20 de maio de 2017 QUADRO DESTAQUE
Pacientes da unidade foram instaladas em outros setores do hospital. (Foto: Arquivo)
DANILO SANS
A maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes tem 38 leitos, mas ontem pela manhã mantinha 58 gestantes internadas. Como medida de curto prazo para resolver a superlotação, o hospital remanejou pacientes para outros setores, como ortopedia. A situação, porém, já foi pior.
Nesta quinta-feira, estavam lotados os 26 leitos do alojamento conjunto – ala onde as mães permanecem com os recém-nascidos sadios logo após o parto. Além disso, 16 leitos da ortopedia e outros 16 da ginecologia e obstetrícia mantinham gestantes. Na quarta-feira, o hospital chegou a abrigar 71 grávidas.
As medidas de contingenciamento do hospital foram mantidas. Por enquanto, o hospital continua atendendo à demanda espontânea, formada por gestantes que procuram o pronto atendimento por conta própria, por isso a necessidade de realocação de pacientes em outras alas. Já os casos de internação provenientes de entes externos, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), são encaminhados à Central de Regulação de Oferta de Serviços da Saúde (Cross), que os redireciona a outras unidades do Estado.
A Santa Casa diz que não precisou, até agora, transferir nenhuma paciente que teve o primeiro atendimento na unidade. Também é importante destacar que o setor de UTI Neonatal do hospital não foi prejudicado pela superlotação da maternidade, porque de acordo com a Santa Casa, o número de gestações de risco se manteve em baixa.
Ainda de acordo com a Santa Casa, em um dia normal de funcionamento, são realizadas entre 10 e 15 internações, já de 12 a 15 de maio, quando o número de pacientes aumentou de forma excepcional, a Santa Casa passou a internar uma média de 20 gestantes.
Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS), da Secretaria de Estado da Saúde, afirma que recebeu comunicado formal da Santa Casa de Mogi em relação à superlotação da maternidade, mas diz que não registrou suspensão nos atendimentos. “Caso exista a necessidade, as pacientes são redirecionadas a serviços de referência conforme grau de complexidade e pactuação regional”, completa.
O DRS acrescenta que acompanha a situação e garante que “nenhuma paciente ficará sem atendimento”, cabendo à unidade de atendimento inicial da gestante redirecioná-la ao serviço de referência. “Vale ressaltar que o SUS funciona em rede e, se houver eventualmente ocupação máxima de leitos em uma determinada cidade, os pacientes podem ser transferidos a outros hospitais da Região e do Estado que oferecem esse recurso”, finaliza.
Suzano
A Santa Casa de Suzano também chegou a trabalhar com a capacidade máxima esgotada, na última quarta-feira. No entanto, a entidade garante que a situação já voltou ao normal. Ontem, dos 39 leitos de maternidade, apenas 25 estiveram ocupados.
Suzano diz ainda que a lotação do dia 17 pode ter sido reflexo da restrição imposta pela Santa Casa de Mogi. Mesmo com os leitos cheios, o hospital suzanense garante que manteve os atendimentos. “Alguns leitos para alto risco ficaram reservados, até porque a unidade é referência para alguns municípios, como Guararema e Biritiba Mirim”, completa o DRS.
Ampliação
Mogi das Cruzes precisa de 20 novos leitos de maternidade pública, segundo avalia o secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis. Ele e o prefeito Marcus Melo (PSDB) estiveram reunidos com o secretário de Estado da Saúde, David Uip, para discutir a ampliação do Setor de Maternidade da Santa Casa ou a possível implantação de um novo serviço na Cidade.
O secretário aguarda também um retorno do Ministério da Saúde para ampliar a estrutura de maternidade em Mogi. Entre as possibilidades para criação de novos leitos, estão o investimento na própria Santa Casa ou até mesmo a locação de leitos em outros hospitais. “Precisamos resolver esse desafio. Dados técnicos comprovam que é preciso expandir”, acrescenta.
O diretor técnico da Santa Casa de Mogi, Ricardo Bastos, afirma que a ampliação do setor de maternidade do hospital envolve as secretarias municipal e estadual e não depende apenas da entidade. No entanto, ele destaca que as conversas já tiveram início. “De imediato, tivemos que tomar uma medida de curto prazo para resolver a superlotação”, diz. A saída foi destinar alguns leitos da ortopedia para a obstetrícia a fim de receber a grande demanda e manter o atendimento. “Também já sugerimos para as secretarias municipal e estadual que seja feita uma reconfiguração dos leitos da Santa Casa”, completa.
Em entrevista à TV Diário, Bastos disse que registrou boletim de ocorrência de preservação de direitos, porque tinha chegado um número “exagerado” de pacientes: eram 38 leitos para atender 71 gestantes. “Precisamos emprestar, inclusive, berços para acomodar os bebês”, destacou o diretor.
A entidade diz que o aumento no número de pacientes pode ser reflexo da migração de pacientes da rede particular, que dispunham de plano de saúde mas perderam o benefício, seja por desemprego ou redução nos gastos, e passaram a utilizar a rede pública de saúde.
Fonte:O Diário de Mogi
Prefeito reforçou que ação une vários serviços em um só local, e que intenção é facilitar acesso da população
Dezenas de pessoas aproveitaram o sábado para participar das atividades do Programa Bairro Feliz da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Corte de cabelo, esmaltação de unhas, emissão do cartão do Sistema Integrado de Saúde (SIS), brincadeiras para as crianças e a clínica de basquete com os atletas do Mogi/Helbor foram algumas das atrações disponíveis. A emissão do primeiro RG foi um dos serviços mais procurados pela população. Nessa edição o Bairro Feliz foi realizado no Centro Municipal de Programas Educacionais (Cempre) Professora Lourdes Lopes Romeiro Iannuzzi, no distrito de Jundiapeba. Uma das grandes atrações da iniciativa foi a participação de alguns atletas do Mogi/Helbor que deram aulas às crianças junto com o técnico Jorge Guerra, o Guerrinha.
A auxiliar de serviços gerais Daiane Ramos, de 25 anos, chegou cedo para aproveitar os serviços. "Trouxe meus dois filhos para tirar o primeiro RG. É uma ação muito boa, pois oferece diversão para as crianças e facilita o acesso aos serviços. No caso do RG, teria que ir ao Poupatempo, mas agora posso fazer aqui", ressaltou.
A desempregada Gilda Ferreira, 46, passou por todos os serviços de beleza oferecidos pelo Bairro Feliz. "Já fiz as unhas, depois vou tirar a sobrancelha e fazer limpeza de pele. É uma oportunidade para todos, pois ficaria caro fazer tudo isso. Podemos aproveitar os serviços e as crianças podem brincar. É um dia diferente, um dia feliz", destacou.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) explicou que o Bairro Feliz é a junção de vários programas e serviços da prefeitura que são oferecidos em um só lugar. Ele acrescentou que a intenção da iniciativa é facilitar o acesso da população. "Estamos levando os atendimentos do PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão), que normalmente funcionam de segunda a sexta-feira, para o sábado. A pessoa que trabalha e não tem como sair do trabalho tem seu pedido atendido nesse dia", acrescentou.
Melo informou que o Bairro Feliz tem evoluído a cada edição. "O RG foi uma parceria que solicitei ao delegado seccional Marcos Batalha, que tem permitido que muitas famílias tirem seu documento. A prefeitura tem feito esse papel de ajudar e facilitar o dia a dia trazendo novos serviços. O Bairro Feliz leva serviços, atividades de lazer e cultura. É a prefeitura presente nos bairros", afirmou.
Até Melo entrou no clima e arriscou arremessos no Cempre de Jundiapeba
Daiane: 'Trouxe meus filhos para tirarem RG'.
Gilda: 'É um dia diferente e muito feliz'.
Fonte:Mogi News
A Avenida Governador Adhemar de Barros, voltará a ser liberada ao trânsito, dentro de um mês. A medida que deve amenizar gargalos e congestionamentos no tráfego da área central da cidade, principalmente na altura do túnel "Tirreno Da San Biagio", foi anunciada pelos secretários municipais de Transportes, Eduardo Rangel, e de Planejamento, Cláudio de Faria Rodrigues, durante reunião na manhã desta terça-feira (16/05) na Câmara Municipal. Como membro da Comissão de Indústria e Comércio irei acompanhar de perto tais medidas para verificar o impacto na economia da cidade e também na mobilidade urbana dos mogianos. #VereadorFarofa #Farofa #PolitificaDiferente #TrabalhandoPorVoce #TrabalhandoPorNossaCidade #EspalheEssaIdeia
16 de maio de 2017 Cidades, QUADRO DESTAQUE
Foi a partir do veto do prefeito Marcus Melo (PSDB), que identificou a duplicidade, que o Legislativo percebeu o engano. (Foto: Arquivo/ O Diário)
LUCAS MELONI
Desde 2013, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes recebeu quatro projetos de lei semelhantes que propunham a concessão do status de utilidade pública à Associação de Amigos de Bairro de Vila Joia e Adjacências. Ela alcançou o feito graças a um pedido do vereador Mauro Araújo (PMDB), em novembro de 2014. Por pouco, a entidade não recebeu, em março deste ano, um segundo título do tipo, desta feita sugerido por Jean Lopes (PC do B), que não atentou-se ao fato de que um colega de parlamento já havia feito isto antes. Foi a partir do veto do prefeito Marcus Melo (PSDB), que identificou a duplicidade, que o Legislativo percebeu o engano.
A entidade que buscava a utilidade pública teria sido fundada pelo advogado Carlos Lucarefski, de 59 anos, em meados da década de 1990. Lucarefski foi vereador em Mogi das Cruzes entre os anos de 2013 e 2016. Dele partiu o primeiro dos quatro pedidos para a classificação de entidade de utilidade pública à associação de moradores da Vila Joia, em dezembro de 2013. A medida facilita a obtenção de recursos para projetos assistenciais (saiba mais nesta página). “Fiz o pedido, mas me disseram que faltavam alguns documentos para a conclusão do processo. Como eles não foram obtidos, retirei o pedido”, argumentou o ex-vereador. Nos bastidores, contudo, comenta-se que Lucarefski teria sido pressionado pelos colegas a retirar a proposta já que a entidade estaria sob comando de algum familiar e não poderia partir dele um pedido do tipo durante uma legislatura em que ele participasse.
Menos de um ano depois, em novembro, Mauro Araújo apresentou a segunda proposta – com uma redação bastante semelhante à primeira. Nela, o parlamentar afirma que a associação, localizada na Avenida Alexandrina de Paula, 470, na Vila Joia, tem papel importante e “vem fazendo ações de entretenimento para crianças e adolescentes e mais promovendo o cadastramento e a distribuição de gêneros alimentícios, que vínculada a órgãos estaduais de erradicação da fome como o viva leite (sic)”. Aprovado o pedido, a associação ganhou o status de utilidade pública por meio da lei 7.026/14.
Passados dois anos, em novembro de 2016, o ex-vereador Roberto Valença Lima (PMDB), sob posse do mesmo documento/pedido apresentado nas duas ocasiões anteriores, propôs o título de utilidade pública à entidade pela terceira vez. A proposta, contudo, foi arquivada porque era fim de legislatura, não deu tempo de encaminhá-la para votação e Valença, como se sabe, não fora reeleito.
No começo deste ano, Lucarefski pediu ao vereador Jean Lopes, seu colega na legislatura passada, que reapresentasse a proposta. Segundo ele, a Câmara teria dito que as propostas anteriores não tinham sido aprovadas. “Tinham me dito que não haviam aprovado por falta de documentos nas ocasiões. Por isso procurei o vereador Jean para pedir que apresentasse de novo porque a associação tem um trabalho importante no bairro e os moradores estavam me pressionando para isso”, disse o advogado. Há dois anos, Roseli Valentin Lucarefski, mulher do ex-vereador, preside a Associação de Amigos de Bairro de Vila Joia e Adjacências.
Lopes aceitou o pedido do ex-colega de parlamento. Ele, a exemplo dos demais parlamentares, pediu a utilidade pública à entidade com a mesma redação dos projetos anteriores. Os vereadores aprovaram a proposta em plenário em 21 de março.
A Casa Legislativa encaminhou o projeto para sanção do prefeito Marcus Melo. O jurídico da Prefeitura percebeu a duplicidade e Melo não sancionou o projeto. “Como se denota da análise do processo, a referida entidade já havia sido declarada de utilidade pública por meio de lei municipal 7.026/2014, razão pela qual este projeto de lei 13/17 perde o objeto. Desta forma, verificamos que assiste razão ao chefe do Executivo, que aborda razões técnicas e meritórias para apresentação do veto com base na contrariedade ao interesse público”, trouxe o documento devolvido ao Legislativo, no final de abril.
Questionado a respeito, o vereador Jean Lopes respondeu que não tinha conhecimento dos projetos anteriores e reconhece que houve descuido por parte da Câmara. “Estes tipos de projetos são corriqueiros aqui na Câmara Municipal e seguem, quase sempre, no piloto automático ao passarem pelas comissões (Departamento Jurídico, Justiça e Redação e Finanças, entre outras). Quando o ex-vereador Carlos Lucarefski me pediu, eu não imaginava que já havia sido aprovado o pedido antes. O Lucarefski me colocou em maus lençóis porque eu não teria como negar um pedido feito por um colega e não tinha como saber que já havia sido aprovado algo neste sentido”, rebateu.
Uma simples pesquisa numa velha ferramenta conhecida pelos parlamentares (o portal da Câmara na internet) permite a localização de todas as propostas. São elas as de números: 165/13 (projeto de autoria de Lucarefski), 141/14 (de Mauro Araújo), 171/16 (Roberto Valença Lima) e 13/17 (Jean Lopes).
Utilidade pública
A prática de tornar uma entidade de utilidade pública objetiva facilitar o acesso dela às verbas municipais, estaduais e federais para projetos sociais, de saúde e educação. Com a Prefeitura, a Associação dos Amigos de Bairro da Vila Joia e Adjacências não tem acordos de subvenção em nenhuma destas áreas. O fundador reconheceu que repassa litros de leite a cerca de 120 famílias por semana como parte do programa “Viva Leite”, da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo. Esta por sua vez, afirmou que o convênio firmado com a entidade cadastrada na Pasta desde 1º de janeiro de 1995 prevê sete entregas de leite por mês, totalizando 2.145 litros do produto.
“Cômico”
A questão dos projetos aprovados em duplicidade pela Câmara Municipal de Mogi das Cruzes para dar status de utilidade pública à Associação de Amigos de Bairro de Vila Joia e Adjacências demonstra um erro grotesco e uma situação cômica, na visão do advogado Laerte Silva, um dos fundadores da Rede Nossa Mogi (de onde se desligou em outubro passado). De acordo com ele, o Legislativo precisa ter mais cuidado e rigor com os projetos analisados pelos vereadores.
Silva observa que o descuido mostrou uma falha no controle da Câmara sobre as propostas que recebe. “Os episódios mostram que o controle do Legislativo é mais do que falho. Não era de se supor que isto acontecesse. Se houvesse um rigor maior, isto talvez não tivesse acontecido. É um quadro grotesco e até cômico. É o que a sociedade civil organizada de Mogi sempre discutiu. Há uma tendência maior à aprovação de títulos honoríficos e de utilidade pública por parte do Legislativo. Ao mesmo tempo, o caso demonstra a falta de interesse da própria instituição que não percebeu que já tinha o título de utilidade e o requereu de novo”, observou.
Na prática, a aprovação em duplicidade não gera gastos ao Município, mas representa um desgaste desnecessário aos parlamentares que poderiam ter tomado cuidado com um assunto tão simples.
Fonte:O Diário de Mogi