LONDRES
Jornalistas da rede de jornais controlada pelo magnata australiano Rubert Murdoch tentaram em diversas ocasiões grampear o telefone de Gordon Brown quando ele era ministro das Finanças e depois primeiro-ministro da Grã-Bretanha, revelaram ontem os jornais "Guardian" e "Independent" em suas páginas na internet.
Ao mesmo tempo, a polícia britânica afirmou ontem que alguém está tentando sabotar a investigação em torno do tabloide "News of The World", do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch. Segundo a Scotland Yard, essa sabotagem é feita através do vazamento de detalhes da investigação para a imprensa.
Em um comunicado pouco usual, a Scotland Yard afirmou que a notícia segundo a qual policiais encarregados de proteger a família real haviam vendido detalhes pessoais sobre a rainha e seus aliados mais próximos eram "parte de uma campanha deliberada para minar a investigação sobre supostos pagamentos por jornalistas corruptos a policiais corruptos e retirar a atenção de algum outro lugar".
A imprensa britânica tem repercutido furiosamente as alegações de que jornalistas do "News of the World" grampearam telefones de várias pessoas.
Na tarde de ontem, o jornal londrino "Evening Standard" e outros veículos locais de informação afirmaram que a News Corp. descobriu uma série de e-mails indicando que funcionários haviam dado dinheiro a membros da Scotland Yard, em troca de detalhes sobre a monarquia e seu entorno. O "Evening Standard" atribuiu a informações a "fontes", não identificadas. O Palácio de Buckingham não comentou o caso.
A imprensa britânica noticiou ontem que Gordon Brown e sua família tiveram informações pessoais monitoradas pelo império midiático de Murdoch. Segundo o jornal "The Independent", o "Channel 4", o "Guardian" e a BBC, Brown foi alvo de títulos como o tabloide "The Sun" e o jornal "Sunday Times". As alegações aprofundam o escândalo em torno do comportamento de parte da mídia britânica.
Uma porta-voz do ex-primeiro-ministro disse que ele estava "chocado com os métodos criminosos e antiéticos por meio dos quais foram obtidos detalhes pessoais" sobre sua família.
Fonte:O Diário de Mogi
OFICIAL Desde a semana passada, o agora ministro Paulo Passos vinha substituindo Alfredo Nascimento
BRASÍLIA
O ministro interino dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, foi efetivado no cargo pela presidente Dilma Rousseff. Ela formalizou o convite ontem e Passos aceitou. A posse ocorrerá amanhã. A decisão não agrada à bancada de deputados, mas a presidente já providenciou um encontro no Palácio da Alvorada para acalmar os aliados e não deixar a crise do PR contaminar a base governista.
Desde a semana passada Passos vinha substituindo Alfredo Nascimento (PR-AM), afastado depois de denúncias de corrupção nos Transportes. Para o lugar de Nascimento a presidente chamou o senador Blairo Maggi (PR-MT), mas ele não aceitou o convite. O preferido da presidente passou a ser Paulo Sérgio Passos. Mas, por problemas com o PR, principalmente com a bancada de deputados, Dilma teve de esperar o partido se acalmar.
Para isso, ela começou a fazer afagos no PR e, principalmente, no senador Blairo Maggi, padrinho de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que deve ser demitido depois das férias, em agosto, conforme já avisou reservadamente a presidente.
Nesse período, Dilma agiu para se reaproximar do PR e do senador Blairo Maggi, que acabou por ajudá-la a convencer Pagot a fazer apenas um depoimento técnico no Senado, ontem, sem apontar o dedo para ninguém.
Em mais uma tentativa de evitar brigas com a base aliada, agora que conseguiu domar o PR, a presidente Dilma marcou para hoje um "happy hour" com os líderes dos partidos que formam a coalizão de governo no Congresso. O encontro ocorrerá no Palácio da Alvorada.
Dilma aproveitou seu discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Anísio Teixeira, ontem, para reforçar a intenção de se entender com os aliados, dando sinais claros de que está preocupada com a revolta da base.
A presidente fez questão de alterar o texto do seu discurso previamente preparado para a cerimônia ao dizer, olhando para os jornalistas, que "o governo não concorda" com notícias de falta de prestígio de seus ministros.
"Merecem os meus cumprimentos os ministros ausentes Mário Negromonte (Cidades, do PP), Pedro Novais (Turismo, do PMDB), Ana de Hollanda (Cultura, do PT), Orlando Silva (Esportes, do PC do B), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos, do PMDB) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário, PT)", disse Dilma. Todos eles foram citados em reportagens do final de semana como desprestigiados.
Dilma mandou ainda elogios a Fernando Haddad, da Educação, nome preferido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a Prefeitura de São Paulo, pelo PT.
No mesmo pronunciamento, a presidente Dilma, reforçando o gesto já feito na quinta-feira, no Morro do Alemão, no Rio, elogiou o governo Lula, citando, por cinco vezes, que recebeu dele uma "herança bendita" na área da educação, contrapondo declarações da oposição de que a herança do ex-presidente era "maldita". Nos últimos dias Dilma vinha fazendo citações elogiosas ao ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, o que teria irritado Lula.
Na semana passada, em solenidade no Planalto, ela disse que o governo Lula avançou muito na política social, mas os programas que beneficiam a população mais pobre começaram "há muito tempo", ainda na Constituinte de 88.
Fonte:O Diário de Mogi
Quem estiver disposto a concorrer às próximas eleições municipais terá perto de três meses para se filiar a alguma legenda partidária. No dia 7 de outubro deste ano, a um ano do futuro pleito, termina o prazo dado pela Justiça Eleitoral às filiações. Segundo informações oficiais, atualmente existem 27 partidos políticos devidamente registrados e, conforme levantamento realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, 13.962.513 dos eleitores estão filiados a algum partido, em todo o País. Dessas 27 agremiações, sete reúnem a maior parcela dos eleitores vinculados. A maior parte pertence ao PMDB (2.324.339) e, em seguida, aparecem o PT (1.423.063), PP (1.369.873), PSDB (1.323.531), PTB (1.157.487), PDT (1.137.072) e o DEM (1.098.121). A Lei 9096/1995, que rege os partidos políticos, determina que cada um deles entregue à Justiça Eleitoral a relação de nomes de seus filiados contendo também o número do título de eleitor e a seção eleitoral em que cada um se encontra inscrito. A lista, devidamente atualizada, deverá ser entregue até a segunda semana de abril e outubro de cada ano. Dentro desse prazo, os virtuais candidatos devem ter domicílio eleitoral no local onde pretende disputar o cargo público. O domicílio, diz a lei, é a condição de elegibilidade prevista na Constituição Federal. O objetivo é valorizar o vínculo entre o provável candidato e a população da comunidade a ser representada. O pleito de 2012 será realizado dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos municípios onde ocorrer a necessidade de segunda votação. Os votantes irão eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
Turismo
Mogi irá sediar o 12º Encontro de Empresas de Fretamento e Turismo, entre os 23 e 25 de setembro, no Paradise Golf & Lake Resort. Organizado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado, o evento reunirá especialistas e convidados para discutir a economia, perspectivas de negócios, informação e tecnologias ligadas aos setores. As inscrições já estão abertas.
Conselho
O deputado estadual José Cândido (PT) realiza hoje, em Poá, a primeira reunião para estruturação de um Conselho Político que tem por objetivo fortalecer seu mandato e ampliar a atuação junto à comunidade da Região. A proposta é realizar reuniões em todas as cidades do Alto Tietê para que o Conselho possa contar com representantes de todos os municípios, não havendo limite para o número de participantes.
Candidatos
O PV pretende disputar as próximas eleições com o maior número de candidatos a prefeito já lançado no Alto Tietê. Na lista estão: José Francisco Citrângulo (Salesópolis), Jarbas Ezequiel (Biritiba), Wilson Garcia (Itaquá), Ricardo Silva (Ferraz), Elias El Ghossian (Poá), Eduardo Caldas ou Mauro Vaz (Suzano) e Padre Gabriel Bina (Santa Isabel). Ao deputado federal Roberto de Lucena caberá indicar o de Arujá.
Fazenda
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS) terá audiência, nesta quinta-feira, com José Cabrera, coordenador da Administração Tributária da Secretaria de Estado da Fazenda para tratar sobre a elevação do Posto Fiscal de Mogi para Delegacia Regional Tributária (DRT). O encontro acontecerá às 17 horas, na sede da Secretaria de Estado da Fazenda, em São Paulo.
Fonte:O Diário de Mogi
Vila Oroxó Apesar do risco de deslizamento, famílias lamentam a necessidade de sair de suas casas
Mariana Leal
Há 25 anos, Estela Geraldo de Siqueira, de 65, mora na Rua Ofélia Cirino Malozze, na Vila Oroxó, no Rodeio. No início, segundo ela, o "barraquinho" era de madeira e um mandiocal cobria boa parte da área hoje considerada de risco pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil já que o barranco onde os imóveis foram construídos ameaçou ceder em janeiro deste ano. Por viver todo este tempo no local e nunca ter sentido na pele o problema de desmoronamentos, ela considera dispensável a mudança imposta pela Administração Municipal no começo do ano, durante o período de chuvas. Assim como ela, outros moradores do Bairro lamentam a saída de suas casas, mas garantem que, caso realmente seja preciso, se mudarão para os apartamentos do programa "Minha Casa, Minha Vida", assim que as unidades forem liberadas.
"Tinha comprado R$ 400,00 em piso e iria deixar isso aqui com cara de residência mesmo", brinca. "Sinceramente, não entendo onde está o risco, porque nunca caiu um tijolo na minha cabeça nem nas dos meus netos, que foram todos criados aqui. Mas fizemos o cadastro e estamos esperando. Se precisarmos sair, vamos fazer o quê?", diz Estela.
Reginaldo José dos Santos, 48, mora na casa número 229 há 20 anos e planejava uma reforma para ampliar os cômodos. Algumas paredes foram levantadas e a laje seria feita em fevereiro, mas a carta da Prefeitura informando que teria de sair dali o levou a abortar os planos. "Gosto daqui porque conheço todo mundo, já somos uma família. Fizemos uma Festa Junina há algumas semanas, com direito até a fogueira e todos trouxeram pratos típicos. Se me deixassem ficar aqui, eu não reclamaria, porque se tivermos que morar em apartamentos, não vamos ficar juntos mais. Porém, já fomos cadastrados, assistimos a palestras na Prefeitura e entendemos o risco", ressalta Santos.
O secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, informa que o local foi interditado, porém oito famílias permanecem lá, contrariando a interdição e as recomendações da Pasta e da Defesa Civil. Existe um monitoramento periódico desta área e também um contato permanente com moradores do entorno, que comunicam a Prefeitura sempre que há uma situação de perigo, mas como o período agora é de estiagem, os riscos são menores.
"O problema se agrava no período de chuvas, quando o local passa a apresentar risco de deslizamento. De qualquer maneira, mantemos um monitoramento na área, sempre alimentando vínculos com moradores, que nos avisam em qualquer situação de emergência. Esta área especificamente é pública, foi interditada e precisa ser desocupada, mas como o risco agora está menor, por causa da estiagem, estamos evitando adotar uma medida mais radical", declara Nepomuceno.
O secretário lembra, ainda, que as famílias se inscreveram em programas municipais de habitação e as moradoras originais até já saíram. O problema é que os imóveis foram rapidamente reocupados por outras pessoas, que se recusaram a deixá-los. A encosta toda da Vila Oroxó é ocupada por 16 famílias, mas somente estas oito estão em área de risco de deslizamento e tiveram, portanto, os imóveis interditados.
Além da Vila Oroxó, Mogi das Cruzes tem áreas de risco de deslizamento no Jardim Itapety (cerca de 10 famílias), no Botujuru (4 casas) e na Vila Nova União (5 residências), porém não são casos de risco de deslizamento, logo não há imóveis interditados nestes locais e é possível a permanência das pessoas em casa, especialmente agora, no período de estiagem. O local também recebe monitoramento e, naturalmente, ganhará atenção especial no próximo período de chuvas.
Fonte:O Diário de Mogi