terça-feira, 12 de abril de 2011

Frente Parlamentar do Lixão deve ser instalada até o fim do mês

Frente Parlamentar do Lixão deve ser instalada até o fim do mês
BRAS SANTOS
Da Reportagem Local



O deputado estadual André do Prado (PR-SP), informou que a Frente Parlamentar que trabalhará para impedir a implantação do aterro regional da empreiteira Queiroz Galvão no Taboão deverá ser oficialmente instalada na Assembleia Legislativa até o fim de abril. Em Mogi das Cruzes, a apresentação da frente está prevista para maio.
Na última sexta-feira, o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB), questionou a demora de Gondim para a reativação da frente de deputados. Araújo sugeriu uma ação mais efetiva do deputado na Assembleia Legislativa após Gondim ter cobrado uma posição mais clara da Câmara contra o projeto da Queiroz Galvão.

O deputado disse que, teoricamente, a frente parlamentar contra a instalação do aterro já foi reativada: "Uma frente parlamentar, para ser efetivada, deve ter ao menos 23 deputados inscritos. Em relação à primeira fase dos trabalhos (entre 2006 e 2008), dois deputados foram eleitos prefeitos, mas vamos convidar os deputados André do Prado (PR) e Heroílma Tavares (PTB) para fazer parte e com o apoio deles teremos 24 deputados", ressaltou.
Os deputados vão alertar a sociedade civil e o governo do Estado sobre a inviabilidade de se instalar um aterro sanitário em uma área que tem grande potencial para a implantação de indústrias.

Outros grupos também estão trabalhando para barrar o Lixão. No sábado, entidades da sociedade civil, liderados por Mario Berti, fizeram uma manifestação no largo do Rosário para denunciar vereadores que estariam favoráveis ao empreendimento.

Fonte:Mogi News

Chuva de granizo Gelo permanece intacto 27 horas depois do incidente

Chuva de granizo
Gelo permanece intacto 27 horas depois do incidente
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari

Desespero. Este é o sentimento da operadora de telemarketing Luciana Sartori do Carmo, de 31 anos, que teve a casa invadida pelo granizo na tarde de domingo. O gelo quebrou a porta dos fundos da casa, que fica no Jardim Aeroporto, e, em questão de minutos, todos os cômodos foram invadidos. Até as 18 horas de segunda-feira, 27 horas depois da chuva, havia ainda cerca de 80 centímetros de gelo dentro da casa. "Eu estou desesperada, porque já liguei para a Defesa Civil de Mogi e eles me falaram para jogar sal no gelo para derreter. Mas, com a quantidade de granizo que tem aqui, eu precisaria de quilos e mais quilos de sal. Com a pá, não dá para tirar, porque todos os cômodos estão cheios. Eu preciso de apoio, senão, vou levar semanas até voltar para casa", destacou.

Na hora da chuva, Luciana não teve muito o que fazer, a não ser tentar salvar a própria vida e a da filha. "Eu só subi em um criado mudo e fiquei esperando parar". Por sorte, ninguém se feriu. Ela e a filha foram abrigadas em casa de amigos.
Outras casas do Jardim Aeroporto III estão na mesma situação: repletas de gelo. "Não tinha como ninguém prever que iria chover granizo deste jeito? Com tanta tecnologia e bons equipamentos, a Defesa Civil não sabia que isso aconteceria para avisar a população?", disse Ana Clara Medeiros Gusmão, de 51 anos. Segundo os moradores, no domingo, as equipes da Defesa Civil estiveram no bairro para orientar os moradores.

Fonte:Mogi News

Chuva de granizo Treze pessoas ficam feridas tentando consertar telhados

Matéria publicada em 12/04/11
Chuva de granizo
Treze pessoas ficam feridas tentando consertar telhados
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Berti
O Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes atendeu 13 solicitações de socorro entre 13h50 e 20h de domingo por causa da chuva. Todos eles caíram enquanto tentavam arrumar o telhado de suas residências, que foram destruídos pelo granizo, e ficaram feridos.

Segundo o comandante dos bombeiros, Silvio Tito Camilo, as vítimas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e à Santa Casa de Mogi das Cruzes. Nenhum acidente de trânsito foi registrado nesse período. Houve ainda uma queda de árvore em Brás Cubas.

Do total de vítimas, três são do Conjunto do Bosque. Nos bairros Vila Cintra, Jardim Universo, Jardim Aeroporto III e Vila Municipal, foram atendidos dois homens em cada um. Na Vila Celeste, uma pessoa também ficou ferida.

Segundo o comandante, todos os feridos tentavam consertar os danos nos telhados na hora da queda. "Também teve uma queda de árvore sobre a fiação elétrica e só não tivemos mais porque o vento não foi tão forte", contou Camilo.

"A orientação é para que todo o trabalho em altura seja feito com escadas apropriadas. Além disso, a pessoa tem de estar sempre presa, ancorada, em um local seguro ou na própria escada. É imprescindível que ela fique amarrada em algum local e, se possível, usar capacete para evitar lesões mais graves", alertou.

Fonte:Mogi News

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Na China, Dilma busca investimentos em tecnologia e infraestrutura

Na China, Dilma busca investimentos em tecnologia e infraestrutura


‘Diplomacia de resultados’ tenta mudar as relações comerciais com a China, hoje concentradas na venda de terra, soja e minérios


09 de abril de 2011 | 18h 45




Vera Rosa e Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Brasil quer fábricas chinesas, quer investimentos chineses em infraestrutura, quer que a China seja mais do que uma compradora de terras, soja e minérios. Essa é a ambição da "diplomacia de resultados" que vai acompanhar a visita da presidente Dilma Rousseff à China a partir de amanhã.
A presidente pediu ao Itamaraty que agendasse visitas a empresários e empresas de tecnologia digital. Além do anúncio da encomenda de aviões à Embraer, Dilma está certa que voltará com um contrato de US$ 200 milhões para que a ZTE (eletroeletrônica) comece a se instalar em Hortolândia (SP).
Para "vender" o Plano Nacional de Banda Larga - xodó de sua administração - aos chineses e dar ênfase à ciência e tecnologia nas parcerias, Dilma vai visitar a fábrica da ZTE, em Xian, e se reunir, entre outros, com executivos da Huawei. Líder no mercado de banda larga fixa e móvel, a Huawei atua no Brasil desde 1999 em parcerias com as principais operadoras de telefonia.
Na lista de documentos a assinar pelos dois presidentes há, em meio a memorandos com promessas vagas de cooperação, três acordos envolvendo grandes empresas estatais e que são relevantes para a captação de tecnologia. A Eletrobrás e a State Grid vão desenvolver linhas de transmissão de energia a longa distância. A Petrobrás e a Sinopec fecharão acordos nas áreas de tecnologia de prospecção e pesquisas geológicas.
‘Sala da diretoria’. A viagem tem forte simbolismo político por acontecer no momento em que Dilma acaba de completar 100 dias de governo. Depois de receber em Brasília o presidente dos EUA, Barack Obama, ela indicará, em Pequim, que está interessada na relação de longo prazo com o país de Hu Jintao. Mas vai reclamar e pressionar contra as barreiras à expansão dos negócios brasileiros na China.
"Queremos sair da relação de balcão de compra e venda com a China para ser aquele país que chega lá e vai para a sala da diretoria", resumiu ao Estado, com humor, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.
Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil e tenha investimentos anunciados na casa de US$ 29 bilhões, a presidente Dilma vê com preocupação o fato de 90% desses investimentos se concentrarem em mineração, energia e agricultura. Inquieta-se, também, com a compra de terras, de forma direta ou indireta, por empresas estrangeiras, como em Goiás e na Bahia, para produzir grãos que são vendidos à China.
Durante a viagem ela vai conversar sobre o assunto com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que acompanhará a comitiva para assinar um acordo de instalação de beneficiadoras de soja em Barreiras (BA) com a estatal Chongqing Grain.
Sem fábricas. Os chineses alegam que o Brasil precisa se esforçar mais para demonstrar a competitividade. Mas os empresários brasileiros reclamam da disparidade no câmbio, já que a desvalorização da moeda chinesa barateia os produtos e dificulta a concorrência. Pior: a China impõe barreiras à expansão até de negócios já instalados no país, como nos casos da Weg Motores Elétricos e da Marco Polo, que fabrica carrocerias de ônibus.
A Embraer enfrenta as mesmas barreiras. Apesar de ter fábrica no país, ela depende da aprovação do governo chinês para deixar de produzir o modelo ERJ 145 - que já não tem mercado - e fabricar o EMB 190.
A China também costuma entrar no País sem fábricas, apenas importando os produtos. É o caso da JAC Motors, recém-chegada com uma rede de 50 concessionárias de veículos, mas sem unidade produtiva.

Fonte:Estado de S.Paulo