segunda-feira, 17 de agosto de 2020

NOVO CORONAVÍRUS: Mogi das Cruzes planeja testar 45 mil moradores para a Covid-19 até setembro

16 de agosto de 20207 min. - Tempo de leitura

Carla Olivo

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ORIENTAÇÃO O médico e secretario municipal de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, reforça a necessidade de prevenção ao novo coronavírus. (Foto: arquivo)

Nesta semana entrará em operação na cidade um sistema de testagem rápida para Covid-19 enviado pelo Governo do Estado e com capacidade para a realização de mais 17 mil exames. A iniciativa reforça os procedimentos para identificação de pacientes infectados pelo novo coronavírus em Mogi das Cruzes. A informação é do secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, sobre a evolução de novos casos e de mortes decorrentes da doença na atual fase da pandemia. Segundo ele, até meados de setembro, a cidade deve atingir a marca de cerca de 45 mil testes rápidos, além dos PCRs, utilizados para complementar e/ou confirmar diagnósticos. Na avaliação do responsável pela pasta, aparentemente, o município já passou pela pior fase, atingindo o pico da doença entre o final de junho e início de julho e está hoje em uma linha descendente, ainda que tênue. Na entrevista a O Diário, Naufel reafirma que enquanto não houver uma vacina segura, a população deve manter os cuidados preventivos de rotina: uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

Qual a avaliação do senhor para a atual fase da pandemia em Mogi das Cruzes. Como analisa a evolução dos novos casos de Covid-19 e do número de óbitos causados pela doença, além do tempo de espera por resultados de testes realizados na cidade?

Observando os números atuais e passados, aparentemente nós atingimos o pico da doença em Mogi das Cruzes entre o final de junho e início de julho e começamos numa linha descendente, ainda muito tênue, mas que indica que aparentemente o pior já passou.

Fonte:O Diário de Mogi 

Lei Maria da Penha: Violência contra mulher ocorre mais em pessoas de 25 a 40 anos

 No mês em que a Lei Maria da Penha nº 11.340 completou 14 anos de proteção às mulheres, a reportagem buscou um levantamento que pontuasse as idades de maior incidência das vítimas e os bairros em que os casos ocorrem com mais frequência.

Servindo de inspiração para todo o Alto Tietê, Suzano foi a primeira cidade que implantou a lei na região. No município, os casos de violência doméstica são mais frequentes em mulheres com idades de 25 a 40 anos.

Em 2018, 498 mulheres receberam a medida protetiva. O número caiu para 296 um ano depois e chegou a 151 neste ano. Os bairros com mais casos de violência contra as mulheres na cidade são: Jardim Monte Cristo, Colorado, Vila Urupês e o Cidade Miguel Badra.

"Ganhamos este agrupamento para defesa da mulher, desconstrução do machismo e para ter uma guarda especializada e preparada para tal atendimento. Com a atuação da Patrulha Maria da Penha, o objetivo é diminuir os casos de desobediência às medidas protetivas.", afirmou a Prefeitura.

Medidas

A Justiça, após receber as denúncias e mapear os lugares que as mulheres frequentam diariamente, emitem a medida protetiva, que impede a aproximação do agressor. O documento então é enviado à Guarda Civil Municipal, que mantém a observação e auxílios às vítimas.

O atendimento ocorre por meio da realização de visitas para fiscalizar se as medidas protetivas de urgência estão sendo cumpridas pelo agressor/acusado, bem como verificar a situação familiar da vítima. Portanto, a atuação ocorre no pós-delito, ao acompanhar o cumprimento da medida protetiva.

Além disso, a Delegacia de Defesa à Mulher (DDM), atuante desde 1985, é especializada também no atendimento de mulheres vítimas de violência física, moral e sexual. A partir de 1996, as DDMs passaram a atender também crianças e adolescentes vítimas de tais violências.

A lei surgiu em 2006 após a ativista cearense Maria da Penha Maia Fernandes ter sido agredida pelo então marido e sofrer duas tentativas de homicídios, sendo que em uma delas a ativista ficou paraplégica. Após essa tentativa de homicídio ela o denunciou, pôde sair de casa devido a uma ordem judicial e iniciou a batalha para que seu então marido fosse condenado.

Fonte:Mogi News

Saúde: Construção da Maternidade chega a 46% do cronograma

Previsão da Prefeitura de Mogi é entregar prédio o lado do Hospital Municipal, no distrito de Braz Cubas, em 2022

A Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes atualizou na sexta-feira as informações sobre o andamento das obras da Maternidade Municipal e afirmou que 46% do cronograma dos trabalhos já foram cumpridos. A unidade está sendo construída na rua Francisco Affonso de Melo, 550, ao lado do Hospital Municipal, em Braz Cubas. De acordo com a Pasta, na fase atual estão sendo executadas a estrutura do 3º pavimento e a alvenaria do 2º pavimento.

"Além disso, as instalações elétricas e execução dos fechamentos também estão sendo feitas. O prazo para encerramento das obras está mantido para o ano de 2022, mas ainda não foi estipulado um mês para que a unidade seja entregue", explicou a Prefeitura, na tarde de sexta-feira.

Em maio deste ano, conforme noticiado pelo Mogi News, já era possível visualizar algumas estruturas, como o estacionamento subterrâneo e o andar térreo, onde ocorrerão os atendimentos. Na época, a Secretaria Municipal de Saúde havia dito que o serviço tinha atingido quase 30% do total.

A futura Maternidade, que começou a ser construída em novembro do ano passado, terá cerca de 8 mil metros quadrados distribuídos em sete pavimentos (do subsolo ao quinto andar). Estarão disponíveis 89 vagas, das quais 54 leitos para mulheres, além de dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, dez leitos de cuidados intermediários e UTI Adulto, dentre outros espaços especializados.

A empresa vencedora da licitação para executar um orçamento de R$ 35,1 milhões previsto para a obra foi o Consórcio CDG/Sahliah. A concorrência entre as empresas fez o custo da obra baixar em quase

R$ 15 milhões diante do valor inicialmente estimado de R$ 50 milhões.

Atualmente, Mogi conta apenas com a Santa Casa para a realização de partos pelo sistema público e a unidade enfrenta constantes momentos de superlotação. Os problemas levaram à mobilização da Prefeitura que, em julho de 2018, conseguiu a doação da área de 3 mil metros quadrados onde funcionou o antigo Fórum Distrital de Braz Cubas.

Ainda no início deste ano, os atendimentos na Maternidade da Santa Casa de Misericórdia estiveram parcialmente suspensos em virtude da superlotação na unidade. Apenas os suportes emergenciais às gestantes foram realizados durante 19 dias. A orientação na época era que todas as gestantes de baixo e alto risco procurassem atendimentos em outros hospitais da região, visto que apenas os casos de urgência e emergência começariam a ser recebidos pela instituição.

Banco de Leite

Uma das medidas já definidas para o Hospital Municipal é a transferência do Banco de Leite Humano Municipal de Mogi das Cruzes. Ao término das obras, o serviço responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e a captação de doadoras de leite humano será realocado para o novo equipamento municipal (leia mais na página 4).

A informação foi divulgada nesta semana pela coordenadora do banco de leite, Rosângela Cunha, a doutora Nenê, que se dedicará integralmente ao programa a partir de amanhã, depois de deixar o cargo de secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde.

Prédio terá 8 mil metros quadrados construídos e sete pavimentos

Trabalhos no momento estão concetrados no 2º e 3º pavimentos

Fonte:Mogi News

transferência: Banco de Leite Humano ficará na Maternidade Municipal

Após entrega da unidade em obras no distrito de Braz Cubas, serviço de aleitamento materno terá novo endereço
Foto: Mogi News/Arquivo

Rosângela Cunha
O Banco de Leite Humano Municipal de Mogi das Cruzes terá casa nova. Com a finalização da obra da Maternidade Municipal, programada para ocorrer em 2022, o serviço responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e a captação de doadoras de leite humano será realocado para o novo equipamento municipal, localizado no distrito de Braz Cubas, ao lado do Hospital Municipal.
As obras de construção da maternidade estão próximas da metade (leia mais na página 3). Com 46% da execução dos trabalhos, atualmente é realizado a fixação da estrutura do terceiro pavimento, sendo executado também a alvenaria do segundo pavimento. Paralelo a estes serviços, é finalizada a instalação elétrica.
A informação foi divulgada pela coordenadora do banco de leite, Rosângela Cunha, que se dedicará integralmente ao programa a partir da próxima segunda-feira, já que não responde mais pelo cargo de secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde.
A doutora Nenê, como é conhecida na cidade, foi uma das principais responsáveis pela implantação do banco de leite em Mogi das Cruzes. Ela conta que, desde 1990, já havia a ideia da instalação de um espaço informativo, receptivo e que concentrasse todo o estoque de leite humano. Quando iniciou sua trajetória no atendimento público, em 1993, na Santa Casa de Misericórdia, a médica começou a visualizar a necessidade de tal equipamento.
"A gente queria inicialmente na Santa Casa. Em meados de 2003, o Ministério da Saúde solicitou um banco de leite para a região, por conta da alta taxa de mortalidade. Mas só em 2009, depois que assumi a Coordenadoria da Saúde da Criança, a gente começou a cobrar a Secretaria para abraçar a ideia", contou a médica Rosângela.
Com a atenção exclusiva ao programa que ajudou a fundar, a doutora Nenê pretende manter a organização do banco de leite e contribuir ainda mais para a funcionalidade do projeto. "Nós temos três funcionárias lá para dar conta de tudo. Elas vão até a casa das pessoas, elas orientam as mães, vão até a Santa Casa. Isso sem falar no contato que elas têm com todas as mães que têm filhos em Mogi", disse. "Elas precisam de mais alguém, uma pessoa a mais para ficar full time", completou.
Transição
Em relação a sua saída do cargo de secretária-adjunta, a doutora Nenê tratou com naturalidade, classificando a mudança como uma transição. Na última quarta-feira, o secretário municipal Henrique Naufel confirmou a alteração da médica. Segundo ele, a Pasta passa por um remanejamento de algumas funções visando novos projetos em diversas áreas, principalmente na atenção básica.
"Isso é perfeitamente normal. O secretário-adjunto precisa ter uma afinidade grande com o secretário municipal e talvez ele (secretário Naufel) não tivesse tanta afinidade assim comigo. Mas é uma decisão totalmente normal", ressaltou a médica.

Fonte:Mogi News