Adriano Vaccari
Tobias: tema polêmico
O presidente da Comissão de Transportes e Segurança Pública da Câmara Municipal, Expedito Ubiratan Tobias (PR), e o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, têm avaliações semelhantes sobre como resolver o problema causado pelos flanelões: acham que a solução mais viável seria a regulamentação.
Depois de destacar que não há nenhum projeto ou estudo em andamento, Nepomuceno ressaltou que a "situação é muito delicada", uma vez que há comerciantes, além de muitas outras pessoas, favoráveis à atuação dos guardadores de carro. "Não se trata de uma solução simples. Há componentes sociais envolvidos nesta discussão", afirmou.
Ele também sugeriu que a pessoa que se sentiu constrangida ou extorquida deve entrar em contato com a Polícia Militar. "Já tivemos conversa com o comando da PM para dar um rápido atendimento a esse tipo de denúncia", afirmou.
Tobias define o assunto flanelões como "polêmico". "Acredito que o cadastramento destas pessoas na Prefeitura seria uma forma de monitorar a conduta e, consequentemente, oferecer os benefícios de uma regulamentação", disse o vereador, que também não estuda apresentar um anteprojeto neste sentido. O cadastramento, segundo Tobias, serviria para definir áreas de atuação e horário de trabalho. (C.L.)
Fonte:Mogi News
Aquecimento imobiliário dificulta acesso à moradia por aqueles que precisam deixar as residências devido às obras
Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Fotos: Jorge Moraes
Benedita: "Um quarto por R$ 350", reclamou
As famílias que precisam deixar suas casas, por causa das obras de canalização do córrego dos Canudos, no distrito de Brás Cubas, estão encontrando dificuldades em alugar residências, devido ao alto valor dos aluguéis em Mogi. A Prefeitura é a responsável por pagar o aluguel das residências locadas pelas famílias, oferecendo o chamado aluguel solidário, no valor de R$ 540.
O problema é que algumas pessoas reclamam por não conseguirem arrumar uma casa boa para alugar, pois um imóvel com dois quartos já custa mais que o valor oferecido pela Prefeitura. A dona de casa Benedita Ribeiro, 52, disse que a única casa que encontrou tem apenas um cômodo. "Está muito caro, o cômodo que vou morar, inclusive, não tem lavanderia. É apenas um quarto que custa R$ 350. Uma casa maior é mais que R$ 500", disse.
A vendedora autônoma Cláudia Cristina Aparecida de Faria, 39, saiu ontem de sua casa, que fica às margens do córrego.
Ela demorou a alugar um imóvel e agora torce para que sua filha, que está na mesma situação de ter de deixar a residência, encontre uma casa logo. Sua filha, além de estar à procura de uma residência que se encaixe ao aluguel solidário, precisa de um imóvel que fique perto da escola que a neta de Cláudia frequenta.
Depois de dois meses, o soldador Geraldo Borges, 53, conseguiu alugar um imóvel. "Foi uma dificuldade, porque em Mogi é muito caro alugar casa com um valor de até R$ 540", afirmou Borges.
O torneiro mecânico Gilvan dos Santos, 66, contou que o imóvel encontrado por ele vai ficar pronto daqui um mês, porque está em reforma e sua única alternativa é esperar a residência ficar pronta, pois as outras opções são mais caras.
Santos ressaltou ainda que muitos proprietários aproveitam a situação para aumentar o valor do aluguel das casas, já que a procura por imóveis está grande.
Casas
De acordo com a proprietária de uma imobiliária de Mogi Maria Estela Martins Faria, alugar uma casa simples, com dois dormitórios em um bairro afastado do centro custa, no mínimo, R$ 600. Uma residência com três quartos, o valor é a partir de R$ 900.
Na região central, o aluguel de uma casa gira em torno de R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. "Não tem casa boa no valor de R$ 540", esclareceu Maria Estela, que ainda ressaltou que alugar um apartamento também não compensa, porque além do aluguel, tem o valor docondomínio.
Prefeitura
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, atualmente 129 famílias recebem o aluguel solidário. O benefício é destinado às pessoas que foram retiradas de áreas de risco pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e aguardam a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, tendo em vista que todos foram inscritos no programa.
O aluguel solidário é um instrumento que auxilia essas famílias enquanto as novas moradias não ficam prontas. Por enquanto, não há previsão de revisão no valor do aluguel solidário.
Fonte:Mogi News
Investimentos no distrito começam a refletir no preço e na escassez de empreendimentos para venda e locação
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Divulgação
Preço do metro quadrado em Brás Cubas deve ficar mais caro por causa dos investimentos que o distrito vem recebendo
A pedra fundamental do Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, no distrito de Brás Cubas, foi lançada há duas semanas e as obras já começaram. No terreno que terá 7.950,10 metros quadrados de área construída, está em processo a implantação do canteiro de obras e o início da terraplanagem que deve ser concluída em 30 dias. A previsão é que em agosto o alicerce seja iniciado. No momento, trabalham no empreendimento 15 operários, mas esse número deve chegar a 200 homens quando a construção estiver em seu auge. As informações são da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Mogi.
Com esta e outras construções que estão em andamento no distrito a tendência é que os imóveis da área tenham uma valorização em torno de 30%. O grande número de investimentos que estão sendo despejados na região já começa a ter reflexo nos preços dos imóveis tanto para a venda quanto para a locação. A dificuldade de encontrar casas para alugar ou comprar também já começou a ser sentida.
Segundo o delegado municipal do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) de Mogi das Cruzes, Joaquim Carlos Paixão, a procura por imóveis no bairro está desenfreada. "O preço tanto para venda e locação está alto. Está havendo a falta de imóveis disponíveis na área central. Quem tem, está segurando. A procura que já existia se acelerou depois do lançamento da pedra fundamental do hospital de Brás Cubas", explicou.
A valorização dos imóveis da região deve atrair mais compradores e pessoas interessadas. "A tendência é valorizar todo o bairro, pois ele já tem uma boa estrutura. O preço do metro quadrado deve aumentar também", afirmou o subdelegado regional do Creci do Alto Tietê, Roberto Najar.
A expectativa é que os imóveis que servem para locação tenham um acréscimo de 10% em seu valor. "Dada à grande procura, os preços estão sendo reajustados. Um imóvel que custava R$ 190 mil agora está R$ 290. Muitas pessoas de fora estão buscando residências aqui. O hospital será um complexo grandioso que atrairá muita atenção, assim como a construção dos viadutos", assegurou Paixão, acrescentando que o contingente de trabalhadores das construções também tem agitado o mercado imobiliário.
Fonte:Mogi News
Motorista e passageiro ficaram gravemente feridos após composição atingir o veículo que trafegava pela passagem de nível em Brás Cubas
Leandro Dilon
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
O Fox que era conduzido por Genário Pereira Paches ficou destruído com a colisão
Um acidente envolvendo uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) e um carro de passeio terminou com dois homens gravemente feridos na madrugada de ontem no distrito de Brás Cubas. De acordo com relatos de testemunhas à polícia, por volta da meia-noite e meia, um Fox vermelho, de placas DXE 5076, trafegava pela avenida Valentina Mello Freire Borenstein. O motorista percebeu que a cancela da passagem entre os trilhos estava aberta e seguiu com o carro. No entanto, uma composição que vinha da Estação Brás Cubas no sentido centro de Mogi também atravessou a passagem de nível e acertou em cheio o automóvel. Genário Pereira Paches, de 34 anos, e André Luiz Tavares, de 28, que estavam o automóvel, sofreram vários ferimentos, tendo de ser socorridos ao hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar. Uma terceira pessoa que também estava no carro não sofreu ferimentos.
Nenhum passageiro do trem ficou ferido e a composição não foi danificada. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Mogi como lesão corporal.
Segundo apurou o Mogi News, estava não é a primeira vez que a cancela da passagem da CPTM apresenta problemas técnicos. Aliás, no ano passado, foram feitas matérias de atropelamentos naquela região.
Falha
Ao Mogi News, Assessoria de Imprensa da CPTM garantiu que a cancela estava funcionando e deixou implícita a possibilidade de falha humana alegando que "quem opera o equipamento é um funcionário (guarda municipal) da Prefeitura. O secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, por sua vez descartou essa hipótese. "Fizemos uma avaliação preliminar que comprova falha técnica. Ao sair da estação de Brás Cubas em direção a Mogi o sinal luminoso e sonoro é emitido, antes da cancela deve funcionar. Entretanto, a cancela continuou aberta. Os dois guardas que estavam no local tentaram mover manualmente a cancela manual, mas não houve tempo hábil".
Hospital
Até o fechamento desta edição, o estado de saúde de André Luiz Tavares era considerado gravíssimo. Ele sofrera traumatismo craniano e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Já Genário Pereira Paches estava estável.
Fonte:Mogi News