sábado, 7 de maio de 2011

Não ao Lixão: Fechamento de boxe pode zerar processo

Não ao Lixão:
Fechamento de boxe pode zerar processo
Empreiteira terá de retomar, praticamente do zero, o processo para realização da audiência que já estava marcada para o dia 21 de junho
BRAS SANTOS
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Movimento contra aterro também voltará suas baterias contra o Bunkyo, que cedeu instalações à Queiroz Galvão para a audiência
Ainda não será dessa vez que Queiroz Galvão conseguirá fazer a audiência pública para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório e Impacto de Meio Ambiente (EIA-Rima) do aterro sanitário que a empreiteira quer instalar no distrito do Taboão, em Mogi das Cruzes. De acordo com advogados e especialistas em legislação ambiental que integram o movimento "Aterro Não", o fato de a Prefeitura mogiana ter interditado o boxe (por falta de alvará) que um representante da Queiroz Galvão alugou no Mogi Plaza para garantir ao público acesso às informações do EIA-Rima, forçará a empreendedora a retomar, praticamente do zero, o processo para realização da audiência que já estava marcada para o próximo dia 21 de junho.
Nesse contexto, segundo os entrevistados, não é possível estimar em quanto tempo a empresa conseguirá agendar a audiência, que é decisiva no processo de licenciamento do depósito de lixo. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), que até o final da tarde de ontem mantinha em sua página na Internet a informação sobre a data (21 de junho) da audiência, não quis se manifestar sobre o caso. A Secretaria do Meio Ambiente também preferiu silenciar. A Queiroz Galvão, por meio da Assessoria de Imprensa, disse que está analisando o assunto.

O advogado Gustavo Ferreira e o ambientalista Odair Alves foram os primeiros a questionar os responsáveis do Mogi Plaza sobre a existência ou não de um alvará da Prefeitura para a utilização do boxe 116. "Constatamos que eles não tinham o documento e a Prefeitura acabou fechando o local. Agora o empreendedor terá de legalizar a documentação ou achar outro lugar para apresentar o EIA-Rima, que precisa ficar à disposição da população por pelo menos 20 dias úteis. Em nossa avaliação, a audiência já está prejudicada", argumentou o advogado. Alves reforçou que em 2010 uma audiência pública para ampliação do aterro Pajoan, em Itaquá, foi suspensa pela Justiça porque o empreendedor não cumpriu o prazo mínimo para a exposição do EIA-Rima.


Bunkyo
Enquanto a Associação Cultural e Agrícola de Mogi das Cruzes - Bunkyo tenta ganhar tempo para saber o que será feito do pedido do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) para que não libere suas instalações para a audiência pública da Queiroz Galvão, o movimento "Aterro Não" diz que o local do evento está com os dias contados. "O movimento já tem seis mil assinaturas de pessoas que querem acompanhar os trabalhos. Sabemos que o ginásio de esportes não comporta esse público. Além disso, o Bunkyo fica em um lugar bastante fora de mão para a população. Nos próximos dias, vamos apresentar esses argumentos ao Judiciário com um pedido para que a audiência seja cancelada até que o empreendedor indique um local com maior acessibilidade e espaço para o público", adiantou Gustavo Ferreira. "O fato de o local ser de difícil acesso já foi levado em consideração pela Justiça no passado para impedir uma audiência marcada por essa mesma empresa", lembrou o ativista Silvio Marques.
No final da tarde, outra liderança do "Aterro Não", Mario Berti, revelou ter pedido à Prefeitura que faça uma minuciosa vistoria para verificar se o Bunkyo oferece estrutura adequada para a audiência.
A direção do Bunkyo voltou a ser questionada pelo Mogi News sobre o pedido do prefeito. A Assessoria de Imprensa informou que o clube ainda não vai se manifestar sobre o assunto.

Fonte:Mogi News

História viva: Sesi homenageia expedicionários

História viva:
Sesi homenageia expedicionários
Miled Cury Andere, Orlando Rodrigues de Camargo e Victor Pinto da Fonseca participaram da solenidade
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Os três expedicionários de Mogi das Cruzes participaram do evento do Dia da Vitória realizado ontem no Sesi de Brás Cubas
Cerca de 400 alunos do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Brás Cubas tiveram a oportunidade de acompanhar de perto uma importante fase da história do Brasil. O Dia da Vitória foi celebrado com festa para receber os três expedicionários de Mogi que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Miled Cury Andere, Orlando Rodrigues de Camargo e Victor Pinto da Fonseca compareceram ao Sesi para receber a homenagem. O vice-prefeito José Antonio Cuco Pereira (PSDB) e o subtenente Elmar Élson Maass, chefe de instrução do Tiro de Guerra também participaram da solenidade.

No dia em que se completou 66 anos do final da Segunda Guerra Mundial, os estudantes do Sesi conheceram a trajetória dos soldados. Os combates ocorreram na Itália. O pracinha Fonseca contou que a cidade em que desembarcou foi Nápoles. Ele saiu do Brasil em junho de 1944 e a viagem durou nove dias. "Enfrentamos um frio de 17 graus abaixo de zero. Depois que voltei é que comecei a me livrar dos fantasmas da guerra", destacou.

A experiência vivida pelo veterano de 96 anos que serviu no fronte de batalha é compartilhada por Andere, que ficou por um ano na Europa. "Era um dia diferente do outro. Vivíamos na expectativa de uma luta. Ele contou que depois que voltou da Itália, teve de passar um tempo distante para se recuperar das situações vividas na guerra. "Passei um tempo no Cocuera e depois voltei à cidade para dar aulas". O soldado fez um livro de memórias que será lançado no próximo dia 17, na sede da Associação dos Expedicionários Mogianos.
Durante o evento, diversas apresentações foram realizadas pelos alunos da escola. O diretor da instituição, Auclésio Ranieri, destacou que a ação é muito importante para aproximar os estudantes da história viva do Brasil. "Nosso papel é passar a história para os alunos. Temos o costume de homenagear as pessoas que já morreram, mas agora é a vez dos pracinhas que estão vivos". Um dos pontos altos do evento foi a homenagem feita ao "Soldado Desconhecido", que representa os que morreram em combate. Mogi enviou 400 homens, dos quais nove foram mortos.

Fonte:Mogi News

Bronca: Cancelamento de reunião com prefeito é criticada

Bronca:
Cancelamento de reunião com prefeito é criticada
Integrantes do movimento "Aterro Não" ficaram insatisfeitos com a forma como o prefeito Marco Bertiaolli (DEM) suspendeu a reunião que estava marcada para a manhã de ontem na sede da administração. Os ativistas, entretanto, disseram que a luta da sociedade civil de Mogi das Cruzes não será prejudicada pelos problemas de relacionamento entre o "Aterro Não" e o governo municipal. Bertaiolli explicou, no início da noite de quinta-feira, aos líderes do movimento, que teria uma um evento em São Paulo e por esse motivo a reunião teria de ser cancelada.
"Posso dizer que ninguém concordou com a decisão do prefeito em desmarcar o encontro que já estava agendado. Por outro lado, o aviso chegou meio que em cima da hora. Mas essas dificuldades não prejudicarão o trabalho do nosso grupo", ressaltou Sílvio Marques. O advogado Gustavo Ferreira, o ambientalista Odair Alves e o presidente da Associação Guerrilheiros do Itapeti, Mario Berti, reforçaram a disposição do movimento em manter as ações políticas e as mobilizações de rua para impedir e audiência pública ainda marcada para o dia 21 de junho: "Protocolei, na Prefeitura de Mogi, pedido para que seja feita uma rigorosa vistoria nas instalações do Bunkyo. Essa vistoria vai comprovar que o Bunkyo não reúne condições de receber essa audiência", argumentou Berti. 
No início da semana que vem, Ferreira e Alves, seguirão para Brasília: "Independente de qualquer coisa, vamos continuar trabalhando. Temos uma reunião agendada na próxima terça-feira com dirigentes do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e outros representantes do Ministério do Meio Ambiente. Essa reunião aconteceria no início dessa semana, mas acabou transferida para a próxima. Lá, vamos pedir para que o processo de licenciamento desse aterro sanitário seja analisado pelo Ministério e não pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente", disse o advogado. Eles disseram que ao menos três procedimentos administrativos e judiciais serão protocolados ao longo da semana que vem com a finalidade de barrar em definitivo o projeto da Queiroz Galvão. (B.S.)

Fonte:Mogi News

Transporte: Mogi será primeira a ter o Bilhete Único

Transporte
Mogi será primeira a ter o Bilhete Único
Parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a CPTM permitirá integração tarifária entre o sistema de transporte coletivo e o de trens
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari

Mário Manoel Bandeira (à esq.), presidente da CPTM, participou ontem de inauguração em Poá
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já está analisando o pedido de integração das linhas do Sistema Integrado Mogiano (SIM) com os trens da companhia, protocolado pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) em janeiro. A implantação do Bilhete Único deve acontecer antes mesmo da construção da passarela que ligará o Terminal Central à Estação Mogi das Cruzes.

O presidente da companhia, Mário Manoel Seabra Rodrigues Bandeira, disse que o projeto é totalmente viável e que os estudos já estão bem avançados. Mesmo assim, Bandeira evitou falar em prazos. Ele participou ontem da inauguração da nova passarela da CPTM no Conjunto Alvorada, em Poá.
A proposta é integrar o sistema de transporte municipal com o estadual, dando a possibilidade de o usuário pagar apenas uma tarifa para utilizar o ônibus e a ferrovia, a exemplo do que já acontece em São Paulo com o Bilhete Único. Segundo Bandeira, Mogi será a primeira cidade do Alto Tietê a fechar a parceria. A integração das linhas já funciona em Barueri, Mauá e Itapevi. "Este pleito foi feito pelo prefeito no início do mês. É viável e nossa equipe técnica está discutindo as integrações e os estudos adicionais que precisam ser feitos. Teremos que conversar com o prefeito depois para resolver como vai funcionar a política tarifária do município", explicou.

A construção da passarela que ligará o Terminal Central, na rua professor Flaviano de Melo, com a Estação Mogi das Cruzes, na Adhemar de Barros, também não foi descartada. "Só preciso conhecer melhor o projeto e fazer algumas avaliações", disse o presidente.
Os estudos para a implantação da passarela começaram no ano passado. A construção deve demorar um pouco mais, porque depende do detalhamento do projeto da nova estação de Mogi e de suas etapas ainda a serem realizadas, como a elaboração do projeto básico e executivo, além das obras. O anúncio da ligação física entre o terminal e a estação foi feito em maio de 2010, durante a visita do ex-presidente da estatal, Sérgio Avelleda, que participou da inauguração do Terminal Central. Na ocasião, Avelleda disse que a implantação da passarela seria a primeira etapa para o processo de integração tarifária entre o município e a CPTM, ao contrário da atual previsão.

Fonte:Mogi News