboniere, numa área de 3 mil m². A grande novidade, segundo destacou Lima, é que duas das sete salas de projeções tenham telas Maxx D, isto é, de dimensões de 170 a 180 metros que tomem toda a parede da sala. Serão 80 lugares. "Serão as primeiras salas no País deste tipo que o Centerplex vai inaugurar", reforçou.
O diretor-geral do Grupo Centerplex prevê o andamento dos trabalhos por um período de até 18 meses, ou seja, com inauguração prevista para até o início de 2013. Do complexo, quatro salas serão de projeção 3D e umaserá VIP, ou seja, destinada exclusivamente a empresários e clientes especiais. Atualmente, o Centerplex tem três salas com capacidade para 540 pessoas. Diante do investimento, Lima admite a possibilidade de aumentar o valor dos ingressos no centro de compras. "Haverá um pequeno reajuste, conforme a sala pretendida", frisou.
Fonte:Mogi News
Sem a chance de estudar na infância, muitas pessoas acima dos 60 anos só agora conseguem ir à escola
Katia Brito
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
Turma que participa das aulas de alfabetização oferecidas pelo Sesi, em Brás Cubas, é formada, em sua maioria, por alunos idosos
Aprender a ler e escrever é um grande desafio para os idosos de todo o País. Uma pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado, revelou que há no País seis milhões de pessoas com 60 anos ou mais que não sabiam ler ou escrever.
O analfabetismo é considerado uma espécie de cegueira pela dona de casa Geralda Isabel da Conceição Cunha, de 63 anos, que há seis meses frequenta as aulas de alfabetização no Sesi de Brás Cubas. Nascida no interior do Rio Grande do Norte, ela conta que se casou cedo e, na infância, os pais não ligavam para o estudo. "Quem não sabe ler e escrever é em parte cego. Fiz questão que meus filhos estudassem. Quero poder ler a Bíblia", conta a estudante, que é acompanhada nas aulas pelo neto Everton do Nascimento, de 23 anos, com deficiência de coordenação motora.
Vivacidade
Uma das alunas mais animadas da sala é a catadora de recicláveis Maria Ribeiro de Jesus, de 89 anos. Participante das atividades da terceira idade do Sesi, ela já fez parte do time do vôlei e teve aulas de ginástica e de teatro. "Sempre trabalhei e não tive oportunidade de estudar. Hoje sou feliz. Viajo e faço parte do coral. Não saio do Sesi", afirma ela, que veio com os pais do sul de Minas Gerais aos 16 anos e hoje mora com um sobrinho.
A aposentada Alairce Ferreira de Souza Coelho, de 76 anos, diz que nunca havia entrado em uma sala de aula até integrar a turma de alfabetização há cinco anos. "Comecei a trabalhar aos sete anos em Belo Horizonte, onde nasci. Aprendi a escrever meu nome quando o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) esteve em Mogi por volta de 1968 e foi só. Minha escola foi o trabalho. Agora, aprendi a ler e escrever mesmo depois de madura", relata. Ela convida outros idosos a participar das aulas, ressaltando a importância da aprendizagem.
Empenho
Para a professora da turma da manhã do Programa de Alfabetização Intensiva, a pedagoga Amanda Esteves Rodrigues, trata-se de um problema social e histórico, já que na infância estas pessoas não tinham a oportunidade de estudar, seja pela necessidade de trabalhar ou pelo fato das escolas serem distantes de suas residências. "Por serem de mais idade, a participação e o envolvimento são maiores", observa.
De acordo com a coordenadora pedagógica do ensino médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino fundamental ciclo II do Sesi, Maria das Dores da Silva, os idosos também buscam nas aulas a socialização e a melhora da qualidade de vida.
O grupo de 20 alunos, composto em sua maioria por pessoas da terceira idade, tem aulas de gêneros textuais e matemática do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 10h30. Também há turmas no período noturno, das 19h30 às 22 horas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 4727-1777 ou 4727-2023.
Fonte:Mogi News
O deputado André do Prado e o prefeito de Guararema, Márcio Alvino, reivindicaram ao comandante da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, a instalação de uma Base Operacional Fixa da Polícia Militar com seu respectivo efetivo, na região Norte da cidade de Guararema. O encontro aconteceu na sede do Batalhão, na última quinta-feira (22), e contou com a participação do secretário de Defesa Social e Junta Militar, Edson Roberto Pinto de Moraes, e do presidente da Câmara, vereador Dirceu Jacinto Granato.
De acordo com o prefeito Márcio, a região Norte do município fica de 15 Km a 25 Km da área central da cidade e abriga em torno de 40% da população, sendo que muitos destes bairros têm características rurais, e têm sofrido com os furtos e roubos de veículos, homicídios e principalmente com furtos e roubos de residências, crimes estes que potencializam a sensação de insegurança da população. “O grande distanciamento da região central do município, além da demora na locomoção das viaturas, propicia a sub-notificação dos boletins de ocorrência policial, distorcendo assim, os reais índices criminais”.
O deputado André do Prado destacou que Guararema é uma cidade turística com grande potencial de crescimento neste segmento, cuja população flutuante, constantemente tem duplicado o número de pessoas na cidade, agregando condições possíveis de aumento da criminalidade, difícil de ser controlada com o número atual alocado na 3ª Companhia de Policia Militar.
“Desta forma, a instalação de uma Base Operacional da Policia Militar nesta região possibilitará a manutenção da segurança e inibirá que o crime se aposse e cresça pelos bairros da região”, afirmaram o deputado André do Prado e o prefeito Márcio Alvino.
Clarissa Johara
Assessora de Imprensa
Deputado André do Prado