sexta-feira, 22 de julho de 2011

Patrimônio Vândalos picham e quebram monumentos do município

Na maioria das praças de Mogi, as estátuas históricas estão danificadas ou sem manutenção
Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Estátua do ex-prefeito de Mogi das Cruzes Francisco Ribeiro Nogueira, que fica na praça de mesmo nome, está pichada, com a luminária arrancada e com mato em volta
O Mogi News percorreu ontem alguns pontos do município onde estão monumentos que homenageiam personalidades importantes da história brasileira. A maioria deles está pichada ou danificada, por causa da ação de vândalos. Em alguns casos, eles precisam apenas de manutenção. 
Na praça Francisco Ribeiro Nogueira (antigo largo 1º de Setembro), na região central, onde tem um busto do ex-prefeito de Mogi que dá nome ao local, o monumento foi pichado. Ao redor da estátua, existe o acúmulo de pedras e mato. Uma luminária aparentemente foi arrancada do lugar, restando apenas os fios. 
No bairro São João, na praça Cícero Alves dos Anjos, o monumento do ex-presidente da república Getúlio Vargas, feito no ano de 1955, além de ter sofrido com a ação do tempo, foi alvo de vandalismo. O busto foi pichado e uma espécie de massa foi colocada na boca da imagem. Uma placa que antes fazia parte do monumento foi arrancada também.


O monumento do Aviador que fica no largo Bom Jesus, que homenageia dois aviadores que morreram em um acidente de avião em 1º de setembro de 1948, quando sobrevoavam a cidade por causa das comemorações do aniversário de Mogi, não tem traços de vandalismo, mas está mal-conservado. 
Outro monumento que, além das ações de vândalos, está prejudicado pela sujeira é o da praça do Imigrante. A base onde fica o casal de japoneses não tem mais a inscrição que dizia "imigrante japonês". Uma placa que antes fazia parte da praça parece ter sido arrancada. Em Brás Cubas, a estátua da praça Zumbi dos Palmares, que representa a liberdade dos escravos, está pichada e arranhada. 
Já na Prefeitura, a estátua do ex-prefeito Waldemar Costa Filho, que governou a cidade por 18 anos, parece ser o monumento mais conservado. O MN esteve no local e constatou apenas que uma luminária tem um pequeno defeito, mas nada que comprometa a iluminação da imagem. 
Segurança
A legislação municipal determina punições rigorosas para quem danifica o patrimônio histórico, de acordo com o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno. 
O secretário contou que as câmeras de monitoramento do município têm contribuído para flagrar essas ações de vandalismo. Quem for pego causando danos ao patrimônio será encaminhado à delegacia mais próxima e responderá criminalmente pelo ato, além de ter de pagar uma multa no valor de R$ 5.428. 
A manutenção dos monumentos, segundo informações da Prefeitura, é de competência da Secretaria de Serviços Urbanos e os trabalhos são realizados periodicamente. 
A secretaria pede a con-tribuição da comunidade na manutenção e na conservação do patrimônio municipal. A população pode ajudar também fazendo denúncias, caso presencie algum ato de vandalismo, pelo telefone 0800 770 1566.


Fonte:Mogi News

67 dias depois DER vai anular multas do radar em 48 horas

Depois de 67 dias da decisão da juíza Ana Carmem de Souza Silva, o órgão foi oficialmente comunicado na quarta-feira e prometeu recorrer
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Os motoristas que foram lesados pelo radar dedo-duro da Mogi Bertioga terão as infrações anuladas pelo DER em 48 horas
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) acatou a decisão da Justiça e vai anular todas as multas por excesso de velocidade aplicadas pelo radar dedo-duro instalado no km 58,6, da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), desde 11 de novembro de 2010. Após 67 dias da decisão da juíza substituta da Vara da Fazenda
Pública do Fórum Central de Mogi das Cruzes, Ana Carmem de Souza Silva, o órgão foi oficialmente notificado na tarde de quarta-feira. O DER informou, por meio da assessoria de Imprensa, que acatará a decisão do Poder Judiciário, mas entrará com um recurso para que a determinação seja revista. 
O volume de infrações que deverá ser extinto não foi divulgado. O Mogi News informou na edição de 16 de julho que entre novembro de 2010 e março de 2011 o aparelho distribuiu aproximadamente 36 mil multas por excesso de velocidade, a maior parte delas destinada aos mogianos que chegaram a formar uma associação dos motoristas lesados pelo radar. O balanço de abril a julho deste ano não foi divulgado pelo órgão ligado à Secretaria de Estado dos Transportes.


Além de cancelar as multas no prazo máximo de dois dias após a notificação, ou seja, até o final da tarde de hoje, o DER terá o mesmo espaço de tempo para regularizar a sinalização no trecho da via, e, ainda, suspender os respectivos pontos lançados nas carteiras de habilitação dos condutores lesados. Cada uma das três determinações pode gerar multa diária de R$ 10 mil caso não seja cumprida.


Histórico
Após ser alertado pelo advogado José Carlos de Souza, o Charutinho, em 15 de outubro de 2010, o Mogi News passou a divulgar os problemas encontrados na sinalização do trecho onde o equipamento apelidado como dedo-duro está instalado. Vários protestos de motoristas foram organizados até que em 15 de março deste ano, o Ministério Público (MP) de Mogi instaurou inquérito para analisar o funcionamento do radar depois que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi e Charutinho entregaram documentos que apontavam problemas técnicos no aparelho. 
Coube ao promotor de Justiça Fernando Pascoal Lupo encaminhar à Vara da Fazenda de Mogi a proposta de instauração de uma ação civil pública contra o DER. Ela foi acompanhada do pedido de uma liminar a qual solicitava que houvesse a suspensão da fiscalização do limite de velocidade e o cancelamento das multas. Dois dias depois, a juíza Ana Carmem não só acatou a liminar, mas estabeleceu o prazo de 48 horas para que ela fosse atendida. Ela encaminhou a decisão por meio de carta precatória. A burocracia do Judiciário impediu que o comunicado chegasse ao conhecimento do DER antes. Entre as irregularidades apontadas pelo promotor e acatadas pela juíza está, principalmente, a falta de placas que indicam a existência do dedo-duro.


Fonte:Mogi News

Como antes; Câmara pede e prefeito veta mudanças no zoneamento

Marcelo Alvarenga CMMC
Araújo: "Haverá audiências"
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) vetou o projeto de lei que alterava o zoneamento de 12 áreas da cidade proposto pelos vereadores. A decisão foi tomada após um pedido do presidente da Câmara Municipal, Mauro Araújo (sem partido). As propostas já haviam sido aprovadas pelos parlamentares e aguardava o posicionamento do Executivo. O veto foi protocolado na tarde de ontem. Ele deverá ser votado em plenário dia 2 de agosto, na primeira sessão após o recesso. 
Segundo Araújo, foi combinado com o prefeito que caberá a ele apresentar as mesmas alterações então vetadas. No entanto, o presidente do Legislativo prometeu que realizará audiências públicas com os moradores dos bairros afetados. O novo procedimento já será realizado no texto a ser encaminhado pelo prefeito. As audiências serão feitas no prédio da Câmara. O Conselho da Cidade, único órgão que representa a população na metodologia atualmente utilizada, continuará como parte do processo.

Outro compromisso firmado foi de incluir na Lei Orgânica da cidade a maior participação da comunidade nas mudanças no zoneamento e, ainda, revisar toda a lei de uso e ocupação de solo do município para eliminar as constantes alterações. A ampliação do número de vezes que ele pode ser alterado será analisada. A legislação só permite que ocorram duas por ano. No primeiro semestre cabe ao Legislativo e no segundo, ao Executivo.


Daikin
O veto foi motivado por dois pontos: a recomendação do Ministério Público (MP) que sugeriu para que o Executivo vetasse as alterações promovidas pelos vereadores e o risco da empresa de sistema de ar-condicionado Daikin ir para outro município. Para instalar uma unidade na Vila Moraes, que deve gerar cerca de 1,5 mil empregos, os diretores exigiram que o zoneamento fosse alterado para que houvesse a permissão da implantação da indústria. Caso o projeto fosse sancionado, a Justiça poderia suspender as mudanças. "Tenho certeza que se fossemos para o embate jurídico iríamos ganhar, porque temos respaldo, mas isso pode demorar até cinco anos o que poderá ser prejudicial para cidade", afirmou. (C.L.)

Fonte:Mogi News

Crime: Preso suspeito de matar policial Paulinho Rodela

O pedreiro Messias Gonçalves Filgueira foi apontado como um dos atiradores do agente em agência bancária
Deize Batinga
Da Reportagem Local

Filgueira foi preso ontem
Foram dez dias de investigação até que a Polícia Civil conseguisse localizar e prender um dos suspeitos de envolvimento na morte do agente policial Paulo Riuji Yoshimura, o Paulinho Rodela, de 69 anos. O pedreiro Messias Gonçalves Filgueira, 29, foi detido na tarde de ontem por investigadores do 1° DP, no Parque Monte Líbano, em uma ação conjunta com o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e o 3° DP, em César de Souza. Ele é apontado como o homem que teria atirado contra o policial civil que tentava impedir um roubo na entrada de uma agência bancária.


Filgueira foi preso na casa da mãe dele, na rua Yugoslávia, em Jundiapeba. Uma pessoa que viu o retrato-falado dos suspeitos divulgado pela Imprensa fez uma denúncia anônima para o investigador chefe do 1° DP, Rodolfo Batalha, e para os policiais Álvaro, Leitão, Joel e Welber. "A pessoa disse que ele estava em uma casa em Jundiapeba. Fomos até o endereço e lá fomos recebidos pelo cunhado dele. Quando entramos no imóvel, ele não teve nem tempo de reagir e aceitou nos acompanhar até o 3° DP", explicou Batalha, que contou com o apoio de Caio Campos, Rogério Sato e Lobão, do Garra.


Na delegacia, três testemunhas foram chamadas para fazer o reconhecimento pessoal. Duas delas o reconheceram sem sombra de dúvidas. "Nós também enviamos uma equipe para a casa dele, onde foram apreendidas peças de roupas e um boné, que podem ser as mesmas que ele usava no dia do crime, além de pouco mais de R$ 2 mil", contou o investigador Leitão. "O Paulinho era muito querido tanto no meio policial quanto fora dele. É uma questão de honra para a polícia poder dar uma resposta para a população".


Todo o caso foi acompanhado pelo delegado Benedito Henrique Righi Queiroz, titular do 3° DP, que solicitou ao juiz Freddy Lourenço Ruiz Costa, da 1ª Vara Criminal do Fórum Central, a prisão temporária do suspeito. O pedido foi acatado pelo magistrado, que decretou a prisão temporária de Filgueira por 30 dias. Agora com a prisão do pedreiro, que já tem passagem por furto, a polícia espera localizar o segundo homem.




O caso
Paulinho Rodela morreu no dia 13, dois dias depois de ser baleado em frente ao Banco do Brasil de César de Souza. Ele tentava impedir o roubo de R$ 22 mil do comerciante Francisco Luiz Pizzi, 67, quando foi atingido por um tiro no maxilar. Participaram do roubo dois homens, que se condenados podem pegar de 20 a 30 anos de reclusão pelo crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.


Fonte:Mogi News