terça-feira, 29 de março de 2011

Alencar está sedado e respira sem ajuda de aparelhos, diz hospital

Alencar está sedado e respira sem ajuda de aparelhos, diz hospital

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DE SÃO PAULO
O ex-vice-presidente José Alencar está sedado e respira sem a ajuda de aparelhos, segundo informações do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Alencar voltou a ser internado nesta segunda-feira na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas".
Ele havia recebido alta médica no último dia 16, após ficar 34 dias internado.
Na ocasião, a internação foi causada por uma perfuração no intestino e uma peritonite (inflamação das membranas que revestem a camadas abdominais).
Antes da internação, Alencar tinha ficado duas semanas fora do hospital. Entre novembro e janeiro, não chegou a ficar mais do que seis dias seguidos longe do hospital.
O ex-vice luta contra um câncer no abdômen.


Fonte: Folha de S.Paulo

Dura realidade

Dura realidade
A baixa qualificação profissional, a pobreza, a falta de convivência familiar, a dependência das drogas e do álcool são apontadas como causas de uma dramática realidade: metade da população da Região vive em condições de vulnerabilidade social. Ou seja, 50% dos 1,4 milhão de moradores das 10 cidades do Alto Tietê enfrentam em menor ou maior grau, um desses problemas.
A comprovação faz parte de um sintomático mapeamento feito com base nos relatos dos assistentes sociais, responsáveis por atender diretamente a população.
São eles os primeiros ouvintes daqueles que procuram o poder público em busca de uma cesta básica, uma consulta médica, uma vaga para a internação de um dependente químico, uma resposta para a série de comprometimentos causados por estes impedimentos a uma vida saudável, de qualidade.
Quem pensa que somente pobreza estaria por detrás das queixas, erra. A situação é mais complexa. Vivem em situação vulnerável, as famílias que possuem um dependente químico, um desempregado sem capacitação profissional, a mulher, idoso, criança e jovem, vítimas da violência.
Esses dramas não escolhem as famílias das classes D e E. Também são vividos por quem figura no topo da pirâmide social: o adolescente rico dependente químico só não precisa roubar para comprar a cocaína, mas enfrenta os mesmos conflitos daquele que usa o crack, mas barato.
O quadro revela o que este jornal tem apresentado diariamente. Na edição deste domingo mesmo, quando detalhes do levantamento feito pela Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads) ganharam a manchete principal, duas outras matérias, no noticiário policial, detalhavam o que a pesquisa resume em números globalizados.
Primeiro ato: uma família de Itaquaquecetuba tentava encaminhar para a Fundação Casa, três jovens, de 13 a 15 anos, para a Fundação Casa – num flagrante desrespeito à defesa dos direitos da criança e do adolescente, eles ficaram em uma cela de Delegacia, sem energia elétrica, por mais de quatro dias.
Segundo ato: uma cidadã mogiana, vítima da violência dentro de casa, precisou recorrer ao jornal e ao Conselho Municipal da Mulher, para ser ouvida na Delegacia Policial. Primeiro, ela foi orientada a voltar apenas na segunda-feira para se fazer ouvir. Depois, amargou uma longa espera pelo delegado de plantão e resumiu bem a situação: "Eles (o poder público e judicial) nos tratam com pouco caso". delegado.
Divulgado pelo Governo do Estado, o mapeamento da vulnerabilidade social, só surtirá resultados se as prefeituras, deputados estaduais e federais, poder judiciário e a sociedade civil utilizar esses dados de maneira séria e comprometida para mudar esse quadro obscuro e desalentador.
Se assim não for, esse será apenas mais um estudo em pouco tempo obsoleto. E, mais e mais famílias serão reféns da violência, da drogadição, da exclusão social.


Fonte:O Diário de Mogi

Mogi: 2º DP passa 1º em flagrante

Mogi: 2º DP passa 1º em flagrante

LAÉRCIO RIBEIRO
Dados estatísticos repassados na reunião do Conseg (Conselho de Segurança Comunitária), em Braz Cubas, na tarde de sexta-feira, pelo delegado seccional João Roque Américo a respeito da produção do 2º Distrito Policial, não conferem. Ele citou que em janeiro foram 143 boletins de ocorrência e 12 flagrantes. As informações oficiais fornecidas por uma fonte da própria Delegacia Seccional indicam que em três meses (janeiro, fevereiro e março) de 2011, a unidade elaborou até sexta-feira 54 autos de prisão em flagrante, enquanto coube 48 ao Distrito Central.
Até ontem de manhã o DP de Braz Cubas registrou no mesmo período 1266 boletins de ocorrência e 1921 o Distrito Central, portanto, a tendência do atendimento ao público, Polícia Militar e Guarda Municipal, entre outros, é piorar a partir de 1º de abril.
Neste dia (ironicamente considerado o Dia da Mentira) começa o denominado "plantão piloto". Um único delegado de polícia vai responder por duas delegacias, terá que dar um jeito e coordenar as novas atividades.
É evidente que haverá prioridades. Em caso de flagrante, o segundo será iniciado só na presença da autoridade. É lei. Em crimes contra a vida, como por exemplo, homicídio, existe uma portaria, da Delegacia Geral, que determina a ida ao local de um delegado.
Os envolvidos em acidentes, roubos, estelionatos, furtos e demais crimes entrarão na fila. É certo que alguns devem desistir de registrar as queixas como já acontece. A sensação de segurança deverá ser reduzida.
Vale esclarecer que os delegados, em forma de rodízio, permanecerão em seis equipes, mas escrivães e investigadores, irão "rodar" em cinco, de forma que, se falar em entrosamento no serviço será difícil.
Com a soma dos delegados sobrarão dois, que atuarão como substitutos e por ventura assistentes. São eles: Ricardo Glória, do Distrito Central, e Alexandre Batalha, do 2º Distrito de Braz Cubas.


Fonte: O Diário de Mogi

Secretário estadual reprova rodízio de delegados e promete solução

Secretário estadual reprova rodízio de delegados e promete solução
Antônio Ferreira Pinto disse que fará um levantamento do número de delegados para resolver os plantões nos DPs
Bras Santos
Da Reportagem Local
Divulgação
André do Prado (à esq.), Mauro Araújo e Expedito Ubiratan Tobias (à dir.) participaram de uma reunião com o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto (de óculos)
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, reprovou a "engenharia" desenvolvida pelo delegado-seccional de Mogi das Cruzes, João Roque Américo, para o funcionamento do 2º Distrito Policial, em Brás Cubas. Ferreira Pinto prometeu fazer um levantamento do número de delegados disponíveis no município com a finalidade de garantir a continuidade do atendimento normal nos dois DPs.
Nas últimas semanas, o seccional tem afirmado que, em razão da falta de seis delegados (afastados, doentes ou em férias), o comando da Polícia Civil terá de dividir um delegado entre o 1º e o 2º DPs. A iniciativa provocou reações negativas e polêmica.
Na tarde de ontem, o secretário de Segurança afirmou em audiência com o presidente do Legislativo de Mogi, Mauro Araujo (PSDB), que não estava sabendo oficialmente das mudanças projetadas pelo seccional e que não concorda com o rodízio de delegados. "O secretário afirmou que ficou sabendo das alterações propostas pela Delegacia Seccional de Mogi somente pela Imprensa e ressaltou que a utilização, ao mesmo tempo, de um único delegado em dois plantões não é uma boa solução. Ele anunciou que vai acionar a Delegacia Geral de Polícia (que coordena as seccionais) para avaliar o caso. Ele disse também que solicitará um levantamento para saber se a "engenharia" feita pela Seccional de Mogi é realmente necessária", contou Araújo.
"Apesar de não estabelecer um prazo, o secretário deu a entender que pretende resolver o assunto o mais rapidamente possível e que a solução ideal é manter cada Distrito Policial com o número de delegados necessário para o cumprimento de todos os plantões", complementou.
Araújo saiu satisfeito do encontro: "Achei que o resultado da audiência foi bom. Mas vamos continuar monitorando o caso, mesmo porque, o objetivo é evitar que o rodízio de delegados seja implantado até que a Secretaria de Estado da Segurança termine o levantamento sobre o total de delegados". O vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR) e o deputado estadual André do Prado (PR) também participaram da reunião.

Fonte:Mogi News