11 de agosto de 20195 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente
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Equipes trabalharam a noite toda para garantir a visita à Mogi-Bertioga
A abertura da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Bertioga pela Prefeitura de Mogi, durante o segundo governo de Waldemar Costa Filho, já chegava à reta final, quando um fato inesperado alterou radicalmente os planos do prefeito: uma enorme rocha apareceu na rota da estrada, no trecho final da Serra do Mar, num ponto que não permitia desvios ou contornos. Para ser vencido, o obstáculo exigiria mais algumas toneladas de explosivos e serviços de peritos, algo que encareceria a obra muito além do que os cofres já debilitados do município conseguiriam suprir. O negócio seria pedir ajuda ao governador do Estado, na época Paulo Maluf, que era contrário à execução da obra da maneira como Waldemar a conduzia. O prefeito foi ao Palácio de chapéu na mão e Maluf prometeu lhe atender, se as condições da estrada satisfizessem a sua visão de engenheiro formado pela Escola Politécnica. Acontece que a rodovia, à época, era pouco mais que uma picada aberta em plena Serra do Mar para que as máquinas avançassem mata adentro e fossem abrindo caminho para as explosões das rochas menores à base de dinamite e afins. Algo impensável para os dias de hoje, com tantas restrições ambientais. Mas como a ajuda de Maluf era decisiva para a conclusão da obra, Waldemar decidiu aceitar o desafio do visitante e procurou dar uma maquiada geral na obra para que o governador se sentisse incentivado a lhe oferecer ajuda. Homens e máquinas da empreiteira Almeida & Filho passaram a trabalhar em ritmo frenético, apoiados por equipes da Codemo, então presidida pelo filho do prefeito, Valdemar Costa Neto. Tudo caminhava bem, até a semana que antecedeu à visita de Maluf, quando uma chuva incessante passou a cair sobre a Serra. A cada estiagem, o ritmo das atividades duplicava, ou triplicava. Até que na tarde de quinta-feira, uma estiagem deu sinais que viria. O trabalho se intensificou na sexta e todas as equipes, inclusive Costa Neto, passaram a noite toda trabalhando para garantir segurança no caminho do visitante que chegaria no sábado. Por via das dúvidas, um jipe com tração nas quatro rodas, radiocomunicador e outros apetrechos, do empresário João Manoel dos Reis, foi colocado à disposição de Maluf. Naquele dia, as emissoras de rádio e jornais se uniram, em um pool, para a transmissão do evento, dadas as poucas condições de trabalho na área da rodovia em construção. O sol saiu e até o bispo da época, dom Emílio Pignoli, foi levado por Waldemar para o encontro com Maluf. Diante de tal aparato, o governador veio, viu e gostou. O dinheiro para vencer a última rocha foi liberado, semanas depois.
Democracia
A história é contada pelo jornalista Claudio Humberto, em seu Diário do Poder. Nos anos 40, apesar do fim da ditadura Vargas, o poder político era definido segundo a vontade dos “coronéis”, no interior. Era o caso de São Caetano, no agreste pernambucano. Lá, mandava o “coronel” João Guilherme. Na primeira eleição após o Estado Novo, ele destacou capangas para o trabalho, digamos, de “boca de urna”: ficavam nas proximidades dos locais de votação perguntando aos eleitores se eles votariam no candidato do coronel. Se a resposta fosse “não”, os eleitores ouviam a “sugestão”: “Acho melhor o senhor não votar, não. É para não atrapalhar a democracia”.
Dita dura – 1
O leitor Joel Avelino Ribeiro relembra as histórias que ouviu na juventude sobre o período ditatorial: “Num bar em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, na rua do Carmo, em São Paulo, um aposentado, bebendo sua dose de Tatuzinho, me disse que muitos desaparecidos daquela época, na verdade, abandonaram suas famílias e se mandavam para países vizinhos ou para o México com novos amores. Ele lembrou até o caso de um morador dos Jardins, cuja família imaginava que tivesse sido enterrado no cemitério de Perus”.
Dita dura – 2
Prossegue Avelino: “Com a entrada em vigor da anistia ampla, geral e irrestrita, muitos retornaram e outros, já bem sucedidos onde estavam, nunca mais deram as caras. Se tudo isso é verdade ou não, o que a gente sabe é que sempre haverá muitos mistérios, mentiras e exageros sobre aquele período. E como diz um velho ditado, “num burro carregado de açúcar, até o rabo fica doce…”
Repelentes
Para encerrar, outra de Claudio Humberto. No governo do general Emílio Médici, o Incra mantinha uma casa em Padre Bernardo, no entorno do DF, frequentada por figurões da República, dentre os quais, ministros e até um ilustre parente do presidente, acompanhados de amantes. O jovem presidente da autarquia, Walter Costa Porto, temia um escândalo e não sabia o que fazer até que bolou um repelente infalível: Synteko. Mandou besuntar o piso de madeira da casa uma vez por semana, religiosamente. O cheiro forte e as emanações lacrimogênias puserem fim aos encontros galantes dos amigos e do parente do ditador.
Fonte:O Diário de Mogi
5 horas atrás4 min. - Tempo de leitura
Carla Olivo
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A proposta prevê uma série de melhorias, como a modernização e duplicação de trechos da Mogi-Bertioga. (Foto: arquivo)
O Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público Privadas, do Governo do Estado de São Paulo, aprovou em reunião realizada nesta semana, na Capital, o projeto para a concessão de lote de rodovias do Litoral Sul e Mogi-Bertioga – esta última estrada liga Mogi das Cruzes às praias. O investimento total está estimado em R$ 3,2 bilhões e a previsão é de que o edital de licitação para definição da empresa que ficará responsável pelo lote seja lançado no primeiro trimestre de 2020.
A proposta prevê uma série de melhorias, como a modernização e duplicação de trechos, com o objetivo de oferecer mais segurança aos usuários das vias que dão acesso às praias.
Agora, a partir desta aprovação, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), prosseguirá com os estudos a fim de detalhar a malha rodoviária a ser abrangida pelo lote e as obras que devem fazer parte do projeto.
A concessão vai englobar os municípios de Miracatu (SP-55), passando por Peruíbe, Itanhaém, Praia Grande e Bertioga, com extensão até Boracéia, e Mogi das Cruzes.
A expectativa é de que o projeto siga o novo modelo tarifário de pedágio, em implantação pela atual gestão do governador João Doria (PSDB), que contempla tarifa flexível e desconto progressivo por frequência. Desta forma, os usuários frequentes, principalmente pessoas que moram ou trabalham no entorno, pagarão menos. No caso da Mogi-Bertioga, para ser pedagiada precisa ser duplicada.
Após a conclusão desta etapa de estudos por parte da Artesp devem ser realizadas consultas e audiências públicas, provavelmente no próximo mês de outubro, a fim de colher contribuições da população e profissionais sobre o assunto. A partir daí, a licitação começará a ser preparada para lançamento no próximo ano.
Consessão
Eliane José
Os estudos sobre a concessão da rodovia Mogi-Bertioga a terceiros começaram a ser realizados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na gestão passada, de Geraldo Alckmin. Em 2018, durante a campanha eleitoral foi uma promessa do agora governador João Doria (PSDB) como um meio para se melhorar as condições de tráfego do acesso. Por dia, passam por ela cerca de 22 mil veículos.
Por meio da concessão, o Governo do Estado transfere para uma empresa ou grupo a responsabilidade pela manutenção, obras e serviços realizados por ele desde que o acesso foi aberto há 37 anos pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Em meados do semestre passado, em duas entrevistas a O Diário, o secretário de Estado de Transporte e Logística, João Octaviano Neto, afirmou que um dos caminhos estudados para a concessão da ligação litorânea à iniciativa privada seria incluí-la no mesmo processo da rodovia Presidente Dutra, que estava sendo tratado naquela oportunidade. Ontem, no entanto, foram dados detalhes de outra possibilidade para a concessão, que poderá abraçar a malha rodoviária litorânea.
Com a concessão, um dos objetivos do Governo do Estado seria conquistar melhorias no traçado viário. Mogi das Cruzes e Bertioga cobram alternativas como a duplicação (sempre descartada, por causa do alto custo e implicações ambientais) para combater os congestionamentos fora dos períodos de feriados e férias, e executar obras que previnam os deslizamentos.
No verão passado, houve registros de períodos de até seis horas seguidas de lentidão. Além disso, a Mogi-Bertioga passou a ser usada quando a rodovia dos Tamoios fecha.
Outro grave problema diz respeito à rotina dos moradores dos bairros ao longo da Mogi-Bertioga, que enfrentam o impacto no trânsito local. Em Mogi, locais como a Vila da Prata, Vila Moraes e o Conjunto Nova Bertioga, e distritos de Taiaçupeba e Biritiba Ussu têm dissabores com os congestionamentos mais severos.
Fonte:O Diário de Mogi
6 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Silvia Chimello
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SITUAÇÃO Gerdau manteve baixos níveis de produção devido à recessão financeira Argentina. (Foto: arquivo)
A unidade da Gerdau de Mogi das Cruzes decidiu estender por mais um período o programa layoff para um grupo de cerca de 80 funcionários. A previsão é de que os trabalhadores voltem às atividades no início do próximo ano. A suspensão foi uma forma encontrada pela empresa e pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes para enfrentar a crise econômica sem demissões.
O programa de layoff, segunda e empresa, foi ampliado porque a indústria automobilística no Brasil, principal consumidora de aços especiais, manteve baixos níveis de produção, consequência da recessão financeira argentina.
A empresa explica que a iniciativa, além de preservar os empregos existentes com licença remunerada, também oferece programa de qualificação profissional aos colaboradores envolvidos. A expectativa da Gerdau é de encerrá-lo até o final deste ano na fábrica de aciaria de Mogi, que continua vendo perspectivas otimistas para o Brasil.
“Embora nossas expectativas venham encontrando dificuldades de se materializarem em crescimento efetivo de demanda por aço, estamos certos de que esta movimentação virá em breve com as aprovações das reformas estruturais e com as iniciativas de estímulo à economia”, destaca a empresa em nota encaminhada a O Diário.
A Gerdau informa ainda que continua com seus investimentos em inovação e melhorias de processos como buscas constantes para maior competitividade do negócio.
O número de 80 funcionários que estão em sistema layoff foi divulgado pelo diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, David Martins, já que a empresa não comunica volumes por operação.
De acordo com Martins, a prorrogação teve o apoio da entidade, que tenta buscar alternativas para evitar demissões. “Temos que fazer de tudo para garantir os empregos. A expectativa é de que os funcionários retornem ao trabalho se a economia reagir”, reforça ele.
A suspensão temporária já havia sido adotada pela Gerdau em 2015 e 2016, pouco antes da decisão da empresa de desativar a aciaria, no auge da crise econômica, em 2017. Em março deste ano, a fábrica reiniciou as atividades na aciaria da unidade localizada no início da rodovia Mogi-Salesópolis. Um ano depois, a empresa firmou novo acordo de suspensão temporária dos funcionários com o sindicato, que começou a valer a partir da segunda quinzena de abril. Antes disso, a Gerdau tentou férias coletivas e o uso de banco de horas para enfrentar os problemas gerados pela baixa produção de aços especiais.
Fonte:O Diário de Mogi
INFORMAÇÃO:
PSDB elege Coordenadoria Regional, sábado, em Mogi
15 de agosto de 20193 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente
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Candidaturas poderão ser apresentadas até amanhã, pela internet
Integrantes dos diretórios regionais do PSDB do Alto Tietê irão se reunir, neste sábado, em Mogi das Cruzes, para eleição da Coordenadoria Regional do partido. Serão escolhidos os ocupantes para os cargos de coordenador regional e secretário da Coordenadoria Regional da Grande São Paulo Leste. A reunião acontecerá entre 9 e 11 horas, no 2º andar do prédio localizado no número 260 da avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, em frente a sede da Prefeitura. Segundo edital encaminhado aos representantes do partido na região, terão direito a voo os membros titulares e suplentes do Diretório Estadual, os prefeitos e vice-prefeitos, vereadores e ex-prefeitos, além dos presidentes dos diretórios municipais registrados dos municípios da microrregião, delegados à convenção estadual. Na ausência desses delegados, votarão seus respectivos suplentes. Não será permitido o voto cumulativo e por procuração. A votação dos titulares ocorrerá a partir das 9 horas e a chamada dos suplentes, a partir de 10 horas. Os candidatos a coordenador e secretário da Coordenadoria deverão se inscrever na Secretaria da respectiva Coordenadoria Regional , com o apoio mínimo de, pelo menos, 5% dos filiados com direito a voto, distribuídos em, pelo menos, 10% dos municípios. A inscrição dos candidatos deve acontecer até amanhã (16), às 22 horas, pelo e-mail profdanieldelima@gmail.com , com os devidos apoios, ou pessoalmente, entre 7h30 e 8 horas do próximo sábado, no local da votação. O prefeito de Mogi, Marcus Melo é o atual coordenador regional do PSDB na Grande São Paulo Leste.
No jornal
Sob o título “Engorda”, a Coluna do Estadão divulgou a seguinte nota: “É grande a procura de deputados em busca de migrar para o PL (até recentemente denominado PR). A estimativa é chegar a uma bancada de 43 parlamentares até o final do ano.” Sinal de que o ex-deputado Valdemar Costa Neto continua atuando com força nos bastidores da política, em Brasília.
Transferido
O ex-prefeito de Ferraz, Acir Filló, autor do Diário de Tremembé – o presídio dos famosos, foi transferido, terça-feira , da Penitenciária 2 de Tremembé, onde estava desde 2017, para a unidade 3 do CDP de Pinheiros, na Capital. A medida foi determinada pela juiza Sueli Zeraik Oliveira Armani, da Vara de Execuções Penais de Taubaté, como punição pelo livro que mostrou os bastidores do presídio do Vale do Paraíba. Curiosamente, uma denúncia feita no livro, hoje apreendido, serviu como base para a Justiça revogar a prisão domiciliar do médico Roger Abdelmassih.
Olho no céu
Está programado para as 9 horas do próximo sábado, no Pico do Urubu, o Festival da Primavera de Voo Livre, com praticantes de Mogi e outras localidades. A coordenação será do Mogi Clube de Voo Livre, que está completando 30 anos de atividades na cidade. O acesso ao local dos saltos deverá ser facilitado cascalhamento do única e perigosa estrada que conduz ao ponto da Serra do Itapeti capaz de proporcionar uma das mais belas vistas da cidade e região.
Dia do Soldado
No dia 25 de agosto, domingo, em que se comemora o Dia do Soldado, o Tiro de Guerra 02-052, de Mogi das Cruzes irá festejar também os 50 anos da turma de 1969, cujos integrantes estão sendo convidados a participar de uma confraternização que está sendo organizada pelo atual chefe de Instrução do TG, subtenente Rogério Coelho Barbosa, com o devido apoio do instrutor da época e atual capitão Antonio Mendes.
Frase
Temos um problema crônico de carência funcional, mas não é só aqui.
Ronaldo Vicente Castello, novo delegado titular do 1º DP de Mogi, em entrevista a este jornal
Fonte:O Diário de Mogi