É a primeira vez que este tipo de atualização é feita em Mogi das Cruzes. O estudo abrange toda a área urbana do município
Por de Mogi15 AGO 2017 - 13h17
Trabalho ainda está em andamento e, até agora, foram identificados cerca de 42 mil imóveis com algum tipo de incoerência entre o que está registrado na Prefeitura
Foto: Bruna Nascimento/Divulgação
A Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciou um processo de atualização do cadastro do município e informará, a partir deste mês, os contribuintes cujos imóveis da área urbana passaram por algum tipo de ampliação nos últimos anos, mas sem a devida comunicação à Prefeitura. Para saber se terá algum complemento em seu IPTU, o morador deve aguardar a notificação, já que informações fiscais do contribuinte são sigilosas e não podem ser passadas por telefone.
O recadastramento imobiliário, realizado por meio de levantamento aéreo e fotográfico, identificou, até agora, cerca de 42 mil imóveis com informações desatualizadas.
"Contratamos uma empresa que fez fotografias aéreas, com uma tecnologia a laser que consegue identificar diferenças externas de altura nas construções. O levantamento, bem detalhado, inclui fotos das fachadas dos imóveis", explica o secretário municipal de Finanças, Aurílio Caiado, que destaca que a medida promove justiça tributária, já que cada um pagará pela área que está, de fato, construída.
É a primeira vez que este tipo de atualização é feita em Mogi das Cruzes. O estudo abrange toda a área urbana do município.
O trabalho ainda está em andamento e, até agora, foram identificados cerca de 42 mil imóveis com algum tipo de incoerência entre o que está registrado na Prefeitura e a construção, o que corresponde a aproximadamente 27% do total de 154 mil cadastros.
A notificação será feita ao longo de quatro semanas. "Se o contribuinte entender que a atualização está correta, é só aguardar a chegada do carnê complementar do IPTU, o que deve ocorrer até novembro. Se discordar, o prazo, de até 30 dias, para procurar qualquer unidade do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) e fazer sua contestação", afirma o secretário.
Para contestação, será necessário apresentar os documentos indicados na notificação.
Fonte: O Diário de Suzano
15 de agosto de 2017 Cidades, QUADRO DESTAQUE
No local, os brinquedos estão quebrados, os bancos forma arrancados, o bebedouro e a torneira destruídos. (Foto: Edson Martins)
SILVIA CHIMELLO
“Um espaço abandonado e sem graça”. É assim que moradores de Jundiapeba descrevem a praça construída pela Prefeitura de Mogi, na esquina da Avenida Altino Arantes com a Rua Francisco Soares Marialva, para servir como área de convivência entre a comunidade. O espaço está depredado e praticamente sem vegetação.
No local, os brinquedos estão quebrados, os bancos forma arrancados, o bebedouro e a torneira destruídos. Também não tem grama. Algumas poucas mudas pequenas de árvores ainda resistem na praça, além de algumas mesinhas de jogos que foram poupadas. Também funciona Academia de Terceira Idade, instalada em 2013, segundo a Prefeitura e mesinhas de jogos.
“Os únicos que usam a praça de manhã são as pessoas idosas para fazer ginástica. Não tem parquinho e brinquedos para as crianças e nem árvores que possa deixar com um pouco de sombra”, comenta a dona de casa Lidiane da Silva Antunes, mãe de duas crianças pequenas que mora nas proximidades.
Os jovens também criticam o abandono e a falta de opções do espaço, como é o caso de Gabriela Soares, que reclama da falta de opções em Jundiapeba. “Às vezes a gente se encontra aqui para conversar, mas não tem nada para fazer. Nem banco para sentar. O mínimo que a população precisa é de uma área de lazer para poder relaxar”, comenta. A estudante Janaína Alves da Silva descreve: “O lugar está abandonado e sem graça. Não tem praticamente nada, nem mesmo vegetação e área verde, por isso é muito pouco frequentado”, comenta.
No entanto, o comerciante Carlos Henrique Soares, que trabalha bem próximo afirma que o problema é a falta de conscientização dos próprios jovens que não preservam o patrimônio público. “A Praça estava bonita e muito bem montada quando foi entregue para a população, mas o vandalismo é muito grande por parte de pessoas, que em vez de cuidar tem prazer em destruir tudo”, comenta.
O motorista José Gomes Ferreira Neto defende uma “maior fiscalização” para coibir esse tipo de ação. Na opinião dele, a Prefeitura deveria cuidar melhor e impedir a destruição. A ajudante geral Ana Cristina Otonine de Castro também reforça esses argumentos, mas na opinião dela, o melhor seria investir em projetos esportivos, cultura, e ocupação para esses jovens que não trabalham e nem tem opções e oportunidades no mercado de trabalho”.
Sobre a Praça em Jundiapeba, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informa que desde a semana passada as equipes da Administração Regional de Jundiapeba estão atuando naquela região, com trabalhos de varrição, raspagem e limpeza geral. Os trabalhos, segundo a Pasta, vão ser realizados também na praça e a previsão é que os serviços sejam encerrados amanhã.
Quanto a uma possível revitalização do espaço, a Prefeitura informa que vai solicitar uma vistoria no local, para averiguar a situação e o que pode ser feito. Como há uma Academia da Terceira Idade (ATI) no local, o encaminhamento do serviço dever ser realizado numa parceria entre as secretarias municipais de Esporte e Lazer e de Serviços Urbanos.
Fonte:O Diário de Mogi
Concentração de pessoas nessa situação é 'comum', mas aumentou muito em quantidade durante este ano
Dentro de barracas improvisadas com papelão e plástico, deitados em bancos de praças ou mesmo nas calçadas. Estas são as condições de dezenas de pessoas em situações de rua espalhadas em diferentes pontos da área central de Mogi das Cruzes. Alguns se isolam e, muitas vezes, são vistos com compaixão por quem passa nas ruas. Outros, no entanto, são intimidadores. Aparentemente sob o efeito de álcool ou outras drogas, abordam pedestres em busca de dinheiro ou adentram nos estabelecimentos comerciais, assustando a clientela.
Na "disputa por território" ou por algum item recém-adquirido, como garrafas de bebidas, por exemplo, brigam entre si, trocam xingamentos, usam palavras de baixo calão, ou mesmo partem para a agressão, levando medo a quem transita pelo local.
Tais cenas são vistas com frequência, principalmente em alguns pontos, onde a existência deste público já é comum. É o caso de um galpão localizado na avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar. A reportagem passou pelo local na manhã de ontem e constatou a presença de pelo menos quatro pessoas abrigadas embaixo da marquise, divindo espaço com pombos e pilhas de materiais recicláveis. Segundo relatos de comerciantes locais (veja mais nesta página), o odor forte sentido por quem passa pela via é decorrente de urina e fezes. Isso porque, apesar da Prefeitura realizar a limpeza da área com frequência, os moradores de rua sempre retornam.
Situação semelhante é encontrada no Largo Bom Jesus, também conhecido como praça de São Benedito, onde o coreto serve de refúgio e também como "depósito" de pertences. Ontem, alguns dos bancos eram ocupados por dezenas de cobertores, enquanto outros serviam como ponto para o consumo de bebidas alcóolicas.
Já no largo 1º de setembro, os atrativos são as barraquinhas de lanches, assim como as lanchonetes e demais estabelecimentos onde há a comercialização de comidas e bebidas. Basta se sentar para fazer um pedido que logo surge alguém pedindo ajuda para se alimentar.
Devido à generosidade da população ou dos comerciantes, muitos dos moradores de rua já adotaram a praça como "endereço fixo" e são figuras bastante conhecidas na região. Mas, nos últimos tempos, o número de novos rostos vem aumentando, o que também acaba trazendo insegurança.
Pedestres e comerciantes do centro notaram aumento de pessoas nessa situação e cobram as autoridades
População se incomoda com falta de assistência
Comerciantes cobram providências
A constante presença de pessoas em situação de rua em praças da área central de Mogi das Cruzes vem tirando o sossego de comerciantes e pedestres que passam por estes locais
A constante presença de pessoas em situação de rua em praças da área central de Mogi das Cruzes vem tirando o sossego de comerciantes e pedestres que passam por estes locais. De acordo com o comerciante Rodrigo Ramos, de 79 anos, que mantém um estabelecimento na avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar, a situação tem impactado inclusive em seu comércio. "O pessoal vive sendo abordado por eles, então os clientes acabam ficando com medo. A situação é pior principalmente na parte da noite, quando muitos deles se aglomeram nas marquises. Faltam medidas eficazes para resolver isso", disse.
Para a comerciante Keyla Torraldo, 44, além da insegurança, há também os transtornos causados pelo abandono. "A Prefeitura limpa, mas eles sempre voltam. Além do lixo e dos pertences, eles fazem o local de banheiro. É muito desconfortável, o odor é muito forte", contou.
Situação semelhante é encontrada no largo Bom Jesus, segundo a atendente Jéssica Elen, 28. "Incomoda bastante, porque não ficam apenas na praça e vivem entrando nos comércios ou abordando as pessoas. A gente fica com medo, porque na maioria das vezes, estão alcoolizados. A Prefeitura precisa fazer algo urgentemente", comentou.
A perturbação do sossego também ocorre no largo 1º de setembro. É o que relata o auxiliar administrativo Wilson Rodrigues Santos,40. "Sempre aparece um ou outro pedindo dinheiro ou comida. A gente tem notado que ultimamente tem aumentado esse pessoal. Vira e mexe tem gente nova", destacou.
Outro lado
Questionada, a administração municipal informou que tem intensificado as ações de abordagem destas pessoas, com a finalidade de encaminhá-los para serviços de acolhimento ou reinseri-las ao convívio familiar. No entanto, segundo o coordenador do Centro Pop, Osni Damásio da Silva, o grande desafio tem sido a resistência apresentada. "Temos realizado ações integradas envolvendo as Secretarias de Assistência Social e Serviços Urbanos, bem como a Guarda Municipal, para que possamos fazer a higienização destes espaços e também o encaminhamento destas pessoas para atendimento. Mas, muitos sempre colocam exigências. Alguns até vão para o abrigo, mas logo retornam, devido ao vínculo com a rua", disse.
Atualmente o município oferece 156 vagas de acolhimento em abrigos. Número que foi reforçado durante este período de inverno. "Nós ampliamos em 20 vagas, mas em noites mais frias as entidades acabam até acolhendo mais pessoas. Isso será mantido até o início de setembro. Para voltarmos à quantidade normal, faremos desligamentos gradativos, conforme as pessoas forem retornando para suas famílias ou mesmo tendo condições de viverem sozinhas. De forma alguma elas serão despejadas", concluiu. (S.L.)
Fonte:Mogi News
Objetivo da ferramenta, que começa a funcionar no fim do mês, é facilitar o reclamante e agilizar manutenção
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes deve lançar ainda neste mês o aplicativo "Semae Conecta". Por meio da ferramenta será possível o reclamante comunicar a ocorrência de vazamentos de água ou esgoto utilizando o celular. O objetivo é facilitar o dia a dia dos mogianos e possibilitar que os problemas sejam solucionados com mais agilidade.
"No aplicativo haverá o campo 'Viu algo de errado na rua?'. Nele, a pessoa vai poder informar se trata-se de um vazamento de água ou de esgoto. Em seguida, é só adicionar o endereço. Isso poderá ser feito tanto utilizando o GPS do aparelho celular como digitando no campo indicado", explicou Paulo Beono Júnior, diretor-geral do Semae.
Segundo ele, a tendência é que outros serviços também sejam disponibilizados de forma gradativa. A previsão é que o aplicativo esteja disponível para download até o fim deste mês. No entanto, a data exata ainda não foi definida. "Já estamos com ele praticamente pronto. Estamos aguardando o Google incluir à loja virtual para que possamos iniciar os primeiros testes", informou.
O novo canal a ser implantado segue uma tendência que já vem sendo adotada pelo município. Serviços como o de Iluminação Pública, por exemplo, já contam com um aplicativo semelhante.
Agência Virtual
O próprio Semae já realiza uma série de atendimentos de forma online. No último dia 3, por exemplo, foi lançado a "Agência Virtual". Por meio dela é possível obter a segunda via da conta ou do carnê de parcelamento de débitos, além de poder solicitar certidão negativa ou acompanhar o andamento de atendimentos solicitados, bem como verificar a validade de algumas certidões.
Para conhecer o novo portal e usufruir das ferramentas ofertadas, basta acessar o domínio agenciavirtual.semae.sp.gov.br. Na ocasião será necessário informar alguns dados, como o número de cadastro do imóvel, por exemplo.
"Acho que quanto mais estivermos antenados e oferecendo este tipo de serviço, mais fácil ficará a vida da população, mas infelizmente isso ainda é pouco conhecido. Muitas pessoas procuram o atendimento presencial para emissão de segunda via de contas, por exemplo, sendo que isso é possível fazer via Internet, de forma mais simples e rápida", destacou.
Tecnologia ajudará a solucionar problemas com tubulações de forma ordenada
Beono: 'Outros serviços estarão disponíveis'.
Fonte:Mogi News