Por causa dos casos de golpe, lojistas da cidade estão mais rigorosos para aceitar as notas de seus clientes
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
O advogado Valdir Rodrigues Ferreira pegou uma nota manchada, mas só se deu conta depois
Os comerciantes de Mogi das Cruzes estão cada dia mais atentos às notas de dinheiro que recebem de seus clientes. Se qualquer indício de manchas de tinta nas cédulas é identificado, elas são rejeitadas. Isso está ocorrendo por causa do risco desse dinheiro ser proveniente de furtos a caixas eletrônicos na região. As máquinas estão equipadas com um dispositivo antifurto, que libera uma tinta rosa em casos de explosão.
A orientação da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) é que os clientes que retirarem as notas manchadas nos caixas eletrônicos procurem o banco para fazer a troca do valor, que deve ser feita imediatamente.
Num curto período, o comerciante Takao Hoshima, de 61 anos, já se deparou com três casos de notas manchadas em seu estabelecimento. "Em uma das vezes, paguei um dos meus funcionários e ele me alertou sobre as manchas na nota de R$ 50. Temos de prestar atenção para não haver confusão. A maioria das notas com tinta que aparecem é de R$ 50. O problema é que elas vão para os bancos passar por análise e nós ficamos no prejuízo", afirmou.
O advogado Valdir Rodrigues Ferreira, 72, enfrentou o mesmo problema na semana passada, ao descobrir que uma das cédulas que tinha estava manchada. "Fui pagar uma conta na mercearia e descobri. Devia estar com essa nota de R$ 50 desde o dia 8 de junho, mas só fui me dar conta depois", explicou. Ele decidiu fazer um depósito na conta bancária por meio de um caixa eletrônico. "No extrato que tirei, consta que o valor foi compensado, mas ainda não sei se ele pode ser estornado. Acredito que o cliente não pode ser prejudicado", ressaltou.
"Os funcionários já estão instruídos a recusar esse dinheiro, até as notas que estão meio apagadas, porque os criminosos estão tentando tirar a tinta delas", contou o comerciante Oscar Utsunomiya. Existem aqueles que ficam atentos a qualquer marca diferente nas notas. "Primeiramente, falaram que o dinheiro furtado estava manchado de rosa, mas ouvi falar que agora está azul, por isso, verifico todas", disse o comerciante Valdir Nunes de Aguiar, 65.
Bancos
A Febraban afirmou que a tinta ajuda a polícia a rastrear a origem das cédulas. "Os clientes que receberem inadvertidamente uma nota tingida por dispositivo antifurto devem entrar imediatamente em contato com a área de atendimento da instituição financeira, identificar-se e prestar esclarecimentos de como obteve a cédula manchada. A nota será retida para averiguação. Se for comprovado que a nota manchada foi resultado de ação ilícita, não cabe ressarcimento".
A entidade estuda alternativas para inutilizar e rastrear as cédulas roubadas e novas soluções para os caixas eletrônicos, para se antecipar a novas investidas do crime contra a segurança de seus clientes.
Fonte:Mogi News
Jacó De Souza
Vivemos uma pressão da carga tributária sobre o consumo de bens e serviços, o que acaba onerando a renda das famílias que conquistaram uma melhora em suas condições sociais. Será que não podemos derrubar este enorme confisco sobre o consumo, que emplaca uma dificuldade de acesso às melhores condições de vida da população?
Vejamos as consequências que acabam prejudicando a população como um todo: primeiro temos a construção de uma classe social em condições de consumir produtos e serviços que não tinha essa oportunidade e que, com a melhoria de sua renda familiar passa a adquirir um novo status, mas com a sequência de aumento dos juros da economia, acaba se endividando, sem o devido planejamento orçamentário, culminando com uma forte presença da inadimplência. Possuímos uma forte carga tributária que ultrapassa os 37% do Produto Interno Bruto (PIB), que assola todos os produtos indiscriminadamente da cesta de consumo da população; segundo, temos uma enorme gastança nas esferas governamentais. Podemos conviver com tal situação se pretendemos alcançar um posto de país equilibrado, desenvolvido e com crescimento para garantir condições consideráveis de vida para nossos habitantes? Onde estamos vivendo? Os gastos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 estarão sob sigilo dos Tribunais de Contas. Sem acesso a tais informações teremos mais corrupção, fraudes e demais desmandos no erário público.
Devemos alertar nossos representantes, tanto na Câmara Federal quanto no Senado para agirem como nossos representantes, encontrar mecanismos de fiscalização dos orçamentos, pois caso contrário isso refletirá nos repasses para as prefeituras, diminuindo as condições de investimentos para propostas das comunidades.
A arrecadação tributária está crescendo a cada ano, será que não podemos inverter as decisões e transferir para os governos municipais onde e como investir o que cada município arrecada? Em vez de sustentar a máquina federal que a cada ano aumenta com propostas de mais ministérios e servidores que engordam a cada dia os gastos federais, basta acessar o sistema de gastos federais - SIEF, para apreciar o que se passa no Distrito Federal e outras autarquias sustentadas por nós.
Enquanto o grande empresário, possuidor de uma renda pessoal invejável, paga menos impostos, pois consegue adquirir bens e serviços em nome da pessoa jurídica, o assalariado, além de pagar impostos descontados no seu contra cheque, pagando todos os aviltantes impostos para o consumo e sustento de sua família, se vê obrigado a engolir os mandos e desmandos de uma política que privilegia a classe política corrupta e fraudulenta que assola o nosso País. Vejamos a situação do partido do governo que está envolto em escândalos. Desejamos e queremos produzir para conquistar uma posição de destaque na economia do Estado, porém, as decisões governamentais continuam figurando na posição demagógica de um governo que não faz propostas concretas para alavancar a situação econômica das cidades. E por falar em cidades, para que serve o Ministério das Cidades?
Fonte:Mogi News
Vereador alega que a entidade não cumpriu o que foi acordado com a Prefeitura para a concessão do direito de uso de um terreno doado
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Olímpio: "Entendo que o presidente quer chamar atenção da mídia", criticou ontem o vereador
O vereador Olímpio Tomyiama (PTB) poderá entrar com uma representação no Ministério Público contra a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes. A medida "lamentável", segundo ele, pode ser tomada após uma análise ao convênio firmado entre a entidade e a Prefeitura de Mogi sobre o direito real e uso do terreno localizado atrás da OAB. O vereador afirma que a área instalada na avenida Doutor Cândido Xavier de Almeida e Souza, no Centro Cívico, foi repassada à entidade com um objetivo que não está sendo cumprido: a construção da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp).
"Estou questionando pela veemência com que fizeram (o presidente da OAB, Marco Soares Júnior, e o advogado Ademir Falque) as representações no Ministério Público dizendo que a ação dos vereadores (em propor alterações no zoneamento da cidade) é inconstitucional. Então, se é do princípio da legalidade que eles se baseiam, da mesma forma eu posso arguir, com base em fatos concretos, que eles não cumpriram o que foi acordado quando foi feita a doação da área", disse. "Há descumprimento de cláusulas onerosas. E quero deixar claro que não tenho absolutamente nada contra a entidade. Apenas entendo que o presidente quer chamar a atenção da mídia", completou.
O vereador que deve buscar informações com a Prefeitura nos próximos dias, afirmou que irá questionar também a administração municipal quanto à legalidade da concessão do espaço sem a realização de processo licitatório. "Questiono também a forma como foi feita a doação da área. A legislação prevê a dispensa de licitação somente em casos em que a doação seja feita a outro órgão ou da administração direta e a OAB é uma entidade de direito privado", destacou.
O presidente da Câmara, Mauro Araujo (PSDB), também comentou a situação. "Eu fico um pouco chateado. Não posso tirar a razão do vereador porque é muito fácil tacar pedras nos outros sem olhar o próprio umbigo. Se cobra uma posição da Câmara, mas não cumpre o que deveria", afirmou.
Procurado, Marco Soares Júnior respondeu: "O vereador está equivocado porque não existe o descumprimento das cláusulas do contrato. Estamos regularizando a metragem do local e o projeto já está na Prefeitura", afirmou, ao responder também a crítica de vereadores que disseram que a entidade não se manifestou contrária às mudanças no zoneamento durante a apreciação no Conselho da Cidade. "O projeto que passou (no Conselho) é diferente do que a Câmara tem", justificou.
Fonte:Mogi News
Página publicada em 30/06/11
Márcio Siqueira
Guilherme Berti
O presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB), bateu forte ontem no presidente da OAB/Mogi e pré-candidato à Prefeitura, Marco Soares, em entrevista à jornalista Marilei Schiavi, na Rádio Metropolitana. Ao ser questionado sobre a polêmica das alterações na Lei de Zoneamento e a movimentação de Soares em torno do assunto, respondeu: "Ele (Soares) precisa aprender a fazer política".
Ação de despejo
A posição de Araújo, declarada na rádio, é também da maior parte dos vereadores. Anteontem, o mais antigo parlamentar, Olimpio Tomiyama (PTB), discursou inflamadamente em plenário, praticamente pedindo o despejo da 17ª Subseção de área que lhe serve de estacionamento.
Tudo aprovado
Araújo argumentou que a OAB aprovou a atual sistemática do zoneamento no Conselho da Cidade e que, por isso, seu atual presidente não poderia reclamar do procedimento adotado pelos vereadores.
"Tô fora!"
Voltando a Araújo: ele entrou com ação na Justiça para se desfiliar do PSDB. O objetivo é obter um salvo-conduto jurídico e deixar o partido até setembro. O destino, embora ele não admita, é aquele que já havia sido revelado anteriormente pela coluna: o PMDB. O presidente disse que não há mais como conviver no mesmo teto partidário do que o vice-prefeito e hoje prefeito interino José Antonio Cuco Pereira e os vereadores Jolindo Rennó Costa e Pedro Komura.
De peito aberto
Araújo também mostrou que não se incomoda diante das críticas recebidas do jornal O Diário. Diferentemente de outros presidentes do Legislativo dos últimos anos, que temiam retaliações políticas por discordarem dos interesses comerciais e editoriais do periódico e colocavam o rabo entre as pernas, o atual presidente parece disposto a defender suas convicções, brigando publicamente, se for preciso, com o tal veículo de comunicação.
OAB e política
Marco Soares, atacado com artilharia pesada por Araújo, deve responder na mesma rádio hoje, no tradicional debate das quintas-feiras, onde, sempre alvejado por dois colegas de advocacia, Paulo Passos e Dirceu do Valle, nega de pés juntos que venha usando a estrutura da OAB/Mogi para se promover politicamente.
Bibo confirma
O vereador Rubens Benedito Fernandes (PR), o Bibo, confirmou informação exclusiva, dada pela coluna, de que as tais alterações no zoneamento que causam polêmica foram solicitadas pelo deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy, depois de ele ter sido procurado por comerciantes do bairro da Vila Oliveira
Fotos: Daniel Carvalho
Junji descarta
O deputado federal Junji Abe (DEM) negou ontem que tenha conversado sobre eventual dobradinha eleitoral com o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) na disputa pela Prefeitura de Mogi e também que o nome da esposa de Gondim, Jane Hallage Gondim Teixeira, tenha sido cogitado como uma vice ideal para ele. Junji afirmou que tem, atualmente, um exce-
lente relacionamento com Gondim, mas que, apesar disso, o assunto não passa de um "babado" de ano pré-eleitoral.
Jorge Moraes
A polícia chegou
Depois da agressão a uma mulher na madrugada de sábado e as constantes queixas de tráfico de drogas, conforme comerciantes da praça Chico Nogueira, a Polícia Militar resolveu intensificar o policiamento no local. Uma viatura tem sido vista por ali à noite. A praça, que foi reurbanizada entre 1993 e 1995, fica sobre uma enorme galeria por onde passa o rio Negro, o que impede, desde então, enchentes por ali, mas há anos voltou a ser o retrato da degradação.
Chuta, que é macumba!
Segundo um ambulante da praça, tudo se deve a uma maldição: "Em 1995, foi instalado um busto do Chico Nogueira que se parece com qualquer pessoa, menos com o ex-prefeito, grande idealizador da reurbanização. Para piorar, a administração Padre Melo, que a inaugurou, colocou o tal busto de costas para quem chega de carro no local. Aí não há patrono que resista!".
Maurício Sumiya
Zero à esquerda
Por último, depois de décadas servindo de terminal municipal de ônibus, a praça ficou às moscas porque todo movimento de ônibus e passageiros foi deslocado para os modernos terminais Central e Estudantes. Os ambulantes que ficaram esquecidos ali não vendem mais quase nada e os canteiros servem de cama improvisada para moradores de rua. É preciso achar uma nova vocação para a Chico Nogueira. Com a palavra os urbanistas.
Imagem do dia
Daniel Baralho
Placa de saída
Mercado Municipal tem, agora, sinalização em suas saídas. Reforma, que ainda está em andamento, deu colorido ao local
e-mails do leitor
Energia Elétrica
Férias, para muitas crianças, é sinônimo de pura diversão e entre as brincadeiras favoritas está empinar pipas. O que muitas delas não sabem é que um passatempo aparentemente inocente pode se tornar perigoso sem os devidos cuidados. Os meses de férias contabilizam os índices mais altos de interrupção no fornecimento de energia ocasionados por incidentes envolvendo pipas.
Em 2010, apenas na temporada de férias, período que corresponde a janeiro, junho, julho e dezembro, as falhas no abastecimento de energia elétrica ocasionadas por pipas representaram cerca de 10% do total de desligamentos da distribuidora, ocasionando transtornos a toda população.
Por isso, a EDP Bandeirante, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil, alerta o consumidor para os riscos de soltar pipas próximo à rede elétrica. Para que a brincadeira termine de forma saudável e sem nenhum acidente é importante que as crianças busquem locais descampados e longe da fiação.
Caso essa recomendação não seja seguida e uma pipa fique presa nos fios, não se deve, de forma alguma, tentar retirá-la utilizando materiais condutores de energia elétrica como, madeiras e barras metálicas. Além de provocar o desligamento da rede elétrica, com prejuízo a todas às residências no entorno, pode causar um grave acidente.
A EDP Bandeirante também lembra que usar um "lança-gato", ou seja, uma pedra presa a uma linha pode ser fatal. Um acidente causado por um choque elétrico pode deixar sequelas graves, como queimaduras, e, em casos mais extremos, causar a morte.
Emanuelle Leal
emanuelleleal@a4com.com
Fonte:Mogi News