Alexandre Barreira
O Governo do Estado de São Paulo lançou ontem um programa exclusivo para combater o consumo de álcool na infância e adolescência. Segundo o projeto, serão desenvolvidas ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido por adolescentes nos estabelecimentos comerciais de todo o Estado de São Paulo. A proposta também contempla a abertura de clínicas de tratamento, com mais leitos para dependentes e ações específicas nas escolas.
A medida tem total apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e da Secretaria Municipal de Assistência Social de Mogi. A presidente do CMDCA, Débora Andrade Lapique, acredita que o projeto chega em boa hora para combater o abuso dos jovens no consumo desenfreado de bebidas alcoólicas. "Somos inteiramente a favor deste programa, principalmente para que os estabelecimentos tenham penas pesadas ao vender bebidas para menores de idade. Somente assim conseguimos combater este mal que tem atingido a sociedade", afirmou Débora.
Ela reforçou que a medida vai ajudar a inibir o consumo de álcool, principalmente por parte dos adolescentes, que até usam de artifícios irregulares para poder frequentar e beber livremente, como o caso de apresentar identidades falsas. "Hoje não dá mais para apontar com segurança a idade dos adolescentes. Muitos estão com o corpo desenvolvido e até se passam por pessoas mais velhas. Então, caberá à fiscalização fazer este trabalho mais difícil de identificação, coibindo esta ação dos adolescentes e verificando o procedimento adotado pelos proprietários dos estabelecimentos", frisou.
Ela destacou ainda que, somente no mês de julho, foram duas denúncias envolvendo menores envolvidos com o consumo de bebidas alcoólicas. "Parece pequeno, mas este índice é preocupante e temos feito um trabalho em conjunto com o Ministério Público para intensificar ainda mais o combate a este problema", disse.
Para a secretária municipal de Assistência Social de Mogi, Marinês Piva, a proposta do Governo do Estado é excelente. "Estamos percebendo que nossos jovens de 12, 13, 14 anos se envolvem com bebidas sem que haja qualquer tipo de fiscalização. Os supermercados vendem para qualquer um que vai comprar então, na minha opinião, esta atitude é correta e excelente. Desde que, claro, haja fiscalização", afirmou Marinês.
A secretária ressaltou que somente com uma lei rígida e fiscalização eficiente será possível diminuir bastante o índice de criminalidade e de acidentes envolvendo os jovens marginalizados na Cidade. "Sabemos que o álcool é a porta de entrada para problemas muito maiores e, lidando diariamente com o atendimento na área social, vemos como nossos jovens, ainda quase crianças, já estão todos envolvidos com bebidas, e também ao que elas levam", argumentou.
Fonte:O Diário de Mogi
PROBLEMA Flanelões atuam na região central da Cidade e causam transtornos a lojistas e comerciantes
Renato de Almeida
Os lojistas e frequentadores de estabelecimentos comerciais da região central de Mogi das Cruzes deverão ser os principais beneficiados, caso seja concretizado um projeto de lei para que os guardadores de carros, conhecidos como flanelões, tenham de ser cadastrados pela Prefeitura para trabalhar. A proposta é do vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), a ser apresentada neste mês na Câmara Municipal, na forma de indicação de projeto de lei à Administração Municipal. Entretanto, o prefeito Marco Bertaiolli (DEM) já adiantou que é a Polícia Militar a responsável por fazer esta fiscalização.
Para a presidente interina da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Tânia Fukusen, os serviços dos flanelões são desnecessários e causam transtornos. "Nos lugares onde há estacionamento rotativo, por exemplo, não existe necessidade de ter flanelões. Isso porque os mogianos já pagam por este serviço. Entretanto, é uma realidade de Mogi que estas pessoas estejam espalhadas pelas principais regiões do Município e, já que este tipo de atividade existe, é melhor que estas pessoas sejam devidamente cadastradas, para sabermos quem elas são. Mas é fundamental que exista fiscalização, para que os cidadãos se sintam seguros e tenham seus direitos protegidos", avalia.
Perguntado sobre a existência destes trabalhadores pelas ruas mogianas e sobre qual seria a solução mais adequada, Bertaiolli foi enfático. "Está é uma questão de polícia. E quem deve dar uma solução é a própria polícia", declarou, na tarde de ontem, durante evento no Ginásio Municipal de Esportes.
A resposta do chefe do Executivo se baseia no fato de que a atuação destes guardadores de carro, realmente, tem ligação com ocorrências criminosas, segundo levantamento realizado pela Polícia Militar.
Nesta pesquisa, a Corporação constatou que 40% a 50% dos flanelões já têm passagem pela Polícia, sendo a maioria por furto de veículos. Para o tenente-coronel José Francisco Braga, comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BMPM/M), a abordagem da PM aos guardadores tem sido um fator colaborador para a redução de furtos e roubos a automóveis, estando inserida nas ações de policiamento inteligente.
As pessoas que realizam esta atividade, que consiste em cuidar dos carros pedindo dinheiro aos proprietários, começaram a ser monitoradas pela PM nos últimos meses e, de acordo com Braga, houve diminuição dos casos. Foram nove prisões por furto de carro em um intervalo de 40 dias - índice considerado baixo.
A indicação a ser apresentada por Tobias contém um pré-projeto em anexo com sugestões de como regularizar a atividade, como definição de áreas nas quais os flanelões poderiam olhar os veículos, cadastramento daqueles que atuam em um ponto fixo e também a adoção de uniformes. A medida sugere, por fim, que o Município pague um salário a eles e que cada um tenho previamente estipulado seu local de trabalho, para não haver disputas.
Fonte:O Diário de Mogi
O Partido dos Trabalhadores está se articulando para lançar candidatos a prefeito nos 11 municípios da Região, visando concretizar no Alto Tietê o projeto político de sucesso na esfera federal que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva por dois mandatos consecutivos, antecedendo à atual presidente Dilma Rousseff. Por ordem alfabética, aí vão os nomes mais cotados até agora para a disputa, nas cidades da região de Mogi. Em Arujá, o favorito é o médico José Luiz Monteiro, que tanto pode disputar a Prefeitura, como vir a compor uma chapa como vice do atual prefeito Abel Larini (PR). Já em Biritiba Mirim, o nome mais forte é o do ex-presidente da agremiação, Paulo Fernando de Oliveira. Lá também não está afastada a hipótese de o petista vir a ser candidato a vice do candidato do PV, Professor Jarbas. Na lista, há também o ex-vereador João do Prado. Para Ferraz de Vasconcelos, há grandes chances de o candidato vir a ser o atual vereador José Aparecido Nascimento, o "Aparecido Marabraz", podendo também compor como vice de um virtual candidato do PDT. O professor José "Juca" Barreto Zeller é o nome mais cotado para sair candidato por Guararema, enquanto no Município de Guarulhos, o atual prefeito Sebastião Almeida é nome fortíssimo para concorrer à reeleição. Em Itaquaquecetuba, uma surpresa: especula-se a possibilidade de o ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá vir a aceitar o desafio para concorrer na Cidade vizinha. Caso Pietá não aceite a proposta que deverá ser feita pelo PT da Região, há outras especulações na Cidade, mas a grande novidade será se Pietá acolher a ideia e entrar na parada, tendo de transferir seu domicílio eleitoral para aquela Cidade ao menos um ano antes do pleito. Se isso vier a ocorrer, Pietá estaria repetindo o que fez Antonio Carlos Mendonça, o "Toninho da Pamonha", que se elegeu prefeito de Itaquá, depois de ter sido prefeito de Arujá. Amanhã: a coluna mostra o partido nos demais municípios da Região.
Visita
A Comunidade Anglicana de Mogi, localizada no Jardim das Bandeiras, em César de Souza, receberá no próximo sábado, às 19 horas, a visita do bispo da Igreja Anglicana, Robinson Cavalcanti. O religioso, que é cientista político e já se elegeu vereador por Recife, onde atua, presidirá um culto e falará sobre a missão da igreja.
Perda
Com o falecimento, ontem, em São Paulo, de Nuno Álvares Simões de Abreu, a Cidade perde mais uma de suas referências comunitárias. Entre outras tantas atividades em favor de Mogi, Nuno fez parte da comissão de 10 membros nomeada por Waldemar Costa Filho, no início dos anos 70, para atuar em favor da construção da Mogi-Bertioga. Dela fizeram parte, entre outros, o engenheiro Jamil Hallage, o ex-vereador José Marcos Gonçalves e o artista plástico Rubens Parada.
De olho
Um emissário do grupo Vértico, que reúne entre seus diretores alguns sobrenomes famosos das áreas de finanças e construção da Capital, esteve visitando a Cidade dias atrás, sondando o terreno para futuros investimentos. O grupo formado pela nova geração de famílias como Torre, Sabino, Setúbal e Cobucci já anunciou a construção de seis shoppings no Interior de São Paulo e estaria prospectando negócios nesta área em Mogi.
Mulheres
O Projeto Olhar 43 do PV, que visa ampliar o debate político entre seus filiados e virtuais candidatos, irá trazer ao auditório da Câmara, no próximo dia 18, às 19 horas, Ocleris Andrade Arkot, presidente da Secretaria da Mulher do partido para uma palestra sobre a inclusão da mulher na política. Na mesma data estará presente, como convidada especial, Patrícia Penna, esposa do deputado federal e presidente nacional do PV, José Luiz Penna.
Fonte:O Diário de Mogi
PAPEL Gleisi Hoffmann já começou a cobrar pessoalmente dos ministros explicações para cada acusação
BRASÍLIA
Diante de novas denúncias envolvendo desvio de dinheiro público em ministérios, a Casa Civil voltará a ter papel mais político. Por determinação da presidente Dilma Rousseff, a ministra Gleisi Hoffmann já começou a cobrar pessoalmente dos ministros explicações para cada acusação. Depois da "faxina" nos Transportes, que derrubou 21 pessoas, a estratégia consiste em impedir que a crise bata à porta do gabinete de Dilma.
Na volta das férias parlamentares, o governo não quer esticar a corda com sua base de sustentação no Congresso. Nos últimos dias, Dilma ouviu ponderações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem é importante fazer uma repactuação com os aliados. Com estilo discreto, a paranaense Gleisi - que substituiu Antonio Palocci, abatido por denúncias de enriquecimento ilícito - será agora uma espécie de "facilitadora" na Esplanada.
Longe dos holofotes, a chefe da Casa Civil - batizada de "Dilma da Dilma" - fará a triagem dos assuntos espinhosos para encaminhar à presidente. Além disso, o site da Casa Civil abrigará, nos próximos dias, um espaço com perguntas e respostas sobre programas e projetos do governo. A ordem é afastar a turbulência do Planalto e diminuir os "ruídos".
Foi Gleisi que recebeu os esclarecimentos do ministro das Cidades, Mário Negromonte. Ex-deputado, Negromonte foi acusado de promover o loteamento da pasta para abastecer o caixa de seu partido, o PP, a exemplo do que ocorreu com o PR nos Transportes. Por enquanto, não há ordem para qualquer afastamento naquela seara.
Gleisi também conversou com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB). Afilhado do vice-presidente Michel Temer, Rossi foi acusado por Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de comandar um esquema de corrupção na Agricultura, em parceria com o PMDB e o PTB.
Jucá Neto era diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi demitido por Rossi, depois de autorizar um pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa de fachada
Após a reunião da coordenação de governo - com participação de integrantes do PMDB -, Romero Jucá foi ao Palácio do Planalto e pediu desculpas a Dilma, em nome do irmão. Ele também se encontrou com Temer. "Meu irmão teve uma postura incompreensível. O que ele disse não tem pé nem cabeça. Eu não conheço os dados da área, mas não é possível o Oscar sair atirando no ministro e no Temer", insistiu o senador.
De acordo com seu relato, Dilma deu o assunto por encerrado e disse que Rossi está averiguando as denúncias, apresentadas pelo irmão de Jucá à revista "Veja".
Fonte:O Diário de Mogi