sábado, 2 de julho de 2011

"Corrente do Bem" Lançamento da campanha da AACD será na segunda

Luana Nogueira
Da Reportagem Local
O lançamento oficial da campanha "Corrente do Bem" será realizado na segunda-feira, às 9 horas, na Prefeitura de Mogi. 
Na solenidade, o prefeito em exercício José Antonio Cuco Pereira (PSDB) irá simbolicamente abrir o cofre entregue ao prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) há algumas semanas. Secretários do governo municipal, vereadores e representantes de entidades assistenciais da cidade foram convidados para participar do ato. A campanha se estenderá até 30 de setembro.


A partir da data, os cofres poderão ser retirados na sede da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), na rua Barão de Jaceguai, 674, centro, de segunda a sexta-feira, das 10 às 16 horas. 
Somente as pessoas que possuam Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) poderão fazer a retirada. É necessário ainda apresentar endereço, telefone e e-mail, que serão preenchidos em uma ficha de controle. 
Existem até o momento 2.680 cofres para a distribuição. Eles são etiquetados e contêm um número para controle. Por isso, no momento da retirada, o número de série contido nas embalagens será anotado na ficha. As pessoas físicas também poderão doar por meio de dinheiro ou cheque administrativo entregue na tesouraria da associação.


O cofre deve ser devolvido à ACMC junto com o dinheiro obtido, pois os recipientes serão reciclados. "Esse primeiro mês será para fazer um diagnóstico e ver quanto iremos precisar de cofres", explicou Onélia Miranda, coordenadora voluntária da campanha em prol do Centro de Reabilitação de Mogi das Cruzes, unidade afiliada da AACD.


A expectativa é de que pelo menos cada mogiano deposite uma moeda nos cofres, que serão espalhados pela cidade. Todo o dinheiro arrecadado nesta campanha será entregue no Teleton para a próxima cidade que irá receber uma unidade da AACD.




Construção
O sonho dos mogianos de ganhar um prédio da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) aos poucos vai ganhando vida no bairro do Rodeio. As obras para erguer a estrutura estão em ritmo acelerado. Os muros já foram erguidos ao redor do terreno, as primeiras fundações estão em andamento e as colunas de sustentação das paredes já foram colocadas.


A previsão é de que até outubro a paisagem da avenida Antônio de Almeida ganhe um novo elemento. Entre as estruturas que vão compor o prédio estão salas para atendimento aos pacientes e uma piscina.


A futura entrada do prédio está recebendo uma fileira de tijolos que irão sustentar o gradil previsto no projeto. Os trabalhadores informaram que a construção da piscina está em ritmo avançado.


Fonte:Mogi News

cautelares: Especialistas aprovam nova lei

Eles defendem que medida que começa a valer na segunda-feira vai selecionar melhor a reclusão de bandidos
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti

Barbará: "Medida não tem efeito retroativo"
A Lei das Cautelares, que determina novas regras de prisão e liberdade de suspeitos de crimes, é defendida por especialistas criminais como forma de garantir o princípio da chamada presunção de inocência, prevista na Constituição Federal, além de trazer eficiência aos julgamentos criminais, mantendo presos apenas os condenados de crimes graves, que representem perigo à sociedade ou ao andamento das investigações. Eles defendem também que a medida que entra em vigor na próxima segunda-feira deve ainda diminuir a superlotação nos presídios, já que milhares de pessoas poderão aguardar em liberdade o julgamento de seus processos.


O MN adiantou em junho que, se a nova lei já estivesse valendo, o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade reduziria sua população em até 65%. Dos atuais 1.602 presos, 45% foram detidos por roubo simples e outros 20% por furto, crimes em que as prisões em flagrante foram restritas pela nova lei. 
Segundo o especialista em Direito Penal e presidente da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), o professor Marco Aurélio Florêncio Filho, a nova lei não deve trazer à sociedade a sensação de impunidade. "A lei reafirma a presunção de inocência prevista no Código Penal. Isso quer dizer que manter uma pessoa presa antes de seu julgamento é uma forma de antecipar o cumprimento da pena e essa não é a proposta da prisão preventiva". 
Segundo ele, o acusado só deve ser preso se tentar fuga ou atrapalhar as investigações, alterando provas ou coagindo testemunhas. "Há outras formas cautelares, como a utilização de tornozeleiras eletrônicas". 
O advogado criminalista e juiz aposentado Paulo Passos também defendeu a medida. "Não faz sentido você manter presa uma pessoa que roubou três barras de chocolate em um supermercado. Se ele for para a cadeia, terá contato com pessoas perigosas. Com a nova lei, essa pessoa será punida com prisão domiciliar ou qualquer outra medida, mas ainda terá contato com a sociedade, evitando o risco de aprender outros crimes".


Os delegados também terão autonomia para determinar o futuro dos acusados no momento do flagrante. "O delegado terá autonomia para avaliar se cabe ou não fiança no caso de pequenos crimes. Além disso, os acusados presos terão de ser avaliados mais rapidamente pelos juízes, evitando prisões desnecessárias", explicou o delegado-titular do 1º DP de Mogi das Cruzes, Marcos Batalha. 
Segundo o advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mogi, Carlos Barbará, a lei não tem efeito retroativo e, portanto, a superlotação deve ser superada em médio prazo.


Fonte:Mogi News

Queiroz Galvão

Lideranças divergem sobre saída de diretor
De um lado, movimento contra aterro acha que a cidade ficou livre de vez do empreendimento; de outro, vereador vê estratégia da empreiteira
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti

"Não havia mais necessidade de mantê-lo no cargo de diretor" José Arraes, Ambientalista
Integrantes do movimento Aterro Não! e o presidente da Câmara Municipal, Mauro Araújo (PSDB), têm opiniões diferentes sobre a demissão do diretor comercial da Queiroz Galvão, Raul Vasconcellos. Enquanto o grupo ligado à sociedade civil aposta que o episódio demonstra que a construtora finalmente desistiu da empreitada de instalar um aterro sanitário no distrito do Taboão, Araújo avalia que o ato faz parte de uma estratégia para tentar mudar a imagem da empresa no Alto Tietê.


A coluna Contracapa do Mogi News mostrou na edição de ontem que após 15 anos a frente dos trabalhos da empresa em Mogi e região, Vasconcellos havia sido dispensado. Para o ambientalista José Arraes, a atitude revela que "a empresa reconheceu as irregularidades apontadas no estudo e relatório de impacto ambiental (EIARima) e desistiu do projeto". "O aterro seria um presente para o Vasconcellos, que tinha um bom relacionamento com a colônia japonesa e a família Lerário, dona do terreno", opinou. "Como já se passou mais de uma década, a possibilidade de implantação do aterro é quase nula e, por isso, não havia mais necessidade de mantê-lo no cargo", analisou.


"A Queiroz Galvão tem grande interesse na região e o nome vinculado a um lixão instalado contra a vontade da população iria prejudicá-la politicamente em obras como a construção do trecho leste do Rodoanel", frisou Arraes.


Já o presidente da Câmara tem uma avaliação totalmente diferente ao posicionamento do ambientalista. "A cidade precisa ficar ainda mais atenta, porque a atitude demonstra que a construtora tentará ´limpar´ a imagem", destacou. "Ele (Vasconcellos) conduziu de forma equivocada todo o processo e passou a ser o rosto da empresa que gostaria de instalar o aterro à força. A demissão é uma etapa deste processo de mostrar uma postura diferente", disse. 
Araújo acredita que em breve alguém da cidade poderá ser anunciado como novo diretor comercial. "Essas mudanças sempre terão o objetivo de abrir um lixão em Mogi", avaliou o presidente do Legislativo.


A Assessoria de Imprensa da Queiroz Galvão, que funciona no Estado do Rio de Janeiro, foi contatada, mas não respondeu aos questionamentos. Por um e-mail encaminhado na tarde de ontem, a reportagem perguntou quais seriam os motivos que levaram ao desligamento de Vasconcellos; se a atitude foi tomada em decorrência dos fracassos para a instalação do aterro; e, ainda, se um novo diretor já havia sido nomeado. A empresa se resumiu a responder apenas que "prefere não comentar o assunto".




Contra EIARima
Enquanto aguarda os desdobramentos da demissão, a administração municipal acredita que na próxima semana terá informações do contra EIARima elaborado pelo Centro Tecnológico de Controle da Qualidade Falcão Bauer. 
Por meio da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura, o chefe de Gabinete, Luiz Sérgio Marrano, revelou que a expectativa é que ela divulgue quando apresentará os estudos ou esclareça em qual etapa eles se encontram. Assim que a data de apresentação do documento for divulgada, uma audiência será marcada com os integrantes do movimento Aterro Não! e outras entidades.


Fonte:Mogi News

Bomba-relógio

Márcio Siqueira



Caiu como uma bomba a notícia dada com exclusividade ontem por esta coluna de que o antes todo-poderoso da Construtora Queiroz Galvão, Raul Vasconcellos, deixou a empresa depois de longos 15 anos de trabalho e comando, exercendo funções estratégicas.
Divulgação

Cartão vermelho 
Vasconcellos, que sempre foi o articulador, desde os tempos em que acertou os ponteiros com a Prefeitura e a Câmara, entre 2003 e 2006, mas se esqueceu de combinar com os russos. Ou seja, ele desprezou a sociedade civil organizada. O ex-chefão teria, segundo uma fonte, levado cartão vermelho nos últimos minutos da prorrogação, na espera nervosa pela audiência pública, que ocorrerá em setembro.


Expulso de campo
A outra hipótese, a de que Vasconcellos teria sido retirado temporária e estrategicamente do jogo do Lixão, uma vez que representa a vontade incontrolável da Queiroz em fixar seu aterro sanitário por aqui, caiu por terra. Quem teve contato com ele na tarde da última quinta-feira, viu o executivo atônico com a decisão que, segundo ele, partiu unilateralmente da empresa.


Divulgação

Sem bode 
Sem qualquer comentário depreciativo em relação à pessoa de Vasconcellos, a quem é devido todo respeito: foi, para a Queiroz, como tirar o bode da sala. Colocar alguém novo, com mais diálogo e sem tantas ligações com Mogi das Cruzes, seria, na visão do grupo, oxigenar os pulmões e tomar fôlego para o embate final da audiência pública, quando a construtora quer ver o martelo de seu leilão ambiental ser batido a seu favor pelo Estado.


Amigos para sempre
Vasconcellos sempre manteve ligações com alguns vereadores de maior bagagem, como Olimpio Tomiyama (PTB). Ultimamente, por meio do chamado "samurai", ele reconstruía pontes com a Câmara. A adesão expressa recente de Protássio Nogueira (DEM) e as declarações amistosas de outros vereadores quanto ao Lixão são exemplos.


Queiroz light
Mas isso não teria bastado. O que a Queiroz quer agora é um interlocutor menos desgastado, ou uma série de interlocutores que melhorem sua imagem perante a opinião pública mogiana e deixe de bater de frente com os movimentos sociais, o que, aliás, inviabilizou o empreendimento em 2005 e em 2007.


Daruma no Bunkyo
Para finalizar: Vasconcellos teria se recuperado da notícia inesperada de saída já na noite de quinta. Ele foi visto, alegre e festivo, na porta do restaurante de comida oriental Daruma, na rua Doutor Ricardo Vilela, em companhia do presidente da Associação Cultural Bunkyo, Kioji Nakayama, e de dois diretores da entidade.


Daniel Carvalho

Show do Boy
O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy, deu um show. Foi na entrevista concedida à jornalista Marilei Schiavi, na Rádio Metropolitana, ontem pela manhã. Boy, que falou de tudo, da ex-mulher Maria Christina Mendes Caldeira a Tiririca e uma eventual nova renúncia ao cargo parlamentar, prometeu fazer poucas e boas.


Divulgação/Amilson Ribeiro

Tiririca-Bubu
Ao ser indagado sobre as notas dadas pela coluna sobre a candidatura do Palhaço Bubu a vereador pelo PR ser uma reedição caseira da empreitada política que consagrou Tiririca nas urnas, o deputado confirmou a intenção e disse com todas as letras: vai trazer Tiririca para pedir voto na TV mogiana, bem ao seu jeito simplório, para Bubu.


Estica e puxa - I
A ideia de Boy é repetir o fenômeno das eleições à Câmara dos Deputados de 2008 com Tiririca, fazendo de Bubu um puxador de votos da Câmara de Mogi e esticando ainda mais a previsão inicial da conquista de cinco cadeiras pelo PR. 
Estica e puxa - II
Há outros dois pretensos puxadores de voto na mira do PR: o diretor da Secretaria da Saúde Cláudio Miyake e a ex-candidata a prefeita (2004), deputada federal (2006) e vice-prefeita (2008) Thamara Strelec. 
Taubaté também quer
Voltando à conexão Tiririca-Bubu: há uma pedra no meio do caminho. O inventor original do fenômeno Tiririca, o ex-vereador e atual homem de confiança do prefeito Marco Bertaiolli (DEM), Benedito Faustino Taubaté Guimarães, reivindica prioridade para ter Tiririca em suas inserções televisivas. Para isso, Taubaté vinha cogitando a mudança para o PR, atendendo a um convite feito a ele pelo próprio Boy. Taubaté avisa: não abrirá mão de Tiririca.


e-mails do leitor
Avenida Japão
Achei muito oportuna a reportagem publicada no dia 22/06 sobre as obras na Avenida Japão, no quarteirão seguinte à rua Franz Steiner, onde moro. Sugiro que continuem acompanhando esta obra, porque está virando uma palhaçada. Na primeira semana de junho, a Prefeitura asfaltou e no dia seguinte o Semae quebrou tudo (puro desperdício de dinheiro público). Ontem, fomos informados que não poderíamos sair com os carros da garagem das 9 às 16 horas, porque iriam asfaltar novamente, mas o asfalto continua todo esburacado. Já entramos em julho e a Prefeitura não terminou nem o primeiro quarteirão da avenida.


Heloisa Nakamura
helonakamura@terra.com.br


Zoneamento
Vou recortar a matéria e encaminhá-la ao promotor Fernando Lupo. O posicionamento do senhor prefeito em exercício pela decisão em sancionar o projeto de lei que altera o zoneamento no uso e ocupação do solo na cidade é uma "pérola", que deve ser arquivada nos arautos da nossa representatividade. Dizer que modificar e influir nos conceitos de viver e residir está condicionado a um "acordo de cavalheiros" é de um descaso conosco. De que adianta a Lei Orgânica? De que valem o Plano Diretor, as Constituições Federal e Estadual? Engana-se ainda o prefeito em exercício quando diz que o Concidade representa a população. O Conselho é paritário e consultivo. O povo é uno e deliberativo, todo poder emana dele e em seu nome será exercido. Não existe "acordo de cavalheiros" nas legislações federal, estadual e municipal. Estamos realmente passando por períodos difíceis. 
José Arraes
josearraes@ig.com.br
Imagem do dia
Daniel Carvalho

Correção de ontem
Por um erro de edição, a foto do prefeito em exercício, José Antonio Cuco Pereira, dando autógrafo saiu com a legenda errada


Fonte:Mogi News