segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CIDADES: Melo: plano de obras será anunciado em 100 dias

1 de janeiro de 2017  Cidades, QUADRO DESTAQUE  
Marcus Melo diz que precisará cortar despesa; plano de obras deverá ser anunciado em 100 dias / Foto: Eisner Soares
Marcus Melo diz que precisará cortar despesa; plano de obras deverá ser anunciado em 100 dias / Foto: Eisner Soares
Marcus Melo diz que precisará cortar despesa; plano de obras deverá ser anunciado em 100 dias / Foto: Eisner Soares

PERFIL
Nome: Marcus Vinicius de Almeida e Melo
Idade: 44 anos
Nascimento: nasceu em Mogi das Cruzes e foi registrado em Biritiba Mirim
Estado civil: casado com Karin Ciocchi Melo
Filhos: Guilherme e Fernando
Formação: Administração de Empresas e Direito

CARLA OLIVO
Em tempos de crise política e econômica, o prefeito Marcus Vinicius de Almeida e Melo (PSDB) toma posse hoje no cargo e prioriza a manutenção dos serviços públicos e a preservação da qualidade de vida dos mogianos. Porém, apesar de adotar medidas como o já anunciado cancelamento dos desfiles das escolas de samba no Carnaval, redução de gratificações a comissionados, corte de pessoal e o início do Programa de Refinanciamento (Refis) previsto para este mês na tentativa de elevar a receita do Município, ele promete divulgar obras e investimentos após os 100 primeiros dias de governo. Enquanto isso, vai reavaliar e rever os contratos em andamento e conversar com fornecedores e prestadores de serviços. Já as grandes obras em execução, como o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio e a Avenida das Orquídeas, têm sua garantia, apesar de depender da regularidade dos repasses de recursos pelo Governo Federal para cumprir o cronograma de entrega no final deste ano. Na entrevista a O Diário, Melo revela suas primeiras medidas à frente da Prefeitura de Mogi e promete ir a Brasília pedir ajuda aos projetos da Cidade:


Qual a expectativa para este primeiro ano de mandato?
O meu desafio e de toda equipe é manter os serviços funcionando na Educação, Saúde, Segurança, enfim em todas as áreas, porque temos pela frente a questão econômica do País que vai demandar muita criatividade para que possamos fazer mais com menos. A Prefeitura hoje tem uma estrutura muito boa na Saúde e Educação que foi construída ao longo dos anos. O prefeito Marco Bertaiolli fez uma construção na saúde que tem custeio significativo, mas foi pensada há 8 anos, 4 anos, quando a situação econômica do País era uma crescente de despesa e receita. Hoje as receitas estão caindo por conta da recessão econômica, mas vou trabalhar muito para que nenhum serviço tenha descontinuidade.

De que forma reverter esta queda na receita?
Isso vai depender muito da arrecadação do dia a dia. Temos que trabalhar na contenção de despesas, gerenciar de maneira correta os contratos e serviços, buscar novos investimentos dos governos Estadual e Federal e em outras áreas que são possíveis dentro da legislação, além de recursos de dívida ativa e, ainda, ser eficientes na cobrança dos tributos existentes, como ISS(Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), taxas, dívida ativa e todos os recursos que são 100% do Município.

O Refis (Programa de Recuperação Fiscal) começará neste mês?
Temos projeto já em estudo, dentro do plano de 100 dias, para verificar a viabilidade de um Refis, que permitirá a entrada de recursos principalmente dos grandes devedores e que poderá contribuir com a receita do Município. Esta é uma das primeiras medidas que será tomada.

Quais serão as outras medidas?
Vamos reavaliar e rever todos os contratos em andamento e conversar com os fornecedores e prestadores de serviços. Teremos redução da gratificação dos comissionados, que são ajustes necessários de acordo com a realidade do momento, e vamos repensar toda a relação de consumo da Prefeitura com os fornecedores. Os projetos em andamento têm prioridade na continuidade porque foram pensados com a finalidade de beneficiar o usuário final, que é o mogiano, e inclusive participei da grande maioria deles.

Haverá cortes de pessoal?
Teremos algumas reduções também no pessoal e entendo que a única opção que o gestor público tem é o corte de alguns cargos comissionados. Isso será analisado neste mês, quando teremos alguns ajustes, mas estes cortes serão feitos com muita responsabilidade para não termos nenhuma descontinuidade dos serviços.

O que diria aos mogianos e aos empresários sobre o pagamento dos tributos?
Cada cidadão, empresa e empresários tem suas necessidades. E as contribuições dos tributos do Município são revertidas à própria população, então cabe aí a responsabilidade de todos para que provenham  serviços onde nós moramos. Às vezes, estas pessoas não sabem dos serviços que a Prefeitura realiza no Município. A Saúde, a Educação e a própria manutenção da Cidade demandam recursos financeiros. O meu pedido é para que as pessoas possam se esforçar a fim de manter os pagamentos em dia para que a Prefeitura possa prestar um bom serviço e retornar os recursos que são pagos pelos tributos.


Grandes obras em andamento, como o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio e a Avenida das Orquídeas, estão garantidas?
Estas são obras de convênios, de contratos junto com o Ministério das Cidades. A Prefeitura levou os projetos e conseguiu os recursos para investimento nestas obras. Isso está garantido com previsão de entrega até o final deste ano.Dependemos do repasse do Governo Federal e se eles forem mantidos em dia será uma grande conquista da Cidade receber estas duas obras.

E a situação do atraso nos repasses federais em outras áreas?
Existe um atraso e temos mantido sempre um bom relacionamento com os governos do Estado e Federal, além de trabalharmos por aquilo que nós, mogianos, temos direito dentro da proporção do Município, que tem quase 500 mil habitantes e uma qualidade de vida muito boa. O grande desafio é manter isso.

Como o senhor recebe a Cidade hoje?
Trabalhei com o prefeito Marco Bertaiolli desde o primeiro dia de sua gestão, em 1 de janeiro de 2009, e vi Mogi evoluir, crescer muito. Tivemos a oportunidade de melhorar os serviços e meu grande desafio é olhar sempre para a frente, ver o que podemos construir, modernizar, ampliar. Sou mogiano e temos que trabalhar para permitir, principalmente às crianças de hoje, uma qualidade de vida melhor no futuro. Algo que me move muito e me tocou bastante como candidato e pessoa são as crianças e temos que pensar sempre no futuro delas.

E como Mogi deve estar daqui a quatro anos?
Espero olhar para trás, daqui a quatro anos, junto com minha equipe e a população, e dizer que Mogi está melhor do que hoje em todos os aspectos. Quero poder compartilhar esta alegria como todos os mogianos, mas sei que a atribuição não é só do prefeito. Temos que construir uma cidade mais participativa, com o envolvimento da comunidade. É natural as pessoas procurarem a Prefeitura achando que ela tem a solução de tudo. A Prefeitura faz parte, mas a solução cabe a todos nós. Minha vontade é estar mais próximo da população, vivenciar o dia a dia das pessoas, porque aprendo muito ouvindo. E quando há este contato nos bairros com os moradores, temos uma percepção melhor e conseguimos tomar a decisão dentro daquilo que for necessário e de maneira mais adequada. Quero ampliar isso.

Com o aumento dos serviços, cresce também a demanda. Quais áreas com mais necessidade de investimentos?
Há necessidade de ampliação de investimentos na segurança e manutenção da Cidade. Saúde e Educação são frentes de trabalho com demanda contínua e sempre terão a grande atenção que recebeu nos últimos anos. Temos o desafio de possibilitar a entrada de novas empresas no Município para melhorar a questão do emprego, principalmente desburocratizando, auxiliando, apoiando e convidando as empresas que queiram investir em nova planta ou unidade. Precisamos convidá-las para conhecer Mogi e com certeza entenderão que a Cidade é uma ótima opção.

Uma das áreas com potencial para receber empresas é o Taboão, mas os empresários cobram melhorias na infraestrutura. Há planos para investimentos no Distrito Industrial?
O Taboão é uma área particular e temos no nosso projeto um diálogo com os proprietários para buscarmos caminhos a fim de outras empresas possam se instalar em Mogi.

Neste ano serão anunciadas obras?
Vamos falar sobre novos projetos nos primeiros 100 dias do governo. Temos um planejamento para obras, mesmo em período de crise, mas não posso adiantar isso agora.

Como foram os últimos meses após as eleições?
Tivemos uma transição, principalmente com relação aos secretários, equipe, avaliação dos contratos e análise da parte financeira. Conheço bem a estrutura da Prefeitura, como cada secretaria, departamento e diretoria funciona, então, é ainda um momento de muito diálogo e conversa na construção da equipe para 2017-2020, onde nosso projeto é para que a Cidade não tenha descontinuidade. Sei da grande responsabilidade de assumir como prefeito, mas como sempre fiz na vida, vou trabalhar muito para manter tudo funcionando.

Ser prefeito era um sonho?
Ser prefeito é algo que foi acontecendo. Como vim para a Prefeitura, comecei a conviver, viver, vivenciar e aprender a gostar da própria estrutura da Prefeitura. A figura do prefeito, que dentro do Brasil ainda tem eleição de voto direto, com a gestão bem feita como Mogi é um exemplo para o Brasil inteiro, ainda é a condição de melhorar a vida das pessoas. A gente encontra em outros municípios problemas e podemos afirmar que Mogi evoluiu, cresceu e melhorou a qualidade de vida das pessoas. Isso é possível graças à boa gestão e administração, além de muita responsabilidade do prefeito Bertaiolli que eu acompanhei em todos os grandes projetos.

Como o ex-prefeito atuará na atual gestão?
Antes de qualquer coisa, ele é mogiano e o desejo dele é que a Cidade melhore e vá bem porque ele mora aqui. Ele vai continuar conosco sempre com a experiência de ter sido prefeito durante oito anos, como conselheiro e amigo. Sempre poderei contar com ele no dia a dia, com uma boa conversa e diálogo para que possamos fazer as escolhas certas.


Qual a expectativa de relacionamento com os governos estadual e federal?
O prefeito Bertaiolli ter recebido o presidente da República Michel Temer no Município é uma satisfação para a Cidade toda. Ele veio conhecer Mogi porque teve uma boa referência para inaugurar unidades habitacionais do ´Minha Casa, Minha Vida´, na Kaoru Hiramatsu, onde construímos os apartamentos, uma escola de período integral, duas creches e uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento). Como mogiano, fico muito feliz pela visita do presidente, a maior autoridade do País, no período em que fiz parte da administração. O ministro das Cidades (Bruno Araújo) fez o convite e vou a Brasília fazer uma visita a ele, assim como a outros ministros, a fim de buscar recursos ao Município. O presidente da República reforçou que não era um convite, mas sim uma convocação. Então, vou bater na porta do presidente também.

Quando a crise econômica deve começar a dar trégua?
As projeções para o cenário econômico do País apontam que somente em 2018 começará a haver uma retomada. E isso será muito por conta do que o Governo Federal vai implementar e quais os recursos que irá disponibilizar aos municípios para fazer com que a máquina da economia volte a se mover. Pode-se falar em consumo, da construção civil e de recursos para investimentos. E a Prefeitura como maior empresa do Município, que tem a maior quantidade de colaboradores, pode fazer a economia local da Cidade ser ampliada. A busca destes recursos faz com que a economia local volte a ter uma retomada. Mas a economia deve se estabilizar para que a gente possa sair desta curva de crise para um período de crescimento.

O fato de 2018 ser um ano eleitoral também traz boas expectativas?
Deveríamos ter eleições a cada quatro anos porque ora não se pode fazer isso ou aquilo porque é ano de eleições municipais, ora não se pode por causa da eleição presidencial. E a Cidade continua e as pessoas necessitam de serviços públicos. Precisávamos de uma mudança na legislação eleitoral.

Há dinheiro em caixa?
Mogi tem suas contas em dia porque trabalhamos para manter a ordem dos recursos financeiros e sempre ajudei o próprio prefeito a cuidar da parte financeira da Cidade e do Semae (Serviço Municipal de Águas e Esgotos). A Cidade mantém todos os pagamentos em dia e isso é importante para a continuidade dos serviços.



Confira neste link a entrevista com o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), que se despede hoje da chefia do Executivo Municipal

Fonte:O Diário de Mogi

CIDADES: Bertaiolli: sensação é de “missão cumprida”

1 de janeiro de 2017  Cidades, QUADRO DESTAQUE  
O prefeito Marco Bertaiolli tira férias de 30 dias e diz ter a sensação de “missão cumprida”. Governou Mogi das Cruzes durante oito anos. “Sentirei saudades porque não fui prefeito de Mogi por acaso” / Foto: João Ricardo Santo
O prefeito Marco Bertaiolli tira férias de 30 dias e diz ter a sensação de “missão cumprida”. Governou Mogi das Cruzes durante oito anos. “Sentirei saudades porque não fui prefeito de Mogi por acaso” / Foto: João Ricardo Santo
O prefeito Marco Bertaiolli tira férias de 30 dias e diz ter a sensação de “missão cumprida”. Governou Mogi das Cruzes durante oito anos. “Sentirei saudades porque não fui prefeito de Mogi por acaso” / Foto: João Ricardo Santo

PERFIL
Nome: Marco Aurélio Bertaiolli
Idade: 48 anos
Nascimento: Mogi das Cruzes
Estado civil: casado com Mara Bertaiolli
Filhos: William, Thayna e Maitê
Formação: Administração de Empresas

CARLA OLIVO
Uma sala de 88 metros quadrados, com paredes brancas de 0,80 centímetros entre o piso e o início das janelas de vidro – que permitem visão cinematográfica da Serra do Itapeti à esquerda de quem está sentado na cadeira giratória em couro na cor preta – e instalada no andar mais alto da sede da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Foi neste ambiente amplo, moderno e clean que o ex-prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) despachou quinta-feira pela última vez. O novo gabinete, construído durante a reforma do prédio do início da década de 80, foi usufruído por seu idealizador apenas nos quatro meses da reta final de seus dois mandatos – que totalizam 8 anos – à frente do Executivo. Hoje, ele o passará ao novo prefeito, Marcus Melo (PSDB), eleito com seu apoio e sob a promessa de dar continuidade aos projetos da gestão encerrada ontem. Na entrevista a seguir o ex-prefeito faz um balanço de sua administração, aponta os principais desafios do próximo governo diante das dificuldades geradas pela crise econômica do País e revela os planos para este ano.


Qual deve ser o primeiro pensamento ao acordar amanhã?
Primeiramente, tenho absoluta certeza de que é hora de renovar e de entrar um prefeito com fôlego novo. Eu me sinto plenamente realizado enquanto prefeito e com a consciência tranquila de que fiz o melhor que podia pela minha Cidade, com o respaldo da população. De outro lado, claro, sentirei saudades porque não fui prefeito de Mogi por acaso, me preparei e trabalhei para isso a vida inteira e me realizei. Mas, como tenho a consciência tranquila da missão cumprida, de ter feito um bom mandato, de saber que a democracia exige a renovação e de que isso é correto. Viajo agora e nunca tirei 30 dias de férias, mas vou tentar.
E depois?
Já começo a atuar a partir deste ano como representante da minha Cidade junto aos governos do Estado e Federal. Serei útil a Mogi e ao prefeito Marcus Melo, utilizando o relacionamento com o governador Geraldo Alckmin, a fim de trabalhar junto ao Governo do Estado as demandas de Mogi. Também usarei o relacionamento do nosso partido e dos amigos que temos em Brasília para defender os projetos da Cidade. Já começo a atuar como deputado federal ainda sem ser eleito. Também vou me dedicar à reorganização do partido, que é novo principalmente na região que administro, que vai de São Paulo ao Rio de Janeiro. Este trabalho nada mais é do que fortalecer minha pré-candidatura a deputado federal e reestruturar um partido forte, que hoje é o terceiro maior do País.

Há convites para atuar na gestão pública?
Não que eu tenha e nem que não tenha recebido convites. Mas preciso perseguir o objetivo traçado, que é disputar as eleições de 2018 como deputado federal. Não posso me desvirtuar deste caminho. Pela primeira vez na história Mogi não tem um deputado federal. Sempre tivemos pelo menos dois e este é o primeiro mandato em que a gente não tem nenhum. Senti na pele o que é isso porque muitas obras que fiz em Mogi foram com resultados de recursos angariados pelos nossos deputados federais. Construi a Única Fisioterapia e a de Jundiapeba com dinheiro que o Valdemar Costa Neto enquanto deputado federal mandou para Mogi. Também fiz obras importantes com recursos e emendas que o deputado Junji Abe conseguiu. E neste mandato não temos nenhum recurso de emendas de Brasília porque não há um deputado da Cidade lá. Vou me preparar, trabalhar e estudar para ser eleito deputado federal em 2018.

Como o senhor entrega Mogi?
Mogi hoje é uma cidade melhor daquela que encontrei. E isso não é nenhum demérito ao que eu encontrei. Não é mais do que obrigação de todo prefeito elevar a Cidade do ponto que ele pegou a um ponto superior. O prefeito que me suceder tem obrigação de fazer isso e assim sucessivamente. Mogi cresceu demais nos últimos anos, assim como as demandas por serviços públicos. Mas, se comparados a outras cidades do mesmo porte, temos serviços públicos de qualidade, principalmente em Saúde e Educação. Mogi hoje é uma das melhores cidades do Brasil para se viver. Sob qualquer aspecto que se analise está entre as 50 maiores e melhores cidades dentre as 5.550 do País. Eu me sinto realizado e faço um balanço muito positivo dos 8 anos de mandato. Quando candidato a prefeito estabeleci prioridades e um plano de governo. Na primeira gestão, de 2009 a 2012, cumpri tudo o que foi proposto. Renovei os compromissos para a gestão de 2012 a 2016, novamente concluí o plano de governo e fiz 150% do que foi estabelecido como meta nas áreas da Educação, Saúde, Mobilidade, Segurança, Urbanização, Lazer, Cultura, em todas.
E as principais obras?
Na área da Saúde foram 34 prédios construídos nestes 8 anos, entre eles, a Única (Única Clínica Ambulatorial) em Jundiapeba, a Única Fisioterapia, 2 Upas (Unidades de Pronto Atendimento), o novo Pró-Mulher, que é a Secretaria de Saúde, o Hospital Municipal… Na Educação então, nem se fale. São 75 prédios construídos, entre eles 66 escolas de educação infantil e creches, 6 Cempres (Centros Municipais de Programas Educacionais) e o próprio prédio da Secretaria Municipal de Educação. Na Cultura não há como não citar o famoso e tão aguardado Centro Cultural de Mogi. No Lazer, entregamos mais um parque, que é o Parque da Cidade, um projeto magnífico, no Centro de Mogi. Na Mobilidade Urbana, além de dezenas de quilômetros de avenidas que fizemos, entre elas a Avenida Julio Simões, temos o Complexo Viário Tirreno Da San Biagio, que é uma inovação na Cidade. Urbanizamos 10 bairros inteiros, como na Kaoru Hiramatsu e, na Habitação, foram 6 mil novas moradias.

Há outras conquistas?
Há tudo o que mantivemos funcionando. Não construímos a merenda escolar em Mogi, mas fizemos a melhor merenda do Estado de São Paulo. Estes serviços de qualidade prestados tornam a Cidade mais carinhosa. Algo interessante que despertei nas pessoas foi o amor Mogi, este conceito de administração, seja através da bandeira, porque não havia uma bandeira de Mogi exposta na Cidade e eu coloquei na primeira avenida que fiz, a Yoshiteru Onishi, seja pelo time de basquete que leva o nome de Mogi a todo o País e hoje é campeão paulista e sulamericano.

O que deixou de ser feito?
Pode parecer presunção dizer que não tenho o que gostaria de ter feito, mas tudo o que idealizamos e era possível ser feito e muitas vezes, beirando até o impossível, nós fizemos. Porém, as demandas não acabam nunca. Posso listar um milhão de coisas que a Cidade precisa, mas dentro do que gostaria de ter feito, posso dizer que sou um prefeito realizado porque tenho a convicção de que ninguém faria mais do que fizemos.

E se houvesse o terceiro mandato?
Não seria tão bom quanto foram os dois. Este é o segredo da democracia. Estes 8 anos foram intensos, de muita dedicação e é óbvio que nos consumimos, porque ninguém é máquina. Entendo que é preciso ter novas ideias e novo oxigênio, com a alternância do poder para que as coisas continuem funcionando. O período de 8 anos foi o tempo exato. É preciso renovar, mudar, ter um novo jeito de fazer política em Mogi no sentido de uma nova administração.


Como está o caixa da Prefeitura?
Absolutamente em ordem. Entrego a Prefeitura de Mogi com todas as contas rigorosamente em ordem e pagas, além de dinheiro na Caixa Econômica Federal (CEF) para os pagamentos das obras em andamento, como o Complexo Viário Jornalista Tirreno da San Biágio, com a construção do segundo túnel, que deve ficar pronto no final do ano, e a Avenida das Orquídeas, que liga a Rua Professor Flaviano de Melo, no Centro, até a divisa com Suzano, em Jundiapeba, e é formada por três vias, a Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, entregue no mês passado, a Guilherme Giorgi e a Orquídeas, que ficarão prontas até o final deste ano.

Quais os desafios do novo prefeito?
Por mais que a Cidade esteja em ordem, os recursos arrecadados pela Prefeitura de Mogi estão diminuindo e as incumbências aumentando. Ampliamos a rede de saúde pública e temos oito unidades funcionando 24 horas por dia, assim como o Hospital Municipal. Isso tem custo e tão importante quanto construir é manter em funcionamento. O Marcus Melo precisa deste apoio para manter Mogi funcionando. Temos agora 50 mil alunos na rede municipal. Quando cheguei à Prefeitura eram 30 mil. A qualidade do ensino e a construção de 75 escolas ampliou o número de alunos. Inaugurar uma escola é maravilhoso, mas depois é preciso custeá-la todos os meses pelo resto da vida. E este será um ano de muitos desafios econômicos.

O que deve ser feito?
Estamos em momento de crise econômica no País, temos 15 milhões de pessoas desempregadas e quando o trabalhador perde o emprego, tira o filho da escola particular e coloca na escola da Prefeitura, perde o convênio médico e vai ao posto de saúde da Prefeitura e atrasa o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A crise faz com que a arrecadação da Prefeitura tenha queda, mas os serviços só aumentam. Este distanciamento é a conta que não fecha porque você tem que atender mais pessoas, demandar mais serviços públicos com menos recursos e dinheiro. O maior desafio para este ano é ter um administrador que feche esta conta, aperte os cintos e priorize o que é prioridade entre as prioridades. O Marcus Melo tem um trabalho árduo pela frente, será um grande gestor e estarei o tempo todo à disposição para colaborar no que for necessário.

Como foi o período após as eleições?
Não deu tempo para pensar. Entramos em um ritmo frenético na Prefeitura para administrar a Cidade, fechar as contas e entregar as obras que queríamos. Inauguramos tudo e até de uma forma bastante importante, com a presença do presidente da República, Michel Temer, e do governador do Estado, Geraldo Alckmin, em Mogi, para entrega de mais uma UPA, duas creches, um Cempre, uma avenida duplicada e 420 apartamentos. O Fórum de Braz Cubas também está pronto. Acertei com o governador e o Estado vai entregá-lo ao Tribunal de Justiça, que começará a equipá-lo para que esteja funcionando até abril. Iniciei o mandato no dia 2 de janeiro de 2009, visitando a encosta do Jardim Layr, que estava desabando, com o coronel Eli (Nepomuceno, ex-secretário municipal de Segurança). Foram tiradas de lá 300 famílias que corriam risco. E no dia 30 de dezembro, último do meu governo, inaugurei o Parque da Cidade.Não parei um dia nestes 8 anos.

Há um acordo para que o vice-prefeito Juliano Abe seja o candidato a prefeito daqui a quatro anos?
Isso não existe. O único acordo político que há é dar todo o apoio ao Marcus Melo para que ele seja o melhor prefeito desta Cidade, porque é isso que Mogi merece.

Qual a mensagem de Ano Novo?
O fim de ano é um período de solidariedade, quando as pessoas estão mais sensíveis, fraternas e abertas. Minha mensagem é um desafio para que consigamos levar isso aos 365 dias do ano. Agradeço de coração à população de Mogi, por me consentir ter sido prefeito da minha Cidade, ser reeleito com a maior votação do País em cidades desse porte e pela aprovação tão importante que tenho hoje.



Confira neste link a entrevista com o prefeito Marcus Melo (PSDB), que assume o Executivo a partir de hoje

Fonte: O Diário de Mogi
Último ato:
Deputados participam de cerimônia em Biritiba
O deputado estadual André do Prado (PR) e o deputado federal Marcio Alvino (PR), estiveram na quarta-feira em Biritiba Mirim para acompanhar o último ato público do governo do prefeito Carlos Alberto Taino Júnior (PSDB), o Inho, que prestou contas de sua gestão ao longo de seus dois mandatos, agradeceu o apoio que sempre recebeu dos parlamentares e assinou convênio para a liberação de emenda parlamentar federal no valor de R$ 700 mil, para a realização de obras de infraestrutura, e o contrato para que as obras de construção da sede municipal do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, sejam terminadas
Foto: Divulgação


André do Prado e Marcio Alvino visitaram o prefeito
O deputado estadual André do Prado (PR) e o deputado federal Marcio Alvino (PR), estiveram na quarta-feira em Biritiba Mirim para acompanhar o último ato público do governo do prefeito Carlos Alberto Taino Júnior (PSDB), o Inho, que prestou contas de sua gestão ao longo de seus dois mandatos, agradeceu o apoio que sempre recebeu dos parlamentares e assinou convênio para a liberação de emenda parlamentar federal no valor de R$ 700 mil, para a realização de obras de infraestrutura, e o contrato para que as obras de construção da sede municipal do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, sejam terminadas.
Em seu discurso, André do Prado falou sobre o bom trabalho desenvolvido pelo prefeito Inho, ao longo de seus oito anos de mandato. Além disso, o deputado estadual fez questão de destacar que a parceria com Biritiba Mirim e os biritibanos continua.
"Quando você assume o mandato de prefeito de um município, os sonhos dão lugar aos desafios, que são muitos. A cidade possui o menor orçamento de toda a região e, mesmo assim, importantes obras foram realizadas nas áreas de: Saúde, Educação, Infraestrutura e Assistência Social, melhorias que marcam toda a sua gestão e serão lembradas por muitos anos pelos moradores desta cidade. Quero, também, destacar que tenho um compromisso com Biritiba Mirim e seus cidadãos", afirmou Prado.
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Fonte:Mogi News

Cerimônia: Zé Luiz Monteiro é empossado prefeito de Arujá

Foto: Divulgação


Luiz Monteiro é o novo prefeito de Arujá
O prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro, tomou posse do cargo hoje, em cerimônia no Clube União Arujaense. Além dele, o vice-prefeito Márcio de Oliveira e os quinze vereadores eleitos em outubro também foram empossados. O ex-prefeito Abel Larini participou da cerimônia.
José Luiz Monteiro é o 12º prefeito a comandar Arujá na história. No discurso de posse prometeu trabalhar pela justiça e o equilíbrio social e administrar o município de forma austera e responsável.
“Responsabilidade será a palavra chave do nosso mandato. É uma responsabilidade de atender 90 mil pessoas todos os dias. Os povos lutam por dignidade, segurança, capacidade de se desenvolver e crescer e nós assumimos a responsabilidade de fazer a cidade continuar no caminho do crescimento”, afirmou.
Se despedindo do quarto mandato à frente do Executivo, Abel Larini destacou que o sucessor recebe a administração municipal sem dívidas e o aconselhou. “A sociedade quer resultados. Não gaste mais do que pode gastar e não faça mais do que pode fazer. De minha parte, agradeço à minha família e à população de Arujá. Saio com a sensação de dever cumprido porque transformamos a cidade”.
Após a posse no Clube União, José Luiz Monteiro, Abel Larini e Márcio de Oliveira se dirigiram à Prefeitura para assinarem a transmissão dos cargos. As esposas Silmara Andalaft Fialho, Flora Regina Franco Larini e Sanai Watanabe de Oliveira os acompanharam.

Fonte:Mogi News