sexta-feira, 1 de março de 2013

Boca no trombone Dinheiro para a saúde Junji Abe


Boca no trombone
Dinheiro para a saúde
Junji Abe

Já perdi a conta das ações desenvolvidas, desde que chegamos à Câmara, em fevereiro de 2011, para tentar reverter o caos financeiro que atola santas casas e hospitais filantrópicos, fazendo da saúde pública um fosso infindável onde a população cai doente, com baixas perspectivas de atendimento e chances seminulas de cura. Nem os sucessivos apelos dos colegiados do Congresso, de que fazemos parte, receberam um lampejo de esperança vindo do Planalto.

Chegamos ao limite da ameaça de suspensão da assistência eletiva nas santas casas e filantrópicas da saúde no País. São elas que realizam cerca de 10 milhões de atendimentos por ano e respondem por 45% de todas as internações feitas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). É fácil entender por que acumulam dívidas impagáveis: recebem apenas R$ 65 para cada R$ 100 gastos em serviços prestados. 
A tabela SUS, que dita a remuneração das conveniadas, está absurdamente defasada. Estamos carecas de cobrar a nunca atendida correção dos valores. O buraco é mais embaixo. Não adianta determinar o reajuste, se o Ministério da Saúde não tiver recursos em caixa para bancar a atualização. 
O governo precisa colocar mais dinheiro no setor. Não significa abrir linhas de financiamento, com juros e correção. Mas sim, injetar verbas públicas para resgatar a dignidade do paciente do sistema público, incluindo repasses coerentes pelos atendimentos prestados pelas santas casas e hospitais filantrópicos. 
Estamos preparados para dar um ultimato na União. Autorizada pelo presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), a Comissão Especial do Financiamento da Saúde Pública ouvirá provedores das santas casas, dirigentes de hospitais filantrópicos e especialistas para elaborar o projeto de lei contendo ações e valores a serem aplicados no sistema para restabelecer o equilíbrio financeiro e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos pacientes do SUS. 
A proposta tramitará em regime de urgência. Nosso objetivo é obrigar o governo a investir dinheiro na saúde. Isso envolve adequação de estruturas, equipamentos, medicamentos e pessoal, além dos repasses coerentes às conveniadas.

Por mais absurdo que seja, o Governo Federal é quem menos contribui para manter a saúde. Municípios são obrigados a investir o mínimo de 15% da receita no setor, enquanto estados têm de aplicar 10% e a União põe parcos 6% . Há recursos federais para viabilizar os investimentos. Basta estabelecer a prioridade. E, sem criar qualquer outro imposto que aumente a já estratosférica carga tributária.


Junji Abe é deputado federal pelo PSD-SP

Fonte:Mogi News

Tribuna Livre Distorção Dirceu Do Valle


Tribuna Livre
Distorção
Dirceu Do Valle
Dia desses, visitando as lembranças de menino, resgatei em algum canto da memória as poucas idas que fiz ao Playcenter.

E nessa nostalgia, entre as lembranças de uma época em que tudo era mais leve, segui enumerando mentalmente os brinquedos preferidos e que entretinham a molecada no parque de diversões, com destaque, ao que aqui interessa, daquela sala cheia de espelhos, todos distorcendo, cada um a sua maneira, a imagem dos que diante deles se postavam. Baixos ficavam altos. Magros ficavam gordos. Cabeças aumentavam e diminuíam. Tudo se modificava. Era engraçado. Bons tempos. Risada geral.

Abrindo os jornais da semana, como em um déjà vu, vem à cabeça as mesmas imagens, especialmente da dita sala de espelhos. E neles o reflexo de um homem barbudo. Em um, esguio. No outro, obeso. Cabeça pequena. Cabeça grande. Em todas, cara-de-pau.

Lula, presidente emérito como diz o jornalista João Bosco Rabello, ou presidente adjunto, como apontou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segue sem mandato, mas atuando como um presidente paralelo. Tudo no Planalto, ao que parece, tem o dedo dele. Do periférico ao principal.

Aliás, Lula, através do Instituto que leva seu nome, segue como a eminência parda do Brasil. Manda e desmanda. Além de Brasília, agora pilota São Paulo. Fernando Haddad, afilhado político que deve seu mandato a estrela maior do petismo, assistiu, sabe-se lá se constrangido, o padrinho comandar a primeira reunião de seu secretariado.

E falando em imprensa, Lula, conhecido por suas pérolas capazes de fazer corar um monge de pedra e de enlouquecer qualquer assessoria, disse, durante evento comemorativo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), comparar-se com Abraham Lincoln, ex-presidente norte-americano, líder da luta contra a escravidão à época da guerra civil que assolou os Estados Unidos.

Até aí, nada demais. Lula já se comparou a Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Tiradentes e, até mesmo, Jesus Cristo. Diante de personalidades tão diferentes, comparar-se a todos, desculpem a blague, tem, inegavelmente, um "que", além da megalomania, de esquizofrenia. Ambas perigosíssimas. Controláveis por remédio. Ou, no caso em discussão, senso de ridículo.

Os espelhos do Playcenter, propositalmente defeituosos, traziam alegria, e descontração. Enfim, agradáveis. Os de Lula, patologicamente defeituosos, tapa na cara do povo em tempos de mensalão, trazem escárnio, irrealidade e falsa percepção. Para não exagerar nos adjetivos.
Lula, assim como outros, teve sua importância. Esquece, porém, diferentemente dos grandes de verdade e por ele invejados, que elogio em boca própria tem cheiro de mofo.


Dirceu do Valle é advogado e professor da pós-graduação da PUC/SP

Fonte:Mogi News

Cetesb dá ultimato à Queiroz Galvão


Cetesb dá ultimato à Queiroz Galvão
SEX, 01 DE MARÇO DE 2013 00:00
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Se a empreiteira Queiroz Galvão não atender o pedido da Cetesb, o licenciamento do aterro sanitário do Taboão será arquivado / Foto Arquivo


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) anunciou ontem (28) que vai notificar a Queiroz Galvão a apresentar, num prazo de 60 dias, a renovação da certidão “positiva” de uso e ocupação do solo expedida pela Prefeitura há aproximadamente oito anos para a área destinada à instalação do lixão. E deu um ultimato para a construtora: Se não atender ao solicitado, o licenciamento do aterro sanitário do bairro do Taboão será arquivado.

A determinação da Cetesb poderá colocar fim a um processo que se arrasta há uma década, já que a Administração Municipal, segundo o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), está impedida de emitir a certidão em função de impasse judicial.

E na nota divulgada à imprensa,no início da tarde de ontem (28), a Cetesb é clara: “Caso o empreendedor não apresente o documento no prazo estipulado, o processo de licenciamento ambiental do aterro será arquivado”. O prazo de 60 dias dado para a Queiroz Galvão, por sua vez, será contado a partir da data de recebimento da solicitação, a ser enviada pelos Correios. A previsão da Cetesb era de que a notificação fosse postada entre ontem e hoje. (Mara Flôres)

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Fonte:O Diário de Mogi

Prefeitos querem alterar pedidos


Prefeitos querem alterar pedidos
SEX, 01 DE MARÇO DE 2013 00:27
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Prefeitos da Região e secretário Edson Aparecido participaram ontem da reunião do Condemat / Foto Edson Martins


Depois de quase um ano da apresentação da Agenda Metropolitana, feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em cerimônia ostentosa no Paradise Golf & Lake Resort, em Jundiapeba, com anúncio de investimentos de R$ 9,5 bilhões para os 11 municípios do Alto Tietê, os novos prefeitos eleitos em outubro resolveram propor alterações no pacote de obras e serviços já estipulado.

Ontem (28), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), em Suzano, o secretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido confirmou que outros projetos podem ser inseridos ou modificados.

“Agora temos um novo quadro político e por isso os novos prefeitos precisam conversar para adequarmos a Agenda ao que desejam. Isso não significa que os projetos não estejam andando, mas há necessidade de alterações”, afirmou o secretário. (Sabrina Pacca)

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Fonte:O Diário de Mogi